quinta-feira, 21 de março de 2013

Impunidade a vista

Justiça concede liberdade a motorista que atropelou ciclista na avenida Paulista



A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quinta-feira (21), o pedido de liberdade de Alex Kozloff Siwek, acusado por atropelar um ciclista na avenida Paulista no último dia 10. O desembargador Breno Guimarães, da 12ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo também determinou a suspensão da habilitação de Siwek até o desfecho da ação penal. O acusado fica, ainda, proibido de sair de São Paulo.

O magistrado destaca em sua decisão que "Siwek não tem envolvimento criminal anterior; possui residência certa e apresentou-se, de forma espontânea, à polícia". Ele também afirma que o acidente trata-se de um fato isolado. Para ele, "tais circunstâncias, embora isoladamente não impeçam a prisão em flagrante ou mesmo a decretação da prisão preventiva, são fortes indicativos de que ele não tem intenção de se furtar à aplicação da lei penal ou de causar embaraço à instrução".


Em relação à suspensão da habilitação, o desembargador explica que "embora a libertação do paciente, não represente, à primeira vista, risco à ordem pública, sua conduta na direção de veículo automotor mostrou-se capaz de abalar tal alicerce".

Cássio Paoletti, um dos advogados de Siwek, declarou que o jovem deve deixar a Penitenciária de Tremembé, interior paulista, ainda nesta quinta-feira.

O caso

David Santos Souza, 21 anos, teve o braço amputado ao ser atropelado por um carro na avenida Paulista na manhã de domingo (10). O acidente aconteceu por volta das 6h, na altura da rua Maria Figueiredo, sentido Paraíso.

A vítima foi levada ao Hospital das Clínicas e passa bem. Alex Siwek, de 22 anos, fugiu do local sem prestar assistência ao ciclista e, em seguida, jogou o seu braço arrancado em um córrego na Avenida Ricardo Jafet, zona Sul da capital paulista.


Mais tarde, ele levou ao local onde teria descartado o braço a Policia Civil, que juntamente com o Corpo de Bombeiros e a Policia Militar tentaram encontrar o membro amputado, sem sucesso.

O motorista foi enquadrado em quatro artigos: homicídio simples tentado; fuga do local do acidente; embriaguez ao volante e "inovar artificiosamente, em caso de acidente automobilístico com vítima". Na noite do dia 14, Siwek foi transferido para a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

Arrependido

O advogado de Siwek, Pablo Naves Testoni, não concorda com os crimes imputados pela polícia. Segundo ele, seu cliente não tem antecedentes criminais, é estudante universitário e mora com a família.

— É uma pessoa comum que errou.


De acordo com Testoni, o motorista está arrependido e ficou em choque com o acidente.

— Ele está muito arrependido, ele me disse que já estava em choque, que ele não conseguiu raciocionar, que não conseguia pensar, estava chorando, muito nervoso e acabou jogando o braço da vítima ali no córrego perto da residência dele. Assim que ele chegou na residência, já raciocionando, ele imediatamente se dirigiu à polícia.

"Perdoo de coração"

Internado no Hospital das Clínicas desde o acidente, David Santos Souza diz que perdoa Siwek.

— Eu lembro de o motorista ter derrubado três cones e vindo na minha direção. Eu dando pedalada para sair. Só que não deu tempo.

Para David, que já passou por duas cirurgias, Alex demonstrou frieza ao jogar o braço no rio.

— Achei que ele foi muito desumano com o ser humano, que sou eu, ou com qualquer outro humano que tivesse nesse caso.

Mesmo assim, ele diz que perdoa o universitário.

— Perdoo de coração, mas quero que ele pague pelo que ele fez. Isso, eu não desejo para ninguém. Acho que ninguém gostaria de passar pelo que estou passando no momento.



Novo RG digital será gratuito, aprova Senado




O novo documento de identidade será gratuito na primeira emissão, aprovou nesta quarta-feira a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O documento é um cartão magnético com chip. Se não houver recurso no Plenário, o projeto segue para a Câmara.
Segundo o relator do projeto, Benedito de Lira (PP-AL), o valor que seria cobrado pelo documento, R$ 40, é “de considerável monta para muitos brasileiros”. “Desse modo, busca-se fazer com que o Estado arque ao menos com a primeira emissão do documento”,

quarta-feira, 20 de março de 2013

Feliciano preside sessão da Comissão de Direitos Humanos por 8 minutos

Alvo de protesto, deputado do PSC-SP abandonou reunião e se dirigiu ao plenário da Câmara



O deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) permaneceu por apenas oito minutos presidindo a reunião da Comissão de Direitos Humanos na tarde desta quarta-feira. Apesar de a segurança da Casa ter barrado a entrada de alguns manifestantes, outros conseguiram burlar o bloqueio e fizeram protestos contra o deputado.


