quarta-feira, 30 de outubro de 2013

é mesmo é????




Haddad compara IPTU a condomínio e diz que paga 'com toda alegria'
Um dia após aprovação de aumento pela Câmara, prefeito declarou que reajuste é dever; projeto, que prevê alta de até 20% para residências, aguarda sua sanção

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira, 30, que o reajuste do IPTU é um dever do administrador e comparou o tributo ao condomínio dos apartamentos. "Fiz o que os outros prefeitos fizeram", disse. O projeto de aumento do imposto aguarda sanção do prefeito e prevê que o teto de reajuste em 2014 ficará em 20% para imóveis residenciais e de 35% para o comércio e a indústria.

O prefeito defendeu o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano e disse que a cidade dá muito mais em troca para os cidadãos do que se diz. "É um tributo que pago com toda a alegria", afirmou.

Questionado sobre um possível racha na bancada governista, ele disse que "governo bom é governo enxuto". Na votação da noite dessa terça-feira, a elevação do IPTU foi aprovada por uma margem pequena: foram 29 votos a favor e 26 contra.

fim da mamata?





Ministro do Supremo mantém corte de supersalários na Câmara
Em decisão monocrática, Marco Aurélio indeferiu o pedido de liminar protocolado pelo sindicato dos servidores; decisão atinge 1.371 funcionários

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) para suspender ato do Tribunal de Contas da União que determinou o corte dos salários pagos a servidores da Câmara dos Deputados acima do teto constitucional de R$ 28.059,29. A decisão monocrática foi divulgada nesta quarta-feira no site do STF e mantém a determinação do TCU sobre a devolução dos salários dos servidores acima do teto.

Não há data definida para a apreciação da matéria pelo plenário do Supremo.

Para o relator do caso, "tudo recomenda que, emprestada celeridade à tramitação do processo, aguarde-se o julgamento definitivo" do mandado de segurança. O entendimento do Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal (Sindilegis) para tentar suspender a decisão do TCU se baseia em pelo menos quatro decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), todas baseadas na "boa-fé" dos servidores.

Em agosto, o TCU havia determinado a interrupção do pagamento dos salários dos servidores que recebem acima do teto. A decisão foi acatada pela Câmara e, no dia 15 de outubro, a Mesa Diretora da Casa determinou a interrupção do pagamento dos salários que ultrapassavam o limite constitucional. Com a medida, foram afetados os rendimentos de 1.371 servidores.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse à época que a economia com a medida seria de R$ 70 milhões. 

a moda das girafas no facebook



Diversos usuários trocaram suas fotos de perfil no Facebook pela imagem de uma girafa, após uma brincadeira criada nos Estados Unidos ter chegado ao País. O desafio, postado em inglês no final de de semana a traduzido para o português, pede a resposta para uma charada.
“São 3 da manhã, a campainha toca e você acorda. Você não estava esperando, mas são seus pais e eles querem tomar café da manhã. Em casa você tem geleia de morango, café, mel, vinho, pão e queijo. Qual é a primeira coisa que você abre?”, diz a charada compartilhada pelo Facebook.
Pelas regras da brincadeira, a resposta da charada deve ser enviada por mensagem privada – para não revelar a brincadeira para outras pessoas – e caso esteja errada o usuário deve trocar sua foto de perfil pela imagem de uma girafa por três dias.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

digno?



Para Lula, Sarney foi tão importante quanto Ulysses na constituinte
Num discurso em que fez um desagravo à própria atuação e do PT, petista disse que o maranhense teve 'comportamente digno' durante o processo de formulação da Carta Magna

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta terça-feira, 29, durante cerimônia em comemoração aos 25 anos de Constituição brasileira, no Senado, uma homenagem pública à atuação de José Sarney (PMDB-AP) durante a Assembleia Constituinte. No discurso, em tom de desagravo à atuação dele próprio e do PT, ele disse que Sarney, responsável por convocar a Constituinte, foi tão importante quanto Ulysses Guimarães (1916-1992) na formulação da Constituição.

