segunda-feira, 11 de março de 2013
Haddad quer discutir modelo mais seguro para ciclofaixas de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, quer ir à mesa com cicloativistas para discutir um modelo mais seguro às ciclofaixas da cidade, conforme disse ele em conversa com jornalistas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira (11). Na manhã deste domingo (10), um ciclista foi atropelado por um carro na avenida Paulista e teve o braço amputado no acidente.
— Muito lamentável o episódio de ontem...causou indignação em toda a população. Eu sempre fui defensor da tese de que tínhamos que utilizar melhor vias secundárias preparadas para as ciclofaixas. Temos um estudo em andamento para isso, o que não impede os movimento cicloativistas de defender um outro tipo de modelo e a gente sentar à mesa para tecnicamente discutir.
O prefeito enfatizou a necessidade de diálogo com os ciclistas o estabelecimento de regras seguras e viáveis para todos.
— Ninguém discute a necessidade de ouvir os cicloativistas. Mas é preciso tocar a agenda e nos debruçarmos sobre o assunto e ouvir técnicos para discutir o futuro.
Haddad falou a jornalistas após um encontro com a comissão internacional da Expo 2020 para debater o potencial da cidade para servir de sede ao evento. A Expo é um evento mundial que conta com exposições de todos os países sobre temas diversificados.
O efeito da baixaria
Comentários grosseiros em blogs e sites de notícias distorcem a compreensão de leitores sobre o conteúdo informado
Dominique Brossard e Dietram A. Scheufele*
No início, os deuses da tecnologia criaram a internet e viram que era algo bom. Finalmente havia um espaço público com potencial ilimitado para um debate racional e uma troca de ideias, uma espécie de ponte para ampliar os horizontes ligando as muitas barreiras geográficas, sociais, culturais, ideológicas e econômicas que nos separam na vida, uma maneira de fazer as coisas livremente.
Mas então alguém inventou a seção de “comentários do leitor” e o paraíso foi perdido.
A internet, deve ser dito, ainda é um lugar maravilhoso para o debate público. Mas quando se trata de ler e compreender artigos online – como este, por exemplo – este meio pode ter um efeito surpreendente poderoso sobre a mensagem. Uma pesquisa feita por nós mostrou que comentários de alguns leitores podem distorcer, e muito, o que outros leitores acham daquilo que foi inicialmente informado nos artigos e notícias.
Mas, neste caso, não é o conteúdo dos comentários que importa. É o tom deles.
No nosso estudo publicado online no mês passado na revista acadêmica The Journal of Computer – Mediated Communication, nós dois e mais três colegas relatamos um experimento para medir o que pode ser chamado de “efeito grosseria”.
Selecionamos 1.183 participantes e pedimos para lerem cuidadosamente um post de um blog fictício em que eram explicados os riscos e os benefícios potenciais de um novo produto tecnológico chamado “nanopartícula de prata”. De acordo com o artigo no blog, estes elementos minúsculos de prata, mais finos do que 100 bilionésimos de um metro em qualquer dimensão, têm vários benefícios potenciais (como propriedades antibacterianas) e riscos (como contaminação da água).
Em seguida, os participantes eram instruídos a ler os comentários, supostamente publicados no blog fictício por outros leitores, para depois responder às perguntas sobre o conteúdo do próprio artigo.
Metade dos participantes foi exposta aos comentários de leitores mais civilizados e a outra metade, às opiniões mais grosseiras – em ambos os grupos, o conteúdo, a extensão e a intensidade dos comentários eram equivalentes, embora variassem entre os que apoiavam a nova tecnologia e os mais cautelosos em relação aos riscos.
A única diferença era que os comentários grosseiros continham palavrões ou insultos pessoais como “Se você não vê benefícios no uso da nanotecnologia neste tipo de produto, você é um imbecil” ou “Você é estúpido se não pensa nos riscos para os peixes, plantas e outros animais por causa da água contaminada com prata”.
Os resultados do experimento foram surpreendentes e perturbadores. Os comentários mais grosseiros não só polarizaram os leitores que participaram da pesquisa, mas com frequência mudaram a interpretação deles sobre o próprio conteúdo do artigo.
