domingo, 23 de fevereiro de 2014

despedida




Jefferson escreve texto de despedida a leitores de seu blog
Ex-deputado que delatou o mensalão deve ser preso nesta segunda-feira

Prestes a ser preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) publicou neste domingo, 23, em seu blog uma despedida aos seus leitores. O texto termina com uma promessa: "Mas, tenham certeza de uma coisa: sempre que possível e dentro dos limites da lei, me comunicarei com vocês. Até breve"


A mensagem foi publicada às 11h48, minutos depois de Jefferson ter chegado em casa, em Levy Gasparian, no interior do Estado do Rio, de um passeio em sua moto Harley Davidson pelas redondezas. A saída do ex-deputado durou cerca de três horas. Os agentes da Polícia Federal que fazem plantão no local desde a madrugada de sábado não o acompanharam.

Ao retornar, Jefferson foi surpreendido pelo comerciante Afonso Celso Dominguito de Castro, de 55 anos, que o esperava na rua para ser o primeiro doador na "vaquinha" lançada para ajudá-lo a quitar a multa de R$ 720 mil imposta pelo STF. Castro doou R$ 100 ao delator do mensalão.

Jefferson foi condenado pelo STF a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto no processo do mensalão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STF prometeu enviar nesta segunda-feira (24) à Polícia Federal o mandado de prisão contra Jefferson, para que ele possa ser conduzido a um presídio no Rio de Janeiro.



Leia a íntegra do texto publicado no blog de Jefferson:

"Força maior

Até que a Justiça determine o meu status de preso, isto é, o que posso e o que não posso fazer, como escrever neste blog, por exemplo, a partir de hoje deixo vocês na companhia da minha equipe, que já trabalha comigo há anos e conhece meu sentimento em muitos assuntos, principalmente na Política, que neste ano eleitoral e de Copa do Mundo nos reserva muitas e variadas surpresas. Vocês ficarão bem assistidos, não tenho dúvidas. Mas, tenham certeza de uma coisa: sempre que possível e dentro dos limites da lei, me comunicarei com vocês. Até breve". 

falhas




Fundador do WhatsApp pede desculpas por falha

 Depois de ter seu serviço interrompido por várias horas no sábado, 22, o fundador do WhatsApp, o ucraniano Jan Koum, soltou um comunicado em que pede desculpas pela falha. De acordo com o executivo, o problema surgiu a partir de um roteador de rede.

“Sentimos muito pela queda do serviço”, escreveu Koum. “Foi nossa maior e mais longa interrupção em anos. Foi causada por uma falha em um roteador de rede, que acabou tendo consequências em nossos servidores”.

“Trabalhamos com nosso provedor de serviço para resolver a questão e ter certeza de que não acontecerá outra vez”, continuou o executivo.

O WhatsApp ficou fora do ar por mais de três horas no sábado poucos dias depois de ter sido comprado pelo Facebook por US$ 19 bilhões. O aplicativo de mensagens instantâneas tem cerca de 450 milhões de usuários em todo o mundo.

situação dificil





Escassez fez classe média se voltar contra Maduro
Revolta com falta de produtos e economia em descontrole criaram condições para que chamado da oposição às ruas ganhasse força

Em meio ao cheiro de lixo queimado das barricadas que fecham o trânsito, misturado com o de gás pimenta lançado pela polícia, uma palavra se destaca: escassez. Esse é o principal motivo apontado pelos manifestantes para tomarem as ruas em protesto contra o presidente Nicolás Maduro.

Irritados com a crise econômica, atenderam ao chamado de uma facção da oposição, liderada pelo ex-prefeito de Chacao Leopoldo López, pela deputada María Corina Machado e pelo prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, para tomarem as ruas. Com o recrudescimento da repressão policial e a prisão de López, na terça-feira, a insatisfação aumentou. Na quarta-feira, cerca de mil estudantes, com o rosto pintado, se reuniram em Altamira, área nobre de Caracas.

A estudante de música Kimberly Claro diz que protesta porque sua família está cansada de percorrer os mercados e fazer filas atrás de carne, frango, leite, azeite, água e até mesmo papel higiênico. "Estou aqui sobretudo contra a escassez. Estudo, trabalho e minha família não merece isso", disse ao Estado, enquanto corria na direção oposta à das bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB). "Quero um futuro. Não quero viver num país com a situação assim."

