quinta-feira, 20 de junho de 2013
nao tem o que inventar ne...
Cabral diz que recebeu alerta para atentados terroristas de facção em protesto no Rio
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), recebeu uma ligação telefônica do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na qual tomou conhecimento de que a facção criminosa Comando Vermelho poderia cometer atentados terroristas durante a passeata marcada para esta quinta-feira (20) no centro da capital fluminense para protestar contra o preço e a qualidade do transporte público no país.
Segundo a assessoria do governador, os principais alvos da facção, cujos membros estariam infiltrados entre os manifestantes, são Palácio Guanabara (sede do governo do Estado), a Prefeitura do Rio e a Assembleia Legislativa. O Palácio Guanabara foi cercado por grades.
Além disso, nesta manhã, estabelecimentos comerciais, agências bancárias e estações do metrô amanheceram cobertas de tapumes nesta quinta, devido aos riscos de depredação durante o protesto.
A assessoria do Ministério da Justiça disse desconhecer a origem da informação passada por Cabral e que, por se tratar de uma questão de inteligência, o dado não deveria ter sido divulgado. Até o momento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se pronunciou sobre o assunto. Segundo sua assessoria, ele está reunido com a presidente Dilma Rousseff em Brasília na tarde desta quinta.
Procurada, a Polícia Militar ainda não respondeu à reportagem do UOL sobre medidas adicionais de segurança durante a manifestação no Rio. A assessoria do governo estadual também não soube informar como seria a segurança do protesto, e a Secretaria de Segurança disse que não se pronunciaria sobre o assunto
Manifestação
O ato será realizado na região central da cidade. Segundo o universitário Kenzo Soares, aluno da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e um dos membros do Fórum de Luta contra o Aumento das Passagens, a passeata terá o mesmo trajeto em relação aos atos anteriores: da Candelária à Cinelândia.
Revogação do aumento no Rio e SP
Os anúncios de revogação do aumento nas duas capitais foi feito no início da noite de quarta-feira (19), a menos de 24h das manifestações marcadas para hoje. No Rio, a medida foi apresentada pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), segundo o qual o preço das passagens de ônibus na cidade será revogado. Desde o dia 1º de junho, a passagem de ônibus no Rio havia aumentado de R$ 2,75 para R$ 2,95, causando uma série de protestos pela cidade.
O prefeito anunciou ainda que os aumentos no metrô (de R$ 3,20 para R$ 3,50), trens (de R$ 2,90 para R$ 3,10) e barcas (R$ 4,50 para R$ 4,80) também serão revogados. Segundo Paes, o impacto no orçamento será de R$ 200 milhões ao ano.
Em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), anunciaram que o valor dos ônibus, metrô e trem voltará a R$ 3 a partir da próxima segunda-feira (24), ante os R$ 3,20 que atualmente são cobrados. Já a integração dos ônibus com o metrô e os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) voltará a custar R$ 4,65 --hoje o valor é R$ 5.
Niterói
A Prefeitura de Niterói, na região metropolitana do Rio, anunciou na noite de quarta-feira que a tarifa dos ônibus municipais será reduzida de R$ 2,95 para R$ 2,75.
Durante protesto na cidade, manifestantes paralisaram a ponte Rio-Niterói, e centenas de passageiros que seguiam de ônibus para a cidade e já estavam na ponte desceram dos veículos e seguiram a pé para casa. O mesmo aconteceu para quem ia para o Rio de Janeiro. A Tropa de Choque utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo e alguns policiais chegaram a sacar armas durante a confusão para retirar os manifestantes. Os confrontos continuaram pelo centro de Niterói.
hahaha e se deu mal
Corra que a vítima vem aí! Mulher persegue ladrão de bicicleta nos EUA
Uma mulher de Seattle (EUA) reescreveu a história da mocinha que sai correndo do bandido: no caso, foi ela quem perseguiu o ladrão. E conseguiu prendê-lo.
Quando Sarah Tatterson viu a bicicleta de seu marido sendo levada da garagem de casa por um estranho, saiu em disparada atrás do criminoso.
"Eu corria gritando às pessoas 'chamem o 911 (número da polícia nos EUA), ele está roubando minha bicicleta!'."
