domingo, 3 de março de 2013
Obras do PAC revelam tesouro
Achados arqueológicos, que remetem a civilizações pré-históricas, serão cobertos por hidrelétricas e rodovias; Iphan não acompanha demanda
O novo ciclo de obras de infraestrutura do governo federal revelou tesouros arqueológicos literalmente enterrados há séculos, que não seriam descobertos tão cedo.
Analistas do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) gerenciam centenas de sítios arqueológicos e artefatos durante o licenciamento de empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Alguns dos achados remetem a civilizações pré-históricas, em áreas que serão cobertas por reservatórios de hidrelétricas, cortados por rodovias, soterrados por ferrovias ou vizinhas de refinarias.
Na área da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), há registro de inscrições rupestres. Em Santo Antônio (RO), onde se levanta uma usina de 3,15 mil megawatts ao custo de R$ 15 bilhões, há sítios com artefatos arqueológicos até 4 metros debaixo da terra. Em Jirau (RO), foram encontradas pinturas rupestres em pedras e cerâmicas indígenas.
No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um dos maiores empreendimentos do PAC ao custo de R$ 23,5 bilhões, foi identificada uma pequena cidade, da qual resta visível apenas as ruínas da fachada de um convento. A localidade foi inteiramente mapeada e, depois, enterrada novamente, em linha com as melhores práticas internacionais para preservação de sítios: mantê-los debaixo da terra, até que haja dinheiro para um projeto de manutenção e estudo apropriado.
Há também casos de barbeiragem de empresas. Algumas delas, estatais, como a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). Durante as obras do programa Luz para Todos no Piauí, a instalação de um poste causou um buraco no chão de um sítio arqueológico - e um prejuízo de difícil mensuração.
Demanda. Após o licenciamento, o Iphan tem dificuldades de acompanhar as obras e fiscalizar erros como esse. Até 2007, havia apenas sete arqueólogos no instituto. De lá para cá, o número aumentou para 38, quantidade ínfima quando se verifica que há demanda de 1,4 mil processos de pesquisa por ano, a imensa maioria (95%) relacionada a obras de infraestrutura. Não é fácil recorrer ao setor privado: apenas 12 universidades do País oferecem cursos na área, um reflexo pouco conhecido da interrupção dos investimentos em infraestrutura nas décadas de 1980 e 1990.
"Trabalhar com o número atual não é possível", avaliou a arquiteta Jurema Machado, que preside o instituto há quatro meses e tenta convencer o Ministério do Planejamento a autorizar concursos para novos servidores ou contratação de temporários.
Por lei, cabe ao Iphan analisar os aspectos culturais, no âmbito do licenciamento ambiental, promovido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Além de atender às demandas geradas pelas obras do PAC, os analistas avaliam obras estaduais. Mas foi a chegada de grandes empreendimentos na Região Norte que trouxe à tona ocupações das quais não se tinha notícia.
A falta de funcionários, que obriga o Iphan a dar prioridade para os licenciamentos, termina adiando uma etapa importante do trabalho. Depois de localizar o que chamam de "cacos" ou pinturas rupestres ou restos de objetos de uso cotidiano em sítios onde serão construídas hidrelétricas, o pessoal do Iphan coloca tudo em contêineres. Os artefatos ficam guardados ali. Ainda não foram decifrados e, de certa maneira, continuam enterrados e distantes dos olhos do público.
Dilma critica "mercadores do pessimismo" e diz que Brasil voltará a crescer este ano
Um dia após o anúncio do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012, que ficou em 0,9%, abaixo das expectativas do governo, a presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (2), durante a Convenção Nacional do PMDB, que o Brasil voltará a crescer este ano.
Ela criticou os “mercadores do pessimismo”, que apostam no fracasso do País.
Ao lado das principais lideranças peemedebistas, como o vice-presidente da República, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Dilma frisou que vão errar aqueles que apostam no fracasso econômico do Brasil.
— Mais uma vez, os mercadores do pessimismo vão perder. Vão perder como perderam quando previram o racionamento de energia em janeiro e fevereiro e, mais uma vez agora, quando apostam todas as fichas no fracasso do País. Eles vão se equivocar. Tenho certeza de que todos vocês sabem que torcer contra é o único recurso daqueles que não sabem agir a favor do Brasil.
Dilma acrescentou que, com o apoio do PMDB, o governo petista realizou feitos importantes para o País, como a saída de 22 milhões de brasileiros da extrema pobreza.
— Juntos [PT e PMDB] fizemos muito, o que parecia impossível e o que os nossos adversários políticos, quando puderam, não fizeram ou não quiseram fazer.
Em um discurso preparado e lido em cerca de 40 minutos, Dilma defendeu a aliança com o PMDB e ressaltou a importância do partido para a governabilidade do País.
— Muito do que conseguimos alcançar no meu governo deve-se à presença do meu companheiro e vice-presidente Michel Temer e ao apoio dos parlamentares do PMDB.
Dilma também comentou a participação na convenção do PMDB.
— É uma grande honra participar da Convenção Nacional do partido, que é o maior parceiro do meu governo. O convite do PMDB para estar aqui ofereceu uma oportunidade extraordinária para que possamos, juntos, celebrar essa parceria sólida, produtiva e que, sem dúvida, terá longa vida.
