domingo, 28 de julho de 2013

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Polônia é o próximo país a receber Jornada Mundial da Juventude

A Polônia será o próximo país a receber a Jornada Mundial da Juventude. O papa Francisco fez o anúncio neste domingo (28), durante a oração do Angelus, após a missa de Envio.

A cidade de Cracóvia (a aproximadamente 300 km da capital polonesa Varsóvia) foi escolhida como a próxima sede da JMJ.

"Queridos jovens, temos encontro marcado na próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano de 2016, em Cracóvia, na Polônia. Pela intercessão materna de Maria, peçamos a luz do Espírito Santo sobre o caminho que nos levará a essa nova etapa da jubilosa celebração da fé e do amor de Cristo", anunciou o papa Francisco por volta de meio-dia.

O país tem importante representação na comunidade católica por ser também a terra natal de Karol Wojtyla, o papa João Paulo 2º, que será canonizado pelo Vaticano.



A Jornada Mundial da Juventude é considerada o maior evento católico do mundo e reúne milhões de fiéis cristãos pelos países onde é realizada. No Rio de Janeiro, o número de participantes neste domingo (28), último dia de atividades, foi estimado em 3 milhões de pessoas.

A primeira jornada foi realizada em 1986, em Roma. Desde então, o encontro, que tem entre os seus objetivos "dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo", já passou por outras 11 cidades. Em 2011, em Madri, o evento reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Número de jornadas gera controvérsia

Nos dois anos anteriores à realização da jornada em Roma, em 1986, ocorreram dois encontros internacionais da juventude na praça São Pedro, no Vaticano, ainda não nomeados de Jornada Mundial da Juventude. No encontro de 1985, o papa João Paulo 2º anunciou a instituição do evento para o ano seguinte.
A atual edição da JMJ é considerada a 13ª, mas o número causa controvérsia. Alguns incluem na conta os dois primeiros encontros realizados no Vaticano. Outros contabilizam eventos anteriores, fazendo com que o número de edições chegue a 28, incluindo a atual.

se cuida ein presidente



Derrubada de vetos presidenciais pode custar R$ 6,2 bilhões
Promessa de corte de gastos do governo pode esbarrar na ‘rebelião’ da base aliada

Com a nova fórmula de apreciação dos vetos presidenciais, o Congresso já acumula seis matérias que terão de ser obrigatoriamente votadas por deputados e senadores no próximo mês. Em quatro delas, parlamentares da base aliada começaram a articular a derrubada dos vetos da presidente Dilma Rousseff.

A rebelião dos aliados, no momento em que a relação com o Planalto está desgastada e a presidente teve uma queda de popularidade após as manifestações, pode custar, numa projeção mais conservadora, um rombo de pelo menos R$ 6,2 bilhões aos cofres da União por ano.

Antes do recesso parlamentar, o Legislativo decidiu que todos os vetos a iniciativas legislativas têm de ser apreciados pelo Congresso em até 30 dias, sob pena de trancarem a pauta. Nos últimos 15 dias, Dilma vetou 51 itens de três medidas provisórias, um projeto de lei e um projeto de lei complementar. A presidente ainda rejeitou na íntegra o projeto que acabava com a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pago pelas empresas nos casos de demissão sem justa causa. O veto a essa norma e cada um dos itens do projeto terão de ser apreciados separadamente, em votação secreta.

Na provável pauta do Congresso em 20 de agosto, a sexta proposta legislativa que deve ir à votação, a queda da contribuição do FGTS custaria, nas contas do próprio governo, R$ 3 bilhões por ano.

Pressionados pelo lobby empresarial, parlamentares da base aliada já defendem abertamente a derrubada do veto. Para barrar essa articulação, o governo Dilma tentará ressuscitar uma proposta de vincular a multa adicional do FGTS ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Desonerações. Outro motivo de apreensão no Planalto é a análise dos 31 itens vetados da Medida Provisória da Seca, a MP 610, que incorporou parte do conteúdo de outra MP, a 601. Esta última permitiu a desoneração da folha para uma série de setores produtivos.

Os parlamentares aproveitaram a tramitação da MP da Seca para, além de incluir novas desonerações, também prorrogar até o fim de 2014 a validade do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), que devolve a elas parte dos tributos sobre o faturamento com exportação.

Dilma vetou a maioria das inclusões dos parlamentares, como a prorrogação do Reintegra, que tem custo anual estimado em R$ 2,23 bilhões. Dessa forma, o regime especial vai vigorar só até o fim deste ano.