O gatuno tentou deixar a bicicleta para ver se a mulher ficava, mas sem sucesso. Durante a perseguição, o assaltante disse a Sarah para recuar, mas a resposta dela foi: "Eu ia correr 10 km hoje, mas aguento 20 km".
O que o larápio não sabia é que Sarah é uma corredora de maratona.
Dez quadras depois, o longo e incansável braço da lei deteve o esbaforido meliante.
O blog que noticiou a história não diz se o ladrão foi para a cadeia nem quantas calorias perdeu na corrida
quarta-feira, 19 de junho de 2013
mea culpa???
Nintendo admite culpa pelas vendas baixas do Wii U
Há alguns meses no mercado, o Wii U ainda não decolou em vendas como seu antecessor. Falando ao site CNBC, Satoru Iwata, presidente da Nintendo, disse que a culpa disso é da própria fabricante.
"Somos culpados. Relaxamos os nossos esforços de marketing, então hoje os consumidores ainda não entendem o que há de tão bom e único no Wii U", comentou Iwata.
"Não tivemos sucesso em lançar um único jogo em que as pessoas pudessem dizer 'ok, isso realmente é diferente'. Enquanto elas puderem experimentá-lo, vão apreciar o valor do Wii U, mas como não há um jogo simples e óbvio como 'Wii Sports' para Wii, consumidores em potencial não se sentem motivados a testar o videogame", continuou o executivo.
Como resultado disso, em janeiro deste ano a Nintendo havia diminuído a previsão de vendas do Wii U para o ano fiscal terminado em março de 2013, passando de 5,5 milhões para 4 milhões de unidades. Entretanto, vendeu apenas 3,45 milhões.
Falta de apoio
Essa falta de popularidade também trouxe outros efeitos negativos para o console. Neste mês, por exemplo, a Konami informou que "Pro Evolution Soccer 2014" não terá uma versão para Wii U devido à "falta de público" no console.
Já a Ubisoft informou que "Rayman Legends" não venderia o suficiente se fosse lançado apenas para Wii U, e por isso decidiu adiar o lançamento do game e disponibilizá-lo para outras plataformas.
A Electronic Arts, uma das principais publishers de jogos eletrônicos tem apenas 4 games publicados para o console. Nenhum dos projetos atuais da EA, como "FIFA 14", "Battlefield 4" ou "Need for Speed Rivals" inclui o Wii U entre suas plataformas.
Por outro lado, o console tem uma boa leva de títulos exclusivos 'no forno': "Super Smash Bros.", "Mario Kart" e "Legend of Zelda: Wind Waker HD" são alguns dos jogos da própria Nintendo. A Sega trabalha em "Sonic: Lost World" para o console. Por fim, o Wii U receberá "Bayonetta 2", "Wonderful 101" e o misterioso RPG de ação "X".
Microsoft volta atrás e Xbox One rodará usados e funcionará offline
A Microsoft voltará atrás e removerá todas as políticas que restringem o uso do Xbox One offline e suas limitações relativas ao compartilhamento de jogos em disco. Segundo a companhia, a medida foi tomada em resposta ao feedback da sua comunidade de fãs.
Durante a E3 2013, a Sony anunciou que o principal concorrente do Xbox One, o PS4, não seria restringido por nenhuma das políticas que tinham sido anunciadas anteriormente pela Microsoft.
No novo plano da empresa, uma conexão online só será necessária para configurar o console uma primeira vez, de forma que todos os jogos, baixados ou em disco, funcionarão tanto com ou sem acesso à internet. Além disso, travas de região e as imposições que impossibilitam a troca e o empréstimo livre de games também serão removidas.
Veja o que mudará no Xbox One em comparação com as informações anunciadas originalmente pela Microsoft:
ganhou meu respeito Neymar
Neymar cobra governo e diz que protestos o inspiram na seleção
Atacante manifestou apoio à onda que tomou conta do País nos últimos dias
Principal jogador da seleção brasileira, Neymar comentou pela primeira vez nesta quarta-feira (19) a onda de manifestações pelo País.