A sessão discutiria os direitos humanos dos portadores de transtorno mental. Mas, depois de muito bate boca, após a saída do pastor, a reunião foi encerrada sem qualquer debate sobre o tema. O representante do ministério da Justiça, Aldo Zainden, abandonou o debate após iniciar o seu discurso afirmando que o País vive um retrocesso em relação aos direitos humanos. Ele diz ter sido censurado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que o ordenou a falar apenas sobre o tema da audiência.

Feliciano chegou à sala cercado por seguranças às 14h26. Abriu a reunião logo na sequência e, em meio aos gritos de "retrocesso não", repassou a presidência ao deputado Henrique Afonso (PV-AC), autor do requerimento para a audiência pública.

Durante 30 minutos tentou-se levar adiante o debate, mas parlamentares do PT fizeram discursos contra o pastor e os manifestantes continuaram gritando palavras de ordem. A audiência era conjunta com a Comissão de Seguridade Social. O presidente desse colegiado, doutor Rosinha (PT-PR), chegou e acabou com a reunião. Após o fim da sessão, o deputado Jair Bolsonaro bateu boca com manifestantes.

Mais cedo, opositores de Feliciano lançaram uma frente parlamentar dos direitos humanos. O objetivo é pressionar o pastor e abrir espaço para uma pauta voltada à defesa do tema. Parlamentares dessa frente prometem levar denúncias contra Feliciano à Procuradoria Geral da República e à Corregedoria da Câmara.

Após a presidência relâmpago, Feliciano dirigiu-se ao plenário da Câmara. Ele continua descartando a possibilidade de renúncia do comando da comissão e recebeu o apoio de Bolsonaro também no plenário.

Prefeitura de Araraquara sacrifica cão e é condenada a indenizar a dona




FRANCA - A Justiça condenou a Prefeitura de Araraquara a pagar R$ 7 mil para a dona de um cão que foi pego na rua e acabou sacrificado. A alegação foi que o animal estaria com sarna, mas a proprietária nega. Ela considerou baixa a indenização e promete recorrer, assim como a prefeitura que tentará não pagar nada.



O cão, chamado Gabriel, foi morto há um ano, no dia 20 de março de 2012, no CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) do município. Na época, a veterinária do órgão, alegou que o animal estaria com sarna e por isso foi necessário o sacrifício. A proprietária do cachorro negou essa versão e o juiz da Vara da Fazenda Pública de Araraquara considerou que a eutanásia foi desnecessária e sem uma justificativa.

A decisão é em primeira instância e cabe recurso de ambas as partes. A administração municipal vai recorrer até por conta da lei que obriga o município a tentar reverter decisão contrária. A mulher também não ficou satisfeita por achar que o valor da indenização é baixo. Diante disso, irá à Justiça requerer um valor maior de dano por conta da sua perda.

TAC

A família alega que o cão, de 8 anos de idade, fugiu menos de duas semanas antes de ser localizado no Centro de Zoonoses. Ele foi achado por uma advogada que avisou a dona, uma manicure de 37 anos. Mas quando ela foi ao local disseram que ele acabara de ser sacrificado com uma dose de cloreto de potássio.

O caso foi então parar na polícia e no Ministério Público. Como desdobramento, a veterinária acabou demitida e a prefeitura se viu obrigada a assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) se comprometendo a mudar o sistema de tratamento dos animais apreendidos nas ruas da cidade.

terça-feira, 19 de março de 2013

SODA CÁUSTICA DILUÍDA PROVOCA QUEIMADURA SUPERFICIAL, DIZ MÉDICO


FRANCA - A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) apura um caso de lesão contra um adolescente de 17 anos que diz ter queimado a boca ao consumir o suco Ades. Ele alega que não chegou a engolir o produto, mas mesmo assim sofreu vários ferimentos no interior da boca. A família constituiu uma advogada que acompanha o caso, registrado há dez dias, mas que somente agora foi divulgado. Amostras do produto foram recolhidas pelo Instituto de Criminalística para exames.






A Unilever disse que não comenta caso a caso e que o problema limita-se às 96 unidades produzidas em Pouso Alegre. Reitera, ainda, que já identificou a causa do problema de qualidade e implementou as medidas corretivas correspondentes. De acordo com a empresa, foram retiradas do mercado todas as unidades produzidas na linha TBA3G, que seria a única a apresentar risco.

