segunda-feira, 24 de junho de 2013

vixi...




Em SP, ônibus são recolhidos após passageiros pagarem tarifa mais cara
Problema aconteceu em 14 veículos, que tiveram seus validadores alterados; quem pagou mais será ressarcido, diz secretário


Os passageiros de ao menos 14 ônibus municipais da cidade de São Paulo pagaram mais do que deviam pelo transporte público nesta segunda-feira, 24. Os usuários desembolsaram R$ 3,20 em vez de R$ 3, novo valor cobrado pelo sistema com a redução da tarifa anunciada na semana passada.

De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), empresa que gerencia os ônibus no município, os veículos, da operadora Oak Tree, que atua na zona oeste, já foram recolhidos para a garagem e seus validadores alterados.

Os 20 centavos de diferença serão reembolsados, afirmou secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, nesta segunda-feira. Isso será feito, conforme a SPTrans, em até 72 horas, por meio de crédito no sistema do bilhete único.

No Metrô, a reportagem recebeu a informação de que algumas catracas já cobravam o valor rebaixado de R$ 3 na noite de sábado, 22. Essa era a situação, por exemplo, na Estação Consolação, na Linha 2-Verde. A alteração do preço só entrou oficialmente em vigor à meia-noite desta segunda-feira.

Outros passageiros da SPTrans informaram hoje que pagaram menos do que os R$ 3. Uma usuária disse ter sido debitada R$ 2,50 em um ônibus.

Beyonce anuncia ao menos 4 shows n Brasil



Cantora confirma que fará apresentações em Fortaleza, BH, SP e Brasília, além do Rock in Rio

O site da cantora Beyoncé divulgou nesta segunda-feira outros quatro shows de sua passagem pelo Brasil, em setembro. Além da apresentação marcada para o Rock in Rio, dia 13, a rainha do R&B passa ainda por Fortaleza (8/9), Belo Horizonte (11/9), São Paulo (15/9) e Brasília (17/9). A turnê chama-se The Mrs. Carter Show, batizada com o sobrenome do marido, Jay-Z. Além dos hits que Beyoncé já apresentou aqui, em 2010, traz em sua programação as canções do belo disco 4, uma carta de amor da cantora para o rapper que têm Countdown e End of Time. O show em São Paulo será realizado no Estádio do Morumbi. Os de Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília, no Castelão, Mineirão e Estádio Nacional, respectivamente. A venda dos ingressos terá início no dia 28 de junho. Ainda não há informações sobre os valores

se danou-se




Berlusconi é condenado a sete anos de prisão por 'caso Ruby'
Ex-premiê italiano foi acusado de prostituição de menores e deve recorrer da sentença


O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi foi condenado a sete anos de prisão, perda de direitos políticos e pagamento das despesas processuais por prostituição de menores no julgamento do "caso Ruby". Os advogados do ex-premiê disseram que vão recorrer da sentença

Berlusconi foi condenado por pagar pelos serviços sexuais de uma adolescente marroquina durante uma festa da qual foi anfitrião quando ainda era premiê. A jovem Karima el-Mahroug, mais conhecida como Ruby, era menor de idade quando aconteceu a festa.

Em maio de 2010, ele ligou para uma delegacia de Milão para obter informações sobre Ruby. Segundo os promotores, Berlusconi abusou de seu poder ao pressionar pela libertação da menina, que havia sido presa por roubo. O político teria feito isso para que não viessem à tona informações sobre a suposta relação sexual entre os dois quando ela tinha 17 anos. O ex-premiê admitiu que conheceu Ruby durante festas na sua mansão e reconheceu que ligou para a delegacia de polícia, mas nega ter abusado de seu poder para libertá-la. Ambos negam ter tido relações sexuais.

Quando pediu a condenação, a promotora de Milão Ilda Boccassini disse não ter "dúvidas de que Ruby manteve relações sexuais com o acusado em troca de benefício econômico". Além disso, a promotora afirmou que as jovens mulheres convidadas às festas "faziam parte de um sistema de prostituição organizado para o prazer de Silvio Berlusconi" e que "não havia dúvidas" de que Ruby tinha menos de 18 anos quando foi incluída na lista de convidadas.

so faltava mais essa



Autor do projeto sobre “cura gay”, o tucano João Campos, apresentou, em fevereiro, requerimento para que a Câmara convoque sessão solene em homenagem ao… Dia da Bíblia Sagrada.