Por meio do Instagram, o atacante criticou o governo e saiu em defesa dos protestos que têm levado milhares de pessoas às ruas de capitais e outras grandes cidades nos últimos dias.
Antes dele, apenas o zagueiro David Luiz e o atacante Hulk, quando questionados durante entrevista, além do zagueiro Dante e do lateral-direito Daniel Alves, espontaneamente pela internet, haviam demonstrado algum tipo de apoio aos movimentos, desde que pacíficos.
Mais longo de todos, o texto de Neymar foi também o mais direto. Dizendo-se triste, o jogador do Barcelona cobrou melhorias do governo e disse que os atos pelo Brasil vão inspirá-lo ao longo da disputa da Copa das Confederações. Às 16h (de Brasília) desta quarta-feira (19), o selecionado nacional enfrenta o México, em Fortaleza, pela segunda rodada da primeira fase.
"Triste por tudo o que está acontecendo no Brasil. Sempre tive fé que não seria necessário chegarmos ao ponto de "ir para as ruas" para exigir melhores condições de transporte, saúde, educação e segurança, isso tudo é OBRIGAÇÃO do governo... Meus pais trabalharam muito para poder oferecer pra mim e pra minha irmã um mínimo de qualidade de vida... Hoje, graças ao sucesso que vocês me proporcionam, poderia parecer demagogia minha - mas não é - levantar a bandeira das manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil. Mas sou BRASILEIRO e amo meu país !! Tenho família e amigos que vivem no Brasil !! Por isso também quero um Brasil mais justo, mais seguro, mais saudável e mais HONESTO !!!! A única forma que tenho de representar e defender o Brasil é dentro de campo, jogando bola... E a partir deste jogo, contra o México, entro em campo inspirado por essa mobilização... #TamoJunto"
mais um passo para o Brasil...
Brasil joga para o gasto e vence o México com golaço e assistência de Neymar
Craque marcou logo aos 9 minutos de jogo em um belo chute de primeira
Empurrado pela torcida que cantou o hino com toda força antes da partida, a seleção brasileira se impôs novamente e venceu o México por 2 a 0, nesta quarta-feira (19), no estádio Castelão, em Fortaleza, pela segunda rodada do grupo A da Copa das Confederações e está bem perto da vaga para a próxima fase da competição.
Pressionando desde o início, a seleção começou criando chances e já conseguiu aproveitar a primeira aos 9 minutos. Após cruzamento na área, a zaga mexicana afastou mal e Neymar, dentro da área, pegou de primeira para estufar as redes do goleiro Corona. Um golaço!
Após os 15 minutos, o México equilibrou a partida e passou a dar trabalho para o Brasil. O jogo ficou mais neutralizado e nossa seleção apostou em alguns contra-ataques que não se efetivaram.
No começo do segundo tempo, o Brasil criou algumas chances, mas não soube concluir em gol e teve um tento anulado corretamente por impedimento. Aos 20 minutos, Neymar aproveitou passe em jogada genial de Paulinho, mas o goleiro Corona fez boa defesa.
Na sequência do jogo, o México arriscou algumas jogadas e esteve perto de empatar a partida nos 15 minutos finais, assustando o goleiro Julio Cesar diversas vezes. Já o lado brasileiro não conseguia ampliar o placar, mesmo com as entradas de Hernanes no lugar de Oscar, e de Lucas no lugar de Hulk.
Até que nos acréscimos, Neymar, em mais um lampejo de genialidade, driblou dois marcadores do México pelo lado esquerdo e tocou para Jô empurrar para as redes e garantir a vitória brasileira.
Com a vitória, o Brasil está praticamente classificado para a próxima fase da Copa das Confederações e joga contra a Itália, no próximo sábado (22), na Arena Fonte Nova, em Salvador, pelo primeiro lugar do grupo.
Apos varios protestos em Sao Paulo,a passagem vai baixar
Tarifa do transporte público em São Paulo voltará a custar R$ 3
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciarão às 18h a redução da tarifa de transporte público em São Paulo, que volta a ser de R$ 3.
A decisão foi tomada diante do aumento das manifestações contra o alto custo dos bilhetes de ônibus, trem e metrô na capital e no Estado.