No grupo exposto às reações mais contidas, tanto os participantes que apoiaram a nova tecnologia quanto os que a desaprovaram ao ler o texto mantiveram sua opinião depois de ler os comentários. Já os outros participantes, que leram as manifestações grosseiras, ficaram depois com uma compreensão mais polarizada sobre os riscos da nanopartícula fictícia.
O simples fato de haver um ataque pessoal no comentário de um leitor foi suficiente para fazer os participantes pensarem que as desvantagens da tecnologia fossem maiores do que eles haviam imaginado antes ao ler o texto.
Embora seja difícil quantificar os efeitos distorcivos dessa grosseria online, ela ocorre de maneira substancial e particularmente – talvez ironicamente – na área do jornalismo científico.
Cerca de 60% dos norte-americanos que buscam se informar sobre assuntos científicos afirmam que a sua fonte primária de informação é a internet – ela aparece no topo sobre qualquer outra fonte de notícias.
Novas regras. A situação em que vivemos, de uma mídia online emergente, criou um novo fórum público sem as tradicionais normas sociais e o autocontrole que normalmente influenciam nossas trocas de ideias cara a cara com uma pessoa – e este meio determina cada vez mais aquilo que sabemos e o que achamos que conhecemos.
Claro que uma estratégia possível para diminuir o efeito da grosseria é fechar completamente o espaço de comentários, como algumas empresas de comunicação e blogueiros fazem. Por exemplo, o post no blog de Paul Krugman, no New York Times, publicado no dia que marcou os dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001, terminou simplesmente com: “não vou permitir comentários neste post, por razões óbvias”.
Outras organizações de mídia adotaram regras para favorecer a civilidade entre os leitores de seus sites ou para receber comentários de usuários mais moderados.
Mas, como dizem, é só para enxugar gelo. A interação do leitor é parte do que faz a internet ser a internet, como também o Facebook, Twitter e qualquer outra plataforma de mídia social. Este fenômeno só vai ganhar mais impulso à medida que avançamos para um mundo de celulares e TVs inteligentes em que qualquer tipo de conteúdo se incorpora imediatamente ao fluxo constante de comentários e aos contextos sociais.
É possível que as normas sociais neste admirável domínio novo mudem mais uma vez – e que os usuários passem a rejeitar ataques mesquinhos de alguém que assina com um pseudônimo e, em vez disso, cultivem o debate civilizado. Até então, tenham cuidado com o efeito grosseria.
MP vai apurar contratação de gogo boy para festa de prefeitura em SC
Prefeito de Palhoça, na Grande Florianópolis, nega que modelo tenha sido pago com dinheiro público e afirma que dançarino não era gogo boy pois usava sunga preta e não branca
O Ministério Público de Santa Catarina abriu, nesta segunda-feira, 11, um inquérito para investigar se a Prefeitura de Palhoça, cidade da Grande Florianópolis, teria contratado um gogo boy para animar a festa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher oferecida às funcionárias do município na última quinta-feira, 7.
De acordo com o MP-SC, a promotora Andréa Machado Speck não recebeu nenhuma denúncia formal sobre o caso, mas decidiu analisar em que circunstâncias o evento foi realizado.
A festa reuniu cerca de 1,3 mil mulheres e teria custado R$ 7,5 mil. O prefeito da cidade, Nirdo Artur Luz (DEM), no entanto, nega que o modelo tenha sido contratado pela prefeitura. Ele afirma que o homem, chamado Rodrigo Mendonça, foi levado à festa por iniciativa pessoal do diretor de eventos da prefeitura, Edmilson Cruz, e que o diretor teria concordado em pagar os custos do evento para que a prefeitura não seja acusada de mal uso do dinheiro público.
Durante a festa, Mendonça teria distribuído exemplares da revista G Magazine, da qual é capa da edição de março. Ele teria dançado para as mulheres só de sunga e as fotos se espalharam pelo Facebook causando polêmica entre os moradores da cidade.