Assim ja é demais viu

bem bolado



Vídeo ‘O gigante acordou’ reedita comercial da Johnnie Walker com protestos


A onda de protestos que varre o País não reeditou somente o vídeo “Vem pra rua”, da Fiat. O comercial da Johnnie Walker, em que um gigante de pedra acorda e sai andando pelo Rio de Janeiro, ressurgiu nas redes sociais na última semana. O motivo: os protestos têm como uma das hashtags “o gigante acordou”. Um vídeo editado da campanha de 2011 circula nas redes.

Segundo pesquisa do grupo Máquina, a campanha #ogiganteacordou impactou 62 milhões de brasileiros via redes sociais na semana passada por causa dos protestos. A campanha original havia sido feita pela agência Neogama/BBH. Veja os dois vídeos abaixo e compare



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Onp_fQ5awSk (original)
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wLi3PzF16lk (editado)

imposto 0 para o feijao ate DEZEMBRO




Camex inclui feijão na Lista de Exceções à TEC

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) incluiu, nesta segunda-feira, 24, na Lista Brasileira de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) dois tipos de feijão, o preto e o comum, ambos secos e em grãos. Com a inclusão, o governo resolveu zerar o imposto de importação desses produtos. Assim a alíquota cai de 10% para 0%. A retirada do imposto sobre o feijão tem vigência até 30 de novembro de 2013. A decisão está em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

Na mesma resolução, a Camex exclui da lista os pêssegos em conserva classificados no NCM 2008.70.90 e também o produto químico o-Diclorobenzeno, classificado no NCM 2903.91.20. Ainda segundo a decisão, os pêssegos em conserva voltarão a compor a Lista de Exceção à TEC a partir de 1º de dezembro deste ano, mas serão taxados com uma alíquota de 55% de imposto de importação e não 14%, como estava em vigor. A Resolução Camex 47 está publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União. (DOU)

agora vai...tomara



Pressa da rua aumenta chance de royalties na Educação


A onda de protestos em todo o Brasil aumentou a pressão para que os deputados aprovem, na semana que vem, o projeto de lei do Executivo que destina 100% da receita de royalties do petróleo para a educação. O combate à corrupção e a melhoria dos serviços públicos nas áreas de educação, saúde e transportes dominam a pauta de reivindicações.
No pronunciamento da última sexta-feira, a presidente enxergou a oportunidade e ofereceu o projeto como uma das respostas às ruas. Ao propor um pacto nacional pela melhoria dos serviços públicos, ela citou a destinação integral dos royalties de petróleo à educação como uma das vertentes dessa negociação. As outras duas seriam a importação de médicos para reforçar as equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a elaboração de um Plano Nacional de Mobilidade Urbana.
A proposta tranca a pauta de votações da Câmara e, antes das manifestações, estava longe de ser uma unanimidade. Agora, entretanto, deve mobilizar os parlamentares. A avaliação interna na Câmara é de que a aprovação da proposta proporcionará a “agenda positiva” que o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), persegue, também com o propósito de dar uma resposta aos manifestantes.
O problema é que esse projeto não contava com ampla maioria da Câmara até as últimas semanas. A medida provisória que o governo havia enviado à Casa no começo do ano, com essaf finalidade, e tinha como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), não prosperou. Sem consenso, a medida provisória não foi apreciada e perdeu a validade em maio.
Uma das dissidências é liderada pela Frente Parlamentar da Saúde, que reivindica uma fatia dos recursos, defendendo que uma parcela dos royalties seja destinada ao financiamento do Sistema Único de Saúde. Essa proposta tem a simpatia da bancada do PMDB, a segunda maior da Câmara.
É nesse cenário de divisão que o governo terá de mobilizar os líderes das bancadas aliadas para aprovarem a proposta sem alterações, ou seja, sem divisão da receita com a saúde ou com outros setores. O texto original do Executivo prevê que 100% da receita de royalties da exploração de petróleo em alto mar, dos contratos firmados a partir de 3 de dezembro de 2012, seja destinada à educação.