A presidente ainda defendeu a política de coalizão e ressaltou que, desde a redemocratização, todos os presidentes, exceto Fernando Collor de Mello, foram eleitos com aliança entre partidos.
— Desde que começamos a eleger presidentes, apenas um governo não teve amplo apoio e apenas um não concluiu seu mandato. Em meu governo, a ampla coalizão que conseguimos formar tem obtido resultados e isso é um passo fundamental para a superação da miséria extrema no Brasil.
O vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, afirmou que a aliança com PT é indispensável.
— O PMDB tem uma honra extraordinária de participar desse governo.
Segundo o senador José Sarney (PMDB-AP), a aliança entre os dois partidos é programática.
— Temos lealdade recíproca e objetivo comum.
sábado, 2 de março de 2013
A orquestra dos reciclados
Em um lixão no interior do Paraguai, violas, violinos e contrabaixos são criados como mágica por 25 jovens que terão suas histórias contadas em documentário
"Tekorei." É como a jovem paraguaia Tania Vera, 15 anos, define o que seria de sua vida sem a música. Em guarani, a segunda língua oficial daquele país, quer dizer "sem sentido". Tania toca violino e faz parte de uma orquestra formada por 25 crianças e adolescentes (de 12 a 21 anos) da comunidade de Cateura, um aterro sanitário que fica nos arredores de Assunção. Eles são dirigidos pelo técnico ambiental Favio Chávez, 37, que desenvolvia um projeto de educação com os catadores de lixo entre 2006 e 2008. "As crianças passavam pelo centro de reciclagem para levar a marmita dos pais e ficavam por ali brincando na montanha de lixo, construindo brinquedos com plásticos e latas", recorda Chávez. "Como também sou músico e já tinha experiência em dar aulas para crianças, pensei em fazer algo para mantê-las longe de confusão."
Mas não havia instrumentos o suficiente para as 20 crianças que formaram a primeira turma de alunos. A solução prática foi construí-los com o único material de sobra por ali: lixo. E assim nasceu a Orquestra de Instrumentos Reciclados de Cateura.
"Não foi por uma questão sustentável e sim por necessidade mesmo, já que na comunidade um violino pode custar mais do que uma casa", diz Chávez. Para tanto, o músico contou com a ajuda do maestro Luis Szarán, diretor do projeto social Sons da Terra, que ensina música a comunidades carentes do Paraguai. E, principalmente, do carpinteiro e catador de lixo Nicolás Gómez, o Colá. Aos poucos, Chávez e Seu Colá foram descobrindo quais materiais eram mais indicados para cada tipo de instrumento.
Os violões, por exemplo, são fabricados com a junção de duas latas de uma marca de doces popular na região. Colá constrói a estrutura a partir de um molde, Chávez coloca as cordas (aproveitadas de outros instrumentos musicais) e os afina. "Temos violões de diversos sabores", brinca o músico. Piadas à parte, o trabalho é levado a sério por todos os envolvidos. A fim de melhorar a técnica, Seu Colá recebeu treinamento na capital - atualmente também fabrica violões de madeira como uma alternativa de sustento. Até hoje Colá diz que não sabe direito quem foi Mozart, o que não o impediu de criar instrumentos perfeitos na opinião do maestro Szarán. Tanto no tamanho, quanto na projeção do som, a exigência é que eles sejam o mais parecido possível com um regular. Pois, para eles, a Orquestra de Reciclados é apenas início, as crianças têm de estar preparadas para tocar em um instrumento normal se uma oportunidade surgir.
Do lixão para o cinema
A primeira foi em 2010, quando produtores norte-americanos se apaixonaram pela história e resolveram transformá-la em um documentário. Dirigido por Graham Townsley, documentarista já indicado ao Emmy, Landfill Harmonic (A Filarmônica do Lixão, em tradução livre) deve estrear ainda esse ano. O teaser do filme, entretanto, já faz sucesso na internet. Em apenas três meses, foram aproximadamente 850 mil visualizações no YouTube e 15 mil compartilhamentos no Facebook (facebook.com/landfillharmonic movie). E o telefone de Chávez não para de tocar. Em 2012, a orquestra já havia se apresentado três vezes no exterior - uma delas foi na Rio + 20. De novembro pra cá, receberam cerca de 15 convites para tocar no mundo inteiro, da Turquia ao Japão. A exigência do passaporte foi uma mudança e tanto no dia a dia das crianças, já que muitas sequer tinham documento de identidade antes da primeira viagem. Os reciclados ganharam até uma mostra especial: em abril, serão expostos no Museu do Instrumento em Phoenix, nos Estados Unidos.
Para administrar o sucesso do grupo, o músico agora se dedica a eles em tempo integral, voluntariamente. O primeiro passo está sendo a criação de uma ONG para captar recursos e investi-los na comunidade. Pois apesar da fama, a realidade ainda é dura para os 25 mil moradores de Cateura, onde uma tonelada e meia de lixo é despejada todos os dias.