Em seu perfil na rede, Mendonça se descreve como "Corretor Imoveis,Modelo, Recepcionistas de eventos e demostradores, Mister Sc 2012" (sic). No dia do evento, ele postou uma mensagem dizendo que participaria de uma festa para mais de 800 mulheres em Palhoça.
Durante a entrevista ao Estadao, o prefeito afirmou diversas vezes que Mendonça não era gogo boy, mas sim "modelo fotográfico", pois usava uma sunga preta e não branca. "Isso é o que as mulheres dizem, que gogo boy usa sunga branca, e ele estava de sunga preta", disse.
Segundo ele, as servidoras "adoraram" a surpresa e a repercussão negativa do caso se deve a intrigas dos seus inimigos políticos.
Sera que pega???
Político que não cumprir promessas de campanha vai para cadeia, defende projeto de lei
Está sendo analisado na Câmara um projeto que torna crime o não cumprimento de propostas de governo registradas no período eleitoral, além daquelas divulgadas pelo candidato no rádio, na TV e na internet.
De acordo com a PL 4.523/12, do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), o Código Penal seria alterado e o estelionato eleitoral seria incluído entre as práticas de estelionado. A punição atual é de um a cinco anos de reclusão e multa.
Brasil tem 13 milhões de pessoas com doenças raras, diz pesquisa
Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira (11)pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.
O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença — cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população —, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.
Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).
Bonecas de porcelana: doença rara deixa gêmeas com ossos de vidro
Estima-se que haja 7.000 doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.
— Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial - entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas. O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes.
'Barreiras'
No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam 'diversas barreiras' para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma 'fragmentada', na opinião da associação.
Irmãos com doença genética rara morrem após anos de luta contra o problema
Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) - esses protocolos são a 'porta de entrada' para a assistência para doenças raras na saúde pública.
Doença rara faz menino sorrir permanentemente
O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.
Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de 'drogas órfãs', que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.
Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, 'que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução'.
O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de 'corrida de obstáculos' para obter o tratamento adequado.
Segundo o estudo, 'o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra, atende essas pessoas - porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes'.
Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.
Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.
— Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação — o que compromete ou retarda o diagnóstico - e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo.
domingo, 10 de março de 2013
Asteroide do tamanho de um quarteirão passou perto da Terra no sábado
Um asteroide tão grande quanto um quarteirão passou relativamente perto da Terra no sábado (9), no mais recente episódio de uma série de visitas de objetos celestes que incluíram uma pedra do tamanho de um ônibus que explodiu sobre a Rússia no mês passado, ferindo 1.500 pessoas.
Descoberto apenas seis dias atrás, o asteróide de 140 metros de comprimento Asteroid 2013 ET passou a 950 mil quilômetros da Terra às 17h30 do sábado. A distância é cerca de duas vezes e meia a que separa o planeta da Lua, muito próxima em termos cósmicos.
"A parte que assusta é que foi algo que nós nem conhecíamos", disse Patrick Paolucci, presidente do Slooh Space Camera, durante uma apresentação que exibiu imagens ao vivo do asteroide a partir de um telescópio instalado nas Ilhas Canárias.
Se movendo a uma velocidade de cerca de 41.800 quilômetros por hora, o asteroide poderia ter eliminado uma grande cidade se tivesse caído na Terra, disse Paul Cox, engenheiro do telescópio Slooh
Asteroide é quase oito vezes maior que o da Rússia
O Asteroid 2013 ET é quase oito vezes maior que o que explodiu sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 15 de fevereiro. A força a explosão, equivalente a 440 quilotons de dinamite, criou uma onda de choque quebrou janelas e danificou prédios, ferindo 1.500 pessoas.
Ainda naquele dia, outro pequeno asteroide, conhecido como DA14, passou a cerca de 27.680 quilômetros da Terra, mais próximo que órbitas de satélites de comunicação.
"Uma das razões de estarmos achando mais destes objetos é que há mais gente procurando", disse Cox.
