domingo, 16 de março de 2014

polemicas




'Jesus Cristo Superstar' é alvo de novo protesto esvaziado
Vinte pessoas se reuniram antes da apresentação do musical na tarde de sábado

Grupos de manifestantes católicos voltaram a se reunir diante da porta de entrada do Complexo Ohtake Cultural antes da segunda apresentação do musical Jesus Cristo Superstar na tarde deste sábado, 15. O movimento já diminuiu em relação a ontem: apenas 20 pessoas ligadas a entidades católicas manifestavam-se contra o tema do espetáculo.

Pacíficos, os manifestantes portavam as mesmas placas que se posicionam contra o retrato de um Jesus humanizado proposto na montagem de Jorge Takla. O dobro de pessoas compareceu ao local na sexta-feira, 14, data da estreia, após combinar um protesto pelas redes sociais. De acordo com o diretor, a venda de ingressos e o acesso do público não foram prejudicados.

Na manhã de ontem, o diretor afirmou ao Estado que a produção está preparada para reforçar a segurança e conter reações mais exaltadas de religiosos contrários à montagem de Jesus Cristo Superstar.

mais bikes



Centro terá mais bicicletas para aluguel


Há quase dois meses desfalcado do serviço do Bike Sampa, o centro de São Paulo deve ganhar 18 novos pontos em 60 dias. Responsável pelo projeto que empresta 1.300 bicicletas laranjas ao redor da cidade, o Itaú vem se reunindo com órgãos de segurança para determinar os locais menos propensos à depredação para instalação dos novos pontos, o que é inédito no programa.

No fim de janeiro, o Itaú divulgou que 13 estações de bicicletas estavam sendo fechadas por vandalismo e furtos. "O Bike Sampa vem encontrando dificuldades em algumas estações na região central da cidade de São Paulo. Neste começo de ano, três estações (Glicério, Vai-Vai e Barão de Iguape) foram alvo de furtos e atos de vandalismo e o mobiliário foi retirado. Pelo mesmo motivo, as estações Praça da Sé, Santo Antônio, República, Liberdade, Anhangabaú, Mercado Municipal e São Bento, que estavam desativadas, também serão removidas, bem como Haddock Lobo, São Joaquim e Copan", disse a empresa em nota.

"O banco participou da última reunião do Conseg Centro para ver o que poderia ser feito", afirma Toninho, presidente do Conselho de Segurança. A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal também participam das reuniões. Com os mapas de segurança da PM, o Itaú quer colocar as 18 novas estações em locais que sejam mais "seguros" do que os anteriores.

Esta é a primeira vez, desde o início do programa, em maio de 2012, que órgãos de segurança participam das reuniões. Nos outros bairros, houve reunião com líderes das comunidades locais para apresentar o projeto e definir os melhores locais de instalação dos pontos. "Só temos a lamentar. Isso mostra a situação de vulnerabilidade em que encontra a segurança pública na nossa cidade", afirma Toninho. A região central tem hoje 22 estações ativas, de um total de 132 na cidade. Mais de 700 mil viagens de bicicleta foram feitas desde a inauguração do programa.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

preocupante???





Metade da produção da Petrobrás na Bacia de Campos é de água
Para cada barril de petróleo extraído na principal produtora do país, sai um barril de água

A Petrobrás enfrenta uma perda de produtividade cada vez maior na Bacia de Campos, que responde por quase 80% da produção de petróleo do País. Na média, a estatal tem tirado um barril de água para cada barril de petróleo extraído. A queda na produtividade tem sido tão grande que anula os resultados excepcionais do pré-sal, fazendo a produção total da empresa estagnar e até cair.

A quantidade de água nas plataformas já passa de 1,5 milhão de barris por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O motivo seria o pouco investimento em novos poços, declínio natural e má gestão dos reservatórios, segundo fontes e geólogos.

"Algo muito sério está acontecendo na Bacia de Campos", disse o geólogo Pedro Zalán, da consultoria Zag. Ele atribui a queda primordialmente à falta de investimentos em novos poços e de injeção de água, com a Petrobrás desviando suas sondas e esforços para a área do pré-sal. O declínio natural de campos antigos (maduros) e a má gestão de reservatórios viriam a seguir, nesta ordem, disse.