Da primeira turma formada por Chávez, apenas dois alunos continuam na orquestra. Muitos têm de deixar até mesmo a escola para trabalhar e alimentar a família. Como a irmã de Tania, que saiu do grupo aos 15 e, aos 18, já tem três filhos para criar. "Mas o comprometimento dos pais é maior agora: se antes algumas crianças apareciam para se apresentar sujas e mal alimentadas, hoje são o foco da comunidade", comemora o diretor. Por conta disso, Tania é uma forte candidata a uma bolsa de estudos em uma universidade local. Ainda que a música não vá acabar de imediato com os problemas sociais de Cateura, eles sabem que ela pode ao menos evitar que as crianças se tornem vítimas. "Mesmo vivendo na faixa mais baixa da pobreza, com iniciativa e criatividade, até o próprio lixo pode se transformar em uma ferramenta educativa capaz de mudar a vida das pessoas", conclui, no documentário, o maestro Szarán.
Da lata
Latas, talheres e cordas que se romperam de outros instrumentos: tudo é reaproveitado pelos jovens músicos da Orquestra dos Reciclados. Conheça algumas dessas obras de arte.
Violoncelo: o corpo é feito de uma lata de óleo grande e redonda, enquanto o braço é composto de madeira reaproveitada. As cravelhas (que servem para afinar o instrumento) são restos de um martelo de carne e de uma colher para fazer nhoque.
Violino: o corpo também é feito de lata, a partir de um molde. Já outras partes, como o braço e as cravelhas, são feitas de madeira reciclada e de restos de um garfo de cozinha.
Saxofone: o tubo é fabricado com uma calha metálica e os botões de colheres e botões retirados de roupa.
Contrabaixo: assim como o celo, é feito a partir de uma lata de óleo grande e redonda, possivelmente de algum produto químico, e de madeira.
Flauta: o tubo se originou de um cano metálico. Para fabricar os botões, foram usados partes de talheres e cadeados.
Violão: o corpo é construído a partir da junção de duas latas redondas (de um doce popular na região). O restante é fabricado artesanalmente de madeira.
A cinquentona
Monica completa 50 anos
Veja a trajetoria da "filha" de Mauricio de Souza
Capa do primeiro Estadinho, no dia 8 de novembro de 1987
A Mônica nasceu para ser personagem principal?
Foi acidental, foi a aceitação do público. Eu coloquei características da minha filha Mônica e os leitores gostaram muito. Ela roubou o espaço do Cebolinha, ganhou o espaço dela. O Cebolinha tenta recuperar o lugar dele até hoje, mas não consegue!
A sua filha Mônica disse que não gostou muito da história em que o Cebolinha e a dentuça se casam. Por que você teve essa ideia?
Na vida real, se ela falar que não quer casar com alguém, eu respeito (risos). Mas, me desculpem, no mundo ficcional eu posso inventar histórias e fazer o que quiser.
Você pensa em fazer uma história em que a Mônica e a Cebolinha têm um filho?
Isso é uma questão futura. Está nos nossos projetos desenvolver essa história. Talvez para a Turma da Mônica Adulta, que eu estou preparando, juntando uma equipe bem legal para fazer.
Quando vamos conhecer novos personagens da Turma da Mônica?
Vamos ter novos personagens, vem mais gente por aí. Tem o Joca, que é inspirado no maestro João Carlos Martins. De vez em quando nas histórias vai aparecer também uma menininha que gosta de arte e música, inspirada na cantora Claudia Leite.
Qual presente de aniversário você daria para a Mônica?
Tudo menos uma balança! Daria um espelho, talvez até de cristal, para ela ver de uma vez por todas que é lindinha, que tudo está perfeito nela.
O Estadinho conhece a Mônica faz tempo, desde que nasceu. São 25 anos na companhia da dentuça todos os sábados. No começo, a Turma da Mônica estampava todas as nossas páginas. Apresentava as matérias, sugeria brincadeiras. Hoje, ela ocupa um dos lugares mais importantes do nosso papel. Fecha a sua leitura sempre com uma historinha divertida.
Vamos para a festa?
A festa para comemorar o aniversário da Mônica dura o ano inteiro. Além das atrações que você viu na nossa reportagem de capa, a Turma prepara novidades no site, com conteúdo e seções inéditas. Além disso, a Panini leva para as bancas a reedição da primeira revistinha da Turma da Mônica, com capa especial comemorativa. No decorrer do ano haverá outras novidades da marca, como a coleção Todas as Capas da Mônica.
Se você mora no Rio de Janeiro, pode se programar para participar da festa a partir de amanhã (dia 3), na estreia do espetáculo Mônica Mundi na cidade. As informações do espetáculo estão abaixo.
Mônica Mundi
Rua Siqueira Campos, 143 – Copacabana
Tel.: (21) 2147-8060
Sábado às 16 h, domingo, às 11 h e às 16 h
Em cartaz até 28/4/2013
Torcidas do Corinthians protestam na Avenida Paulista
As principais torcidas organizadas do Corinthians, entre elas a Gaviões da Fiel, realizaram um protesto na avenida Paulista na manhã deste sábado.
A manifestação aconteceu em frente ao Consulado da Bolívia, próximo ao Masp, em prol dos 12 corintianos que continuam presos em Oruro, por causa da morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador que partiu da torcida do Corinthians na partida contra San Jose.
Os torcedores exibiam faixas de pesar ('Kevin Fica em Paz) e também exigindo a liberdade dos corintianos presos na Bolívia (Justiça para nossos amigos').