Em 1988, José Sarney era presidente da República e Ulysses Guimarães era o presidente da Câmara dos Deputados.

Em um breve discurso, Lula afirmou que Ulysses certamente foi o símbolo da Constituinte, mas ressalvou a importância da atuação de Sarney, atualmente senador pelo Amapá, presente à solenidade de entrega da Medalha Ulysses Guimarães. Lula disse que Sarney nunca se queixou das críticas e "desaforos" que recebeu durante todo o processo de elaboração da nova Carta Magna.

"Em nenhum momento, mesmo quando era afrontado no Congresso, o senhor levantou um único dedo, uma só palavra para criar qualquer dificuldades aos trabalhos da Constituinte, que certamente foi o trabalho mais extraordinário que o Congresso já viveu", afirmou ele, ao destacar o "comportamento digno" que teve em todo o processo. "Eu tenho consciência que o senhor não teve facilidade, muito menos moleza. Quero colocar a sua presença na Presidência no período da Constituinte em igualdade de condições com o companheiro Ulysses Guimarães", discursou.

Mea culpa. Lula negou que o Partido dos Trabalhadores tenha se recusado a assinar a Constituição de 1988, no processo constituinte. "Chegamos aqui com um projeto de Constituição e com um projeto de regimento interno", afirmou o ex-presidente. "Até brinquei outro dia que se ela (a Constituição proposta pelo PT) tivesse sido aprovada, eu teria um pouco de dificuldade de governar o País", pontuou Lula.

"O dado concreto é que nós não votamos favorável à Constituição porque tínhamos o nosso projeto, mas assinamos por termos participado (do processo constituinte)". O ex-presidente disse que na época da Constituinte era "jovem" e "muito impetuoso", mais até do que hoje em dia.

Durante cerimônia o ex-presidente Lula afirmou também que grande parte das políticas sociais colocadas em prática pelo seu governo (2003-2010) estão contidas na Constituição de 1988. "E esta Constituição continua sendo seguida pela presidente Dilma (Rousseff), que está aprofundando o combate à miséria neste País", completou.

Críticas. Lula fez também uma crítica àqueles que "desprezam" ou "avacalham" a política, citando inclusive a imprensa. Segundo ele, caso as pessoas lessem biografias de figuras históricas, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, elas "não iriam desprezar a política e, muito menos, a imprensa iria avacalhar a política como avacalha hoje".

"Não há um momento da história, em lugar nenhum do mundo, em que a negação da política trouxe algo melhor do que a política", afirmou Lula. "O que aparece sempre quando se nega a política é um grupo ou uma pessoa praticando, na verdade, a ditadura", concluiu.

Também receberam a homenagem os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Alvaro Dias (PSDB-PR), José Agripino (DEM-RN), Francisco Dornelles (PP-RJ), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Luiz Henrique (PMDB-SC) e Paulo Paim (PT-RS), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ministro de Minas e Energia Edson Lobão e o ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, que colaboraram na elaboração da nova Constituição.

sera??




A boa educação não recomenda, mas tem horas em que um bom palavrão é insubstituível.
Segundo Nelson Rodrigues o palavrão é indispensável para o bom futebol – “Como jogar ou torcer se não podemos xingar alguém?”, pergunta ele.
Outra situação em que o xingamento de boca cheia se mostrou eficaz é no controle da dor. Aquela cena clássica, na qual o sujeito dá uma topada com o dedinho no pé da cama e vê estrelas enquanto xinga a torto e a direito tem sua razão de ser. Xingar e falar palavrão é uma atitude agressiva, e por isso induz no nosso organismo a resposta de fuga-ou-luta – diante de situações ameaçadoras o organismo libera uma descarga de adrenalina que nos prepara para enfrentar o perigo, aumentando a frequência cardíaca, a respiração e diminuindo a sensação de dor. Pois é exatamente o que ocorre quando xingamos – pessoas submetidas a testes dolorosos sentiram menos e toleraram a dor por mais tempo quando falavam palavrão do que quando gritavam palavras neutras.
Mas é importante saber que quanto mais a pessoa fala palavrão ao longo do dia, menos ele funciona. Quem fala muito palavrão se acostuma com eles, fazendo com que percam seu caráter agressivo e, portanto, eficácia.
O bom xingamento, portanto, tem hora certa.

demorou...