Já o geólogo e consultor John Forman diz que o excesso de água também é efeito da corrida da companhia pela autossuficiência. "Forçar a produção tem consequências", disse. Forman explica que o ritmo de produção mais intenso que o adequado faz a água naturalmente contida dentro do reservatório subir mais rapidamente, reduzindo o potencial total de extração de óleo. "Possivelmente seria produzido mais óleo hoje se não tivessem acelerado a produção lá atrás", disse.

O analista do HSBC Luiz Carvalho chamou a atenção para o fenômeno em seu último relatório. A Petrobrás chegou a informar em agosto que a produção de água foi maior do que a de óleo, a primeira vez que isso aconteceu. "Para nós é uma clara preocupação", disse. "Seguindo uma tendência dos últimos seis meses, o excesso de produção de água como um subproduto se tornou um sério problema na Bacia de Campos."

Atraso. O atraso no cronograma de entrada em funcionamento de plataformas também contribui para a redução da produção em Campos. Em qualquer lugar, os campos têm um declínio natural. Para manter a produção estável, é necessário acionar novos poços de forma a compensar a queda nos antigos. Para elevar a produção, é preciso ir além da simples compensação. "A Petrobrás está produzindo quase 400 mil barris por dia no pré-sal e, mesmo assim, a produção total está estagnada. Tem até ligeiro declínio. Isso preocupa", disse Zalán.

A Petrobrás trabalha com uma taxa de declínio de 12% ao ano, segundo o HSBC. Mas o banco calcula que o declínio tenha ficado em 19% em 2011 e 2012, melhorando para 16% em 2013. "Nos últimos oito anos, a produção de água aumentou de 610 mil barris/dia para 1,592 milhão. Já a produção de petróleo passou de 1,174 milhão barris/dia para 1,592 milhão barris/dia", disse Carvalho.

Não fosse o pré-sal, onde quase mensalmente são anunciados recordes de extração e praticamente não há produção de água, os números da Petrobrás seriam bem piores.

"Declínio padrão". Por intermédio de nota, a Petrobrás informou que declínio natural da produção dos seus campos na Bacia de Campos está abaixo de 10% nos últimos dois anos, Para a empresa, esse porcentual de declínio é inferior ao padrão mundial de referência.

A nota da Petrobrás afirma ainda que as características dos reservatórios de Campos exigem a injeção de elevados volumes de água para aumentar o seu respectivo fator de recuperação. O grande volume de água produzida resulta, portanto, do processo padrão, segundo a empresa.

isso é uma piada né?



Presidente tampinha
Magistrado que postou foto na praia ironizando o Judiciário tem um plano: governar o País

Marcelo Antonio Cesca tem 1,68 m. A mesma estatura de Napoleão Bonaparte. Cesca quer governar o Brasil. Aos 33 anos, o juiz federal não tem atividade político-partidária conhecida. Mas a ambição vai ganhando ares de plataforma política enquanto ele discorre, em uma hora de conversa, sobre as mazelas do Judiciário, racismo, disfunção erétil, o Departamento de Estado americano, maçonaria, surto psicótico, Lei Maria da Penha, marxismo, suicídio e teorias sobre os planos chineses de dominação global.

Cesca é antenado com seu tempo. Sua primeira peça de marketing eleitoral foi nas redes sociais. Nessa semana, ele postou fotos suas na praia, acompanhadas de comentários irônicos sobre o fato de estar sem trabalhar desde 2011, e ainda assim receber salário de R$ 24 mil. "Dois anos e três meses sem trabalhar, mais 106 dias de férias que ainda terei que usufruir. Não é fácil viver no Brasil", escreveu ao lado do retrato em que aparece nas areias de Balneário Camboriú (SC) com um copo de caipirinha na mão, sunga no corpo e o barrigão em primeiro plano. As fotos se espalharam como sua fama.

As imagens e as legendas que as acompanharam, diz o magistrado, foram uma crítica à "podridão do Judiciário", que o mantém afastado do trabalho por problemas de saúde, mas ao mesmo tempo não encaminha sua aposentadoria por invalidez. "Eu quero trabalhar. Não sei ainda com o quê, mas sei que não vai ser como juiz", afirma ele. "O problema é que hoje não posso sequer carpir um lote na esquina e cobrar cinquentão. A lei não permite."