vamos ver se agora vai ne



Em reunião com governadores, Dilma defende plebiscito para reforma política

Prefeitos das 26 capitais foram convidados pela presidente Dilma Rousseff para o debate sobre mobilidade urbana e as tarifas do transporte, nesta segunda-feira, 24. Os temas  mobilizaram as manifestações recentes no País. Governadores também foram convidados para o encontro. Na abertura do encontro, Dilma apresentou cinco pactos a serem apresentados aos líderes.
A presidente defendeu, entre outros pontos, a realização de um plebiscito para que a população decida sobre a necessidade de uma reforma política. Os demais pactos referem-se à responsabilidade fiscal, saúde, educação e transporte público. Em seu discurso, Dilma defendeu ainda uma legislação que classifique a corrupção como crime hediondo.
Abaixo, os principais trechos do discurso da presidente:
16h50 – Após a fala da presidente, a transmissão da reunião foi interrompida.
16h49 - ”Meu governo não vai transigir na manutenção da lei e da ordem, coibindo a ação de vândalos e arruaceiros. Reafirmo meu compromisso de ajudá-los. Mas quero repetir principalmente que meu governo está ouvindo as vozes democráticas. É preciso saber escutar a voz das ruas. É preciso que todos, sem exceção, entenda esses sinais com humildade e acerto.” “Se aproveitar bem o impulso dessa nova energia política poderemos fazer mais rápido muita coisa. (…) Gostaria de pedir que dois ministros do meu governo fizessem rápidos esclarecimentos sobre a saúde e sobre o transporte público.
16h45 - O quinto pacto é sobre a educação pública. “Avançamos muito nas últimas décadas, mas precisamos de mais recursos. “Meu governo tem lutado para que 100% dos royalties do petróleo e 50% do pré-sal sejam investidos na Educação. Confio que os senhores congressistas aprovarão esse projeto que tramita com urgência. “
16h42 - O quarto pacto é relacionado ao transporte público. “Fazer mais metrôs, VLTs e corredores de ônibus. O governo federal já desonerou impostos. (…) Desoneramos também o IPI para compra de ônibus”, enumerou Dilma que falou sobre desoneração de impostos em combustíveis. “Decidi destinar R$ 50 bilhões para novos investimentos em obras de mobilidade urbana.” “O nosso pacto precisa, pois, assegurar também uma grande participação da sociedade na discussão política do transporte. Estou criando o Conselho Nacional do Transporte Público com participação de representantes da sociedade civil. “
16h39 - ”O terceiro pacto é na questão da saúde. Quero propor a aceleração de investimentos já existentes.” Entre as ações, Dilma falou sobre o envio de médicos às cidades mais necessitadas e a contratação de médicos estrangeiros. “Sei que vamos enfrentar um bom debate democrático. Gostaria de dizer à classe médica, que não se trata de medida hostil. Trata-se de medida emergencial, localizada, tendo em vista a grande dificuldade que enfrentamos para localizar médicos em número suficiente para trabalhar nas áreas mais pobres.” Segundo a presidente, a contratação de estrangeiros só ocorrerá quando não houver outra possibilidade.
16h37 - A presidente destacou a reforma política entre os cinco pontos. “Tenhamos a iniciativa de romper esse impasse (de aprovar a reforma).” “O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está.” Dilma fala sobre o combate à corrupção e defendeu a que atos de corrupção dolosa seja qualificada como crime.
16h35 - A energia que vem das ruas é maior que qualquer obstáculo. Não há porque ficarmos inertes, incomodados ou divididos. Por isso, eu trago propostas concretas e disposição política para discutirmos ao menos cinco pactos.
16h34 - O povo está agora nas ruas dizendo que querem que as mudanças continuem. Ele está nos dizendo que querem mais cidadania. As ruas estão nos dizendo que querem serviços públicos de qualidade, querem representação política permeável. (…) querem que o cidadão, e não o poder econômico, esteja em primeiro lugar. Cabe a cada um de nós cumprir essa nova e decisiva dimensão da vontade popular.
16h32 – A presidente agradeceu a presença dos governadores e prefeitos.

mais um...





Motorista atropela mulheres durante protesto em GO

Duas mulheres morreram atropeladas no início da manhã desta segunda-feira, durante um protesto na BR 251, em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. O condutor do veículo fugiu e ainda não foi identificado. O carro que ele dirigia, um Fiat (e não um Gol, como chegou a ser informado), foi encontrado queimado, cerca de 14 quilômetros depois do local da tragédia.

Os corpos das mulheres foram removidos do local depois das 11 horas e à tarde familiares deveriam fazer a identificação no Instituto Médico Legal de Luziânia.

Um delegado de Luziânia está no local do acidente tentando localizar pessoas que presenciaram o atropelamento. Embora as placas do carro queimado tenham sido arrancadas, a Polícia Rodoviária Federal acredita que o Uno pertença a uma locadora de veículos. Próximo do carro teria sido encontrada uma garrafa pet com restos de gasolina.

