sexta-feira, 19 de abril de 2013

Região de origem de suspeitos de atentado em Boston é conhecida por violência e ataques terroristas


Suspeitos do ataque terrorista durante a Maratona de Boston são da região do Cáucaso, onde fica a Tchetchênia. Eles moravam nos Estados Unidos legalmente, na região de Cambridge.

A região da Tchetchênia é conhecida por vários conflitos separatistas. A região pertence, hoje, à Federação Russa, mas deseja a separação. Essa questão já gerou ataques terroristas pelo país e pelo mundo.

Em 1999, uma crise de bombas que atingiu apartamentos da Rússia foi atribuída à tchetchenos. No ano de 2002, tchetchenos fizeram 50 pessoas reféns em um teatro de Moscou.







Recentemente, ocorreram duas guerras pela separação da Tchetchênia, ambas ocasionadas após ataques. O local é palco de violência causada por terroristas islâmicos.

Voluntários islâmicos, que fazem treinamento no Afeganistão e no Paquistão, viajam ao local há anos para se juntar aos que querem a independência.

Um dos irmãos foi morto, nesta sexta-feira (19), após uma madrugada violenta com tiros e explosões nas ruas. Agora, eles buscam o segundo suspeito, Dzokhar Tsarnaev.

Governo tchetcheno diz que jovens não têm mais relação com república

Os irmãos Tsarnaev não têm nenhuma relação atualmente com a Tchetchênia, informaram hoje as autoridades da república russa.

"Os indivíduos suspeitos de terem perpetrado o crime em Boston não têm qualquer relação com a Tchetchênia", assegurou Alvi Karimov, porta-voz do líder local, Ramzan Kadyrov, à agência russa Interfax.

O funcionário explicou que "a família Tsarnaev há muitos anos se mudou da Tchetchênia para outra região".

— Durante um longo tempo viveram no Cazaquistão e de lá emigraram para os Estados Unidos, onde os membros da família receberam permissão de residência.

Karimov acrescentou que "os indivíduos de que estamos falando não viveram na Tchetchênia quando eram adultos".

Segundo outras fontes citadas pelas agências de notícias russas, os irmãos Tsarnaev, Dzhojar e Tamerlan, pertencem a uma família tchetchena que procederia de outra república centro-asiática, o Quirguistão, e emigraram aos Estados Unidos em 2002.

"São uma família de refugiados do Quirguistão. Dzhojar Tsarnaev estudou conosco. Seu irmão mais velho, Tamerlan, também esteve conosco durante um ano", disse à Interfax Temirmagomed Dabudov, diretor de uma escola no Daguestão, república vizinha à Tchetchênia onde os irmãos também teriam vivido.

A Tchetchênia, cenário de duas guerras entre o Exército russo e a guerrilha separatista, recuperou durante os últimos anos a estabilidade graças ao envio de um grande aparato de segurança.

Terroristas de origem tchetchena perpetraram graves atentados em território russo, como os ataques suicidas contra o metrô de Moscou (março de 2010) e o aeroporto de Domodedovo (janeiro de 2011), nos quais morreram 40 e 37 pessoas, respectivamente.

Amanha e dia de vaciinação




Postos de saúde em todo o País funcionam amanhã (20) para o dia de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Idosos, gestantes, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto), crianças de 6 meses a 2 anos, índios, profissionais de saúde e doentes crônicos devem receber a dose.

A imunização começou no dia 15 de abril e segue até o dia 26. A meta da campanha é vacinar 32 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários, que incluem também a população carcerária.

"População fora do grupo de risco também deve se vacinar contra a gripe", reforça infectologista

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, o objetivo do dia de mobilização é facilitar o acesso de pessoas que trabalham e que têm dificuldade de comparecer às unidades de saúde durante o período comercial.

— Apesar de ter toda a próxima semana, até o dia 26, não vamos deixar para a última hora. Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa para receber a vacina.

Homem "mais velho do mundo", japonês faz 116 anos




O homem mais velho do mundo, o japonês Jiroemon Kimura, celebrou 116 anos nesta sexta-feira (19). Kimura foi carteiro e nasceu na região oeste do Japão, em 1897.