Mais exaltado, um rapaz com o rosto coberto por uma camiseta tentava organizar a resistência contra o avanço da GNB na Avenida Altamira Sul. Do topo de um banco, discursou para os colegas. "O importante não são os políticos, amigos. O importante são as ideias. Capriles, Ledezma, López nos deram a oportunidade", gritou. "Ou nos atendem ou queimamos Caracas." Ao lado de um grupo de rapazes, também encapuzados, ele acendeu coquetéis molotov e os atirou contra a polícia.

O papel da oposição no incentivo aos protestos motivou Maduro a denunciar uma tentativa de golpe de Estado contra ele e a pedir a prisão de López. O deputado Eduardo Sigala, do grupo de María Corina, diz que sua facção da oposição optou pela estratégia de tomar as ruas, conhecida como "La Salida", em razão dos graves problemas econômicos do país.

"É um processo que está nos levando ao colapso", declarou. "Capriles foi um líder importante, mas nessa oportunidade a liderança foi de López, María Corina e Ledezma." Segundo analistas venezuelanos, com a derrota nas eleições municipais, em dezembro do ano passado, uma divisão que já existia dentro da Mesa da Unidade Democrática (MUD, a coalizão opositora) se tornou mais evidente quando o bloco começou a discutir o que fazer em 2014.

López, María Corina e Ledezma queriam mobilizações de rua para pedir a renúncia de Maduro. Capriles preferia apostar na via institucional e na tese de que a crise econômica acabaria "sangrando o chavismo". "A MUD, que tem seus próprios desencontros, preparou a população nos últimos anos só para votar, mas não a preparou para um cenário de crise econômica como o que estamos vivendo", disse o analista Omar Noria, da Universidade Simón Bolívar.

Luis Vicente León, do Instituto Datanálisis, acredita que os protestos não sejam exclusivos de um setor radical da oposição. "Uma escassez de 28 % – a maior da história – é muita coisa e isso tira as pessoas de casa", afirmou ao Estado. "Com a repressão e a prisão, as pessoas se unem para protestar também por outros direitos."

Os manifestantes têm um perfil similar. Jovens de classe média, viveram a maior parte da vida sob o chavismo. No último ano, viram a situação macroeconômica do país se desintegrar. No mercado paralelo, o dólar saiu de 12 bolívares para 87. A inflação nos últimos 12 meses chegou a 56%.



era o que faltava



Amigos criam site de financiamento coletivo para lançar cervejas artesanais
Investimento foi de R$ 300 mil e expectativa é faturar R$ 650 mil em um ano

Foi durante uma conversa entre amigos que surgiu o assunto financiamento coletivo, o crowdfunding. Como todos tinham vivência no mercado cervejeiro, eles resolveram juntar as duas coisas e criaram o Social Beers. Os sócios investiram R$ 300 mil para desenvolver a plataforma, onde será possível apoiar lançamentos de cervejas.

As primeiras discussões começaram no início do ano passado. Carlos Lima, Matheus Franco e Luiz Poppi gostaram da ideia, acharam que ela poderia dar certo e resolveram colocar tudo no papel. "Quando colocamos na cabeça que íamos fazer, a ideia parou de ser uma conversa entre amigos e tinha que dar certo. Desde então resolvemos fazer o negócio bem feito", conta Lima.

Já que as pessoas podem usar as plataformas existentes para financiar a produção da cerveja, o Social Beers foi buscar diferenciais. O primeiro deles é baseado no conhecimento dos sócios. Quem procura uma plataforma tradicional precisa ter todo o conhecimento do projeto a ser lançado. Já no Social Beers será possível lançar um projeto sem entender de cerveja já que a empresa poderá dar o suporte para o desenvolvimento da receita, registro e indicar cervejarias parceiras, por exemplo.

Outro diferencial é a possibilidade de promover votações. Se um restaurante quiser lançar uma cerveja, ele pode fazer uma votação para o público escolher o nome, o rótulo ou o estilo, entre outras opções. O Social Beers também não fica dependente de projetos de terceiros. O negócio pretende lançar em um ano dez cervejas, sendo que pelo menos metade será proposta pela empresa.

Valores. Para quem quiser usar a plataforma para arrecadação, o site cobra uma taxa de 10% do valor obtido. No caso da solicitação dos serviços de consultoria para desenvolvimento da bebida, o valor será negociado de acordo com o tipo de atendimento a ser feito.