BMW é condenada a pagar indenização à família do cantor João Paulo
Sertanejo morreu há 16 anos, depois de perder o controle do veículo que dirigia e capotar

Dezesseis anos após o acidente automobilístico que matou o cantor João Paulo, a Justiça condenou a BMW a pagar indenizações por danos morais e pensões para a mulher e a filha do artista. A vítima conduzia um carro da empresa alemã quando perdeu o controle e capotou na Rodovia dos Bandeirantes. A montadora informou que irá apresentar recurso contra a decisão, proferida em 1.ª instância.

A decisão de condenação foi tomada pelo juiz Rodrigo Cesar Fernandes Marinho, da 4.ª Vara Cível de São Paulo. A sentença reverteu a visão anterior da Justiça, que havia absolvido a BMW de responsabilidades no caso em decisão de 2003, que foi anulada. Dessa vez, o Judiciário apontou a culpa da empresa e fixou indenização por danos morais em R$ 150 mil para cada parte - mulher e filha - e pagamento de pensão de dois terços da renda média do cantor na época do acidente; os valores passarão por correção monetária.

João Paulo formava dupla sertaneja com o cantor Daniel e morreu em pleno auge da carreira. A família acusou a empresa de falha: o pneu dianteiro direito da BMW modelo 328i teria estourado e feito o artista perder o controle, capotar e ter o veículo carbonizado. Estudos técnicos foram conduzidos para verificar a possilidade. "Não há como se descartar a possibilidade de defeito atribuído à fabricação da roda, do pneu ou do sistema de roda/pneu (...) que constituiu a causa inicial do acidente", lê-se na sentença do magistrado.
Mesmo com a decisão favorável, o advogado Edilberto Acacio da Silva, que representa a família do cantor, mostrou-se decepcionado com a demora na tramitação do processo. "Justiça que tarda não é Justiça. Compartilho dessa filosofia. A vitória não é saborosa nesse caso", disse. O advogado estima que o recurso possa levar cerca de três anos para ser apreciado no Tribunal de Justiça.

Para Edilberto, o valor pago pela empresa à família poderá ser milionário. O advogado fez estimativas de que a pensão, a ser paga retroativamente desde 1997, poderá ser mais que R$ 500 milhões. O valor foi atingido após estimativas de ganhos do cantor João Paulo no ano do acidente. A conta, no entanto, só será paga caso a condenação seja mantida pela Corte paulista.

Por meio de nota, a BMW do Brasil se manifestou de forma contrária ao entendimento do Judiciário. "A BMW do Brasil informa que não concorda com a decisão", declara a nota. A decisão de 1.ª instância deverá ser questionada por meio de de recurso de apelação junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo informou a empresa. Um órgão colegiado de desembargadores deve reanalisar o caso. "Como de costume, a BMW do Brasil compromete-se a tratar do assunto com transparência", assegurou a montadora.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

an?




França estuda mudar Código Civil por bichos

Na França, um artigo do Código Civil provoca a mobilização de intelectuais na defesa dos animais. A legislação em vigor é de 1804, do tempo de Napoleão Bonaparte, e define bichos como "bens móveis". "O mesmo que um armário ou uma cadeira", diz a ativista Reha Hutin, presidente da Fundação 30 Milhões de Amigos, que conseguiu assinaturas de acadêmicos de peso para reformar o artigo 528.

A mudança da lei pode render efeitos práticos para os casos de maus-tratos e em relação ao uso de animais em pesquisas científicas. A entidade que promove ações de combate ao sofrimento dos animais e posse responsável reuniu o sociólogo Edgar Morin, o filósofo Michel Onfray, o ex-ministro da Educação Luc Ferry, o astrofísico Hubert Heeves e Matthieu Ricard, que é doutor em Genética Celular e monge budista, porta-voz do Dalai Lama na França.