O anúncio será feito no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Por volta das 17h40, Haddad já estava no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde teve reunião com Alckmin e equipe.
Ontem, ocorreu o sexto protesto contra as tarifas na capital paulista. O ato começou de forma pacífica na praça da Sé, mas um grupo mais exaltado atravessou a grades que faziam o isolamento na frente da prefeitura e atiraram objetos contra os guadas-civis que faziam um cordão na frente do prédio. Ao menos dois guardas ficaram feridos.
Houve ainda pichações ao prédio da prefeitura e bandeiras hasteadas na frente do prédio foram arrancadas. Mais tarde, um grupo de pessoas ainda depredou e saqueou lojas da região central. Até a madrugada, ao menos, 63 pessoas tinham sido detidas.
VANDALISMO
Sobre os episódios de violência ocorridos ontem, durante o sexto protesto contra o aumento da passagem de ônibus, o prefeito disse que existem grupos no movimento que querem interditar o diálogo.
"Infelizmente o debate tem sido interditado por grupos que não confiam na democracia. São criminosos os que estão agindo nas ruas", criticou.
"Gestos como o de ontem não contribuem para o funcionamento da cidade. Independente da manifestação, as pessoas têm o direito de chegar ao trabalho, de chegar em casa. Mas você não precisa, para ter manifestação, excluir os demais direitos das pessoas. O que aconteceu foi uma atrocidade contra a cidade."
Sobre as críticas de que a Polícia Militar demorou a agir ontem, Haddad disse que telefonou ao secretário Fernando Grella (Segurança Pública) e ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ouviu explicações de que existe uma preocupação da polícia em só agir em último caso.
"Obviamente, depois da quinta-feira, existe uma preocupação muito grande para que, de parte da população, não haja uma percepção de que a polícia esteja em contradição com ela. Existe uma preocupação grande da Polícia Militar neste momento de só agir em último caso, preservando a integridade física das pessoas."
Na quinta-feira (13), a PM foi criticada por ter contido a manifestação com uso indiscriminado de balas de borracha, que atingiram inclusive jornalistas, e detenções de pessoas que portavam apenas frascos com vinagre --usado para amenizar os efeitos do gás lacrimogêneo.
Haddad disse ainda que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) preservou o prédio da prefeitura e só acionou a PM "no tempo devido".
terça-feira, 18 de junho de 2013
so gasta,gasta...
Governo admite gasto superior ao orçamento para Copa do Mundo 2014
Previsão de abril já foi ultrapassada, valor do evento deve chegar à casa dos R$ 28 bilhões
Em meio a protestos, o governo admite que o custo da Copa do Mundo de 2014 será mais elevado do que a última previsão, realizada em abril deste ano.
Naquela ocasião, a previsão de custo das obras chegava a R$ 25,5 bilhões. Agora, o Ministério do Esporte já estima que o custo seja de R$ 28 bilhões, um aumento de mais de 10%.
As informações foram anunciadas pelo Secretário Executivo do Ministério do Esporte Luis Fernandes. Ele porém, não deu detalhes sobre quais obras teriam sofrido acréscimos em seus valores. Tanto o foerno quanto a Fifa estimam que as obras sejam positivas para o "desenvolvimento social" da população brasileira.
Previsão de abril já foi ultrapassada, valor do evento deve chegar à casa dos R$ 28 bilhões
Em meio a protestos, o governo admite que o custo da Copa do Mundo de 2014 será mais elevado do que a última previsão, realizada em abril deste ano.
Naquela ocasião, a previsão de custo das obras chegava a R$ 25,5 bilhões. Agora, o Ministério do Esporte já estima que o custo seja de R$ 28 bilhões, um aumento de mais de 10%.
As informações foram anunciadas pelo Secretário Executivo do Ministério do Esporte Luis Fernandes. Ele porém, não deu detalhes sobre quais obras teriam sofrido acréscimos em seus valores. Tanto o foerno quanto a Fifa estimam que as obras sejam positivas para o "desenvolvimento social" da população brasileira.
e o jeito ne querido prefeito...