Bloqueio

Informações preliminares indicam que, por volta das 6h45, o motorista que trafegava na altura do km 30 da BR 251 e jogou o carro contra o grupo de manifestantes que bloqueava a rodovia com pneus para um protesto pela legalização de lotes do setor Marajó.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as duas mulheres morreram na hora. O condutor teria parado por alguns minutos, logo depois do ponto de colisão, mas depois acelerou e fugiu sem prestar socorro.

Mais de 400 pessoas participavam do protesto que fechou a estrada nos dois sentidos com pneus em chamas. Segundo a PRF, o bloqueio só terminou às 13h30.

A BR liga Cristalina, cidade goiana, a Unaí, cidade mineira, também no Entorno do DF. Em Unaí, a Polícia Civil recebeu informações extra oficiais de que o motorista pretende se apresentar na cidade e, por volta das 16 horas, delegados e investigadores aguardavam que isto ocorresse ainda nesta segunda-feira.

domingo, 23 de junho de 2013

aqui o progresso ja chegou a tempos




Com ônibus grátis há dez anos, Agudos (SP) livra empresas de vale-transporte

Agudos (SP) se antecipou --e muito-- às manifestações pela tarifa zero no transporte público. Há dez anos, passageiros circulam de ônibus pela cidade de 34 mil habitantes sem pagar passagem.

Apesar da aprovação de moradores e empresas, ações de vandalismo levaram a prefeitura a equipar parte da frota com câmeras. A criação de um cartão de identificação também está em análise.

Diariamente, os 16 veículos da frota levam uma média de 9.000 pessoas. A prefeitura mantém 25 funcionários no setor --20 deles, motoristas.

Ao ser apresentada nas eleições de 2000, a proposta de tarifa zero do grupo político do ex-prefeito José Carlos Octaviani (PP) recebeu críticas e manifestações de descrédito. "Eu mesmo achava um absurdo", diz ele. "Hoje, é visto como obra social."

A prefeitura gasta R$ 120 mil por mês para manter o serviço. A cidade do centro-oeste paulista tem orçamento anual de R$ 92 milhões.

O atual prefeito, Everton Octaviani (PMDB), sobrinho do ex, afirma que não é fácil manter o benefício. "É pesado. Hoje, a passagem custaria no mínimo R$ 1,50. Com a economia, o morador pode ter alimentação e vestuário melhor, por exemplo. Tem grande alcance social."

E político também. Ao disputar a reeleição, em 2004, Octaviani obteve 68% dos votos válidos, ante 33% na primeira eleição, antes da gratuidade. Quatro anos depois, elegeu o sobrinho, um jovem inexperiente na política.

Em 2012, as eleições foram mais inusitadas: Everton foi o único candidato.

O transporte gratuito chama tanta atenção que há até quem tenha escolhido Agudos para morar por isso, como o pintor de móveis Moisés de Moura, 27, há seis meses na cidade.

A possibilidade de economizar fez com que trocasse São Manuel pela cidade vizinha. "Agudos mostra, numa época difícil, que dá para ter transporte gratuito", diz.

O serviço também atrai empresas, que ficam livres de gastos com vale-transporte.

A Provence, confecção de lingerie de Bauru (SP), instalou sua fábrica numa área de 5.000 m². "A redução nas despesas com transporte foi significativa", diz a empresária Marinez Conticelli Manflin.

Para manter o transporte gratuito, o prefeito diz que é preciso conter despesas. Os cargos de confiança, por exemplo, caíram pela metade em 13 anos.

OUTRAS CIDADES

Em Ivaiporã (a 400 km de Curitiba), com 31,8 mil habitantes, o transporte é gratuito há 12 anos. Segundo o prefeito Luiz Carlos Gil (PMDB), o "passe livre" custou R$ 520 mil em 2012 aos cofres públicos. O orçamento anual do município é de R$ 50 milhões.

Em Pitanga (a 338 km de Curitiba), com 32,6 mil habitantes, o serviço gratuito começou em fevereiro de 2012, com números mais modestos. Dois ônibus levam cerca de 400 usuários por dia, a um custo de R$ 12 mil mensais.

Polícia Civil identifica sete suspeitos de depredar o Itamaraty

Apenas um dos nomes foi divulgado; os outros ficam em sigilo até a conclusão do inquérito


A Polícia Civil do Distrito Federal já identificou os nomes de sete suspeitos de depredar o Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, durante manifestação popular na última quinta-feira (20).

Dos suspeitos, apenas um teve o nome divulgado: Cláudio Roberto Borges de Souza, 32 anos. Ele aparece de camiseta laranja no dia da manifestação, e já cumpre pena de prisão domiciliar por furto. As investigações sobre ele serão encaminhadas à Polícia Federal.