Funcionários da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais e da Municipal de Pouso Alegre estiveram  na segunda-feira na fábrica da Unilever em Pouso Alegre fiscalizando a linha de produção dos sucos de soja Ades. A fiscalização ocorreu após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a suspensão da fabricação, distribuição, comercialização e consumo, em todo o território nacional, de todos os lotes com a inicial AG dos produtos Ades produzidos no local.

Os fiscais passaram o dia vistoriando todo o sistema de trabalho no local, mas o resultado da fiscalização ainda não foi divulgado. Segundo a Anvisa, a punição aos produtos se deve "por suspeita de não atenderem às exigências legais e regulamentares" do órgão. A Unilever disse, em nota, que a linha de produção que foi suspensa é apenas uma das 11 de fabricação do Ades.

A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça convocou a Unilever a comparecer em audiência que será realizada na tarde de terça com a presença da Anvisa.

A Fundação Procon-SP esclarece, em nota, que o consumidor que possui a nota fiscal da compra dos sucos Ades contaminados com material de limpeza pode trocar o produto ou ser ressarcido no local da compra. Caso não tenha a nota fiscal, o consumidor deve entrar em contato com a Unilever.

Cavaleiros do Zodíaco’ substitui programa do pastor R.R. Soares na Band,exceto para Sao Paulo




O programa Show da Fé, do pastor R. R. Soares, foi substituído na Band pelo desenho japonês Cavaleiros do Zodíaco em seis Estados do Brasil. A informação é do jornal O Globo.
A mudança ocorre nos Estados de Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rondônia. O desenho é transmitido às 20h30, em horário nobre.

Justiça determina que McDonald’s regularize jornada de trabalho


Funcionários não possuem horário e salário fixos; empresa também não poderá proibir empregados de levar suas próprias refeições


A Arcos Dourados, responsável pela marca McDonald´s no Brasil e a maior franquia da empresa em todo o mundo, terá de regularizar a jornada de trabalho de todos os seus funcionários no País, segundo decisão da juíza Virgínia Lúcia de Sá Bahia, da 11ª Vara do Trabalho do Recife.


Pela jornada móvel e variável, aplicada até então pela empresa, os funcionários não têm horário fixo, ficando à disposição do estabelecido mensalmente pelo McDonald's. Os empregados também não possuem salário fixo, já que a remuneração depende do tempo trabalhado.

Na mesma decisão, a juíza obriga que a empresa se abstenha de proibir que os funcionários levem sua própria alimentação para consumir no refeitório, sob pena de pagamento de multa mensal de R$ 3 mil por trabalhador prejudicado. Os funcionários eram obrigados a consumir apenas os lanches do McDonald’s no horário das refeições.

A juíza atendeu pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, na ação civil pública contra a empresa. Nessa ação, o MPT pede também R$ 50 milhões por dano moral coletivo. No Brasil, a Arcos Dourados tem 600 lojas e emprega cerca de 42 mil pessoas.

Nesta quinta-feira, dia 21, o MPT e representantes da McDonald´s vão se reunir em Recife (PE) para discutir um possível acordo, antes da audiência judicial marcada para as 14h do mesmo dia.

A ação do MPT foi movida pelo procurador do Trabalho Leonardo Osório Mendonça em julho do ano passado. Em agosto, a Justiça de Trabalho concedeu liminar proibindo a jornada móvel variável só em Pernambuco, o que agora foi estendido a todo o País.

Procurado pela reportagem, o McDonald´s afirmou em nota que a empresa "tem plena convicção da legalidade das práticas laborais adotadas, sendo reconhecida por suas boas práticas trabalhistas e por cumprir todas as normas e legislações do País".

A companhia diz, ainda, que cumpre o pagamento de todas as horas em que o funcionário está à disposição no restaurante e que dispõe de sistema de ponto eletrônico biométrico. Além disso, afirma que oferece refeições de qualidade e nutricionalmente equilibradas.

Página oficial do Corinthians no Facebook é a maior da América



Com mais de 3,6 milhões de fãs, o Facebook oficial do Corinthians se tornou a maior página de um clube de futebol da América. O curioso é que a marca foi alcançada da mesma forma que o Corinthians conquistou a Copa Libertadores pela primeira vez: vencendo o Boca Juniors. O time argentino é, atualmente, o segundo colocado na rede social. O crescimento da página do Corinthians no último ano foi assombroso. Em abril de 2012, a página tinha cerca de 2 milhões de seguidores e em menos de 1 ano registrou um aumento de mais de 80%.