Haddad admite pela primeira vez rever aumento da tarifa de ônibus
Declaração do prefeito de São Paulo foi dada em evento com integrantes do Movimento Passe Livre
Em uma reunião com integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) e da sociedade civil na manhã desta terça-feira, 18, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou pela primeira vez que uma eventual redução na tarifa de ônibus da capital deve ser "discutida" pela sociedade
Vou fazer uma reflexão sobre os números, sobre o que ouvi e vou dar uma resposta para o movimento e pronto", disse ao final do evento.
A revogação do aumento, disse ele, "não é uma decisão técnica, é política", no sentido de que exigiria um exercício do poder público para definir de onde seriam retirados recursos para custear o aumento de verbas para o transporte público.
Na reunião, Haddad teve de ouvir dos membros do Conselho da Cidade que a decisão mais correta no momento seria atender às reivindicações populares, mas não recuou. Afirmou que iria acompanhar as discussões no Senado para reduções de impostos na área de transportes antes de tomar qualquer decisão.
"Isso passa pela desoneração dos tributos federais e estaduais que incidem sobre o transporte público, como por exemplo o ICMS sobre o diesel, que já seria responsável por R$ 0,07 dos R$ 0,20 do aumento", afirmou o prefeito. Haddad se comprometeu a se reunir novamente, nesta semana, com integrantes do MPL para negociar a redução da tarifa.
Prorrogação. Além disso, Haddad afirmou que irá prorrogar em 30 dias o prazo para o término da consulta pública relativa aos novos contratos do sistema de ônibus.
Ele afirmou que fez isso para dar mais transparência ao processo, iniciado na última quinta-feira, 13. O prazo original para o encaminhamento de sugestões era a próxima quarta-feira, 19. Com isso, a assinatura do contrato com as empresas e consórcios não ocorrerá mais em julho, como previsto originalmente.
Movimentos na internet reivindicavam mais tempo para a consulta e a sugestão por parte da população. A declaração de Haddad foi feita durante reunião extraordinária do Conselho da Cidade, na sede da Prefeitura.
agora ne...
Vereadores agora defendem tarifa zero
Uma semana após manifestantes do Movimento Passe Livre serem chamados de “criminosos” e “deliquentes” no plenário da Câmara Municipal de São Paulo, o tom dos discursos mudou. Agora vereadores dizem que a tarifa zero é possível e defendem a revogação do reajuste – a passagem saltou de R$ 3,00 para R$ 3,20.
Na sessão iniciada às 15 horas no Palácio Anchieta, no centro, parlamentares de diferentes partidos tentam contar em cinco minutos (tempo regimental para uso da palavra) como foi a sua participação na passeata. Os elogios ao movimento são uníssonos.
Juliana Cardoso (PT), por exemplo, que não participou dos primeiros atos, apesar de ter apoiado os protestos do Passe Livre em 2011, disse que o movimento “está de parabéns” por ter levantado o debate sobre a redução da tarifa. “Eu participei ontem e quero parabenizar os manifestantes”, discursou a petista.
Laércio Benko (PHS) também contou sobre sua participação na passeata e defendeu a tarifa zero. “Eu encontrei lá o vereador Alfredinho (PT), o vereador Nabil Bonduki (PT)”, contou Benko. “O transporte gratuito está previsto na Constituição, como a Saúde e a Educação. Precisamos discutir como isso pode ser subsidiado, se com o pedágio urbano, por exemplo. Podemos sim falar, a médio prazo, em transporte gratuito em São Paulo”, acrescentou o líder do PHS.
Até Goulart (PSD), que pouca vezes faz discursos no plenário, defendeu a tarifa zero e as manifestações do Passe Livre. “A proposta da tarifa zero é interessante. Quem sabe em um futuro próximo se conquiste a tarifa zero”, afirmou o vereador, uma das principais lideranças da Casa.
Líder do PSDB, Floriano Pesaro disse que o prefeito Fernando Haddad (PT) poderia reverter o reajuste na passagem se não estivesse reembolsando donos de veículos pela taxa da inspeção veicular.
“São R$ 180 milhões que serão devolvidos para quem tem carro, para quem usa só o transporte individual. Por que essa verba não foi usada para segurar o reajuste de R$ 0,20 que gerou toda essa indignação na sociedade?”, questionou o líder tucano.