Insuflada por prefeitos e governadores, a base aliada também ameaça derrubar o veto parcial à nova lei de redistribuição de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Os aliados querem que o Congresso restabeleça uma emenda que impede que as desonerações feitas pelo governo federal tenham impacto no bolo dos recursos do FPE e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A Confederação Nacional dos Municípios estima que só este ano, por causa das desonerações, o FPM perderá R$ 1 bilhão em recursos.

Educação. A pauta do Congresso ainda conta com vetos parciais a duas medidas provisórias que podem ter custos para o Executivo. O primeiro é o que permite a adesão de faculdades municipais particulares ao Programa Universidade para Todos (Prouni). Sem quantificar o custo dessa ampliação, o autor da emenda derrubada, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), diz que a inclusão dessas instituições ampliaria "significativamente" o número de bolsas ofertadas e, consequentemente, os gastos da União.

Em seguida, os congressistas vão analisar o veto parcial à ampliação das desonerações na medida provisória da cesta básica, a MP 609. A presidente rejeitou a concessão de benefícios fiscais a produtos como carne de frango, pão de forma, biscoitos, molho de tomate e sucos. Não se tem uma estimativa do custo financeiro com essas isenções.

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'Volta Lula não cola. Somos indissociáveis', diz Dilma
Presidente afirma que antecessor 'não vai voltar porque não saiu', considera reforma política 'pedido de todo mundo' e nega mudanças em ministérios

A presidente Dilma Rousseff disse que seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva "não vai voltar porque não saiu" da vida pública e que os dois são "indissociáveis". "Esse tipo de coisa não gruda, não cola. Falar em 'Volta Lula' e tal... eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi."

Em entrevista publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo, Dilma afirmou que tentativas de usar o ex-presidente como crítica a seu estilo não a incomodam "nem um pouquinho". Desde que pesquisas começaram a registrar queda de popularidade do governo, após as manifestações de rua de junho, ressurgiu no PT defensores de que Lula volte a disputar a Presidência.

Questionada sobre o resultado dos últimos levantamentos de intenção de voto e avaliações do governo, a presidente desconversou e disse saber "perfeitamente que tudo o que sobe, desce, e tudo o que desce, sobe".

Na entrevista, Dilma voltou a defender o plebiscito sugerido pelo governo, mas rechaçado pela maioria do Congresso. A presidente disse que a consulta popular daria mais legitimidade a mudanças na política. "Eu penso que é importante sair (o plebiscito). Se você não escutar a voz das ruas, terá novos problemas."

Sobre a crítica de que esse não era um tema reivindicado pelos protestos, Dilma argumentou: "Pois acho que tá todo mundo pedindo reforma política. As manifestações podiam não ter ainda um amadurecimento político, mas uma parte tem a ver com representatividade, valores, o que diz respeito ao sistema político".

Economia. A presidente negou que esteja pensando em cortar o número de ministérios, medida defendida por aliados de peso, como o PMDB. Segundo Dilma, isso não reduziria custos e atingiria pastas que foram criadas para defender o direito das minorias.

Dilma garantiu a permanência do ministro Guido Mantega na Fazenda. "E vocês podem me matar que eu não vou falar de reforma ministerial", disse.

Com um forte discurso de defesa da política econômica do governo, a presidente afirmou que sua equipe tomou todas as medidas para a "redução de custeio" e, ao falar de inflação, criticou o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso: "Cumpriremos a meta de inflação pelo décimo ano consecutivo. Sabe em quantos anos o Fernando Henrique não cumpriu a meta? Em três dos quatro anos dele (em que a meta vigorou)".

Para Dilma, a inflação está "cadente" e o desemprego, sob controle. A presidente disse ainda que é "tolice meridiana falar que o País não cresce puxado pelo consumo", mas concordou que é preciso investir mais.

Recado. Um ministro próximo à presidente disse que a entrevista deixou um recado: "Ela (Dilma) quer dizer que os cabeças ocas que falam 'Volta Lula' vão ficar falando sozinhos".

Para o ex-governador de São Paulo e vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, Dilma está certa ao dizer que é "indissociável" de Lula, pois ela seria uma "criatura" do ex-presidente, "sem vida própria". Goldman também critica o fato de a presidente afirmar que a inflação está sob controle: "Essa é uma atitude de quem desconhece a realidade e tenta fugir do momento difícil pelo qual o País passa".

Sobre a intenção da presidente de manter o atual número de ministérios, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), afirmou que isso não mexerá no ânimo do seu partido de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar a 20 a quantidade de pastas.

como assim?