Ele não é apenas o homem mais velho do mundo, mas é também o homem a atingir a idade mais avançada já registrada oficialmente. Além dele, somente oito mulheres, todas já mortas, passaram dos 116 anos.

Kimura é apenas uma das 12 pessoas no mundo ainda vivas que nasceram antes da virada do século 20. E é também o único homem dessa seleta lista.

No dia de seu aniversário, ele recebeu uma mensagem em vídeo do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

O alegre e ativo Kimura trabalhou como carteiro até os 65 anos de idade. Depois disso, ele se tornou fazendeiro, atividade que exerceu até os 90 anos.

Ele possui 14 netos, 25 bisnetos e 14 trinetos. Kimura ainda vive em casa, onde recebe os cuidados da viúva de seu neto.

O Japão também conta com a mulher mais velha do mundo, Misao Okawa, de 115 anos.

Os japoneses são célebres por terem uma das maiores expectativas de vida do mundo. O país conta com mais de 51 mil pessoas acima dos 100 anos.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

E até que é bonitinho

A estratégia dos grandes: embalagem de iogurte vira boneco da Turma da Mônica



Para seguir a tendência de educar as crianças para um mundo ecologicamente sustentável, a Danone e a Mauricio de Sousa Produções fizeram uma parceria para lançar "O Verdadeiro Danone Monta Turma" com reaproveitamento da embalagem. Os potinhos do iogurte foram projetados para serem reutilizados e se transformarem em bonecos da Mônica e do Cebolinha.


Cada embalagem do iogurte vem com oito potinhos, o que permite montar quatro bonecos - dois da Mônica e dois do Cebolinha. O corpo de cada boneco é formado por dois potinhos. O iogurte ainda vem acompanhado de uma cartela para recortar e colar olhos, cabelos, braços e sapatos para caracterizar cada personagem.

A ação é uma forma de reaproveitar materiais e incentivar a criatividade das crianças. Além do produto com a embalagem reaproveitável, as empresas lançaram mais oito opções, como a bebida láctea sabor chocolate, garrafinhas de 170 g e a versão em copinho com confeitos.

era so o que faltava !!!

Revista em quadrinhos do craque santista Neymar é lançada em Santos
Gibi será distribuído mensalmente em todo o Brasil e vai ter 68 páginas de histórias






 O estrelato de Neymar atingiu novo patamar nesta quinta-feira, com o lançamento da revista em quadrinhos que traz o atacante do Santos como personagem principal. Em parceria com Maurício de Souza e a Panini, foi lançado o gibi que será distribuído mensalmente por todo Brasil, custará R$ 3,90 e trará 68 páginas de histórias.



Neymar não escondeu a alegria pelo momento e revelou que tinha o sonho de um dia fazer parte de um gibi. "É um sonho fazer parte disso e um orgulho, porque agora posso fazer parte da família de Cebolinha, Mônica, e por ter sido escolhido ao lado de nomes como Pelé e Ronaldinho", comentou.

O jogador do Santos é apenas o terceiro jogador de futebol a se tornar personagem principal de uma revista de história em quadrinhos de Maurício de Souza, sucedendo justamente Pelé e Ronaldinho Gaúcho. O criador da Turma da Mônica comentou sobre a escolha do craque.

"Quando o Neymar surgiu, pensei: ''esse vai ser o próximo''", afirmou Maurício de Souza, que falou sobre a facilidade em assinar o contrato com o atacante. "Foi o contrato mais fácil que já assinei, porque o pai do Neymar tem visão empresarial. Então foi muito fácil fechar."

Um computador por habitante até 2016




Segundo pesquisa da FGV, hoje o País tem  118 milhões de computadores em uso – três aparelhos a cada cinco habitantes

O Brasil deve contar com um computador por habitante até 2016 segundo a 24ª Pesquisa Anual de Uso de TI, divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A previsão foi adiantada em um ano.


Pesquisa anterior estimava que a média de um computador por habitante seria alcançada apenas em 2017, mas o crescimento da venda de tablets provocou a aceleração do processo.