O líder do PT, Alfredinho (PT), que chamou na semana passada manifestantes de “arruaceiros”, agora diz que o movimento cresceu por causa da repressão da polícia. Ele contou ter ido de Metrô ao protesto de ontem. “A juventude foi para rua e quer mudança”, discursou.
Gilberto Natalini (PV), que também criticou o vandalismo do ato da terça-feira passada, contou sobre sua participação na passeata. “Andei muito, e garanto que tinha muito mais de cem mil pessoas”, falou Natalini. ”A molecada está mostrando para o governo o que é bom para o país”, acrescentou.
otima essa!!!
Deputado quer manifestação da polícia na porta do Bandeirantes
O deputado estadual Major Olímpio (PDT) vai convocar representantes da Polícia Militar e integrantes da Polícia Civil para uma “marcha cívica” até o Palácio dos Bandeirantes em julho por melhores condições de trabalho e reajustes salariais. A convocação será feita durante assembleia geral das duas categorias no próximo dia 5 – os policiais militares não podem ser sindicalizados nem participar de paralisações, mas acabam representados por familiares e aposentados.
“Já que se flexibilizou que o cidadão pode fazer livre manifestação no Palácio do Governo, queremos ver se vão colocar a Tropa de Choque em cima da gente”, afirmou o parlamentar, em relação à manifestação de ontem, que seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, onde houve uma tentativa de invasão. A polícia, no entanto, não impediu os manifestantes de ficarem na porta do Bandeirantes.
Para Olímpio, ontem à noite foi aberto “um precedente”, ao se permitir a manifestação em frente ao palácio. Por isso, alega o parlamentar, o governo estadual não poderá usar novamente a Tropa de Choque da Polícia Militar contra policiais que se aproximarem do Palácio dos Bandeirantes em manifestação, a exemplo do que ocorreu em outubro de 2008, na gestão de José Serra (PSDB), quando houve embate nas proximidades da sede do governo entre as duas policias, que resultou em cerca de 25 feridos.
Na época, o governo paulista alegou que a resolução 141 de 1987 da Secretaria de Segurança Pública determinava que vias situadas ao redor do Palácio dos Bandeirantes são consideradas área de segurança. “Por esse motivo, todas as manifestações populares programadas para esses locais são obrigatoriamente desviadas para áreas próximas, que não se encontram na zona delimitada pela resolução, que abrange as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi e as ruas Combatentes do Gueto, Rugero Fazzano e Padre Lebret”, disse então o governo em nota.
São Paulo tem 6º protesto contra o aumento da tarifa de ônibus
Manifestantes se concentram na Praça da Sé, no centro de São Paulo. Acompanhe em tempo real. Foto: Epitácio Pessoa/Estadão
18h09 – Manifestantes se deslocam em direção à Prefeitura de São Paulo. Neste momento, estão no Vale do Anhangabaú.
18h08 - Entre os gritos ouvidos dos manifestantes, alguns pedem a renúncia da presidente Dilma Roussef. ”Fora Dilma, fora Dilma!”
17h57 – Nesta quinta-feira, estão previstas manifestações em várias cidades do interior. Em Campinas, o encontro será no Largo do Rosário, no centro, e cerca de 50 mil pessoas confirmaram presença através de redes sociais. Em Sorocaba, o movimento Domínio Público pretende levar mais de mil pessoas ao Largo do Canhão, no centro, contra o aumento na tarifa de ônibus, que subiu de R$ 2,95 para R$ 3,15. Será o terceiro protesto realizado na cidade. Estão planejados atos também em Ribeirão Preto, São Carlos e Botucatu.
17h50 – Os manifestantes já ocupam toda a Praça da Sé e devem seguir para a Prefeitura, próxima da praça, também no centro da cidade.
17h45 - Uma semana após manifestantes do Movimento Passe Livre serem chamados de “criminosos” e “deliquentes” no plenário da Câmara Municipal de São Paulo, o tom dos discursos mudou. Agora vereadores dizem que a tarifa zero é possível e defendem a revogação do reajuste – a passagem saltou de R$ 3,00 para R$ 3,20.