A Justiça boliviana mantém presos os 12 corintianos desde a semana passada na penitenciária San Pedro, em Oruro. O advogado dos brasileiros, o boliviano Miguel Blancourt, tenta apresentar provas de que seus clientes são inocentes.
Blancourt foi na manhã desta sexta-feira à Penitenciária San Pedro recolher as assinaturas dos 12 presos e no início da tarde apresentou o documento no Ministério Público. Segundo ele, o pedido pode demorar de três semanas a um mês para ser analisado.
"O que queremos é que o caso seja investigado. Esse torcedores estão presos sem que fosse feita uma investigação de verdade", disse ele ao Estado Blancourt na sexta-feira.
Um menor assumiu o disparo em confissão feita no Brasil, mas isso não fez com que os 12 corintianos fossem soltos na Bolívia.
Julgamento de Mizael Bispo começa em nove dias, em SP, e será o primeiro transmitido em tempo real pela TV
Ele é acusado da morte da ex-namorada, Mércia Nakashima, há três anos e vai a júri popular
O julgamento de Mizael Bispo começa em nove dias, em São Paulo, e será o primeiro transmitido em tempo real pela televisão. Um júri popular vai decidir se ele é culpado ou inocente da morte da ex-namorada, Mércia Nakashima, há três anos.
O futuro do ex-policial e ex-namorado de Mércia está nas mãos de sete pessoas ainda desconhecidas. O júri popular começa daqui a nove dias, no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Nesta sexta-feira (1º), o juiz Leandro Bittencourt Cano falou, durante entrevista coletiva, sobre os primeiros detalhes do julgamento de Mizael Bispo. Pela primeira vez na história do País, um júri popular, envolvendo crime contra a vida, serpa transmitido em tempo real pela TV e rádio.
Mesmo fora do tribunal, as pessoas poderão acompanhar, com detalhes, os depoimentos de testemunhas, o interrogatório do réu e o debate entre acusação e defesa. Para o juiz que vai presidir o júri, a ideia inovadora contribui para a transparência do que aconteceu dentro de um tribunal.
A decisão de transmitir o julgamento foi tomada em conjunto com todas as partes envolvidas no processo. O quarteirão inteiro do Fórum Criminal de Guarulhos vai ser interditado. A previsão é de quatro a cindo dias de julgamento. Irão depor cinco testemunhas de defesa, cinco de acusação e uma escolhida pelo juiz. O réu vai depor em seguida. Depois é a vez dos debates. Defesa e acusação terão 1h30 cada uma para convencer os jurados de que Mizael é culpado ou inocente pela morte de Mércia. Em seguida, os jurados decidem o futuro do réu.
Vigia acusado de matar Mércia Nakashima incrimina Mizael e fala que não sabia do crime, diz promotor
Evandro Bezerra da Silva foi preso no sábado (23); ele estava foragido desde dezembro
O promotor do caso Mércia Nakashima, Rodrigo Merli, afirmou que o vigia acusado de matar a advogada incriminou Mizael Bispo. Evandro Bezerra da Silva prestou depoimento nesta segunda-feira (25).
— Ele incrimina o Mizael, mas quer tirar o corpo fora, dizendo que realmente foi buscá-lo na represa. Ou seja, ele diz com todas as letras que o assassino é Mizael, mas que ele foi buscar sem saber de nada.
Merli afirmou que o depoimento de Bezerra não o convenceu e que provas técnicas colhidas desmentem a versão do acusado. Evandro foi preso na madrugada de sábado (23), na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas, e chegou a São Paulo na manhã de domingo (24).
Prisão
O crime aconteceu em maio de 2010 e ele estava foragido desde dezembro. Segundo a Polícia Civil, Evandro foi detido pelas Força Nacional de Segurança e Polícia Militar, quando saía para participar de uma festa na cidade de Olho D'Água das Flores, em Alagoas.
O delegado Waldomiro Milanese viajou para Maceió (AL), na manhã de sábado (23), para trazer o acusado para São Paulo.
Acusação
Mizael Bispo e Evandro Bezerra são acusados de terem assassinado e ocultado o cadáver da advogada Mércia Nakashima, em 2010. Ela era ex-namorada de Mizael. Mércia desapareceu no dia 23 de maio de 2010 depois de visitar a casa da avó, em Guarulhos. As últimas imagens dela em vida foram feitas pelo circuito interno do elevador do edifício da avó.
O corpo de Mércia foi encontrado no dia 11 de junho em uma represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Ela foi reconhecida pelas roupas, sapatos e formato dos dedos. Um dia antes, o carro da advogada foi achado no mesmo local.
Mizael se entregou à polícia no fim de fevereiro deste ano. Desde então, segue preso no presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
Prefeitura sabia dos riscos na obra em imóvel que caiu
Administração exigiu obra emergencial de escoramento da parede, sob pena de embargo
A prefeitura sabia havia dez dias dos riscos de desabamento da obra na avenida Liberdade, na região central da cidade, que matou um pedestre na quinta-feira (28). A administração expediu ordem para que o responsável pelo imóvel fizesse obra emergencial de escoramento da parede, sob pena de embargo da obra.
A vistoria aconteceu após um primeiro acidente, em que parte da marquise atingiu a vendedora Deusa Machado dos Santos, de 36 anos. Após a ordem para realização da obra, a construtura Construt entrou com pedido para Execução de Obra de Emergência. A partir daí, segundo a prefeitura, a responsabilidade era do construtor.