Para a entidade, a lei é antiquada e representa uma França rural. Reha Hutin defende que os animais sejam elevados a uma "nova categoria" e que fiquem "entre as pessoas e os bens". "Embora animais não sejam seres humanos, é fundamental a proclamação de alguns atributos, como a capacidade de sentir prazer e, em particular, dor", afirma o manifesto.

A fundação tenta influenciar a agenda dos políticos e lançou a coleta de assinaturas na internet. Segundo a 30 Milhões de Amigos, cerca de 250 mil franceses já aderiram à petição. No site, a ONG apela para a autoimagem dos franceses: "O país dos direitos humanos não tem esclarecimento suficiente para reconhecer os direitos de outros seres dotados de sensibilidade?".

A França tem 63 milhões de cães, gatos, pássaros e peixes, segundo estudo divulgado no ano passado pela Facco (sindicato dos fabricantes de ração). É o país com a maior população de animais da União Europeia.

muito bom




Quando a saúde vem de barco
Projeto Doutores das Águas atende comunidades ribeirinhas

Dez metros acima das águas barrentas do Rio Amazonas, no topo de um barranco em Itacoatiara, a 270 quilômetros de Manaus, um bando de caboclos com serras e talhadeiras equilibra-se sobre as ripas de um grande casco de madeira escura, batendo e cortando. O ritmo de trabalho é ditado pelo calor denso da Amazônia, que pesa sobre suas cabeças, e pelo nível do rio abaixo deles, que está mais alto do que deveria para a época do ano. Dentro de uns dois meses, a água voltará a subir, e quando ela retornar ao topo do morro, em abril de 2014, o barco tem de estar pronto para flutuar. A saúde de centenas de famílias ribeirinhas depende disso.

O casco de 40 toneladas, construído de madeira de ipê e itaúba, é o primeiro estágio do novo barco-hospital do projeto Doutores das Águas, criado em 2011 por um grupo de médicos e pescadores de São Paulo que, sensibilizados com as necessidades dos ribeirinhos que conheciam durante as viagens à floresta, resolveram fazer algo a respeito. "Quando a gente vai pescar, são eles que cuidam da gente; então estava na hora de a gente retribuir e começar a cuidar deles também", diz o médico Francisco Leão, de 61 anos, um dos idealizadores do projeto.

Há três anos o Doutores das Águas leva atendimento médico e odontológico a centenas de famílias que vivem em comunidades isoladas nas bacias do Rio Negro e do Rio Madeira, centenas de quilômetros ao norte e ao sul de Manaus, respectivamente. Só neste ano, foram atendidas mais de 1,3 mil pessoas. Os médicos são todos do Estado de São Paulo e o trabalho é 100% voluntário – cada um paga a própria passagem até Manaus e presta o serviço gratuitamente.

"É uma experiência inesquecível. A gente vai lá e recebe muito mais do que dá", conta o urologista Leão, que já não clinicava há muitos anos, mas encontrou no trabalho voluntário uma forma de se reconectar com a essência humanitária da medicina. "Um mês que eu tiro para fazer atendimento lá é muito mais gratificante do que um ano atendendo num consultório em São Paulo."

"Todo mundo vem por idealismo, e todo mundo se emociona", diz o presidente da organização Doutores das Águas, Mauro Almeida Prado, um zootecnista, empresário e pescador de origem paulistana que vive em Manaus há mais de 30 anos e conhece o interior do Amazonas melhor do que muito caboclo nativo da terra. "A satisfação pessoal de cada um ao fim da viagem é indescritível."

Prado é proprietário da Pescaventura, uma empresa de turismo que organiza viagens de pesca esportiva em regiões remotas da floresta. A ideia do projeto social nasceu em 2010, quando Leão, que era cliente em uma dessas viagens, foi abordado por uma senhora ribeirinha que reclamava de dores nos pés. Ele fez uma consulta e deu a ela um frasco de analgésicos, pelo qual a senhora ficou profundamente agradecida.