Seu afastamento do trabalho ocorreu em 2011, depois que um desacerto com os antidepressivos que tomava desencadeou um surto psicótico, ele diz. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) explicou em nota que a decisão partiu do Tribunal Regional da Primeira Região, em processo que avalia a sua "higidez laboral". Cesca conta ter sido durante o tal surto que ele disparou dezenas de mensagens eletrônicas para sua lista de contatos. Algumas continham letras de músicas, outras, poesias - e muitas, com pesadas ofensas ao Judiciário e a alguns dos mais estrelados nomes da categoria (entre eles os ministros Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto, do STF, Eliana Calmon, ex-corregedora do CNJ, e suas respectivas genitoras), seguiram para uma lista de discussão de membros da Associação dos Juízes Federais do Brasil.

A metralhadora verbal fez a entidade abrir caminho para a expulsão de Cesca, mas o processo foi suspenso quando ele próprio pediu seu desligamento. Os xingamentos também estão entre os documentos que o Tribunal Regional Federal, em Brasília, incluiu na análise do processo de aposentadoria do juiz por invalidez. Algumas das ofensas disparadas por e-mail em 2011 foram reiteradas via Facebook nos últimos dias. Mas o que o move agora não é um novo surto psicótico, afirma Cesca, e sim "uma guerra psicológica" contra a alta cúpula do Judiciário brasileiro, esse "hipopótamo com as quatro patas quebradas". Ele não faz menção às insinuações de que o aparente desequilíbrio que motivou as postagens é uma estratégia para atestar a invalidez, o que aceleraria o processo de aposentadoria. Ciente de que não deverá retomar suas funções na Justiça federal, ele quer cair atirando - e, de quebra, fazer seu nome ganhar corpo para governar o Brasil lá por 2040. Se tudo der certo.

Paranaense de Guarapuava, Cesca mora em Brasília há três anos. Tem uma irmã, o pai morreu de câncer no ano passado e a mãe se suicidou em 1999. "Ela estava em uma espiral depressiva. Entrou na churrasqueira, despejou 500 ml de álcool no corpo e ateou fogo. Morreu dez dias depois", afirma. Casado por dois anos, a relação fez água no fim de 2011. Foi a época do desequilíbrio. Nesse período, já afastado do trabalho, viajou sozinho para os Estados Unidos. Circulou entre Washington, Orlando e Miami, onde se ocupava de festas e passeios num Mustang preto alugado.

Mas antes de embarcar de volta ao Brasil teve seus cartões de crédito congelados. Sem dinheiro, ele diz ter vendido celular, máquina fotográfica e até as próprias roupas para comprar comida. Já de volta a Brasília, foi surpreendido ao abrir a porta de casa: lá o esperavam três enfermeiros, que o sedaram para poder levá-lo para uma clínica psiquiátrica. Para que um movimento brusco não machucasse o paciente, um dos enfermeiros usava luvas de boxe, ele jura. "Mas, antes de voltar, eu já estava bem", afirma. "Me internaram à força." Quem internaram? Ele não tem certeza se o pai ou a ex-mulher.

Quem o viu de sunga nas fotos que fizeram sua fama repentina não supõe que ele já foi chamado de presidente. Na adolescência, Cesca esteve à frente do Centro de Atividades Estudantis de Guarapuava (PR). Espevitado e baixinho, o futuro juiz federal virou o "Presidente Tampinha", na galhofa sempre inevitável no universo adolescente. Hoje ele acha graça do apelido, mas se entusiasma com a ideia de adotá-lo na futura campanha presidencial. "Presidente Tampinha, é isso aí. Daqui a 20, 25 anos, eu chego lá. Pode escrever." Tá escrito. Mas Imperador Tampinha, por enquanto, não é possível.

despedida




Jefferson escreve texto de despedida a leitores de seu blog
Ex-deputado que delatou o mensalão deve ser preso nesta segunda-feira

Prestes a ser preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) publicou neste domingo, 23, em seu blog uma despedida aos seus leitores. O texto termina com uma promessa: "Mas, tenham certeza de uma coisa: sempre que possível e dentro dos limites da lei, me comunicarei com vocês. Até breve"


A mensagem foi publicada às 11h48, minutos depois de Jefferson ter chegado em casa, em Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio, de um passeio em sua moto Harley Davidson pelas redondezas. A saída do ex-deputado durou cerca de três horas. Os agentes da Polícia Federal que fazem plantão no local desde a madrugada de sábado não o acompanharam.