No primeiro ano de operação, o Social Beers pretende lançar dez cervejas e registrar faturamento de R$ 650 mil. A meta é alcançar 10 mil usuários em 2014. "Queremos tentar fugir só de cervejarias e do mercado da bebida. Quanto mais áreas diferentes a gente conseguir agregar, melhor", destaca Lima, que já recebeu contatos de uma hamburgueria de São Paulo, um site de culinária e uma agência de design. Todos estão interessados no projeto.

Setor. Outra intenção do negócio é direcionar parte dos valores arrecadados para a compra de materiais para a fabricação da bebida que serão doados para faculdades de engenharia de alimentos ou engenharia química. O objetivo é difundir o tema no meio acadêmico. "A ideia é fazer parcerias com universidades e destinar parte dos valores mais baixos, que não rendem benefícios físicos para o apoiador, para esse projeto", diz Lima.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sera??



Maior evento de extinção da Terra durou 60 mil anos

Sabe aquele grande cataclismo, induzido pela queda de um gigantesco meteoro, que quase acabou com os dinossauros (e um monte de outras coisas), 65 milhões de anos atrás? Pois então … Talvez você não saiba, mas uns 200 milhões de anos antes ocorreu um desastre muito pior, ainda mais cataclísmico. Foi o evento que ficou conhecido como “a grande extinção do fim do Permiano”,  que estima-se ter aniquilado 96% de todas as espécies marinhas e 70% de todas as espécies terrestres do planeta — a maior extinção em massa de que se tem notícia no registro geológico da Terra. (Essas estimativas são baseadas na abundância de espécies presentes no registro fóssil antes e depois desse período.)
Acredita-se que a principal causa dessa extinção tenha sido um processo de aquecimento global (muito pior do que esse que estamos vivenciando) desencadeado por uma série de erupções vulcânicas ocorridas na Sibéria, que derramaram milhões de quilômetros cúbicos de magma sobre uma vasta área da região central da Rússia (formando as chamadas “Siberian Traps”) e lançaram milhões de toneladas de gases tóxicos e do efeito-estufa na atmosfera do planeta.  O clima esquentou, o oceano esquentou, a água do mar ficou ácida, e a maior parte da vida na Terra sucumbiu.  (Vale lembrar que naquela época, cerca de 250 milhões de anos atrás, a configuração da superfície do planeta era completamente diferente da de hoje, com todos os atuais continentes unidos numa única massa terrestre, chamada Pangeia.)
Mas quanto tempo durou esse cataclismo? Essa é a pergunta que um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) tenta responder hoje, em um estudo publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Segundo eles, a grande extinção do fim do Permiano durou cerca de 60 mil anos do início ao fim (com um margem de erro de 48 mil anos para mais ou para menos; o que significa dizer que ela durou no mínimo 12 mil e no máximo, 108 mil anos). Parece muito tempo para nós, mas é um “piscar de olhos” do ponto de vista geológico e evolutivo.
O mesmo grupo de pesquisadores, liderado pelo professor Sam Bowring, propôs em 2011 que a grande extinção havia durado menos de 200 mil anos. A nova estimativa, publicada hoje, é um refinamento desse estudo anterior, com base em técnicas mais precisas de datação dos vestígios geológicos coletados na região de Meishan, na China, onde rochas do fim do Permiano estão expostas na superfície.
O resultado, segundo os autores, dá força à tese de que as erupções vulcânicas siberianas foram as responsáveis pelo processo de extinção em massa. “Seja lá o que for que tenha desencadeado a extinção, o efeito foi muito rápido; rápido o suficiente para desestabilizar a biosfera antes que a maioria das plantas e animais tivesse uma chance de se adaptar para sobreviver”, diz o autor Seth Burgess, aluno de Bowring, em um texto divulgado pelo MIT.