Então, perguntou a Prado se havia alguma ONG que prestava serviços médicos a comunidades ribeirinhas, com a qual ele poderia colaborar. Prado procurou, mas não encontrou nenhuma de seu agrado, e resolveu desenvolver um projeto próprio, em parceria com Rubinho de Almeida Prado, seu primo e sócio.

Leão começou a recrutar os médicos, Prado e Rubinho se incumbiram de levantar o dinheiro e organizar a logística, e assim tudo começou. A primeira viagem foi em abril de 2011, para a região do Rio Madeira, onde muitos ribeirinhos nunca havia passado por uma consulta médica na vida. A comunidade mais distante atendida pelo projeto fica a cerca de 400 km de Manaus, no Rio Acari.

"Vamos aonde é mais necessário, não aonde é mais fácil ou mais barato", orgulha-se Prado. Cada viagem, segundo ele, custa cerca de R$ 100 mil – bancados por meio de uma série de parcerias e patrocínios. "Tapamos um buraco enorme que os governos não conseguem preencher."

Cada equipe leva seis médicos, dois dentistas, uma enfermeira e uma farmacêutica, além do pessoal de apoio (30 pessoas no total). Durante a viagem, nada de pescaria. A demanda de saúde das comunidades é grande, e a carga de trabalho é pesada.

Os médicos passam uma semana em cada região, atendendo uma comunidade por dia, em consultórios improvisados dentro de escolas e igrejas. Isso porque o barco atual, chamado Kalua, é de pesca esportiva, sem espaço adequado para fazer o atendimento, o que obriga a equipe a "perder" várias horas por dia montando e desmontando toda a infraestrutura de atendimento em terra firme.

Com o novo barco, essa dificuldade deixará de existir. A embarcação, que ainda não tem nome, terá espaço para oito consultórios, além de uma farmácia e uma sala limpa para atendimento ginecológico e realização de pequenas cirurgias – o que permitirá ao projeto atender mais pessoas, com mais eficiência, mais qualidade e mais segurança, segundo Prado.

"Fico mais alegre de fazer um negócio que não é só pra carregar boi", diz o carpinteiro Adelson França de Freitas, de 55 anos, responsável pela construção do barco. Nascido em Manicoré, às margens do Rio Madeira, ele conhece bem o déficit de saúde das comunidades ribeirinhas. "Um barco desses vai ser muito especial. Dá prazer de construir."

O formato do casco chama a atenção. Prado optou por um projeto retangular e de baixo calado, do tipo balsa, para ter o máximo de área útil possível acima d’água e ainda ter acesso a áreas de água mais rasa. A meta é que o barco fique pronto até abril de 2014, a tempo para as próximas viagens do Doutores das Águas – realizadas sempre no pico da cheia. O custo estimado do barco é de R$ 600 mil. Mas falta financiar metade disso.



domingo, 27 de outubro de 2013

tinha que ser os japas ne



Como diz o ditado, se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé, não é mesmo? A invenção de um engenheiro japonês pode combinar muito bem com esse antigo ditado.

Ele criou uma lata de lixo que, literalmente, corre atrás do lixo jogado pelas pessoas. Ele se chama Minoru Kurata, e batizou a invenção de “Smart Trash Can”, ou simplesmente Lata de Lixo Inteligente.

Por enquanto tudo se trata de um protótipo, que é mais impressionante do que comercial. Ele demonstrou o funcionando através de um vídeo, em que joga diversos objetos para cima, como papéis amassados, e a lata se move em direção ao objeto antes que ele caia no chão. Pra quem gosta de bancar o jogador de basquete, com essa lata vai se sentir na NBA.


O segredo é um sensor instalado na parede, que se comunica com os mecanismos de movimento da lata. Os problemas até agora são a distância máxima que ela percorre, que por enquanto não é muito longa, e também a margem de erro principalmente quando existem obstáculos no caminho.

e o negocio foi xique




Deslocamentos. No embalo do tema principal da 36ª edição da São Paulo Fashion Week, 40 modelos transformaram os vagões da linha verde do Metrô em passarela neste domingo, 27, e desfilaram peças de 15 estilistas brasileiros, como Reinaldo Lourenço, Vitorino Campos, Alexandre Herchcovich e Glória Coelho.
O evento deu o play para a temporada de outono/inverno 2014 da semana de moda que começa oficialmente nesta segunda, 28, no Parque Villa Lobos.