Dados do Fundo Mundial para Hepatites, da ONU, revelam que cerca de 90% dos brasileiros infectados pelo vírus simplesmente não sabem que têm a doença.

Entre eles, o próprio presidente do Fundo, o brasileiro Humberto Silva, que descobriu recentemente ser portador da hepatite C há 38 anos.

e so perceberam agora?



'Judiciário de beneficia de superávit de imagem'
Mensalão ajudou, mas sociólogo avisa: ele é um poder 'tão corrupto quanto os outros dois'


O Poder Judiciário foi o menos atingido pelos protestos ocorridos no País no mês passado. Em vários lugares ele chegou a ser festejado nas ruas, na figura do ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Pesquisas de opinião realizadas após a grande onda de manifestações confirmam essa percepção. Um levantamento do Ibope destinado a medir anualmente o índice de confiança nas instituições mostra que, enquanto em julho do ano passado a porcentagem de pessoas com alguma ou muita confiança no Judiciário chegava a 59%, no mesmo mês desse ano ela desceu para 50%. Embora seja uma variação significativa, é muito menor do que a verificada com outros poderes. Em relação ao Legislativo, no mesmo período o índice variou de 35% para 25%.

A que se pode atribuir essa resistência do Judiciário aos protestos? Na entrevista a seguir, o sociólogo Aldo Fornazieri, diretor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, aponta algumas razões. A primeira delas seria "o superávit de imagem positiva" que o Supremo Tribunal Federal deu ao Judiciário com o julgamento do mensalão. Esse superávit, porém, na avaliação do sociólogo, é meramente circunstancial e já começou a desmoronar. "O Judiciário é tão corrupto e ineficiente quanto o Legislativo e o Executivo", diz ele.

A que atribui a ausência de ataques ao Judiciário nas manifestações de junho?

No momento dos protestos, o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal, estava com um superávit de imagem positiva. Ainda havia um recall positivo em torno do julgamento do mensalão, o que tornava esse poder, naquele momento, a instituição de maior credibilidade.

Por que frisou 'naquele momento'?

Porque o Judiciário é tão corrupto quanto os outros dois poderes, o Legislativo e o Executivo. Recorrentemente surgem denúncias e escândalos nesta área. Envolvem muitas vezes a compra e a venda de sentenças. Se pegar o caso específico do Tribunal de Justiça de São Paulo verá que está envolvido com denúncias fortes, divulgadas na semana passada, sobre o pagamento de benesses indevidas, com o desvio de milhões de reais. Por outro lado, as tentativas de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça enfrentaram forte resistência em São Paulo. Não há, portanto, a menor dúvida de que o Judiciário se equipara aos demais poderes em termos de corrupção.

Existiria algum outro motivo, além do mensalão, para o Judiciário ter sido poupado nos protestos?

Eu citaria mais duas razões. A primeira é que os escândalos do Judiciário não têm tanto destaque na mídia quanto os do Legislativo e do Executivo. Eles aparecem menos. A segunda é que o cidadão, de maneira geral, tem uma relação mais direta com o Legislativo e o Executivo - até porque é ele, cidadão, quem elege os representantes nesses poderes. No Judiciário, com exceção dos ministros do Supremo, as figuras são menos conhecidas. Se você citar os nomes dos juízes do Tribunal de Justiça de São Paulo, pouquíssimas pessoas vão identificá-los. A relação entre o Judiciário e os cidadãos, portanto, é mais difusa, o que atenua a fiscalização sobre esse poder.

Há menos percepção na sociedade sobre as falhas do Judiciário?

Sim. Além de tão corrupto quanto os outros poderes, o Judiciário é extremamente deficiente. Quanto demora o julgamento de um caso na Justiça? Pode demorar décadas. Já foram feitas tentativas, nos últimos quinze anos, de reforma dessa estrutura, mas os problemas continuam. O déficit de eficiência permanece.

O senhor inclui o Supremo nessa análise sobre deficiências?

Como já disse, o Supremo atravessou os protestos com a imagem razoavelmente boa, em função do mensalão. Logo em seguida, porém, começaram a surgir denúncias sobre uso indevido de equipamentos públicos por parte do próprio Joaquim Barbosa e de outros ministros. Nesse caso também a mídia não deu muita ênfase.

No caso de Barbosa, considera justas as críticas feitas a ele por ter recebido R$ 580 mil em benefícios atrasados? E quanto à polêmica da compra do apartamento em Miami? Apesar de existirem controvérsias nos dois casos, aparentemente não há ilegalidades.