O engenheiro civil Carlos Eduardo Lopes de Oliveira, que se apresentou como responsável pela obra, minimizou o primeiro acidente, após prestar depoimento no 1.º DP (Sé).
— Caiu uma pedrinha da fachada e a prefeitura nos intimou a regularizar. Entramos com uma comunicação de obra emergencial e efetuamos os tapumes. Estávamos fazendo os processos que deveriam ser feitos.
Oliveira afirmou também que a obra estava em situação regular.
— Existe uma autorização, tem cinco pedidos dentro da regional, que já foram apresentados durante o depoimento. A prefeitura tem um prazo normal de tramitação dela. Tenho um protocolo em novembro, outros dois em dezembro.
Ele disse que existe a possibilidade de vazamentos na rede pública de água e esgoto terem causado o problema. Segundo Oliveira, que também é sócio da construtora que tocava a obra, a Sabesp foi acionada pelo menos 15 vezes para checar os vazamentos.
— Já havia algum indício, tanto é que temos vários protocolos na companhia concessionária pedindo para verificar, todos eles registrados.
Há muita água acumulada no terreno. A Sabesp classificou como "irresponsáveis" as afirmações do engenheiro. "Não há qualquer evidência de vazamentos prévios ao desabamento e, do ponto de vista técnico, diante das condições da região, é absurdo afirmar a relação de desabamento de um prédio com um eventual vazamento de uma rede de 5 cm de raio", afirma a concessionária, em nota. A Sabesp diz ainda que não há rede da concessionária debaixo do imóvel, somente na via pública, e que atendeu às solicitações do proprietário.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Inglês desiste de mulheres e só casa com bonecas!
Existem pessoas que têm dificuldades para manter um relacionamento. Algumas tratam, outras procuram profissionais do sexo, mas Everard Cunion, 55, não fez nada disso. Ele se casou com uma das várias bonecas de plástico. Na real, o cara montou um harém dessas criaturas meio manequins, meio bonecas infláveis
Em 2008, Cunion chegou a casar com uma de suas bonecas, Caroline, mas, o bafo é que a bonequinha mora com todas as outras amantes. O sultão das bonecas começou com essa história em 2000
Cansado de não conseguir manter um relacionamento com uma mulher de verdade, o inglês de Dorset, Reino Unido, pensou em uma alternativa para sua solidão. Ele sempre gostou de manequins, mas eles eram duros demais. Por isso, Cunion começou a pesquisar uma saída. Aí ele achou as Real Dolls, que são bonecas muito parecidas com seres humanos
Em 2000 comprou sua primeira boneca, Rebecca, e por quase quatro anos foi fiel à ela. Mas, o garanhão não conseguiu se conter e em 2004 comprou a segunda, Caroline. E aí ele não parou mais, Louis, a terceira já veio em 2005
Cunion dá nome a todas as bonecas e monta suas personalidades. Na real, ele planeja tudo nelas. Antes mesmo de comprá-las, ele já pensa na maquiagem, cabelo, vestido... Estranho, hein? Até parece que o que ele quer mesmo é brincar de casinha...
O sultão das bonecas admite que elas não são tão boas quanto as mulheres de verdade — a última que ele pegou foi em meados dos anos 90 — mas, que as bonequinhas são ótimas para quem não consegue ter um relacionamento. O preço dessas donzelas de plástico é bem salgado: chegam a custar R$ 15 mil
Cunion não se abala com dinheiro não. Na real, isso é o de menos para ele. Ele gosta de brincar com elas, compra roupas e acessórios e arruma todas as suas princesas. Depois, ele tira um monte de fotos delas
Elas andam de carro, tomam chá, e ele chega até a fazer jantar para elas. Afinal, elas podem ser de plástico, mas ainda são mulheres, né?
Cunion é só felicidade com seu harém. Pra quem acha que ele é louco, ele diz: o melhor é que se pode trocar de boneca sem pedir o divórcio. E o danado tem nove mulheres e nenhuma sogra! E aí, você encara essa ou prefere uma de verdade?
Detidos na Bolívia querem comprar cela que tenha TV e banheiro
Sem muita esperança de sair nos próximos dias da cadeia, corintianos já negociam celas melhores
ORURO - Os 12 corintianos devem permanecer detidos por pelos menos mais uma semana. É que ontem, pelo segundo dia seguido, Oruro acordou sob uma greve geral contra a mudança do nome do aeroporto da cidade de Juan Mendonza para Evo Morales. O movimento paralisou os principais serviços da cidade, inclusive o Judiciário. Assim, a análise da apelação feita pelo advogado dos corintianos pedindo a liberdade provisória deles pode ocorrer apenas no fim da próxima semana.
Eles, no entanto, não parecem muito esperançosos. Acham que a Justiça boliviana está usando a prisão deles como uma resposta à sociedade, que cobra punição severa aos responsáveis pela morte de Kevin. Assim, eles já estão até negociando dentro do presídio San Pedro a compra de celas melhores. Na penitenciária, há comércio de quase tudo: comida, bebida, roupa e até de celas. O local é separado por espécies de vilas e há, inclusive, pequenas tendas de vendas. Todo legalizado e sob os olhares dos agentes penitenciários.