Apesar de possuir a maior página do Facebook nas Américas, no aspecto global o Corinthians ainda fica atrás de grandes equipes como Barcelona, Real Madrid e Manchester United, os queridinhos dos internautas. Até então, a fanpage (página de fãs) corintiana aparece em 14.º lugar na lista mundial.

Confira a lista das 15 maiores páginas de clubes de futebol no Facebook, com valores aproximados de seguidores:

1º Barcelona (ESP) – 41.100.000

2º Real Madrid (ESP) – 36.800.000

3º Manchester United (ING) – 32.200.000

4º Chelsea (ING) – 16.100.000

5º Milan (ESP) – 14.800.000

6º Arsenal (ING) – 13.400.000

7º Liverpool (ING) – 11.600.000

8º Galatasaray (TUR) – 8.000.000

9º Fenerbahçe (TUR) – 6.300.000

10º Bayern de Munique (ALE) – 6.200.000

11º Manchester City (ING) – 4.900.000

12º Juventus (ITA) – 4.800.000

13º Besiktas (TUR) – 4.000.000

14º Corinthians (BRA) – 3.656.000

15º Boca Juniors (ARG) – 3.655.000

Educação?Aprendemos sobre miojo na escola e eu nao sei?Qual foi a aula que eu perdi?

Candidato escreve receita de Miojo em redação do Enem e tira 560
Em outro caso, dissertações que apresentaram erros graves de grafia obtiveram nota máxima







O Enem 2012 já passou, mas não sem causar polêmica. Na última edição do exame, um candidato escreveu na redação como preparar um macarrão instantâneo no meio do texto, que deveria atender ao tema "Movimento imigratório para o Brasil no século 21". O estudante recebeu a nota 560, de um total de 1.000 pontos. As informações são do jornal O Globo desta terça-feira, 19.

Nos dois primeiros parágrafos, o vestibulando até chega a tratar de imigração ilegal no País. No trecho seguinte, no entanto, o candidato se atém à receita do Miojo.

Ele escreveu: “Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml’s de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva” (sic). No parágrafo final, o aluno retorna ao tema proposto como se nada tivesse ocorrido. Das 24 linhas escritas, 4 são dedicadas à receita.


De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a presença da receita foi detectada pelos corretores e considerada "inoportuna" e "inadequada", o que lhe provocou uma "forte penalização".

O ministério afirma que as competências mais prejudicadas foram as de número 3 e 5, que, entre outras coisas, mediam o poder que o candidato detinha para selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista e também elaborar uma proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos e considerando a diversidade sociocultural. Cada uma das cinco competências avaliadas pelo MEC possui a pontuação máxima de 200 pontos. Nas citadas, o candidato obteve 100 e 40 pontos, respectivamente.

O MEC diz ainda que, em sua totalidade, o candidato não fugiu ao tema e não feriu os direitos humanos. Segundo a pasta, é preciso considerar que a análise de texto é feita sobre o todo, com foco no conjunto do texto, e não em cada uma de suas partes.

Para Rogério Chociay, professor aposentado do Departamento de Letras da Unesp e especialista em redação de vestibular, a análise do conjunto foi justamente o que faltou para que o texto fosse mais penalizado. "No momento em que o estudante opta por inserir a receita no meio do seu texto,  ele quebra o processo argumentativo e o princípio da dissertação e não configura um texto como um todo", diz. Segundo o professor, se o mesmo ocorresse nos vestibulares das principais universidades públicas no País, o aluno teria seu texto severamente punido ou então reprovado.

Nota mil

Redações com nota máxima e erros de português também foram reveladas pelo O Globo na edição de ontem. Os textos apresentavam erros de grafia, como “rasoável” (em vez de razoável), “enchergar” (em vez de enxergar) e “trousse” (no lugar de trouxe). Várias textos apresentavam ainda graves problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação, segundo o jornal.

Sobre os critérios de correção, o MEC esclarece que é preciso considerar que "a análise de texto é feita como um todo e que eventuais erros de grafia não significam que o aluno não domine os padrões da língua". De acordo com o ministério, uma redação pode ter a pontuação máxima mesmo apresentando erros em cada competência avaliada. "A tolerância deve-se à consideração, e isto é relevante do ponto de vista pedagógico, de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior."

Segundo Chociay, os erros encontrados nos textos que alcaçaram a pontuação máxima evidenciam o pricipal problema do Enem: o seu "gigantismo". Para o professor, a abrangência da avaliação esbarra na questão do treinamento dos corretores. "Os membros da banca corretora têm de ser 100% competentes no que se refere ao domínio da língua portuguesa. Quando se fala da correção de milhões de redações, isso é algo difícil de se garantir."