Ao retornar, Jefferson foi surpreendido pelo comerciante Afonso Celso Dominguito de Castro, de 55 anos, que o esperava na rua para ser o primeiro doador na "vaquinha" lançada para ajudá-lo a quitar a multa de R$ 720 mil imposta pelo STF. Castro doou R$ 100 ao delator do mensalão.

Jefferson foi condenado pelo STF a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto no processo do mensalão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STF prometeu enviar nesta segunda-feira (24) à Polícia Federal o mandado de prisão contra Jefferson, para que ele possa ser conduzido a um presídio no Rio de Janeiro.



Leia a íntegra do texto publicado no blog de Jefferson:

"Força maior

Até que a Justiça determine o meu status de preso, isto é, o que posso e o que não posso fazer, como escrever neste blog, por exemplo, a partir de hoje deixo vocês na companhia da minha equipe, que já trabalha comigo há anos e conhece meu sentimento em muitos assuntos, principalmente na Política, que neste ano eleitoral e de Copa do Mundo nos reserva muitas e variadas surpresas. Vocês ficarão bem assistidos, não tenho dúvidas. Mas, tenham certeza de uma coisa: sempre que possível e dentro dos limites da lei, me comunicarei com vocês. Até breve". 

falhas




Fundador do WhatsApp pede desculpas por falha

 Depois de ter seu serviço interrompido por várias horas no sábado, 22, o fundador do WhatsApp, o ucraniano Jan Koum, soltou um comunicado em que pede desculpas pela falha. De acordo com o executivo, o problema surgiu a partir de um roteador de rede.

“Sentimos muito pela queda do serviço”, escreveu Koum. “Foi nossa maior e mais longa interrupção em anos. Foi causada por uma falha em um roteador de rede, que acabou tendo consequências em nossos servidores”.

“Trabalhamos com nosso provedor de serviço para resolver a questão e ter certeza de que não acontecerá outra vez”, continuou o executivo.

O WhatsApp ficou fora do ar por mais de três horas no sábado poucos dias depois de ter sido comprado pelo Facebook por US$ 19 bilhões. O aplicativo de mensagens instantâneas tem cerca de 450 milhões de usuários em todo o mundo.

situação dificil





Escassez fez classe média se voltar contra Maduro
Revolta com falta de produtos e economia em descontrole criaram condições para que chamado da oposição às ruas ganhasse força

Em meio ao cheiro de lixo queimado das barricadas que fecham o trânsito, misturado com o de gás pimenta lançado pela polícia, uma palavra se destaca: escassez. Esse é o principal motivo apontado pelos manifestantes para tomarem as ruas em protesto contra o presidente Nicolás Maduro.

Irritados com a crise econômica, atenderam ao chamado de uma facção da oposição, liderada pelo ex-prefeito de Chacao Leopoldo López, pela deputada María Corina Machado e pelo prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, para tomarem as ruas. Com o recrudescimento da repressão policial e a prisão de López, na terça-feira, a insatisfação aumentou. Na quarta-feira, cerca de mil estudantes, com o rosto pintado, se reuniram em Altamira, área nobre de Caracas.

A estudante de música Kimberly Claro diz que protesta porque sua família está cansada de percorrer os mercados e fazer filas atrás de carne, frango, leite, azeite, água e até mesmo papel higiênico. "Estou aqui sobretudo contra a escassez. Estudo, trabalho e minha família não merece isso", disse ao Estado, enquanto corria na direção oposta à das bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB). "Quero um futuro. Não quero viver num país com a situação assim."

Mais exaltado, um rapaz com o rosto coberto por uma camiseta tentava organizar a resistência contra o avanço da GNB na Avenida Altamira Sul. Do topo de um banco, discursou para os colegas. "O importante não são os políticos, amigos. O importante são as ideias. Capriles, Ledezma, López nos deram a oportunidade", gritou. "Ou nos atendem ou queimamos Caracas." Ao lado de um grupo de rapazes, também encapuzados, ele acendeu coquetéis molotov e os atirou contra a polícia.