Dois outros pequenos asteroides, ambos do tamanho do meteoro russo, também vão passar pela vizinhavizinhançaça da Terra neste final de semana. O Asteroid 2013 EC 20 passou a apenas 150 mil quilômetros de distância do planeta no sábado, disse Cox.
Asteroides menores dificilmente são descobertos pela Nasa
Neste domingo, o Asteroid 2013 EN 20 vai passar a cerca de 449 mil quilômetros da Terra. Ambos foram descobertos apenas três dias atrás. "Não estamos sentados em nosso pontinho azul sozinhos e seguros... Isso deveria ser um alerta para os governos", disse Cox.
A agência espacial norte-americana, Nasa, recebeu tarefa do Congresso dos Estados Unidos para rastrear todos os objetos próximos da Terra com 1 quilômetro ou mais de diâmetro e estima que cerca de 95% deles foram identificados.
Entretanto, apenas 10% dos asteroides menores foram descobertos, afirmam cientistas da Nasa.
O esforço tem como objetivo dar a cientistas e engenheiros o máximo de tempo possível para avaliar se um asteroide ou cometa está em rota de colisão com a Terra. Isso pode permitir o envio de uma nave ou a tomada de outras medidas para se tentar evitar uma catástrofe.
Cerca de 100 toneladas de material do espaço chegam à Terra todos os dias. Astrônomos atualmente esperam que um objeto do tamanho da pedra que explodiu sobre a Rússia atinja o planeta a cada cerca de 100 anos
Renda para sair da miséria não paga nem dieta básica
Os R$ 70 mensais per capita que a gestão Dilma Rousseff estabeleceu como linha de corte para erradicar a miséria são insuficientes para comprar os alimentos da dieta mínima recomendada pelo próprio governo federal.
A diferença confirma aquilo que estudiosos já apontam desde 2011, quando o governo federal anunciou a criação da "linha oficial" da miséria, nunca atualizada pela inflação: ela é baixa demais.
A escolha do valor tem contornos eleitorais porque é a partir dele que Dilma vai mensurar seu esforço para erradicar a miséria no país, promessa feita em 2010 e futuro cerne de sua propaganda para tentar a reeleição em 2014.
Foi a partir desse critério também que, há mais de duas semanas, a presidente anunciou o fim da "miséria cadastrada" --por ter zerado, com uma expansão do Bolsa Família, o número de miseráveis no cadastro federal de pessoas com baixa renda.
Ao escolher uma linha baixa, Dilma tornou mais fácil cumprir a promessa --já que um teto menor acarreta menos pessoas extremamente pobres a serem resgatadas pelos programas sociais.
Apesar de o consumo alimentar mínimo ser um dos critérios mais tradicionais no desenho de linhas de miséria, não há unanimidade sobre a maneira de defini-las.
Por isso, diferentes entidades estipulam diferentes valores --a FGV (Fundação Getulio Vargas), por exemplo, tinha uma linha de R$ 138, quase o dobro dos R$ 70.
PREÇOS MAIS BAIXOS
O valor mínimo para pagar a dieta básica recomendada pelo governo se baseou nos preços médios captados em 19 cidades pelo Dieese.
A reportagem aglutinou os preços mais baixos encontrados, mesmo que em diferentes municípios, sem levar em conta a variedade de alimentos nas refeições e desconsiderando a inflação a partir do início do ano (os preços disponíveis eram os de janeiro).
Os preços individuais de cada cidade mostram um cenário ainda mais oneroso. Em Campo Grande, por exemplo, a dieta mínima custaria R$ 129; em São Paulo, R$ 155; em Manaus, R$ 193.
Os preços foram calculados antes da desoneração da cesta básica anunciada na sexta-feira, que não alteraria, no entanto, as conclusões.
Botafogo vence Vasco, conquista 7ª Taça Guanabara e mantém longo jejum do rival
O Botafogo levou a melhor mais uma vez em uma decisão contra o Vasco. Neste domingo, o Alvinegro de General Severiano venceu por 1 a 0 e conquistou a sua 7ª Taça Guanabara. O lateral direito Lucas marcou o gol do título em partida disputada no Engenhão. Com o resultado, o Cruzmaltino segue sem triunfar em um turno no Rio de Janeiro há nove anos. Nas últimas dez finais entre os adversários, o clube da Estrela Solitária venceu nove e está antecipadamente garantido na finalíssima do Estadual. Se também conquistar a Taça Rio, o time do técnico Oswaldo de Oliveira será campeão carioca sem a necessidade de uma decisão.