Na sessão iniciada às 15 horas no Palácio Anchieta, no centro, parlamentares de diferentes partidos tentam contar em cinco minutos (tempo regimental para uso da palavra) como foi a sua participação na passeata. Os elogios ao movimento são uníssonos.
17h37- Jogadores da seleção brasileira, que enfrenta o México nesta quarta-feira, 19, pela Copa das Confederações, em Fortaleza, manifestaram apoio às manifestações que vêm ocorrendo no País:
17h31 – O deputado estadual Major Olímpio (PDT) informou que vai convocar representantes da Polícia Militar e integrantes da Polícia Civil para uma “marcha cívica” até o Palácio dos Bandeirantes no dia 5 de julhopor melhores condições de trabalho e reajustes salariais.
17h13 – Levantamento mostra que alta do transporte responde por 80% da inflação em São Paulo.
17h08 – No Rio, um grupo de manifestantes também se reúne em São Gonçalo, na zona oeste. Ontem, 100 mil pessoas marcharam pela capital fluminense. Um grupo tentou invadir a Assembleia Legislativa e houve confronto com a polícia. Nesta terça-feira, manifestantes contrários ao vandalismo voltaram ao local com panos e vassouras para limpar os estragos.
17h05 – Como na segunda-feira, as bandeiras de partidos políticos não são bem-vindas. Aqueles que tentaram ostentá-las foram reprimidos pelos demais.
16h58 – Fóruns do centro da cidade fecharam às 15h30 nesta terça por causa da manifestação na Sé. O mesmo aconteceu com o Tribunal de Justiça Estadual. Normalmente o expediente se estende até as 19h. Os fóruns federais da capital e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região também encerraram as atividades às 16h
15h57 - O Movimento Passe Livre (MPL) marcou para esta terça-feira, 18, às 17h, a sexta manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo. Nessa segunda-feira, 17, a capital realizou a sua maior manifestação desde que os protestos começam, no dia 6, com cerca de 50 mil pessoas nas ruas, segundo a Polícia Militar. No Rio, o público chegou a 100 mil pessoas. No total, 12 capitais e o Distrito Federal tiveram manifestações ontem, com um total de 230 mil participantes. Em Brasília, a cúpula do Congresso Nacional foi invadida. Algumas cidades, como Recife e Porto Alegre, devem ter o valor da passagem diminuído depois das manifestações.
A passeata desta terça-feira, 18, em São Paulo tem concentração na Praça da Sé. Mais de 180 pessoas jé confirmaram presença na página do MPL no Facebook e 1,9 milhão foram convidadas. O ato acontece depois de um encontro de representantes do movimento com o Prefeito Fernando Haddad (PT), na manhã desta terça. No encontro, Haddad admitiu pela primeira vez rever o aumento da tarifa. “Vou fazer uma reflexão sobre os números, sobre o que ouvi e vou dar uma resposta para o movimento e pronto”, disse ao final do evento.
Além disso, o prefeito afirmou que irá prorrogar em 30 dias o prazo para o término da consulta pública relativo aos novos contratos do sistema de ônibus. Com isso, a assinatura do contrato com as empresas e consórcios não ocorrerá mais em julho, como previsto originalmente.
Causas. O ponto de ligação entre os manifestantes nas diferentes cidades continuou sendo o protesto contra as tarifas dos transportes urbanos. Os repórteres do Estado verificaram, porém, que aumentou a variedade de grupos de insatisfeitos que aderiram aos protestos, com novas demandas.
A crítica à violência policial foi uma questão frequente e os gastos do governo federal com a Copa do Mundo também estiveram entre os alvos.
o que deram para a Dilma beber ein??
Dilma diz que "Brasil acordou mais forte" após manifestações
Ao longo de cinco minutos de discurso no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff fez nesta terça-feira (18) sua primeira manifestação contundente sobre os protestos que vêm tomando as principais capitais do país desde a semana passada, e que ontem culminaram em mais de 240 mil pessoas nas ruas.
Quebrando o silêncio, elogiou o caráter democrático das manifestações, criticou episódios isolados de violência e disse que o "Brasil tem orgulho" dos manifestantes pacíficos.