Golpe fatal. As causas desses eventos são sempre polêmicas, pois é muito difícil (pode-se dizer impossível) determinar com exatidão o que aconteceu milhões de anos atrás. É possível que um impacto meteórico tenha contribuído para a extinção do Permiano, agravando o efeito das mudanças climáticas iniciadas pelas erupções vulcânicas. Assim como é possível que erupções vulcânicas tenham contribuído para a extinção do fim do Cretáceo, agravando os efeitos do impacto do meteoro que aniquilou a maior parte dos dinossauros (lembrando que uma linhagem de dinos sobreviveu: a que deu origem às aves). O que foi determinante e o que foi adjuvante nesse dois eventos é um debate cataclísmico em aberto na comunidade científica.
O fato é que essas extinções em massa não ocorreram da noite para o dia, como alguns gostariam de pensar (ou de fazer você pensar). Na melhor das hipóteses, segundo esse novo estudo, a extinção do fim do Permiano ainda foi uma morte lenta e dolorosa para as espécies da época, que durou, no mínimo, 12 mil anos. Em comparação, nós, seres humanos, só começamos a influenciar o clima do planeta há pouco mais de 200 anos, com o início da era industrial. Temos muito tempo para sofrer ainda! Ou fazer alguma coisa a respeito … Imagine só!

Há um ano,Bento XVI renunciava ao Papado




Renúncia de Bento XVI completa 1 ano e papa o chama de 'corajoso' no Twitter
Francisco pediu orações ao antecessor, que deixou comando da Igreja Católica em 11 de fevereiro de 2013

O papa Francisco publicou nesta terça-feira, 11, uma mensagem em seu perfil no Twitter classificando seu antecessor, Bento XVI, com um homem 'corajoso' e 'humilde', no dia em que a renúncia de Joseph Ratzinger completa um ano.

"Rezemos juntos por Sua Santidade Bento XVI. Um homem corajoso e humilde", escreveu o papa, em vários idiomas.

Em 11 de fevereiro de 2013, Ratzinger anunciava perante seus cardeais reunidos na Sala Clementina que renunciava a seu pontificado, ao considerar que por sua idade avançada não tinha forças para "exercer adequadamente o ministério Petrino".

eles também precisam de agua



Contra calor, animais do Zoológico de SP ganham sorvete e 'mangueiradas'
No Aquário de Santo André, onde ficam o tubarão e as raias, foi preciso trocar a refrigeração

Não são só os humanos que querem tomar sorvete e ter um ar-condicionado que funcione nesses dias de calor intenso na capital. Animais do Zoológico de São Paulo têm se refestelado com picolés de frutas e “mangueiradas” de água fresca. Já o aquário de Santo André teve de trocar o sistema de refrigeração para baixar a temperatura da água.

Nesta terça-feira, 11, no zoo, chimpanzés se divertiam com sucos congelados de frutas, sorvetes de gelatina e outros com pedacinhos de fruta. Já os orangotangos ganham o geladinho com uva passa no meio, a frutinha preferida deles.

No tanque oceânico de Santo André, onde ficam o tubarão e as raias, foi necessário substituir o trocador de água. A temperatura na água estava ultrapassando os 31°C e foi necessária a troca do aparelho.

A temperatura muito alta pode provocar até problemas na tireoide dos tubarões. Agora, os peixes estão mais fresquinhos, nadando a 26°C.

Próximos dias. Segundo a empresa Climatempo, uma forte frente fria começa a influenciar a Região Sul do Brasil hoje e deve chegar na sexta-feira ao litoral de São Paulo. Com o bloqueio da atual massa seca, a expectativa é de que ocorram temporais. Para a capital, o calor deverá dar uma trégua, pois a previsão é de máxima de 27°C.

A frente fria, segundo previsão, pode iniciar o rompimento do bloqueio atmosférico e permitir que outras frentes cheguem ao Centro-Sul, trazendo a chuva e baixando a temperatura.

esperança





Ministério coloca em consulta nova proposta para tratar crianças com HIV
Protocolo sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral alta, iniciem tratamento

O Ministério da Saúde colocou em consulta pública um novo protocolo para o tratamento de crianças e adolescentes com HIV. A proposta da pasta é reduzir de seis para quatro semanas o uso de AZT(medicamento do coquetel antiaids) para filhos de gestantes soropositivas que receberam tratamento durante o pré-natal.

Além do AZT, crianças deverão fazer uso de três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral superior a 100 mil (quantidade considerada alta de HIV circulante no sangue) iniciem o tratamento.

O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. Pelo cronograma divulgado pelo ministério, ele deverá ser concluído até julho.

pisca pisca??