Para o professor,  no entanto, caso os corretores acreditassem que os erros não prejudicavam a integridade dos textos, caberia a eles ao menos apontar as falhas e fazer o comentário. Isso, no entanto, não ocorreu.


segunda-feira, 18 de março de 2013

“QUEREMOS ACABAR COM A DOR DE ENVELHECER”




Para o geneticista Hugo Aguilaniu, será possível viver bem até os 125 anos

Há alguns anos, Hugo Aguilaniu, geneticista da École Normale Supérieure de Lyon, na França, se deu conta de que seu trabalho ia além das pesquisas genéticas sobre o envelhecimento. Que não bastava avançar nos estudos para aumentar a longevidade sem encarar outra importante missão: a cura dos idosos. “Essa é a prioridade e a urgência de hoje”, diz. “A pesquisa não está mais focada em estender a vida. Nosso objetivo, agora, é o de melhorar a qualidade do envelhecimento”, relata o cientista.

Integrante do Programa Cátedras Francesas do Estado de São Paulo, ele passou duas semanas no Brasil para ministrar um curso sobre genética do envelhecimento na pós-graduação da USP – a convite de Alicia Kowaltowski. E, na véspera de sua volta para a França, recebeu a coluna.

A discussão é pertinente. O mundo terá um bilhão de idosos dentro de dez anos. O dado, de estudo divulgado pela ONU no ano passado, é um alerta para todas as nações: é preciso correr contra o tempo e adotar medidas que assegurem, desde já, o bem-estar da população – que fica mais velha a cada dia. Segundo a organização, uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais, o equivalente a 11,5% da população mundial.

No Brasil, já são 23,5 milhões de idosos (12% da população) – de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011. E a cada mostra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é comprovada a tendência de envelhecimento do País. “A população brasileira está envelhecendo cada vez mais rápido”, diz Aguilaniu. “Os franceses já ganharam seis horas de expectativa de vida por dia. No Brasil, essa velocidade é ainda maior, de nove horas por dia. Isso quer dizer que o bebê que nasce hoje terá uma expectativa de vida nove horas superior ao que nasceu ontem”, explica.

Mas o problema é que, infelizmente, “envelhecer ainda dói”, diz Aguilaniu. Hoje, segundo ele, as pesquisas mostram que os idosos sofrem, em média, 15 anos por causa das chamadas doenças associadas ao envelhecimento. “Queremos acabar com esse longo período ruim pelo qual passamos na velhice.”

Quer dizer que há um caminho para se encontrar a mais perfeita fórmula da juventude? Hugo Aguilaniu tem a resposta: “Já conhecemos moléculas capazes de aumentar a longevidade de mamíferos. A chance de se chegar a uma droga que aumente a vida do ser humano é enorme. E vai acontecer logo”.

Mas, calma. “Temos outra missão: a de matar os mitos. Todos queremos encontrar a fonte da juventude, mas é preciso pensar como sociedade, não individualmente. Imagine se todos nos tornássemos imortais?”

Confira, a seguir, os melhores trechos da conversa.

O Brasil já está velho?

E cada vez mais rápido. Na França, ganhamos seis horas de expectativa de vida por dia. Um bebê que nasce hoje terá uma expectativa de vida seis horas superior ao bebê que nasceu ontem. No Brasil, essa velocidade é ainda maior, de nove horas por dia. São quatro meses e meio por ano. Isso mostra que o problema do envelhecimento da população é muito importante. A população da França já está velha. Aqui no Brasil, o problema é maior, porque a população ainda é jovem, mas vem envelhecendo muito rápido. E tem um outro fator essencial: a queda da taxa de fecundidade.

Qual é a maior dificuldade do Brasil em relação ao envelhecimento?

Este é o debate político que tem de acontecer imediatamente. São muitos os idosos que precisam de ajuda. Na França, que convive com o envelhecimento da população há um tempo, já é difícil, já não se dá conta do recado. A velhice tem um custo muito alto. Quem cuida dos idosos cobra um valor extremamente elevado. E há também os custos com hospital, medicamentos. É um impacto enorme sobre a sociedade e seu crescimento econômico.

A sociedade tem essa noção?

Não. As pesquisas têm evoluído muito rápido e, hoje em dia, já conhecemos moléculas capazes de aumentar a longevidade de mamíferos. Isso quer dizer que a chance de chegarmos a uma droga que aumente a longevidade do ser humano é enorme. E vai acontecer logo. Se pensarmos que a população já está envelhecendo muito rápido e que, de repente, entrará um molécula que prolongará ainda mais a vida, a demografia vai explodir. Poderia matar o crescimento do Brasil de um dia para o outro, por exemplo.