O papel da oposição no incentivo aos protestos motivou Maduro a denunciar uma tentativa de golpe de Estado contra ele e a pedir a prisão de López. O deputado Eduardo Sigala, do grupo de María Corina, diz que sua facção da oposição optou pela estratégia de tomar as ruas, conhecida como "La Salida", em razão dos graves problemas econômicos do país.

"É um processo que está nos levando ao colapso", declarou. "Capriles foi um líder importante, mas nessa oportunidade a liderança foi de López, María Corina e Ledezma." Segundo analistas venezuelanos, com a derrota nas eleições municipais, em dezembro do ano passado, uma divisão que já existia dentro da Mesa da Unidade Democrática (MUD, a coalizão opositora) se tornou mais evidente quando o bloco começou a discutir o que fazer em 2014.

López, María Corina e Ledezma queriam mobilizações de rua para pedir a renúncia de Maduro. Capriles preferia apostar na via institucional e na tese de que a crise econômica acabaria "sangrando o chavismo". "A MUD, que tem seus próprios desencontros, preparou a população nos últimos anos só para votar, mas não a preparou para um cenário de crise econômica como o que estamos vivendo", disse o analista Omar Noria, da Universidade Simón Bolívar.

Luis Vicente León, do Instituto Datanálisis, acredita que os protestos não sejam exclusivos de um setor radical da oposição. "Uma escassez de 28 % – a maior da história – é muita coisa e isso tira as pessoas de casa", afirmou ao Estado. "Com a repressão e a prisão, as pessoas se unem para protestar também por outros direitos."

Os manifestantes têm um perfil similar. Jovens de classe média, viveram a maior parte da vida sob o chavismo. No último ano, viram a situação macroeconômica do país se desintegrar. No mercado paralelo, o dólar saiu de 12 bolívares para 87. A inflação nos últimos 12 meses chegou a 56%.



era o que faltava



Amigos criam site de financiamento coletivo para lançar cervejas artesanais
Investimento foi de R$ 300 mil e expectativa é faturar R$ 650 mil em um ano

Foi durante uma conversa entre amigos que surgiu o assunto financiamento coletivo, o crowdfunding. Como todos tinham vivência no mercado cervejeiro, eles resolveram juntar as duas coisas e criaram o Social Beers. Os sócios investiram R$ 300 mil para desenvolver a plataforma, onde será possível apoiar lançamentos de cervejas.

As primeiras discussões começaram no início do ano passado. Carlos Lima, Matheus Franco e Luiz Poppi gostaram da ideia, acharam que ela poderia dar certo e resolveram colocar tudo no papel. "Quando colocamos na cabeça que íamos fazer, a ideia parou de ser uma conversa entre amigos e tinha que dar certo. Desde então resolvemos fazer o negócio bem feito", conta Lima.

Já que as pessoas podem usar as plataformas existentes para financiar a produção da cerveja, o Social Beers foi buscar diferenciais. O primeiro deles é baseado no conhecimento dos sócios. Quem procura uma plataforma tradicional precisa ter todo o conhecimento do projeto a ser lançado. Já no Social Beers será possível lançar um projeto sem entender de cerveja já que a empresa poderá dar o suporte para o desenvolvimento da receita, registro e indicar cervejarias parceiras, por exemplo.

Outro diferencial é a possibilidade de promover votações. Se um restaurante quiser lançar uma cerveja, ele pode fazer uma votação para o público escolher o nome, o rótulo ou o estilo, entre outras opções. O Social Beers também não fica dependente de projetos de terceiros. O negócio pretende lançar em um ano dez cervejas, sendo que pelo menos metade será proposta pela empresa.

Valores. Para quem quiser usar a plataforma para arrecadação, o site cobra uma taxa de 10% do valor obtido. No caso da solicitação dos serviços de consultoria para desenvolvimento da bebida, o valor será negociado de acordo com o tipo de atendimento a ser feito.

No primeiro ano de operação, o Social Beers pretende lançar dez cervejas e registrar faturamento de R$ 650 mil. A meta é alcançar 10 mil usuários em 2014. "Queremos tentar fugir só de cervejarias e do mercado da bebida. Quanto mais áreas diferentes a gente conseguir agregar, melhor", destaca Lima, que já recebeu contatos de uma hamburgueria de São Paulo, um site de culinária e uma agência de design. Todos estão interessados no projeto.