Dono da vantagem do empate, o Vasco iniciou a partida adotando forte marcação e buscando sair nos contra-ataques. Por sua vez, o Botafogo tentava agredir a meta adversária com frequência. A primeira chance clara foi cruzmaltina. Aos 9min, Carlos Alberto recebeu cruzamento na área pela esquerda, mas finalizou do lado de fora da rede de Jefferson. A equipe de General Severiano respondeu com falta cobrada aos 15min por Lodeiro. Alessandro fez boa defesa.
O forte calor na Cidade Maravilhosa não impediu um clássico disputado e bastante corrido. A preocupação vascaína com Seedorf era clara, enquanto o Botafogo tentava neutralizar Carlos Alberto e Bernardo. O Gigante da Colina tinha dificuldades para trocar passes em sequência. Com isso, o Alvinegro voltou melhor após a parada técnica. Tanto que teve boa oportunidade aos 35min. Fellype Gabriel recebeu passe na área do Vasco e finalizou por cima do gol de Alessandro.
A primeira etapa terminou com o Botafogo pressionando. Aos 46min, Seedorf cobrou falta para mais uma defesa de Alessandro. Os times foram para o vestiário com a festa das torcidas nas arquibancadas. O padrão não mudou no início do segundo tempo. Precisando vencer, o Alvinegro se atirou ainda mais ao ataque.
Aos 19min, Seedorf cruzou com perigo da ponta esquerda. A bola bateu em Thiago Feltri e passou com rente à trave esquerda de Alessandro. O Cruzmaltino respondeu aos 30min. Carlos Alberto tentou voleio no canto esquerdo de Jefferson. O goleiro evitou o gol. Mas aos 34min, o Botafogo conseguiu marcar o gol do título.
Após jogada pela esquerda, Bolívar recebeu cruzamento na área e tocou para Lucas. O lateral chegou na entrada da defesa vascaína e mandou firme no fundo do gol de Alessandro. O Vasco ainda marcou aos 37min, mas o gol foi anulado pela arbitragem em razão de impedimento. Não deu tempo para mais nada. Festa Alvinegra e decepção vascaína no Engenhão.
A dois dias do conclave, dom Odilo, um dos favoritos para suceder Bento 16, celebra missa em Roma
A dois dias do início do conclave que irá escolher o sucessor de Bento 16, o cardeal dom Odilo Scherer, apontado como um dos favoritos para o posto, celebrou neste domingo (10) uma missa na igreja Sant´Andrea al Quirinale (do italiano Santo André no Quirinal), em Roma.
Em um clima descontraído, dom Odilo cumprimentou as dezenas de jornalistas brasileiros e de diversos outros países que se acotovelavam na entrada da igreja: "Que maravilha, veio muita gente hoje". Ele comentou ainda o grande interesse que a presença dos cardeais em Roma tem despertado no mundo.
Assim como dom Odilo, cada cardeal fica como titular de uma igreja na capital romana e, neste fim de semana, vários deles estão celebrando missas na cidade.
Tempos difíceis
Durante a missa, celebrada em italiano, dom Odilo mencionou os tempos difíceis vividos pela Igreja Católica. "Convido a orar para a Igreja fazer bem sua missão nesse tempo. Seguramente um tempo difícil, mas também alegre".
Em um sermão que durou 22 minutos, ele ressaltou a importância da reconciliação com Deus e do perdão ao próximo. "Tem muita gente que vive como se Deus não existisse ou não tivesse importância", disse.
No momento da missa em que são colocadas as intenções das orações, foi pedido que todos rezassem "pelos cardeais que vão eleger o papa para que sejam iluminados pelo Espírito Santo" e "pelo papa emérito Bento 16, que guiou o povo de Deus com caridade".