Rolha com LED transforma garrafa vazia em lanterna e abajur

Bottle Light decora sua casa e recarrega via usb

 O designer Steve Gates pensou em uma maneira bastante fácil de transformar aquelas garrafas de vidro que você deixa encostadas no alto do seu armário ou prateleira em algo realmente útil para a decoração. Ele criou uma rolha que também é uma lâmpada LED. Com ela, você pode transformar suas garrafas em abajures. 

O Bottle Light custa US$ 15 no site suck.uk.com. Ela tem bateria para 2,5 horas, e é recarregada por uma entrada USB. Ela vem apenas na cor branca, o que não é um problema 


protestos...



Ontem,contra o "sucateamento", policiais federais de todo o país fizeram protesto


Em protesto por melhores salários e condições de trabalho e contra o que chamam de "sucateamento" da Polícia Federal, agentes federais em todo país irão paralisar as atividades por 24 horas nesta terça-feira (11). A mobilização foi convocada pelos sindicatos que representam agentes, escrivães e papiloscopistas dos 26 Estados e do Distrito Federal.

Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), entidade que congrega os sindicatos estaduais, serviços básicos e emergenciais, como a emissão de passaporte e o controle nos aeroportos, não serão afetados pela paralisação. A entidade diz que irá cumprir o patamar mínimo de 30% de pessoal trabalhando nestas funções.

"Não temos como foco atrapalhar a população. Os serviços essenciais, como passaporte, aeroportos e plantões, e os serviços mais ligados à sociedade, vão funcionar normalmente. O que vamos paralisar são as operações, investigações", afirma Jones Borges Leal, presidente da Fenapef.

As atividades que serão interrompidas pela mobilização são, sobretudo, operações e investigações. A paralisação não envolve delegados e peritos, que são representados por outros sindicatos.

A categoria está em estado de greve desde o último dia 29. O estado de greve não causa nenhuma implicação na prática, mas serve como uma espécie de alerta ao governo e à cúpula da PF de que a categoria está insatisfeita e pode entrar em greve.

Na última sexta-feira (7), policiais federais realizaram protestos em vários Estados. Em algumas capitais, a categoria realizou "algemaços", pendurando algemas nas entradas de sedes e superintendências da PF.

Além de hoje, a categoria promete paralisar nos dias 25 e 26 de fevereiro. De acordo com a Fenapef, as paralisações foram aprovadas por unanimidade por um conselho que reúne todos os presidentes dos sindicatos estaduais e depois foram referendadas pela categoria em assembleias --exceto nos Estados do Amazonas e Amapá, onde não houve quórum.

Reivindicações
Segundo a Fenapef, os salários de agentes, escrivães e papiloscopistas não são reajustados há sete anos consecutivos, ao contrário do que ocorreu com os delegados e peritos da PF, além de servidores federais de outras áreas, como os agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e auditores da Receita. A entidade afirma que a defasagem acumulada no período chega a 45%.

De acordo com o presidente da Federação, o piso salarial da categoria é de R$ 7.500 (cerca de R$ 5.500 líquido) e o teto de R$ 11,8 mil (R$ 8.500 líquido).

"Um policial federal que vai para a fronteira, que deixa os grandes centros, tem de abandonar a família para ganhar quase R$ 5.000 líquidos. E não é só a questão financeira: colegas estão ficando doentes, fazendo tratamento psicológico por conta dessa situação. Há um alto índice de suicídios", afirma o sindicalista.

Segundo Borges Leal, as más condições de trabalho na PF, além do assédio moral, têm provocado alto índice de baixas entre os agentes. "Eles entram para a polícia e em menos de um ano pedem exoneração". Outro ponto criticado pelos sindicalistas é a substituição da PF pelo Exército ou pela Força Nacional em ações de segurança pública, como o policiamento na Copa do Mundo.

Além de recomposição salarial, a categoria exige que o governo federal regulamente as funções e atividades dos agentes, crie um plano de carreira para os servidores e melhore a gestão da PF. "Estamos enfrentando um grande sucateamento, um boicote. Se não mudar, a PF não dura mais cinco anos."

De acordo com a Fenapef, o governo federal tem se mostrado aberto ao diálogo, mas até agora não apresentou uma proposta concreta à categoria.

Outro lado
A reportagem conversou por telefone com a assessoria de comunicação do Ministério da Justiça e foi orientada a procurar a PF.