Ao meio-dia, um camarim translúcido na estação Vila Madalena, na zona oeste, recebia modelos para os últimos retoques na maquiagem e ajustes nas roupas para poderem, enfim, caminhar rumo a próxima parada, a estação Ana Rosa, que durante os 5 dias de SPFW abrigará um telão que exibirá todos os desfiles que acontecerão nas passarelas do Parque Villa Lobos.

Durante todo o trajeto, até a estação Vila Prudente, a cantora Gigi Suleiman deu conta da trilha sonora, enquanto as pausas e poses das modelos aconteciam sob flashs de fotógrafos e os olhares atentos e curiosos de usuários e admiradores que nunca tiveram a oportunidade de ver um desfile de perto ‘Pra quem não conhece, é muito bom poder acompanhar e conhecer como funciona um desfile de verdade’, diz o estudante Jonatas da Silva que foi ao Metrô só para acompanhar as performances.
Entre uma estação e outra, Paulo Borges explicou que o objetivo desse movimento é criar o acesso popular ao universo da moda: ‘Quando trazemos um desfile pro Metrô, nós não estamos trazendo a modelo vestida, mas sim a indústria da moda, o designer, a criatividade, a cultura brasileira. Aqui, nós reproduzimos todo o processo para as pessoas poderem ver. Tem o camarim, a fila, a saída, os desfiles.. inserimos tudo em um processo urbano.”


e tomara que encontrem




Ciência ainda depende dos testes em animais
Em todo o mundo se buscam alternativas, mas ainda não é possível fazer o desenvolvimento de uma nova droga sem usar bichos

No final da década de 1950, quando bebês começaram a nascer com malformações congênitas após as mães terem tomado talidomida para combater enjoos matinais, médicos e pesquisadores ficaram em choque. Como isso podia estar acontecendo se em camundongos o sedativo tinha se mostrado seguro? Tão seguro, pensavam, que poderia ser usado até por gestantes.

O caso poderia ser hoje uma excelente justificativa para grupos de direitos dos animais – que pregam que testes em cobaias são inúteis porque as reações das drogas no organismos delas são muito diferentes do que no nosso – não fosse um detalhe. Essa falha acabou se tornando um dos marcos para que os estudos com animais se tornassem ainda mais rigorosos.
Diante do cenário de tragédia, com mais de 10 mil casos em cinco anos os cientistas voltaram aos testes com animais, dessa vez com coelhos e macacos, e viram que neles também havia malformação fetal, apesar de isso não ocorrer em roedores.

A conclusão foi simples: o problema teria sido evitado com o teste em mais de uma espécie. Daí que surgiu o protocolo internacional, seguido por atualmente agências reguladoras de Estados Unidos, Europa e do Brasil, de que antes de uma nova droga chegar a humanos, é preciso fazer testes de segurança em pelo menos duas espécies, sendo uma de não roedores.

Essa história foi lembrada por alguns pesquisadores na semana passada por conta da invasão ao Instituto Royal e do subsequente bombardeio que as pesquisas com uso de animais sofreram – que levaram também a uma manifestação em peso da comunidade científica.

Necessidade. Paixões e defesas de classe à parte, a mensagem que todas as entidades passaram é: em todo mundo se buscam alternativas para substituir o uso de animais e alguns métodos já eliminaram sua necessidade em algumas etapas, mas ainda não há o desenvolvimento completo de uma nova droga sem testá-la em bichos.

E isso em todo o mundo. Mesmo a Europa, que é mais rigorosa nos cuidados com os animais e já proibiu seu uso em testes de cosméticos, utiliza por ano cerca de 12 milhões de animais em estudos farmacológicos, segundo o último relatório de estatísticas da União Europeia. Apenas chimpanzés são proibidos. Os EUA também estão encerrando estudos com esses grandes primatas.