Antes de encerrar a celebração, o cardeal chamou à frente do altar um casal de italianos que completava 70 anos de matrimônio. "Há 70 anos eu não tinha nem nascido", brincou dom Odilo.
Maria e Carmine Persighetti, ambos de 89 anos, se disseram surpresos e felizes com a oportunidade de ter o sacramento do matrimônio renovado por um cardeal cotado com chances de se tornar papa. "É uma honra muito grande", disse Maria, emocionada.
Crise
A eleição do novo papa acontece em meio a uma crise de credibilidade que afetou parte da Cúria Romana. Até a definição da data do início do conclave - que será em 12 de março -, passaram-se oito dias desde a saída oficial de Bento 16, em 28 de fevereiro.
O agora papa emérito justificou a sua renúncia alegando estar com a saúde fragilizada. No entanto, um dossiê, elaborado a pedido de Bento 16 para investigar casos de corrupção e nepotismo no Vaticano, teria tido influência na decisão dele. O relatório também identificou os diferentes grupos que disputam poder na cúpula católica e um esquema de chantagem contra clérigos homossexuais.
A demora, então, para definir a data do conclave se deveria à exigência por parte de alguns grupos de cardeais em ter acesso ao dossiê. O Vaticano, porém, negou com veemência que esse tivesse sido o motivo. Nas coletivas de imprensa, Lombardi afirmou diversas vezes que os cardeais não estavam com pressa por se tratar de um processo que exigia reflexão.
Na terça-feira (12), haverá apenas uma votação à tarde. Nos demais dias, estão previstos dois escrutínios pela manhã e outros dois à tarde. Se não houver definição após quatro dias, no quinto é feita uma pausa para orações. A votação é retomada com uma nova rodada no dia seguinte e segue até o 12º, com pausas no sétimo e no décimo dias. Após 12 dias e 34 votações, o sistema muda e a escolha passa a ser entre os dois mais votados.
Como é a votação
Não há uma previsão de quanto tempo o conclave poderá durar até sair o novo nome que liderará a Igreja Católica. Em 2005, o conclave que escolheu Bento 16 foi bastante rápido: em apenas dois dias, chegou-se a um consenso sobre o novo pontífice.
O Colégio de Cardeais, composto por aqueles com menos de 80 anos, tem 115 integrantes. Para ser eleito, é necessário receber dois terços mais um dos votos, equivalente, neste caso, a 77 votos favoráveis.
Entre os eleitores estão cinco brasileiros: dom Odilo Scherer, dom Raymundo Damasceno, dom Cláudio Hummes, dom João Braz Aviz e dom Geraldo Majella.
Se nenhum cardeal receber os dois terços dos votos, as cédulas são queimadas, uma fumaça preta sai da chaminé da Capela Sistina e a votação é retomada.
Osasco sedia Campeonato Brasileiro de Luta Olímpica Sênior
Ontem, 9 de março, as 11h, no Ginásio do Sesi, foi realizado o Campeonato Brasileiro de Luta Olímpica Sênior. A competição é organizada pela Federação Paulista de Luta Olímpica (Fepalo) e conta com o apoio da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA). São esperados cerca de 150 atletas que disputarão competições de luta greco romana, livre feminino e livre masculino. A pontuação conquistada pelos atletas no Campeonato Brasileiro será válida para o ranking nacional.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou recentemente a retirada do esporte das Olimpíadas de 2020 e os praticantes da luta olímpica esperam que o COI reveja a decisão. Um dos esportes mais tradicionais dos jogos olimpícos, a luta está confirmada nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
sábado, 9 de março de 2013
'Não podem rotular os evangélicos de fundamentalistas’, diz Feliciano em entrevista ao Estadão
Réu no Supremo Tribunal Federal em um processo por estelionato e alvo de inquérito por crime de homofobia, o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP), diz que vai agir como "magistrado" na função, apesar de suas posições contrárias à união civil de pessoas do mesmo sexo e ao aborto. Pastor da Assembleia de Deus, Feliciano afirma não se envergonhar de pedir dinheiro a fiéis - "Partidos também vivem de doações" - e diz que vai montar um "dossiê com agressões e ameaças de morte" contra sua pessoa.