Como a convivência dos outros presos está melhor, os corintianos querem sair da ala onde estão hoje migrar para celas menores, mas com mais conforto. Em cada espaço cabe duas ou três pessoas. Mas há televisão, janela e algumas possuem até banheiro privativo.
"Estamos só esperando para ver o que vai dar esse recurso. Se não der certo, já vamos começar a preparar a mudança", diz Tadeu Macedo Andrade. Cada cela custa 100 bolivianos, cerca de R$ 35. O dinheiro será dado pelos diretores da Gaviões da Fiel.
"A nossa inocência nos fortalece cada vez mais. Se precisar ficar mais tempo, a gente sabe que não é o correto, mas aguenta", diz Tiago Aurélio.
O advogado Miguel Blancourt, que está trabalhando para os corintianos, questiona cinco pontos no inquérito que incrimina os brasileiros: 1) é impossível 12 pessoas serem responsáveis pelo lançamento de um artefato; 2) o depoimento não foi colhido pela fiscal de investigação responsável pela denúncia e sim pela sua assistente; 3) alegar que os brasileiros podem fugir é preconceito contra estrangeiro; 4) a prisão foi feita quase uma depois do disparo, então não foi em flagrante; 5) a promotora cita imagens de televisão, mas só apresentou fotos do incidente.
O pedido de reforma do inquérito corre paralelo à apelação e deve incluir novos fatos, como a entrevista do menor ao Fantástico, da Rede Globo, confessando ser o autor do disparo e novos depoimentos. Marina Kim, esposa de Tiago Aurélio, que continua na Bolívia, deve ser a primeira a ser ouvida.
Para provarem que não fugirão do país durante as investigações, os presos querem alugar uma casa em Cochabamba. O imóvel deve ser registrado no nome de Tadeu.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Vigário projeta, acidentalmente, imagem de mulher nua durante sermão na Inglaterra
Uma igreja foi forçada a se desculpar com a congregação depois que um vigário projetou a imagem de uma mulher nua durante um sermão que era realizado com a ajuda de uma apresentação de Power Point, na Igreja St Mark's, em North Yorkshire, na Inglaterra, no último domingo (24).
A imagem causou pânico (!) entre os fiéis e o vigário sr. Watts, que é casado e tem dois filhos, tentou rapidamente retirar a imagem.
Um fiel que não quis se identificar afirmou que a foto era pornográfica, segundo o britânico "Daily Mail".
A direção da igreja afirmou que cerca de 50 membros estavam presentes na reunião e classificou o ocorrido como uma "falha técnica".
A igreja também declarou, em comunicado, que não havia crianças presentes e que poucos membros notaram o erro.
"Parece que uma falha técnica causada acidentalmente fez com que uma imagem inadequada da internet aparecesse momentaneamente na tela", dizia o comunicado.
Segundo a igreja, nenhum membro fez qualquer comentário durante nem após a reunião. "Mas se alguém se sentiu ofendido nós, naturalmente, gostaríamos de pedir desculpas por este acontecimento lamentável".
O comunicado não menciona a justificativa de sr. Watts sobre o ocorrido.
Renúncia do papa é efetivada e grupo pede ação da ONU contra abusos
No último dia do pontificado de Bento 16, um grupo de apoio a vítimas de abusos sexuais cometidos por clérigos pediu à ONU que repreenda o Vaticano por sua incapacidade de proteger fiéis menores de idade contra esses crimes.
Numa entrevista coletiva a poucos metros dos muros do Vaticano, na quinta-feira, o presidente da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres (Snap, na sigla em inglês) disse que seu grupo fez uma solicitação formal ao Comitê da Organização das Nações Unidas para os Direitos da Criança.
"É uma longa apresentação de 30 páginas baseada em relatórios governamentais de cinco nações", disse David Clohessy a jornalistas, cercado por fotos de crianças que ele disse serem hoje integrantes adultos da sua organização de vítimas.
"Esperamos que a ONU se pronuncie de forma muito incisiva, e diga que o Vaticano está em violação do tratado que concordou em honrar", afirmou.
A Snap argumentou que a Santa Sé violou quatro itens da Convenção da ONU para os Direitos da Criança, que o Vaticano assinou em 1990. As violações incluiriam a não-proteção às crianças e a não-cooperação com investigações criminais.
A crise por causa dos abusos clericais contra crianças, que levou à falência várias dioceses dos EUA, obriga a Igreja a gastar bilhões de dólares em indenizações no mundo todo, e assolou todo o pontificado de Bento 16. O assunto voltou à tona agora que os cardeais se preparam para iniciar um conclave que elegerá o sucessor dele.
Ativistas católicos já pediram ao cardeal norte-americano Roger Mahony, que na década de 1980 protegeu padres sabidamente abusadores, para que se exima de participar da eleição do novo papa.
Clohessy pediu que o próximo papa, que se espera ser escolhido até 26 de março, puna imediatamente bispos que tenham protegido padres abusadores nas suas dioceses.
"Essa é a maior instituição religiosa do planeta, com imenso poder centrado bem aqui. Com uma canetada, o papa poderia fazer uma diferença enorme", disse Clohessy.