Por outro lado, assim como evoluíram as pesquisas de fármacos, também se desenvolveu toda uma linha de estudos para melhorar os cuidados com os animais de laboratório, centrada principalmente em três pontos: buscar alternativas, reduzir o número de animais usados e aprimorar os métodos a fim de reduzir a dor e o sofrimento.

Foram essas diretrizes que, no Brasil, balizaram a criação da Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em pesquisa e entrou em vigor em julho de 2009. Ela criou, por exemplo, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que credencia instituições que fazem estudos com cobaias e é responsável por zelar pelo bom tratamento delas.
Segundo Marcelo Morales, que coordena o Concea, desde sua criação várias denúncias de maus-tratos foram apuradas.
“Chegamos a suspender as pesquisas em uma universidade inteira, que depois se regularizou.”

Entrave. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estado, o maior entrave para eliminar o uso de animais é não se conseguir ainda simular por outros meios, com precisão, o complexo funcionamento do organismo. “É bem verdade que podemos minimizar o uso dos animais, mas eliminá-lo ainda não dá, porque não temos como ainda avaliar impactos do uso de longo prazo ou reprodutivos”, afirma Eliezer Barreiro, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos, do qual o Instituto Royal faz parte.

Alternativas em algumas etapas já conseguem reduzir o número de cobaias. Na Fiocruz, por exemplo, pesquisadores do grupo de estudos de Métodos Alternativos aos Ensaios Toxicológicos, ligado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, buscam saídas para testes de irritação ocular de colírios e pomadas oftalmológicas.

No processo-padrão, os primeiros testes seriam em coelhos. Cientistas descobriram que, usando córneas de bois abatidos, é possível saber se o produto promove irritação severa ou corrosiva. “Se der positivo, descartamos o produto e os coelhos são poupados. Se der negativo, os estudos seguem e testamos em animal”, diz o biólogo Octávio Presgrave.

Segundo o pesquisador, pela experiência do grupo, corroborada por dados da literatura médica, o uso de métodos alternativos pode levar a redução de 70% dos custo da pesquisa.

Células-tronco. Além de poupar os bichos, outras técnicas se mostraram até mais eficientes, como o modelo desenvolvido pelo biólogo brasileiro Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, em São Diego. Ele estuda autismo e diz que, apesar dos vários anos de estudos feitos por vários grupos em roedores, ainda não se chegou a um bom medicamento. A principal dificuldade é que não dá para realmente recriar o autismo nos animais.

Ele então teve a ideia de aproveitar células-tronco dos próprios pacientes para transformá-las em neurônios e testar drogas candidatas diretamente neles. “Nos pacientes, os neurônios fazem um número menor de sinapses do que em pessoas normais. Os neurônios que desenvolvemos mostraram o mesmo problema”, explica. Com essa mudança, disse, está sendo possível evitar o uso de milhares de cobaias por ano.

Parte das drogas que o pesquisador está testando para autismo está no mercado para outras doenças. Como elas já passaram por testes de segurança, Muotri espera que se elas se mostrarem efetivas nos neurônios criados, talvez seja possível mudar no futuro os protocolos. “Passaríamos direto para os testes em humanos.”

Este modelo pioneiro já foi adotado para outras doenças, como arritmias cardíacas. As células do coração desenvolvidas a partir das células-tronco agem como o próprio órgão, inclusive mostrando batimento cardíaco. Nesse caso, inclusive, elas apresentam a mesma arritmia. “É realmente uma cópia do que ocorre no indivíduo. Dá para checar direito nela diferentes remédios e ver como ela reage a cada um. É o futuro da medicina”, diz.

nao sei o que é pior




Instituto Royal recupera um dos 178 cães beagles levados

O Instituto Royal conseguiu na Justiça a recuperação do primeiro dos 178 cães levados por ativistas que invadiram a unidade de São Roque, em São Paulo, na madrugada do último dia 18. O animal estava em Valinhos, no interior paulista, e tinha sido colocado à venda no Mercado Livre, comunidade de comércio on line, por R$ 2,7 mil. Após a divulgação, o cão foi retirado da página de ofertas.