Não há nada de ilegal também na maior parte das viagens de ministros em aviões da Força Aérea Brasileira. Só no primeiro semestre deste ano havia uma brecha de 1600 viagens em jatinhos para ministros e outras autoridades. O problema muitas vezes não é tanto o da legalidade - especialmente quando você considera que as leis no Brasil protegem muito os políticos e outros representantes públicos. O problema está mais relacionado à moralidade. Os poderes no Brasil são refratários à ideia de bons exemplos - e o Judiciário se enquadra nessa situação.

O que seria um bom exemplo?

Veja o caso do papa Francisco, que está visitando o Brasil. Quando abre mão do luxo e das benesses do poder, quando opta por um estilo de vida frugal e escolhe um carro mais simples para circular, ele se torna um símbolo disso que estamos falando, que é o bom exemplo. Na teoria, entre os filósofos, os políticos clássicos, sempre se enfatiza a necessidade de bons exemplos da parte dos governantes. Só assim eles contribuem para a melhoria da moralidade da sociedade. Não é isso que se vê no Brasil. Aqui os governantes são especialistas em dar maus exemplos.

Está falando em desperdício de recursos públicos?

Sempre. Quando a presidente Dilma Rousseff foi a Roma, para posse do papa, ela e sua comitiva se hospedaram no hotel mais caro da cidade, conforme os jornais divulgaram na época. Isso é um mau exemplo para a sociedade. Quando o Joaquim Barbosa, eventualmente, usa algum equipamento público para algo que não é relevante, também é um mau exemplo.

Voltamos à questão do que não é ilegal mas pode ser imoral.

Veja o caso dos carros mantidos por assembleias legislativas e câmaras de vereadores que buscam e levam os parlamentares para suas casas após o trabalho. Embora seja legal, o benefício e ilegítimo e imoral, porque o cidadão comum tem que pegar ônibus para ir ao trabalho. O poder público no Brasil está eivado desses benefícios ilegítimos e imorais. Isso se torna mais grave quando consideramos que a sociedade está carente de bons serviços.

Associa essa carência à queda nos índices de aprovação dos governos, como mostrou pesquisa do Ibope?

A pesquisa tratou dos governos federal e estaduais, mas se fosse estendida aos prefeitos o quadro não seria melhor. Há uma clara percepção da sociedade de que os governos não estão atendendo às necessidades fundamentais da população, como saúde, educação e segurança pública. Existe uma crise de governança eficaz no Brasil. Nesse rol também entra o mau uso do recurso público, que equivale a um tipo de corrupção. Quando o Judiciário paga benesses indevidas a seus representantes, quando usa carros de forma indevida e assim por diante, é uma forma de corrupção. Ela não se resume ao roubo de dinheiro público.

Fala-se muito no abismo que existiria entre governados e governantes. Isso se estende ao Judiciário?

Ele está completamente distante da sociedade. Os juízes estão numa redoma, na qual ignoram o que acontece ao seu redor e usam de forma indevida os recursos públicos. Muitos são permissivos com os que têm dinheiro e poder e rigorosos com pobres e desemparados.

sábado, 27 de julho de 2013

pai?



Taxista quebra vidro e salva criança esquecida no carro pelo pai
Garota de 4 anos ficou cerca de meia hora presa sob sol de 30 graus em Belém

Um taxista salvou uma criança que foi esquecida pelo pai num carro fechado em Belém, no Pará.  A garota de quatro anos pedia socorro depois de ficar meia hora dentro do veículo sob calor de 30 graus. O taxista quebrou a janela do carro e retirou a criança.

De acordo com um estudo americano, a temperatura dentro de um carro parado e fechado em baixo do sol aumenta 80% em 30 minutos. Além disso, crianças tem menos capacidade de dissipar calor do corpo. Se a temperatura corporal passar de 40 graus a criança pode ter uma parada cardíaca.

Para a delegada da região, Patrícia Miralha, a criança correu risco de morte, por isso o pai foi acusado de abandono de incapaz.

— As circunstâncias que envolveram a situação em que a população precisou quebrar o vidro do carro para resgatar a criança coloca essa situação caracterizada como um crime.

  O pai da criança disse a reportagem que se confundiu.

 — Quando eu saí do carro eu perguntei para minha filha se ela queria ficar com a mãe ou comigo. Ela falou primeiro que queria ficar com a mãe, depois disse que queria ficar com o pai. Esse último diálogo pode ter causado uma confusão na minha cabeça. Até agora não consigo entender por que isso aconteceu comigo.