"O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional, dizendo com orgulho "eu sou brasileiro" e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles", afirmou a presidente, durante a apresentação do novo marco regulatório da mineração, no Palácio do Planalto.
POLÍCIA
A presidente elogiou, ainda, a postura das forças policiais nas manifestações de ontem, em mais de uma dezena de capitais brasileiras - entre elas, Brasília, em que manifestantes ocuparam o terraço do Congresso Nacional, ao lado do Palácio do Planalto.
"Devemos louvar o caráter pacífico dos atos de ontem. O caráter pacífico dos atos públicos de ontem evidenciou também o correto tratamento dado pela segurança pública à livre manifestação popular. Conviveram pacificamente. Infelizmente, porém, é verdade, aconteceram atos minoritários e isolados de violência contra pessoas, contra o patrimônio público e privado, que devemos condenar e coibir com vigor. Sabemos, governo e sociedade, que toda violência é destrutiva, lamentável e só gera mais violência. Não podemos aceitar jamais conviver com ela", disse.
Dilma chegou a vincular as demandas dos manifestantes ao surgimento de "cidadãos que querem mais" através das políticas sociais de seu governo e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O meu governo, que quer ampliar o acesso à educação e à saúde, compreende que as exigências da população mudam. Mudam. Mudam quando nós mudamos também o Brasil. Porque elevamos a renda, porque ampliamos o acesso ao emprego, porque demos acesso a mais pessoas à educação, surgiram cidadãos que querem mais, que têm direito a mais", afirmou a presidente.
Até então, Dilma vinha buscando se manter distante de uma avaliação mais aprofundada sobre as manifestações. Ontem, no início da noite, no primeiro comentário sobre os episódios, limitou-se a divulgar um comunicado de 16 palavras: "As manifestações pacíficas são legítimas e são próprias da democracia. É próprio dos jovens se manifestarem", disse.
Leia a íntegra do discurso de Dilma Rousseff sobre as manifestações:
"O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia, a força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional, dizendo com orgulho "eu sou brasileiro" e defendendo um país melhor. O Brasil tem orgulho deles.
Devemos louvar o caráter pacífico dos atos de ontem. O caráter pacífico dos atos públicos de ontem evidenciou também o correto tratamento dado pela segurança pública à livre manifestação popular. Conviveram pacificamente.
Infelizmente, porém, é verdade, aconteceram atos minoritários e isolados de violência contra pessoas, contra o patrimônio público e privado, que devemos condenar e coibir com vigor. Sabemos, governo e sociedade, que toda violência é destrutiva, lamentável e só gera mais violência. Não podemos aceitar jamais conviver com ela.
Isso, no entanto, não ofusca o espírito pacífico das pessoas que foram às ruas democraticamente pedir pelos seus direitos. Essas vozes das ruas precisam ser ouvidas. Elas ultrapassam, e ficou visível isso, os mecanismos tradicionais, das instituições, dos partidos políticos, das entidades de classe e da própria mídia.
Os que foram ontem às ruas deram uma mensagem direta ao conjunto da sociedade, sobretudo aos governantes de todas as instâncias. Essa mensagem direta das ruas é por mais cidadania, por melhores escolas, melhores hospitais, postos de saúde, pelo direito à participação. Essa mensagem direta das ruas mostra a exigência de transporte público de qualidade e a preço justo. Essa mensagem direta das ruas é pelo direito de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário. Essa mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público. Essa mensagem direta das ruas comprova o valor intrínseco da democracia, da participação dos cidadãos em busca de seus direitos.
Eu queria dizer aos senhores: a minha geração sabe o quanto isso nos custou. Eu vi ontem um cartaz muito interessante que dizia: "Desculpe o transtorno, estamos mudando o país". Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. O meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. A começar pela elevação de 40 milhões de pessoas à classe média, com o fim da miséria.
O meu governo, que quer ampliar o acesso à educação e à saúde, compreende que as exigências da população mudam. Mudam. Mudam quando nós mudamos também o Brasil. Porque elevamos a renda, porque ampliamos o acesso ao emprego, porque demos acesso a mais pessoas à educação, surgiram cidadãos que querem mais, que têm direito a mais.
Sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas quer mais. As vozes das ruas querem mais, mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo."
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