O Instituto obteve, na sexta-feira, 25, um mandado judicial de busca e apreensão, mas só neste domingo, 27, o animal foi localizado e apreendido. De acordo com informações do Instituto, o cão passa por exames de um veterinário para verificar suas condições de saúde. "Ele é tratado em local secreto para garantir sua segurança e a dos tratadores", informou em nota o Instituto. As pessoas que estavam com o animal em Valinhos poderão responder por crimes de furto e dano ou receptação. 

29% de abstenção




Enem 2013 registra abstenção de 29%
De acordo com o Ministério da Educação, cerca de 5 milhões de candidatos fizeram o exame neste fim de semana; até agora 36 pessoas foram eliminadas por postarem fotos de dentro dos locais de prova

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, informou neste domingo, 27, que cerca de 5 milhões de estudantes participaram das provas do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem) e que números preliminares indicam abstenção de 29%. O número de participantes deste ano foi 20% superior ao do ano passado, mas a abstenção projetada agora é maior do que a de 2012, que foi de 28,9%.

Para Mercadante, o Enem foi tranquilo. "Tivemos algumas ocorrências, mas nada que mereça destaque”, disse ele. "Agora começa a nova fase, que é a correção das provas. Tomamos medidas para aumentar o rigor na correção, aumentamos o número de corretores", disse Mercadante. O gabarito oficial será divulgado dia 30. Os resultados serão apresentados no início de janeiro.

Doze jovens postaram fotos do cartão de matrícula nas redes sociais e foram excluídos, conforme determinação dada pelo Ministério da Educação (MEC). Neste ano, até agora, 36 pessoas foram excluídas por esse motivo. De acordo com Mercadante, 2 milhões de twittes foram monitorados. A equipe de fiscalização continuará atuando, garantiu. "A rede se deu conta que continuaremos a fazer isso", disse. "Se for descoberto que alguma cláusula foi violada, quem a violou será excluído da prova. Não podemos permitir que alguém ingresse no sistema depois de ter violado um exame que tanto esforço deu para ser elaborado."

O ministro comentou uma charge dos anos 1960, que trazia a palavra gasolina grafada com 'z'. "O MEC não pode alterar uma obra de arte, por qualquer razão que seja." Como argumento, ele mostrou uma pesquisa feita nas edições dos jornais O Globo, Folha e Estado, com vários registros da palavra gasolina com z. Ele observou que os registros se referiam a publicações históricas. "A imprensa estaria cometendo o mesmo problema” (se for levada em consideração a grafia da época e a de agora).

O ministro ponderou que o autor do livro, que reproduz a charge, defende a manutenção da grafia com 'z'. Mercadante foi questionado sobre o fato de a mesma charge ter sido usada num exame da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). "Respeitamos a UERJ, mas nosso compromisso é com a obra." O ministro disse considerar toda discussão importante. "Continuaremos aprimorando o Enem. Problemas são sempre incorporados com um diálogo construtivo. O trabalho para o próximo Enem começa amanhã [segunda-feira]."

Mercadante está convicto de que o trabalho de preparação foi muito eficiente. Ele lamentou a morte de um candidato, Fernando Ximenez, que foi atingido por uma carreta, na cidade de Varginha, em Minas Gerais. Em Unaí, também em Minas,um radialista fotografou o local da prova e tentou sair. Ele foi preso por ter tentado violar o sigilo da prova.

Na etapa deste domingo, alunos responderam questões de Linguagens, Códigos, Matemática e fizeram uma redação. De acordo com o MEC, foram usadas 15 mil salas de aula para as provas e 687 mil pessoas ttrabalharam como colaboradores na maior edição da história do Enem. Neste ano, pela primeira vez, todas as provas foram transportadas em envelopes com cadeado eletrônico e GPS. O sistema permite identificar o exato momento da abertura dos pacotes. Em 2012, o sistema também foi usado, como teste, mas apenas em alguns locais.