 O Samu prestou atendimento a garota, que esperou pelos pais dentro de uma igreja. A mãe foi a primeira a chegar no local. As duas foram conduzidas para uma delegacia próxima, onde o pai prestou depoimento.

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Como deixamos vazar informações privadas

Foi em Tóquio. Apresento uma jovem cientista japonesa a um amigo: "Como vocês irão para o congresso em Kyoto, talvez Omuro possa te mostrar os templos budistas". Os olhos de meu amigo, que encaravam a jovem, se desviaram por uma fração de segundo para as mãos delicadas. Bastou eles voltarem para a face, e ela, que não usava aliança, respondeu: "Pena que meu marido não vai me acompanhar". Por meio de um simples olhar ele havia deixado vazar uma grande quantidade de informação que foi captada e utilizada por Omuro.

Com pequenos atos, deixamos escapar involuntariamente informações que consideramos privadas. Captar essa informação e fazer uso dela é uma arte antiga. A novidade é que hoje deixamos um rastro enorme de informações digitais. Será possível usar essa informação para descobrir pensamentos e características pessoais? Um novo estudo demonstrou que é possível descobrir, com grande probabilidade de acerto, informações privadas simplesmente analisando os "likes" de uma pessoa no Facebook.

A internet está coalhada de pequenas mãos com o polegar para cima. São os "likes" - "curtir" ou "recomendar" - do Facebook. Quando um usuário do Facebook clica nesses ícones, demonstra apreciação ou aprovação. Essa informação é recebida por seus amigos, pelos donos da página e pelo próprio Facebook. Sua escolha se torna pública. Se você "curte" um carro, todos sabem que você gostou daquele veículo.

O que mais é possível deduzir com base nas "curtidas" de uma pessoa? É possível saber sua preferencia sexual, se seus pais se separaram, seu QI?

Cientistas convenceram 58.466 voluntários que utilizam o Facebook nos EUA a responder centenas de perguntas pessoais sobre assuntos particulares, como consumo de drogas e álcool, religião, política, preferencias sexuais, fidelidade conjugal e vida familiar. Além disso, o QI desses voluntários foi medido e suas características psicológicas foram determinadas. Também foram coletados todos os "likes" difundidos por cada um desses indivíduos.

Depois, os cientistas correlacionaram o conteúdo dos "likes" às características individuais, construindo enormes tabelas que relacionavam as características pessoais com os termos associados aos "likes". Descobriram que a palavra "dança" é mais escolhida por pessoas extrovertidas e "videogames", por introvertidos. Que "Harley-Davidson" está levemente associada a um QI baixo e "tempestades", a pessoas com QI mais alto. Foram feitas associações desse tipo com milhares de palavras para cada uma de dezenas de características. Muitas delas parecem óbvias, mas outras, como batata frita estar associada a pessoas de QI mais alto, Hillary com pessoas que têm muitos amigos e Yahoo com mulheres heterossexuais não são tão óbvias.

Feitas as associações entre palavras ou frases e características pessoais declaradas, os cientistas construíram um modelo matemático que usa os "likes" públicos para descobrir informações privadas. Cada uma das associações por si só não tem um alto poder preditivo (eu uso o Yahoo e não sou uma mulher heterossexual), mas, quando analisadas em conjunto, são capaz de fazer previsões precisas sobre comportamentos e características individuais.

Os resultados mostram que é possível, usando só os "likes" de um usuário do Facebook, saber seu sexo, idade, preferencia sexual, se é emocionalmente estável, seu QI, se fuma, bebe ou se droga, se é democrata ou republicano, se seus pais se separaram antes dele ter 21 anos, se é fiel, e dezenas de outros atributos pessoais. A previsão é mais confiável quanto mais a pessoa dá "likes". É claro também que o grau de confiança nessas previsões com o tema avaliado. Além disso, a previsão só é possível para os usuários americanos do Facebook, pois as associações dependem da cultura de cada país.

Os pesquisadores publicaram os resultados e criaram o site www.youarewhatyoulike.org, em que você pode logar com sua identidade no Facebook. Usando os dados de seus "likes", o site prediz suas características. Todos que usaram dizem que o resultado é impressionante.

Esses resultados demonstram o que muita gente suspeitava. A cada clique, deixamos vazar um pouco de nossa intimidade. Como fazemos isso dezenas de vezes por dia, ao longo de muitos anos, basta estatísticos competentes e um computador para juntar todas essas microdicas e, com elas, descobrir informações que guardamos a sete chaves tentando preservar nossa intimidade.

medo;...