Em 2013, a pesquisa calcula que o Brasil tenha 118 milhões de computadores em uso, o que equivale a três equipamentos a cada cinco habitantes. Até 2014, a FGV estima que serão duas máquinas para cada três habitantes.

“Estamos antecipando em um ano o que previmos no ano passado por conta do crescimento maior de unidades vendidas e o principal motivo são os tablets”, afirmou o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles.

A pesquisa consultou um universo de mais de 5 mil empresas médias e grandes para analisar a utilização de tecnologia nas companhias.

Raridades...




Moedas recontam a história de Portugal e Brasil
Exposição no centro do Rio traz exemplares históricos, como a peça da coroação de d. Pedro I, que foi retirada de circulação




D. Pedro I era um homem vaidoso. Na cerimônia de coroação como imperador do Brasil, em 1.º de dezembro de 1822, ele não gostou da forma como fora retratado na moeda de ouro que cunharam para a ocasião. Mais parecia um imperador romano, com aquela coroa de louros e o peito desnudo - faltavam o uniforme de almirante e as insígnias. Mandou retirar de circulação todas as 64 confeccionadas.




Hoje, 190 anos depois, sabe-se o paradeiro de 16 raríssimos exemplares. Um deles está em exibição na mostra O BESNumismática e o Brasil, em cartaz até 20 de junho no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio - a mostra deverá passar por São Paulo, mas não tem data definida ainda.

A chamada "Peça da Coroação" é o item mais importante dentre os 150 reunidos na exposição que integra a programação do Ano de Portugal no Brasil. São moedas e barras de ouro que circularam no País desde a época do Brasil Colônia até o Império. "Dentro desses três séculos de história, que vai de d. João IV a d. Pedro II, foram escolhidas as peças mais significativas, emblemáticas e valiosas que representam o período", disse a diretora-geral da mostra, Vanessa Salgado.

Todos os itens reunidos na mostra fazem parte de um rico acervo do Banco Espírito Santo. A coleção de numismática da instituição portuguesa inclui quase 14 mil exemplares de moedas, medalhas e barras de ouro que recontam 2 mil anos da história do território português, desde o período da Antiguidade - e de suas colônias na África, Ásia e América. Somente do Brasil, são cerca de 2 mil peças.

Do século 17, foram escolhidos seis florins, representantes da época em que a colônia esteve sob o domínio holandês. As peças de ouro, quadradas, foram cunhadas em 1645 e 1646 no Recife, por representantes do governo holandês e da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais, e serviam para o pagamento de soldados e fornecedores. Foi a primeira vez que o termo "Brasil" apareceu em uma moeda.

Do século seguinte, há peças cunhadas nas quatro casas da moeda criadas pela Coroa portuguesa em território brasileiro (Bahia, Rio, Pernambuco e Minas). Entre elas, destaque para as do reinado de d. João V (1706-1750), consideradas algumas das mais belas do mundo, e de d. Maria I (1786-1799), que após a morte do marido, d. Pedro III, passou a ser retratada nas moedas com o seu "véu de viúva". As peças entre 1777 e 1786, ano da morte de d. Pedro III, guardam uma particularidade: nesse único período, são cunhados tanto o busto do rei quanto o da rainha.

Menino. Inusitada também é a figura do menino estampada na moeda de 1832. É de d. Pedro II, ainda infante, recém-empossado no trono que ocupou durante 58 anos, até a proclamação da República, em 1889. A mostra traz também exemplares únicos, como uma barra de ouro feita em uma casa de fundição em Goiás, em 1790, e uma peça de 1729 feita na casa da moeda da Bahia.

A ambientação da sala de exposição, propositalmente escura, traz as vitrines destacadas pelas reluzentes peças. O visitante é guiado pelo brilho do ouro. O projeto é do arquiteto Tiago da Costa, que divide a organização da mostra com Vanessa.

O BESNUMISMÁTICA E O BRASIL

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL (PRAÇA MARECHAL ÂNCORA, S/Nº, CENTRO, TEL.: 21 2550-9220, SITE: WWW.MUSEUHISTORICONACIONAL.COM.BR). DE TERÇA A SEXTA-FEIRA, 10H ÀS 17H30, E AOS SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS, DAS 14H ÀS 18H. ENTRADA: R$ 8.