A assessoria da PF, por sua vez, pediu que as questões referentes à paralisação fossem encaminhadas por email. As questões foram enviadas na tarde de ontem, mas até o fechamento da reportagem as respostas não haviam sido enviadas pela PF.


mais absurdos




Câmara gasta R$ 94 milhões para divulgar mandatos
Despesa com cota parlamentar alcança os três anos de mandato da atual legislatura. Quatro deputados gastaram, em média, R$ 680 mil no período. Valores são ressarcidos após apresentação de comprovante

A Câmara gastou R$ 94 milhões apenas com a divulgação do mandato dos deputados nos últimos três anos. A fonte dos recursos foi o chamado “cotão”, verba multiuso para bancar despesas como passagens áreas, locação de veículos, combustíveis, hospedagem e alimentação. Os dados fazem parte de levantamento do site “Operação Política Supervisionada” (OPS), antes conhecida como “Operação Pega Safado”, mantido pelo ativista Lúcio “Big” Batista. Os valores foram ressarcidos mediante apresentação de nota fiscal ou recibo.

De acordo com a pesquisa do militante, que compreende o período entre 1º de janeiro de 2011 e 10 de fevereiro de 2014, os deputados que mais gastaram com divulgação de mandato no período foram Júnior Coimbra (PMDB-TO), Nilton Capixaba (PTB-RO), Toninho Pinheiro (PP-MG) e Raul Lima (PP-RR). Além deles, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) foi mencionado pelo colunista por ter gasto, com uma única despesa, R$ 215 mil em dezembro de 2012.

Procurados pelo Congresso em Foco (BLOG DE POLITICA DO SITE UOL), os deputados citados negam o caráter eleitoreiro dos gastos, defendem a divulgação do mandato como transparência de suas ações perante a sociedade e destacam que a Câmara não se opôs aos pagamentos, por estarem dentro da lei.

Em média, cada deputado federal gastou R$ 140 mil com a divulgação do mandato entre 2011 e 2014. Um grupo de 32 parlamentares torrou acima dos R$ 400 mil. Só o grupo listado por Lúcio Big tem média de R$ 680 mil em gastos com divulgação no mesmo período.

Política e parlamento

A assessoria do deputado Júnior Coimbra disse ao site que o parlamentar “prioriza, dentro da cota parlamentar, a divulgação do mandato parlamentar porque busca, através dos jornais mensais, aproximação do mandato com o cidadão, tornando transparentes todas as posições que ele assume na Câmara, os seus votos e suas ações”.

Coimbra é presidente do PMDB no Tocantins e pré-candidato a governador do estado. Entretanto, ele enfatiza que, em todos os seus informativos mensais, os comunicados tratam de “ações na Câmara”, e não de ações política do parlamentar. “Em nenhum jornal noticiamos a pré-candidatura dele. O jornal de fevereiro fala apenas do retorno dele à Câmara e o que ele defende para este mandato”, argumentou sua assessoria. “Ele tem preocupação em não falar de atuação política, mas de atuação parlamentar.”

O deputado enviou ao Congresso em Foco três informativos que distribuiu entre outubro e dezembro do ano passado, em que tratou da discussão do marco civil na internet e de como distribuiu os R$ 6 milhões de suas emendas parlamentares. Cada boletim tem uma página, com a foto do deputado e um texto.

Para imprimir 10 mil cópias do primeiro informativo, gastou R$ 19 mil, ou seja, R$ 1,90 por cada publicação. Para imprimir 5 mil exemplares do segundo boletim, o deputado gastou R$ 9.500 (R$ 1,90 cada) e mais R$ 11.500 com 23 mil envelopes (R$ 0,50 cada). Para rodar 16 mil exemplares do terceiro boletim, Coimbra usou R$ 28 mil do cotão, ou seja, com custo de R$ 1,75 por impressão. Os dois serviços foram prestados pela Maxwell Gráfica e Editora Ltda.

Os assessores de Coimbra destacam que ele não tem gastos com aluguel de aeronave, hotéis e alimentação. Despesas com combustíveis também seriam reduzidas.

Idosos

A assessoria de Arnaldo Faria de Sá afirma que os gastos do petebista com a divulgação do mandato se devem à promoção de um seminário para discutir o Estatuto do Idoso. A defesa dos aposentados é uma das principais bandeiras de Arnaldo, crítico do fator previdenciário, fórmula que reduz o valor das aposentadorias e pensões.