Os casos de abusos sexuais começaram a vir à tona na década de 1980, mas só se tornaram uma crise grave em 2002, após reportagens na imprensa dos EUA. Quando ainda era cardeal, com o nome de Joseph Ratzinger, Bento 16 foi nomeado pelo então papa João Paulo 2o para liderar um órgão da Santa Sé encarregado de investigar os abusos.
Como papa, Bento 16 fez mais do que qualquer antecessor seu para tratar da questão, reunindo-se várias vezes com as vítimas e pedindo perdão pelos abusos. Mas Clohessy disse que ele poderia ter ido mais longe.
"Ele tinha tanto o poder quanto o conhecimento para fazer uma diferença enorme, e acreditamos que se recusou."
Brasil tem juiz que recebe por mês o que colega de país rico ganha em um ano
Há muitas formas de enriquecer no Brasil, mas uma estratégia pode parecer uma surpresa no clima econômico atual: conseguir um emprego público.
Enquanto os servidores públicos na Europa e nos Estados Unidos estão tendo seus salários reduzidos ou estão sendo demitidos, alguns funcionários públicos no Brasil estão recebendo salários e benefícios que deixam seus pares nos países desenvolvidos bem para trás.
Um funcionário em um tribunal em Brasília, a capital, recebeu US$ 226 mil (R$ 445 mil) em um ano –mais do que o ministro-chefe do Supremo Tribunal Federal. Igualmente, um dos engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo recebeu US$ 263 mil (R$ 518 mil) em um ano, mais do que a presidente do país.
E há os 168 funcionários públicos do Tribunal de Contas de São Paulo, que recebiam salários mensais de pelo menos US$ 12 mil (R$ 23 mil), às vezes de até US$ 25 mil (R$ 49 mil)–mais do que ganhava o prefeito da cidade, a maior do Brasil. De fato, o prefeito na época brincou que planejava se candidatar a um emprego no estacionamento da Câmara Municipal quando seu mandato terminasse em dezembro, depois que foi revelado que um manobrista ganhava US$ 11.500 (R$ 22.655) por mês.
À medida que a economia antes próspera do Brasil começa a estagnar, esses "supersalários", como são conhecidos aqui, estão alimentando um novo ressentimento a respeito da desigualdade nas burocracias desajeitadas do país. Sindicatos poderosos de certas classes de funcionários públicos, fortes proteções legais aos servidores públicos, um setor público inchado que cria muitos novos empregos bem-remunerados, e benefícios generosos que podem ser explorados pelos servidores, tudo isso torna o setor público do Brasil um cobiçado baluarte de privilégio.
Mas as riquezas não são distribuídas igualmente. Enquanto milhares de funcionários públicos excedem os limites constitucionais em suas remunerações, muitos outros enfrentam dificuldades para se sustentar. Por todo o país, professores e policiais geralmente ganham pouco mais de US$ 1.000 (R$ 1.970) por mês, e às vezes menos, exacerbando os problemas de segurança e da educação no país.
"As distorções salariais em nosso setor público chegaram a um ponto em que se tornaram uma desgraça completa e absoluta", disse Gil Castello Branco, diretor do Contas Abertas, um grupo que monitora os orçamentos dos governos.
Funcionários públicos privilegiados, antes chamados de marajás, em uma referência à opulência da antiga nobreza da Índia, existem há muito tempo no Brasil. Mas à medida que o Brasil nutre ambições de subir às fileiras dos países desenvolvidos, uma nova lei de liberdade de informação exige que as instituições públicas revelem os salários de seus funcionários, dos funcionários públicos mais baixos até os ministros do governo.
Apesar de algumas autoridades resistirem às novas regras, as novas revelações das instituições públicas mostraram casos e mais casos de funcionários públicos ganhando mais do que ministros do Supremo Tribunal Federal, que ganhavam aproximadamente US$ 13.360 (R$ 26.723) por mês em 2012, um valor estabelecido pela Constituição como o salário mais alto que um funcionário público pode receber. Apenas no Senado e na Câmara dos Deputados, mais de 1.500 funcionários ganharam mais do que o limite constitucional, segundo o Congresso em Foco, um grupo de vigilância.
Os juízes estaduais podem fazer ainda melhor. Um em São Paulo recebia recentemente US$ 361 mil (R$ 711.170) por mês. Não é erro de digitação: alguns juízes no Brasil recebem em um único mês mais do que seus pares nos países ricos ganham em um ano. (Os mais altos salários anuais dos juízes no Estado de Nova York foram aumentados para cerca de US$ 198.600)
As revelações recentes, incluindo um auditor no Estado de Minas Gerais que ganhou US$ 81 mil (R$ 159.570) em um mês e uma bibliotecária que ganhou US$ 24 mil (R$ 47.280) em outro, provocaram uma forte reação em alguns setores. Joaquim Barbosa, o ministro-chefe do Supremo Tribunal Federal, revogou os supersalários dos 168 funcionários do Tribunal de Contas de São Paulo em dezembro. Outro juiz federal farto suspendeu em outubro os pagamentos acima do teto de 11 ministros do governo, mas a Advocacia-Geral da União disse que entraria com recurso.
Alguns historiadores culpam Portugal, seu antigo poder colonial, pela criação de uma poderosa burocracia pública na qual mandarins contam com enorme influência e ganham salários excessivos. A justiça bizantina do Brasil também fornece formas para certos funcionários públicos contornarem os limites constitucionais às remunerações. Alguns recebem aposentadoria de cargos anteriores no governo –frequentemente o salário integral na época da aposentadoria– após passaram para outro cargo público bem-remunerado.