Setor. Outra intenção do negócio é direcionar parte dos valores arrecadados para a compra de materiais para a fabricação da bebida que serão doados para faculdades de engenharia de alimentos ou engenharia química. O objetivo é difundir o tema no meio acadêmico. "A ideia é fazer parcerias com universidades e destinar parte dos valores mais baixos, que não rendem benefícios físicos para o apoiador, para esse projeto", diz Lima.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sera??



Maior evento de extinção da Terra durou 60 mil anos

Sabe aquele grande cataclismo, induzido pela queda de um gigantesco meteoro, que quase acabou com os dinossauros (e um monte de outras coisas), 65 milhões de anos atrás? Pois então … Talvez você não saiba, mas uns 200 milhões de anos antes ocorreu um desastre muito pior, ainda mais cataclísmico. Foi o evento que ficou conhecido como “a grande extinção do fim do Permiano”,  que estima-se ter aniquilado 96% de todas as espécies marinhas e 70% de todas as espécies terrestres do planeta — a maior extinção em massa de que se tem notícia no registro geológico da Terra. (Essas estimativas são baseadas na abundância de espécies presentes no registro fóssil antes e depois desse período.)
Acredita-se que a principal causa dessa extinção tenha sido um processo de aquecimento global (muito pior do que esse que estamos vivenciando) desencadeado por uma série de erupções vulcânicas ocorridas na Sibéria, que derramaram milhões de quilômetros cúbicos de magma sobre uma vasta área da região central da Rússia (formando as chamadas “Siberian Traps”) e lançaram milhões de toneladas de gases tóxicos e do efeito-estufa na atmosfera do planeta.  O clima esquentou, o oceano esquentou, a água do mar ficou ácida, e a maior parte da vida na Terra sucumbiu.  (Vale lembrar que naquela época, cerca de 250 milhões de anos atrás, a configuração da superfície do planeta era completamente diferente da de hoje, com todos os atuais continentes unidos numa única massa terrestre, chamada Pangeia.)
Mas quanto tempo durou esse cataclismo? Essa é a pergunta que um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) tenta responder hoje, em um estudo publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Segundo eles, a grande extinção do fim do Permiano durou cerca de 60 mil anos do início ao fim (com um margem de erro de 48 mil anos para mais ou para menos; o que significa dizer que ela durou no mínimo 12 mil e no máximo, 108 mil anos). Parece muito tempo para nós, mas é um “piscar de olhos” do ponto de vista geológico e evolutivo.
O mesmo grupo de pesquisadores, liderado pelo professor Sam Bowring, propôs em 2011 que a grande extinção havia durado menos de 200 mil anos. A nova estimativa, publicada hoje, é um refinamento desse estudo anterior, com base em técnicas mais precisas de datação dos vestígios geológicos coletados na região de Meishan, na China, onde rochas do fim do Permiano estão expostas na superfície.
O resultado, segundo os autores, dá força à tese de que as erupções vulcânicas siberianas foram as responsáveis pelo processo de extinção em massa. “Seja lá o que for que tenha desencadeado a extinção, o efeito foi muito rápido; rápido o suficiente para desestabilizar a biosfera antes que a maioria das plantas e animais tivesse uma chance de se adaptar para sobreviver”, diz o autor Seth Burgess, aluno de Bowring, em um texto divulgado pelo MIT.

Golpe fatal. As causas desses eventos são sempre polêmicas, pois é muito difícil (pode-se dizer impossível) determinar com exatidão o que aconteceu milhões de anos atrás. É possível que um impacto meteórico tenha contribuído para a extinção do Permiano, agravando o efeito das mudanças climáticas iniciadas pelas erupções vulcânicas. Assim como é possível que erupções vulcânicas tenham contribuído para a extinção do fim do Cretáceo, agravando os efeitos do impacto do meteoro que aniquilou a maior parte dos dinossauros (lembrando que uma linhagem de dinos sobreviveu: a que deu origem às aves). O que foi determinante e o que foi adjuvante nesse dois eventos é um debate cataclísmico em aberto na comunidade científica.
O fato é que essas extinções em massa não ocorreram da noite para o dia, como alguns gostariam de pensar (ou de fazer você pensar). Na melhor das hipóteses, segundo esse novo estudo, a extinção do fim do Permiano ainda foi uma morte lenta e dolorosa para as espécies da época, que durou, no mínimo, 12 mil anos. Em comparação, nós, seres humanos, só começamos a influenciar o clima do planeta há pouco mais de 200 anos, com o início da era industrial. Temos muito tempo para sofrer ainda! Ou fazer alguma coisa a respeito … Imagine só!