A Polícia Civil informou que somente divulgará os nomes dos seis suspeitos restantes depois de finalizar o inquérito, inclusive ouvindo cada um dos os investigados. Por se tratar de acusação por depredação de prédio público, os nomes dos suspeitos também poderão ser enviados à Polícia Federal depois de concluídas todas as etapas da investigação.

de olho em 2014



Dilma perdeu chance de se conectar com povo, diz senador Aécio Neves
Para o tucano, pronunciamento da presidente reproduziu "tradicional jeitinho de fazer política"

O presidente nacional do PSDB e possível candidato à Presidência da República em 2014, senador Aécio Neves (PSDB), divulgou nota criticando o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, feito na noite de sexta-feira (21), em cadeia nacional de rádio e TV. Segundo Aécio, a presidente perdeu uma oportunidade única de se conectar com a população ao não reconhecer erros.

"[Dilma] escolheu fazer um discurso que reproduz o tradicional jeitinho de fazer política no Brasil: empurrando os problemas para debaixo do tapete, fingindo que não tem nada a ver com o que está acontecendo, que é tudo responsabilidade dos outros, que só não fez melhor porque não foi permitido", escreveu Aécio.

O senador afirmou que, ao contrário do que a presidente disse, os investimentos em saúde no Brasil diminuíram nos últimos dez anos. Ele criticou ainda as desonerações que o governo fez no setor de transportes que, segundo o senador, foram "para atender lógicas e interesses específicos".

Na opinião do senador, ao invés de dizer ao País que o governo não investiu na Copa seria "mais honesto mostrar as razões que levaram o governo a lutar pela oportunidade de realizá-la".

Para Aécio, ao dizer que as obras dos estádios não foram feitas pelo governo e sim com financiamento público — com o dinheiro sendo devolvido mais tarde — Dilma acerta porque explica como funcionam programas do governo. "Registra-se, assim, uma nova e mais justa leitura sobre programas como o Luz Para Todos e o PAC", disse o senador, acusando o governo de apresentar estes programas como sendo realizados com recursos federais.

75% a favor do brasil



Apoio de brasileiros aos protestos é de 75%, diz Ibope
No entanto, metade dessas pessoas disse acreditar que os atos provocarão mudanças no País

As manifestações por melhores serviços públicos que há duas semanas sacodem o País são apoiadas por 75% dos brasileiros, segundo uma pesquisa do Ibope cujos resultados foram divulgados na última edição da revista Época, que começou a circular no sábado (22). Apesar do elevado apoio, apenas 6% disseram ter ido às manifestações e apenas 35% dos que não foram tiveram a intenção de fazê-lo.

Apenas a metade dos brasileiros que apoiam os protestos considera que eles provocarão mudanças, segundo a pesquisa que entrevistou 1.008 pessoas em 79 municípios entre 16 e 20 de junho.

Os protestos se multiplicaram apesar de, segundo a pesquisa, 71% dos brasileiros dizerem estar satisfeitos com sua vida atual e 43% terem expectativas positivas sobre o futuro do País. Entre as pessoas que apoiam os protestos, 69% estão satisfeitas com sua vida e 39% acreditam em um futuro melhor para o País.

Em relação ao motivo dos protestos, 77% citaram o transporte público deficiente, 47% a insatisfação com os políticos, 32% a corrupção, 31% deficiências na educação e na saúde, e 18% a inflação. Interrogados sobre os principais problemas do País, 78% citaram a saúde, 55% a segurança pública, 52% a educação, 26% as drogas, 17% a corrupção e 11% a miséria.

As manifestações prosseguiram no sábado, embora com menos intensidade, apesar da proposta de diálogo que a presidente Dilma Rousseff estendeu na véspera aos manifestantes. Os protestos começaram na semana passada em São Paulo, exclusivamente contra a alta das tarifas de transporte público, mas ganharam outras reivindicações, como maiores investimentos na saúde e na educação pública, e críticas à corrupção e as despesas do governo para organizar eventos como a Copa do Mundo de 2014.

Nem o pronunciamento da presidente no qual propôs um pacto nacional para melhorar os serviços públicos nem a redução das tarifas de transporte público nas maiores cidades, que era a reivindicação inicial dos manifestantes, convenceram os brasileiros de parar com suas manifestações.

Apesar de perderam intensidade desde quinta-feira (20), quando cerca de 1,2 milhão de brasileiros saíram às ruas em uma centena de cidades, os protestos prosseguiram hoje em cerca de 20 municípios.