Na sua opinião, qual é o papel do poder público?

A França só agora está se dando conta de que envelheceu. Mesmo falando há anos sobre a importância de se pensar em políticas para a velhice, só recentemente comecei a receber ligações de pessoas do governo preocupadas com a questão do envelhecimento. Ganhamos 25 anos de vida, vivemos até os 85, mas as pessoas ainda querem viver como se fossem morrer aos 60. É preciso reorganizar a sociedade. E fazer com que as pessoas percebam que elas não farão o mesmo trabalho a vida toda. Passaremos a ter o trabalho para os jovens e o trabalho para os mais velhos. As empresas terão de se reorganizar. Será uma mudança global.

Nesse contexto, qual o impacto da sua pesquisa?

Nosso trabalho, nesse momento, é melhorar a qualidade do envelhecimento. Sabemos que é possível alterar em qualquer animal – inclusive no ser humano – a percepção do tempo.

E como se faz isso?

Mexendo com os genes, para que eles mandem informações “erradas” sobre o tempo. A partir daí, o corpo passa a viver com um tempo que não é o real, tendo uma longevidade maior. Em 1993, um grupo de pesquisadores da Califórnia encontrou o primeiro gene capaz de passar por esse processo. Hoje, já sabemos que 50 genes têm tal capacidade. No momento, a pesquisa não está mais apenas focada em estender a vida, mas, sim, em melhorar a qualidade do envelhecimento. Nosso objetivo é que as pessoas possam viver com boa saúde até a morte. Queremos eliminar o longo período ruim pelo qual passamos na velhice. Hoje em dia, idosos sofrem, em média, durante 15 anos. É muito tempo. Se conseguirmos diminuir isso em 10%, já será uma grande vitória.

E o limite da ética? Até quando é possível estender a vida?

Biologicamente, acredito que ninguém possa responder a essa pergunta. Trabalho com um verme – o Caenorhabditis elegans – que tem longevidade normal de 19 dias. Mas hoje, em nosso laboratório, temos animais de quase 1 ano de idade. Se fizermos a transição para o ser humano, são 800 anos. Mas claro que não é tão simples assim. Não dá para saber se há um limite biológico, mas o ético, com certeza, existe. As pessoas querem viver muito. Todos têm a fantasia da imortalidade, de encontrar a fonte da juventude, mas é preciso pensar como sociedade, não individualmente. Imagine se todos nos tornássemos imortais? É um pensamento que pode parecer filosófico, mas é biológico também.

Como assim?

Quando analisamos esses animais que tiveram suas vidas prolongadas, descobrimos que eles passaram a reproduzir muito menos. Aparentemente, esse processo nos mostra que só é possível uma coisa ou outra: viver muito tempo ou investir nas próximas gerações. E ainda não sabemos o porquê. Estamos trabalhando para descobrir.

E já existem pistas?

Está provado que a restrição calórica contribui para o prolongamento da vida. Mas, quando comemos menos, a reprodução diminui. Queremos encontrar o gene que tenha o benefício da restrição calórica na longevidade, sem atingir a reprodução.

Será possível aumentar o tempo de reprodução da mulher?

Há pesquisas intensas nesse campo. Até agora, conseguimos aumentar a longevidade, mas o período de reprodução da mulher continuou o mesmo. Isso cria uma desigualdade a mais entre o homem e a mulher. E nós, geneticistas, costumamos dizer que, a partir do momento em que o ser humano não pode mais se reproduzir, ele está morto geneticamente.

As pesquisas já descobriram os genes para não se ter mais cabelo branco? Ou rugas?

Estamos olhando para aspectos fisiológicos, não estéticos. Mas é lógico que acabam aparecendo. Quando mexemos nos genes da longevidade, descobrimos que ficamos com um aspecto mais jovem também – mesmo que, para nós, pesquisadores, não seja um ponto fundamental.

Como você vê essa obsessão pela juventude?

A estética não prolonga o tempo de vida. Ela apenas melhora a aparência. Não é ruim, mas é o “viver o agora”. As pessoas querem ser bonitas e jovens hoje, porque não sabem o que será amanhã. Porém, há outro ponto: a vontade de viver muito. As pessoas estão dispostas a fazer qualquer coisa para prolongar a vida. Mas temos de tomar muito cuidado com toda essa fantasia. E uma política de estado é capaz de regular isso.