Sua eleição na comissão foi polêmica, deputados saíram durante a escolha de seu nome...
É um pessoal que não aceita ser derrotado, principalmente no voto. Eu fui eleito legitimamente, com 11 dos 18 votos da comissão. A briga se tornou uma questão política. Para eles, é muito constrangedor, principalmente para o PT. O que levou o PT ao governo e ser a força que é foram os movimentos sindicais, os movimentos contra a desigualdade. E de repente eles abandonam a Comissão de Direitos Humanos. Abandonam politicamente porque o PT ficou com outras comissões e deixou essa de lado.
Seu partido, o PSC, não reivindicou o comando dessa comissão?
O PSC jamais ia ficar com essa comissão. Nós tínhamos outro acordo com o governo, que era a Comissão de Fiscalização e, na última hora, não nos deram essa comissão. Na partilha da proporcionalidade, sobrou a Comissão de Direitos Humanos. Nunca fomos atrás, nunca brigamos por isso, nunca imploramos. Essa comissão foi 18 anos do PT. Eles estão constrangidos porque o partido que tinha como bandeira os direitos humanos de repente esqueceu, deixou de lado sua bandeira. Agora, o PSC não vai fazer nada diferente do que estava sendo feito na comissão.
Há projetos sobre direitos dos homossexuais na comissão, como o que inclui na situação jurídica de dependente para fins previdenciários o segurado do INSS ou o servidor homossexual. O sr. vai barrar esses projetos?
O presidente da comissão é só um moderador, um magistrado. Posso até divergir sobre alguns pensamentos. Mas, como magistrado, eu coloco tudo em votação. Na hora da discussão, se eu achar cabível, coloco alguém no meu lugar na presidência e vou para o plenário discutir o assunto. Tudo vai para votação, e vence o que tiver maior número de votos.
O deputado Domingos Dutra (PT-MA) denunciou a existência de acordo entre evangélicos e ruralistas para dominar a Comissão de Direitos Humanos e, dessa forma, brecar projetos que afetam interesses do agronegócio.
Os evangélicos estão em todos os partidos. Na verdade, foi uma articulação política com todos os partidos. Isso não procede. Os direitos dos índios, dos quilombolas, das mulheres, das crianças, dos homossexuais, os direitos de todos, serão preservados dentro da comissão. Tudo vai para o voto.
Hoje, a maioria dos integrantes da comissão é evangélica. A comissão se transformou num reduto de evangélicos?
Não vejo ali evangélicos, católicos, espíritas. Vejo deputados eleitos pelo voto popular. Política é articulação. Vencem os que se articulam melhor. Tenho certeza que os deputados que vão para a comissão vão cuidar de tudo de maneira bem humana. Somos sensíveis, somos cristãos, acima de tudo. O que não podem é tentar rotular a gente de fundamentalista, reacionários.
O sr. é autor de projetos polêmicos, como o que tentava sustar a decisão do Supremo que autoriza união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Era um projeto assinado por mais de 70 deputados. Todavia, não prosperou, foi considerou improcedente pela mesa. Esse projeto não existe mais.
O que o sr. tem a dizer sobre o vídeo, publicado na internet, em que sr. pede dinheiro a fiéis?
Não me envergonho, eu sou crente, sou evangélico. Nossas igrejas vivem de doações, como a Igreja Católica e todos os movimentos que precisam do amparo das pessoas. Os partidos políticos precisam das doações dos seus fiéis. O petista doa uma porcentagem do salário ao partido. Não me envergonho disso. Usaram esse vídeo para tentar me difamar.
O sr. é réu por estelionato e é alvo de inquérito por homofobia.
Sou um ser humano, e todo ser humano tem defeitos. O primeiro processo, de estelionato, corre há muitos anos. O dinheiro já foi devolvido com juros e correção monetária. Continua no tribunal porque a pessoa quis usar de má-fé e me extorquir. Deixamos para a Justiça julgar. A acusação de homofobia veio com a de racismo. Já fui julgado pela de racismo e absolvido por 7 a 0. Nenhum ser humano pode ser medido por 140 caracteres. Se ofendi alguém, que me perdoe em nome de Jesus. Não foi minha intenção.