Há um ano,Bento XVI renunciava ao Papado




Renúncia de Bento XVI completa 1 ano e papa o chama de 'corajoso' no Twitter
Francisco pediu orações ao antecessor, que deixou comando da Igreja Católica em 11 de fevereiro de 2013

O papa Francisco publicou nesta terça-feira, 11, uma mensagem em seu perfil no Twitter classificando seu antecessor, Bento XVI, com um homem 'corajoso' e 'humilde', no dia em que a renúncia de Joseph Ratzinger completa um ano.

"Rezemos juntos por Sua Santidade Bento XVI. Um homem corajoso e humilde", escreveu o papa, em vários idiomas.

Em 11 de fevereiro de 2013, Ratzinger anunciava perante seus cardeais reunidos na Sala Clementina que renunciava a seu pontificado, ao considerar que por sua idade avançada não tinha forças para "exercer adequadamente o ministério Petrino".

eles também precisam de agua



Contra calor, animais do Zoológico de SP ganham sorvete e 'mangueiradas'
No Aquário de Santo André, onde ficam o tubarão e as raias, foi preciso trocar a refrigeração

Não são só os humanos que querem tomar sorvete e ter um ar-condicionado que funcione nesses dias de calor intenso na capital. Animais do Zoológico de São Paulo têm se refestelado com picolés de frutas e “mangueiradas” de água fresca. Já o aquário de Santo André teve de trocar o sistema de refrigeração para baixar a temperatura da água.

Nesta terça-feira, 11, no zoo, chimpanzés se divertiam com sucos congelados de frutas, sorvetes de gelatina e outros com pedacinhos de fruta. Já os orangotangos ganham o geladinho com uva passa no meio, a frutinha preferida deles.

No tanque oceânico de Santo André, onde ficam o tubarão e as raias, foi necessário substituir o trocador de água. A temperatura na água estava ultrapassando os 31°C e foi necessária a troca do aparelho.

A temperatura muito alta pode provocar até problemas na tireoide dos tubarões. Agora, os peixes estão mais fresquinhos, nadando a 26°C.

Próximos dias. Segundo a empresa Climatempo, uma forte frente fria começa a influenciar a Região Sul do Brasil hoje e deve chegar na sexta-feira ao litoral de São Paulo. Com o bloqueio da atual massa seca, a expectativa é de que ocorram temporais. Para a capital, o calor deverá dar uma trégua, pois a previsão é de máxima de 27°C.

A frente fria, segundo previsão, pode iniciar o rompimento do bloqueio atmosférico e permitir que outras frentes cheguem ao Centro-Sul, trazendo a chuva e baixando a temperatura.

esperança





Ministério coloca em consulta nova proposta para tratar crianças com HIV
Protocolo sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral alta, iniciem tratamento

O Ministério da Saúde colocou em consulta pública um novo protocolo para o tratamento de crianças e adolescentes com HIV. A proposta da pasta é reduzir de seis para quatro semanas o uso de AZT(medicamento do coquetel antiaids) para filhos de gestantes soropositivas que receberam tratamento durante o pré-natal.

Além do AZT, crianças deverão fazer uso de três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil (quantidade considerada alta de HIV circulante no sangue) iniciem o tratamento.

O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. Pelo cronograma divulgado pelo ministério, ele deverá ser concluído até julho.

pisca pisca??






Rolha com LED transforma garrafa vazia em lanterna e abajur

Bottle Light decora sua casa e recarrega via usb

 O designer Steve Gates pensou em uma maneira bastante fácil de transformar aquelas garrafas de vidro que você deixa encostadas no alto do seu armário ou prateleira em algo realmente útil para a decoração. Ele criou uma rolha que também é uma lâmpada LED. Com ela, você pode transformar suas garrafas em abajures. 

O Bottle Light custa US$ 15 no site suck.uk.com. Ela tem bateria para 2,5 horas, e é recarregada por uma entrada USB. Ela vem apenas na cor branca, o que não é um problema