Como?

Do mesmo jeito que existem restrições para os fumantes, para bebidas, tem de haver ações que mostrem para a população que não adianta tomar pílulas em busca de mais anos de vida. Até porque ainda não conhecemos a pílula que vai funcionar. Existirá, com certeza, mas ainda não existe. As pessoas que tomam um monte de pílulas para viver mais estão se enganando. Não funciona.

Até porque as questões do envelhecimento vão além do aspecto físico.

Envelhecer é muito difícil para todo mundo. Temos de aceitar que vamos perder nossas características físicas. E mais: envelhecer dói. Quando visitamos os idosos e perguntamos como é ser velho, a resposta – quase que em 100% dos casos – é “dói, todo dia dói”. E é horrível ouvir isso. Um de nossos principais objetivos é diminuir a dor dessas pessoas.

É muito comum as pessoas chegarem à velhice sozinhas.

Exato. Ao envelhecer, é psiquicamente essencial aceitar ajuda. Na França, que é um país muito mais individualista, as pessoas estão sofrendo também de solidão. Elas não aguentam a ideia de que precisam de alguém.

Mas há quem queira cuidar desses idosos?

As pessoas não conseguem conceber o fato de que podem receber os pais quando ficam velhos. O que seria natural, afinal, é um troca. Pais criam seus filhos e, depois, chega a hora de os filhos ajudarem os pais. Na França, as pessoas ficam sozinhas e morrem sozinhas. E, muitas vezes, se passam muitos meses até que se encontrem os idosos mortos em casa – o que é absurdo. Em alguns casos, eles não têm mais família. Mas o que choca é que muitos têm, sim. Eles estão, simplesmente, abandonados.

É capaz de responder quanto tempo mais a gente vai viver?

Qualquer pessoa que garanta saber a resposta está mentindo. Não dá para saber. Muitos pesquisadores dizem que, se conseguirmos reparar todas as coisas que “quebram” – como em um carro –, não haveria limite, alcançaríamos a imortalidade. Não faço parte dessa linha de pensamento. O que acho possível é uma expectativa de vida de 120, 125 anos. Mas é mera especulação.

E você quer viver quanto?

Quero viver hoje e só. O amanhã é o amanhã. Minha filosofia é viver cada dia como se fosse o último


(creditos Estadao)

Cardíacos obesos têm chance maior de vida longa, diz pesquisa

Estudo avaliou mais de 4.400 pacientes




Pesquisadores do University College de Londres afirmaram que pacientes com problemas cardíacos que são obesos ou acima do peso têm menos chance de morrer precocemente do que pacientes que estão com peso normal.

O estudo com mais de 4,4 mil pacientes chegou a esta conclusão apesar de os obesos e os que estavam acima do peso que foram analisados relatarem mais problemas de saúde e menores chances de seguir os conselhos dos médicos sobre como ter um estilo de vida mais saudável.

Governo lança campanha contra obesidade infantil

Esta não é a primeira vez que pesquisadores apontam para este paradoxo — o de que estar acima do peso ou obeso, um fator de risco para doenças cardíacas, pode na verdade levar a um prognóstico de vida melhor.

Excesso de pele me envergonha, diz ex-obeso

Um teoria é de que talvez estes pacientes, apesar do peso, estejam mais em forma que pessoas com peso normal. Outra explicação seria o tratamento que os obesos e com sobrepeso recebem ao ir ao médico, que seria mais eficiente para aumentar suas expectativas de vida do que o que pessoas com peso normal recebem.

Sete anos

No estudo, divulgado na publicação científica Preventive Medicine, os cientistas do University College de Londres analisaram dados de pacientes que participaram de uma pesquisa de saúde na Inglaterra e na Escócia.

Complicação pós-cirúrgica faz obesa emagrecer 92 kg em um ano

Eles descobriram que, assim como em outros estudos, os pacientes que sofriam de doenças cardiovasculares e que eram obesos ou estavam acima do peso tinham menos chances de morrer nos sete anos seguintes à análise do que as pessoas de peso normal e que sofriam da mesma doença.

Há mais obesos em SP que o estimado, revela pesquisa

No total, 31% dos pacientes estudados eram obesos, com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou mais.

Estes pacientes em geral eram mais jovens, mas relataram mais problemas de saúde e mais fatores de risco para o coração, como colesterol elevado e pressão alta. Por outro lado, eles mostraram ter menos probabilidade de serem fumantes.

Os pesquisadores descobriram que, independentemente do peso, os pacientes que faziam atividades físicas pelo menos uma vez por semana e não fumavam tinham um risco menor de morte.