O sr. foi hostilizado nas ruas?
Sou vítima de um furacão, de um partido que ficou transtornado porque perdeu uma comissão que eles mesmos não valorizaram na hora da partilha política. Ontem (anteontem), eu fui em outra cidade e fui hostilizado na entrada da igreja por ativistas, que vêm com palavrões, xingamentos. Eles articulam para tentar ganhar tudo no grito e com violência. Tenho sido atacado na internet, recebendo ameaças de morte. Estou levantando um dossiê para levar isso para a Polícia Federal.
Em 10 anos, número de mulheres na Petrobrás subiu 120%
A Petrobrás informou ontem, Dia Internacional da Mulher, que, de 2003 a 2012, o número de mulheres em seu quadro de funcionários cresceu 120%, enquanto o de homens subiu 60%. Com isso, pouco mais de um ano após Maria das Graças Foster assumir a presidência da empresa - primeira mulher a chegar ao posto -, as funcionárias representam 16% da força de trabalho da estatal brasileira, num setor em que a predominância masculina é marca registrada.
Segundo a Petrobrás, dos 6.563 gerentes da companhia, 1.104 são mulheres, cerca de 17%. No quadro total, são 9.652 mulheres, ou 15,6%.
Em 2003, a empresa contava em seu quadro com 4.406 mulheres, 12% do total de empregados.
Em maio de 2012, a Petrobrás assinou o Termo de Compromisso da 4.º edição do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, iniciativa da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, apoiada pela Organização Internacional do Trabalho e pela ONU Mulheres.
Desde 2005, nas três edições anteriores, a companhia conquistou o Selo Pró-Equidade de Gênero, concedido às empresas que se destacam no cumprimento das metas propostas.
Livro dá dicas para quem quer desvendar as mídias sociais
O segredo para se dar bem com as mídias requer ainda muita observação. Usar Facebook, Twitter, ter um blog ou mesmo acompanhar o de alguém, pode parecer simples. Isso se você não quiser influenciar ninguém.
Mas e quando a empresa que você trabalha resolve que terá que usá-las para aparecer no mercado? Chegou o momento de procurar ajuda. O primeiro passo, então, é conhecer o que há disponível e adaptá-las às suas necessidades.
O livro Manual de Marketing e Mídias Sociais vai te ajudar a encontrar as respostas. E o primeiro passo é entender que as ferramentas de interação social podem perfeitamente servir de estratégia para colocar uma marca, produto ou empresa na boca do povo.
O casal Darren Barefoo e Julie Szabo conta, de maneira simples e direta, quais as vantagens e desvantagens que descobriram analisando quem utiliza estes recursos. Como um manual de sobrevivência na web. E como sempre acontece quando pisamos em locais desconhecidos, ensinam também o que pode não dar certo.
Basicamente, você deve compreender que a navegação é a mesma que você utiliza na vida pessoal. O que precisa entender é com quem está conversando e saber qual a melhor forma de lidar com eles, transformando a sua experiência na internet em resultados de trabalho. Parece fácil, não? E é. Basta descobrir quais os canais certos a usar com o público que você quer atingir. E são as mesmas ferramentas, depois de interação, que te dão as respostas de qual linguagem usar no perfil da empresa.
Para quem não usa nenhum tipo de mídia social, o livro pode ser a porta de entrada. Para quem já esta familiarizado, vai ajudar na organização, no foco e como aproveitar e monitorar as oportunidades. E para quem nunca pensou em utilizá-las, vai descobrir as inúmeras possibilidades que a interação digital é capaz de oferecer.
Mas este será apenas o começo de uma boa ação profissional. Porque depois de ver o que há disponível na web, basta organizar o seu tempo e descobrir o que as mídias sociais podem fazer por você. Indicado para quem usa, quer usar e, principalmente, para quem nunca tinha pensado no assunto.
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