Prefeitura do Rio não fará oposição a manifestações

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse hoje, em coletiva de imprensa, que a Cidade não fará oposição a manifestações. Paes foi questionado por um repórter sobre medidas para impedir protestos, como o realizado ontem na praia de Copacabana ao fim da encenação da Via Crucis.

Paes levou para a coletiva um trecho, que leu para jornalistas, do discurso do Papa Francisco sobre sempre haver a "opção do diálogo". Acrescentou que "ninguém quer segurar" as manifestações.

"As manifestações são algo absolutamente normal num País democrático. E graças a Deus o Papa está num país democrático", disse. Paes ressaltou que tem se mostrado aberto ao diálogo com opositores e com a mídia, inclusive "dando a cara a tapa" sobre as falhas de organização do evento.

Sobre iniciativas para evitar que os problemas voltem a acontecer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, Paes disse que deixaria os comentários sobre outros eventos para depois. Lembrou apenas que a Jornada Mundial da Juventude tem um grau de imprevisibilidade maior do que os eventos esportivos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"babado"



Dolce&Gabbana pode fechar as portas se estilistas tiverem que pagar € 343 milhões por evasão fiscal


Os estilistas Domenico Dolce e Stafano Gabbana foram condenados recentemente a pagar uma multa de € 343,4 milhões por evasão de impostos. A justiça italiana considerou que ambos os estilistas tiveram uma conduta de abuso com o objetivo de obter uma vantagem fiscal.
Em protesto, os estilistas fecharam suas lojas por três dias em Milão, na Itália, e, no sábado, 20, compraram espaços publicitários em jornais importantes do país para se defenderam da acusação de sonegação. Nas páginas, a dupla afirmou que não estão dispostos a sofrer “injustamente” as acusações da Guarda de Finanças (polícia fiscal) e da Fazenda.
“Se nós merecêssemos a sentença, não haveria nada a dizer”, disse Stefano Gabbana ao Telegraph. “Mas nós não merecemos, e assim, infelizmente, teríamos que fechar”. Domenico Dolce completou: “Nós vamos fechar. O que você quer que façamos? Nós não seremos capazes de lidar com isso. É impossível.”
Ainda para o jornal inglês, Gabbana desabafou: “Nós não vamos ceder a ser crucificados como ladrões, porque não somos. Como poderíamos aceitar ser sonegadores de impostos? Nós somos pessoas boas, vivemos na Itália, pagamos impostos na Itália e não pretendemos viver em outro lugar.”



quinta-feira, 25 de julho de 2013

so na base da meditaçao mesmo ein...



Meditadores protestam em silêncio em frente ao Congresso Nacional

Uma manifestação inusitada ocorreu nesta quarta-feira (24) no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Cerca de 40 manifestantes fizeram um protesto em silêncio, meditando, no chamado Medita Ação Revolucionária. Eles pedem mudanças na vida do país, mas de forma pacífica.

"É importante ter outras formas de se manifestar que não sejam na base do grito. A gente tem uma questão simbólica de vir aqui, buscar uma conversa mais pacífica, uma situação mais tranquila, diferente de tentar agredir apenas", afirmou a jornalista Georgeana Calimeris, que participou do protesto silencioso.

Esta foi a segunda vez que o gramado do Congresso recebeu o Medita Ação Revolucionária --- a outra havia sido no início do mês.

Uma das organizadoras do evento, a terapeuta Adriana Clementino, explicou que o objetivo não é silenciar as manifestações das ruas, mas ampliar o "campo de consciência" e a "vibração de paz". Segundo ela, a ideia do grupo, que se organiza pela internet, é promover mais meditações, com participação aberta a todos os interessados.

Nesta quinta-feira, o gramado recebeu outro protesto: manifestantes usaram rolos de papel higiênico para formar a palavra "limpe".

Em junho, o Congresso Nacional foi palco de várias manifestações. Na primeira de grande porte, em 17 de junho, manifestantes ocuparam a marquise do Congresso e só a desocuparam após cinco horas.

Nas semanas seguintes, a segurança do Congresso foi reforçada para evitar invasões, mas houve atos de violência e confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar.

cuidado

A forma que você pisa interfere sua vida, veja!