E há os auxílios extras para moradia e alimentação, os reembolsos generosos por quilômetro rodado a serviço e, é claro, as brechas. Uma lei datada de 1955 permite que alguns funcionários públicos tirem três meses de licença remunerada a cada cinco anos. Mas aqueles que abrem mão da licença, que agora visa encorajar os funcionários a fazerem cursos de pós-graduação, podem receber o dinheiro extra em seu lugar.
Alguns membros importantes do Partido dos Trabalhadores da situação, incluindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conseguem contornar o limite constitucional ao receberem US$ 8 mil (R$ 15.760) extra por mês por servirem nos conselhos diretores de empresas estatais, e muitos legisladores têm direito a bônus anuais de mais de US$ 26 mil (R$ 51 mil), para que possam comprar roupas como ternos.
Mas entre os países em desenvolvimento, o funcionalismo público do Brasil é invejado em alguns aspectos por seu profissionalismo. Exames rigorosos para uma série de cargos públicos cobiçados geralmente eliminam os candidatos despreparados. Bolsões de excelência, como algumas organizações públicas de pesquisa, conquistaram aclamação em áreas como agricultura tropical.
Mas alguns contribuintes se irritam com os privilégios do setor público, cujas fileiras incharam em 30% na última década, atingindo 9,4 milhões de funcionários em um país de 194 milhões de habitantes. Sindicatos poderosos minam os esforços para demissão de funcionários públicos, tornando esses empregos excepcionalmente estáveis e bem protegidos.
Enquanto o governo brasileiro financia confortavelmente a si mesmo com a cobrança de impostos e emissão de títulos da dívida, serviços como educação e tratamento de esgoto permanecem lamentáveis. Apesar dos altos impostos, o Brasil ficou em último lugar entre os 30 países industrializados e em desenvolvimento em qualidade de serviços que os cidadãos recebem pelo imposto que pagam, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, instituição sem fins lucrativos.
Alguns legisladores se tornaram alvo de escrutínio pessoal. Fernando Collor de Mello, um ex-presidente que antes denunciava os marajás e agora é senador, foi apontado recentemente como tendo gasto mais de US$ 30 mil (R$ 59.100) por mês em dinheiro público para contratação de um jardineiro e dois arquivistas.
No Maranhão, um dos Estados mais pobres do Brasil, os legisladores concederam a si mesmos o equivalente a 18 salários mensais –cada um de aproximadamente US$ 10 mil (R$ 19.700)– em um único ano, justificando a decisão como uma "ajuda de custo".
A nova lei de liberdade de informação, aprovada pela presidente Dilma Rousseff, que ganha em torno de US$ 174 mil (R$ 342.780) por ano, visa expor essas práticas. Sem causar surpresa, alguns interesses entrincheirados têm resistido a cumprir a lei.
Quando o Congresso finalmente decidiu em 2012 permitir que as pessoas obtivessem a informação sobre os salários de seus funcionários, ele também exigiu que o nome de cada funcionário fosse apresentado e submetido online. Em outras palavras, se alguém quisesse informação sobre os 25 mil funcionários do Legislativo, então a pessoa teria que identificá-los independentemente e submeter 25 mil pedidos online separados.
Quem dera fosse assim tão fácil em São Paulo. Uma funcionária da Justiça estadual, Ivete Sartorio, teria recebido aproximadamente US$ 115 mil (R$ 226.550) após convencer seus superiores de que devia ter sido compensada por não tirar suas licenças. Mas quando perguntado recentemente sobre os salários dela, um porta-voz do tribunal, Rômulo Pordeus, disse que o "número de matrícula" de Sartorio era necessário para obtenção da informação.
Quando perguntado sobre como algum contribuinte curioso poderia obter esse número, ele respondeu que Sartorio é quem o tem, e que ele não a incomodaria a respeito dele.
"Eu não vou pedir a ela seu número de matrícula, porque é um aborrecimento, entende?" disse Pordeus. "Ninguém gosta de dizer quanto ganha."
cinema
Tá Chovendo Hambúrguer 2: Animação da Sony ganha seu primeiro trailer
Saiu o primeiro trailer da divertidíssima aventura de Flint Lockwood e seus parceiros, Tá Chovendo Hambúrguer 2.
Desta vez, ao invés da comida somente "chover" por todo o mundo, animais feitos de comida tomarão vida. Tacodiles, shrimpanzees e apple pie-thons são algumas das suculentas criaturas.
Na história, a genialidade do inventor Flint Lockwood é finalmente reconhecida por seu ídolo Chester V, que o chama para entrar na The Live Corp Company, onde os melhores inventores do mundo juntam-se em prol da humanidade. Este sempre foi o sonho de Flint, mas tudo por acabar dando errado.
Ele descobre que sua infame máquina (vista no primeiro filme) que transforma água em comida, batizada de FLDSMDFR (Flint Lockwood Diatonic Super Mutating Dynamic Food Replicator), ainda funciona e está criando aberrações feitas de comida. Ele então embarca em uma jornada para combater os deliciosos animais e salvar o mundo novamente.
Assinar:
Postagens (Atom)