O deputado Toninho Pinheiro disse, por meio de sua chefe de gabinete, Ana Paula de Queiroz, que “a divulgação da atividade parlamentar é uma forma de mostrar o trabalho realizado pelos parlamentares à população”. “Todas as divulgações do deputado estão dentro da lei e foram aprovadas pelo departamento responsável pelas verbas indenizatórias”, continuou.

A reportagem procurou os gabinetes e assessores dos deputados Nilton Capixaba e Raul Lima  por escrito e por telefone, mas não obteve esclarecimentos até o momento.

drone???




Camelô usa drone e é ameaçado ao ser confundido com imprensa no Rio

O camelô Gérson Oliveira, que operava um drone durante o protesto desta segunda-feira (10), no centro do Rio de Janeiro, por pouco não foi agredido por manifestantes que o confundiram com os profissionais de imprensa. A confusão só terminou depois que Oliveira conseguiu convencer as pessoas que o cercavam de que ele era um comerciante. "Não sou da Globo, sou camelô!", exclamou.

O camelô disse ao UOL ter tomado a iniciativa de levar o drone à manifestação para "captar imagens de violência", referindo-se a eventuais excessos cometidos pela Polícia Militar. "A população vai conhecer o drone do bem. Estou aqui para fazer imagens pacíficas", declarou ele, em tom profético.

O equipamento completo, segundo Oliveira, custa cerca de R$ 5 mil, e é vendido em sua loja, no tradicional mercado popular da Uruguaiana, no centro do Rio. O drone é uma pequena aeronave que possui quatro hélices e uma câmera do tipo "Go Pro" acoplada em sua base. Ele tem autonomia para voar durante cerca de 15 minutos contínuos.

"Já esperava que fosse chamar atenção. Eles poderiam achar que eu era da reportagem da Globo ou um P2 [serviço de inteligência da PM] infiltrado. Mas eu só um camelô", declarou.

Oliveira disse ainda que essa não foi a primeira vez que ele usou um drone durante um protesto no Rio. "Em junho do ano passado, eu coloquei um helicóptero com a máscara do 'V de Vingança' [em alusão ao personagem Guy Fawkes, do filme 'V de Vingança']. Tenho tudo no YouTube", gabou-se.

coisa seria






SP: volume de água em reservatório volta a cair, e nível bate novo recorde



O nível de água do Sistema Cantareira voltou a cair nesta terça-feira (11), chegando a 19,4% de sua capacidade de armazenamento, e atingiu um novo recorde negativo. Esse é o menor volume registrado na história, de acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

O volume de chuva acumulado de 1º de fevereiro até hoje foi de 2,1 mm, enquanto a média histórica para o mês é de 202,6 mm, segundo a Sabesp.  

Em janeiro, as chuvas também ficaram bem abaixo da média, em 87,8 milímetros, ante 259,9 milímetros esperados para o período. No final do mês, o volume de água no reservatório era de 22,2%.

O Sistema Cantareira foi criado em 1974 e abastece 8,1 milhões de pessoas das zonas norte, central e partes das zonas leste e oeste da capital, além de outros dez municípios da Grande São Paulo.

Racionamento
A presidente da Sabesp, Dilma Pena, disse nesta terça-feira, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a possibilidade de racionamento preocupa por causa do baixo nível do Sistema Cantareira.

"É uma situação preocupante, sim. Nós estamos passando por um evento crítico mundial. Enquanto aqui no ocidente nós estamos passando por esse calor, nos EUA há uma nevasca inédita e, na Europa, enchentes", disse Dilma.

No último domingo (9), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), descartou um racionamento de água no Estado. "Neste momento não haverá racionamento", afirmou.

Economia de água
A Sabesp está oferecendo desconto de 30% na conta dos usuários abastecidos pelo Sistema Cantareira que economizarem pelo menos 20% do consumo médio dos últimos 12 meses: fevereiro de 2013 a janeiro de 2014.

A companhia informou que a economia de água do Sistema Cantareira foi de 500 litros por segundo entre os dias 2 e 9 deste mês, na primeira semana em vigor do incentivo financeiro. "É o suficiente para encher 120 piscinas olímpicas", informou a empresa, em nota enviada à imprensa. (Com Estadão Conteúdo)