Você sabia que existe um tipo de calçado ideal para cada tipo de pisada? É isso mesmo! Existem várias maneiras de pisar o pé no chão e elas interferem na sua qualidade de vida. Saber o tipo de pisada é essencial para a escolha do sapato mais adequado. Isso pode beneficiar o desempenho da sua atividade física e também da sua caminhada cotidiana. Para conhecer o seu tipo de pisada, é preciso fazer uma avaliação especializada chamada baro podometria, exame que mapeia a distribuição da carga na sola do pé durante a caminhada. No entanto, algumas dicas podem indicar quais são os calçados mais apropriados. Antes de tudo, é preciso saber que a pisada está relacionada às características do sistema locomotor, principalmente postura corporal, flexibilidade, força muscular e equilíbrio. Muitas vezes, utilizar um sapato inadequado pode levar a alterações nas articulações dos pés e joelhos. Então, fique atento  às dicas listadas abaixo:









Existem basicamente três tipos de pisadas:

a) Neutra – pisada uniforme, impulsionada pelos três primeiros dedos dos pés;

b) Pronada – movimento pela parte interna do calcanhar, apoiando o peso na borda interna do pé;

c) Supinada ;-movimento impulsionado pelos últimos dedos dos pés.

De acordo com cada pisada é recomendado um tipo de sapato. Veja:
Para a pisada neutra, o calçado ideal deve ter amortecimento e estabilidade. Para a supinada, o sapato deve aumentar o amortecimento e a flexibilidade. Já para a pronada, o calçado deve ser menos flexível, com mais estabilidade e controle do movimento.
Lembre-se: uma pisada não amortecida sobrecarrega as coxas e a parte lateral dos joelhos. Então, é melhor ficar atento!


quarta-feira, 24 de julho de 2013

arregao...




Após polêmica, Cabral recua e vai 'revisar' decreto que exige dados de manifestantes
Juristas consideraram ilegal dispositivo que permitiria quebra de sigilo telefônico e de internet


RIO - O governo do Rio informou que o decreto do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) que criou uma comissão para investigar crimes ocorridos durante as manifestações no Rio será revisado. O texto causou polêmica entre juristas porque um de seus dispositivos daria poder ao Estado de quebrar sigilos telefônico e de internet sem autorização judicial.



Na interpretação do governo, porém, o decreto não dá esse poder às autoridades, que continuariam dependendo de autorização judicial para esse tipo de ação, conforme prevê a Constituição. Mesmo assim o Palácio Guanabara confirmou que o texto será modificado, mas não divulgou ainda detalhes sobre que alterações serão feitas.

O advogado Técio Lins e Silva chegou a comparar o decreto n.º 44.302 a comissões de inquérito criadas na ditadura militar e afirmou que “está entre o delírio e o abuso de poder”. “É caso de impeachment, há uma violação clara de direitos constitucionais.”

Decreto de Cabral é ilegal, dizem juristas

Solicitação de registros telefônicos em investigações de protestos é criticada


Juristas questionam a legalidade do decreto do governador Sérgio Cabral (PMDB) publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de anteontem que cria a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV). De acordo com o parágrafo único do artigo 3.º, as operadoras de telefonia e provedores de internet “terão prazo máximo de 24 horas para atendimento dos pedidos de informações” do órgão.

A norma, cuja legalidade é questionada, não existia na versão do decreto apresentada à imprensa pelo governador no dia 19. Cabral é o principal alvo dos protestos. O grupo de investigação é formado pelo Ministério Público Estadual (MPE), Secretaria de Segurança e Polícias Civil e Militar.

O advogado Técio Lins e Silva comparou o decreto n.º 44.302 a comissões de inquérito criadas na ditadura militar e afirmou que “está entre o delírio e o abuso de poder”. “É caso de impeachment, há uma violação clara de direitos constitucionais.”

Mestre em direito constitucional, Paulo Rená também questionou a legalidade do texto e afirmou que, na prática, ele “instaura um estado de exceção no Rio e configura uso abusivo do poder estatal”. Segundo o jurista, a previsão de obrigação sobre as empresas de telefonia e internet extrapola a competência do governador. “É uma norma que só serve para ameaçar os intermediários.”

O advogado Sérgio Bermudes disse que o parágrafo que exige das empresas de telefonia e internet que entreguem informações de usuários é questionável, mas não vê inconstitucionalidade. Para Bermudes, trata-se de “um expediente canhestro inventado pelo governador para retirá-lo do foco, porque as manifestações são contra ele.”

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e professor de direito constitucional, Carlos Velloso disse não ver inconstitucionalidade, mas faz uma ponderação: “Seria questionável, sim, se poderia o decreto estabelecer prazo de 24 horas para atendimento”.

O professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF) Cláudio Souza Neto criticou a composição da comissão porque ela “acaba militarizando a investigação criminal”.

Prioridade. O artigo 3.º estabelece que solicitações e determinações da comissão encaminhadas a todos os órgãos públicos e privados do Rio “terão prioridade absoluta em relação a quaisquer outras atividades da sua competência ou atribuição”. Segundo o artigo 2.º, a comissão poderá “requisitar informações, realizar diligências e praticar quaisquer atos necessários à instrução de procedimentos”.

A assessoria do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, afirmou que “não haverá quebra de sigilo sem decisão judicial”. Em nota, o MPE alegou que “o decreto limita-se a fixar prazo para resposta dos pedidos de informação da comissão, sejam eles formulados diretamente ou por meio de decisão judicial”.

Na segunda-feira, 22, o procurador que preside a comissão, Eduardo Lima Neto, encerrou uma entrevista coletiva após dois minutos. “Estamos construindo a forma de atuar e não posso revelar detalhes”, disse ele, afirmando que “direitos serão respeitados” e que “policiais serão investigados”. Neto não quis comentar a prisão na segunda-feira de dois repórteres do grupo Mídia Ninja, acusados de incitar a violência.

Acusação. Na segunda-feira, 22, o MPE formalizou denúncia contra dois homens acusados de vandalismo em manifestações realizadas nos dias 17 e 20 de junho. Eles são acusados por uso de explosivos, formação de quadrilha e incitação ao crime, além de dano ao patrimônio. Foi requerida à Justiça a prisão preventiva dos dois.

As polícias Civil e Militar foram procuradas para informar se estão investigando a eventual participação de policiais na incitação à violência durante a manifestação na rua do Palácio Guanabara na segunda-feira, 22. A Polícia Civil afirmou que a comissão “vai analisar o vídeo”.

Em nota, a PM informou que mantém agentes do setor de Inteligência acompanhando manifestações, “com o objetivo de obter informações e prever movimentos, (...) importantes para as decisões de comando”. Mas que “esses agentes trabalham apenas com a observação” e “imaginar que um policial vá atirar um coquetel molotov em colegas de profissão, colocando suas vidas em risco, é algo que ultrapassa os limites do bom senso e revela uma trama sórdida para justificar a violência criminosa desses vândalos”.

Nota. O governo do Estado do Rio de Janeiro emitiu uma nota de esclarecimento à imprensa:

"O decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro que cria a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV) sempre esteve em absoluta sintonia com o Ministério Público RJ e, em momento algum, estabeleceu que a CEIV quebrasse sigilos. Somente à Justiça caberá a quebra de sigilos solicitados pela Comissão Especial que é presidida pelo MP-RJ".


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Sobram vagas em concurso para médicos em Sorocaba


Um concurso aberto pela prefeitura de Sorocaba para suprir a falta de médicos no sistema municipal de saúde não conseguiu preencher o total de vagas oferecidas. Apenas 149 profissionais de medicina foram aprovados para os 189 postos criados no município, conforme o resultado divulgado nesta quarta-feira. A remuneração básica é de R$ 55 por hora.

O secretário municipal de Saúde, Armando Raggio, reconheceu que está difícil suprir a falta de médicos em algumas especialidades. A carência de profissionais levou o município a aderir ao programa federal Mais Médicos, que prevê, entre outras medidas, a contratação de profissionais estrangeiros. O prazo para adesão se encerra nesta quinta-feira, 25.

O processo de seleção começou com 246 inscritos, mas 56 médicos deixaram de fazer a prova e 41 candidatos foram reprovados. Na área de pediatria, que tinha 25 vagas, apenas dez se inscreveram e seis foram habilitados. Das 33 vagas criadas para o plantão pediátrico, só duas foram preenchidas. Também foram habilitados 13 profissionais para as 29 vagas em ginecologia. Os aprovados devem ser convocados no início de agosto.

Em caráter emergencial, a prefeitura está contratando sem concurso dez médicos para reforçar os plantões nas unidades pré-hospitalares, onde a falta de profissionais causou revolta e até depredações nas últimas semanas. Para aumentar o interesse, os horários e locais de atendimento serão mais flexíveis.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região, Antonio Sérgio Ismael, atribuiu a falta de interesse à baixa remuneração e às condições de trabalho nas unidades de saúde. Este ano, ocorreram casos de ameaças e até agressões contra profissionais. Segundo Ismael, na rede privada o médico recebe de R$ 80 a R$ 100 por hora.