Mas os pacientes obesos que não seguiam um estilo de vida muito saudável mostraram ter um risco mais baixo de morrer do que os pacientes com peso normal que fumavam ou eram sedentários.

'Paradoxo'

Mark Hamer, líder da pesquisa, afirmou que os cientistas ainda estão tentando explicar a razão de os cardíacos obesos terem apresentado estes resultados, mas ele já adianta que os pacientes obesos não eram mais saudáveis.

— Ainda não entendemos este paradoxo e evidentemente não vamos aconselhar os pacientes a engordar. Uma das explicações mais razoáveis pode ser que quando os pacientes obesos se apresentam para o médico recebem um tratamento mais agressivo, pois eles são vistos como pacientes com um risco (de saúde) maior. Por exemplo, não sabemos se, com a reabilitação cardíaca, o que verdadeiramente funciona é o exercício (que os médicos pedem para os obesos fazerem) - que reduz drasticamente o risco mesmo que você não perca peso.

Outro estudo dos mesmos pesquisadores mostrou que uma certa proporção de pacientes obesos tem uma saúde normal e não apresentam risco maior de doenças cardíacas.

— O IMC é um índice muito fraco (para mostrar) o que está acontecendo (com o paciente).

June Davison, enfermeira da organização British Heart Foundation, uma organização britânica sem fins lucrativos que financia campanhas de esclarecimento sobre doenças cardíacas, afirmou que parece 'contraditório' que um dos fatores de risco para doenças cardíacas possa melhorar as taxas de sobrevivência.

— A razão desta ligação ainda não está clara, mas é possível que aqueles com um IMC mais alto vão ao médico mais cedo e podem receber tratamentos mais agressivos. E também, este estudo mediu apenas o IMC. Quando analisamos os riscos de saúde, não é apenas o IMC que importa, mas o local onde a gordura é acumulada. Carregar excesso de gordura no meio (do corpo) pode produzir substâncias tóxicas que podem aumentar os riscos para a saúde.

Promotor vai pedir aumento da pena de Mizael Bispo




O promotor de Justiça Rodrigo Merli recorrerá, nesta terça-feira (19), da sentença do advogado Mizael Bispo, condenado na semana passada pelo assassinato da ex-namorada Mércia Nakashima. Merli solicitará o aumento da pena em um ano e a perda do cargo de policial militar reformado do acusado no Tribunal de Justiça de São Paulo.  

As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do Ministério Público de São Paulo na tarde desta segunda-feira (18). Após quatro dias de julgamento, Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.  

Após o fim do julgamento, familiares da vítima afirmaram estar descontentes com a pena. Após sete anos de prisão, o condenado poderá pedir, na Justiça, transferência para o regime semiaberto.

Um dos advogados de Mizael, Samir Haddad, também já adiantou que iria entrar com recurso na Justiça para pedir redução da pena e a realização de um novo júri. As duas partes têm até esta terça-feira (19) para recorrer da sentença.  

Homem sem pênis fará cirurgia para implantar o membro

Andrew Wardle será o primeiro homem do mundo a receber um pênis constituído a partir de seu antebraço







O segurança Andrew Wardle, de 39 anos, nasceu sem o pênis e com a bexiga para fora do corpo. Agora, ele passará por uma cirurgia para implantar o órgão genital e se tornará o primeiro homem do mundo a receber um pênis constituído a partir de seu antebraço. O procedimento será realizado por um grupo de cirurgiões da University College London.

De acordo com o jornal Daily Mail, os médicos vão retirar uma parte do antebraço de Wardle, com vasos sanguíneos e nervos, dobrá-la em formato de tubo e enxertar no local desejado. Após a recuperação do segurança, a equipe vai implantar uma bomba que permitirá que ele urine e tenha relações sexuais.

— Eu nunca pensei que este dia fosse chegar. Vou ter um pênis em pleno funcionamento e viver como um homem normal para ter relações sexuais e começar uma família.


Apesar da ausência do pênis, Wardle, que mora em Stalybridge, na Inglaterra, conta que fez sucesso com as mulheres e já dormiu com mais de 100.
— Alguns eram de uma noite, outras foram de longo prazo.

Apesar de parecer “bem resolvido”, Wardle passou por uma série de problemas ao longo da vida. Ele foi doado pela mãe e já passou por 15 cirurgias por causa dos problemas renais. Além disso, o segurança admite que já usou drogas, como ecstasy e LSD, e quase morreu por overdose de comprimidos.

Recuperado da má fase, ele planeja escrever um livro.