'Meu Pé de Laranja Lima' faz retrato melancólico e lúdico de infância




Há um estranhamento temporal na nova versão do clássico infantil "Meu Pé de Laranja Lima", que chega aos cinemas numa versão assinada por Marcos Bernstein ("O Outro Lado da Rua").

Ao mesmo tempo, convivem harmoniosamente na tela celulares, carros antigos e CDs. Esse anacronismo proposital desloca no tempo a história, originalmente publicada em 1968 pelo escritor José Mauro de Vasconcelos. O romance já foi adaptado para o cinema e a televisão, e aqui ganha uma versão que prima pelo emocional e o lúdico.

A história de Zezé (João Guilherme Ávila) tem um apelo atemporal e universal --tanto que é se tornou um dos romances brasileiros mais traduzidos--, especialmente porque infância é tudo igual, só muda de endereço, ou mais ou menos isso.

Embora evidentemente cada criança tenha sua peculiaridade, a história do protagonista vai ao centro da experiência de uma fase da vida em que se tem poucas certezas e o mundo adulto é algo distante, como uma idade que nunca vai chegar.

No filme, Bernstein imprime a dicotomia entre ser criança e a expectativa de amadurecer, ou não querer amadurecer. João Guilherme Ávila vive o protagonista, garoto do interior de Minas Gerais que, incompreendido pela família, encontra num pé de laranja lima uma espécie de amigo e confidente.

Á árvore fina e frágil, mas ainda assim resistente ao vento, serve bem como uma espécie de metáfora para o próprio garoto, que não se quebra com as surras que leva -- reais e metafóricas.

Provavelmente, nos dias de hoje, Zezé seria diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, ou algo parecido. Mas, em outros tempos, sua infância é vista mais ou menos como algo saudável. Além da árvore, o garoto desenvolve um relacionamento com um português que mora em sua cidade, conhecido como Portuga (interpretado por José de Abreu). Essa amizade também, atualmente, não existiria talvez com tanta inocência, livre de algum tipo de questionamento ou suspeita que aqui inexistem.

É a partir desses laços que o garoto pode amadurecer, pode compreender melhor a si mesmo. A árvore lhe proporciona o lúdico. Uma das cenas mais bonitas do filme acontece quando ele "galopa" o galho do pé de laranja lima e, por fim, a imagem mostra a sua fantasia com ele mesmo montado num cavalo. Já o Portuga é o senso de realidade, representa os pés no chão, o amadurecimento social do menino.

Tanto o diretor, talvez num processo consciente, quanto João Guilherme, mais intuitivamente, parecem compreender Zezé. Sem nunca olhar de forma paternalista para o personagem, eles deixam que Zezé seja quem realmente é, que cresça e amadureça ao seu tempo. Nesse sentido, o jovem ator é um achado, uma grande contribuição ao filme, que com o frescor e honestidade de sua interpretação lhe garante um de seus pontos mais fortes.

Não é difícil estabelecer uma relação entre "Meu Pé de Laranja Lima" e o francês "Os Incompreendidos", de François Truffaut -- ambos fazem um retrato de uma infância problemática, mas que encontra na fantasia um alívio para as dores da vida. Tanto Bernstein quanto Truffaut lançaram um olhar terno para crianças problemáticas, e nisso reside a beleza de seus filmes.

falar o que???

Executivos da Apple ganham mais do que presidentes de empresa




Quatro dos cinco executivos mais bem remunerados no ranking Standard & Poor's 500 não são diretores presidentes. São executivos seniores da Apple que estão recebendo pacotes de remuneração para manter intacta a administração da empresa em um setor cada vez mais competitivo.

Os quatro executivos são Bob Mansfield, Bruce Sewell, Jeffrey Williams e Peter Oppenheimer, segundo dados da Securities and Exchange Commission (SEC).

O ano passado foi o segundo ano consecutivo em que as remunerações na Apple ficaram entre as mais generosas. Os diretores da Apple, que colocaram o CEO Tim Cook no comando no ano passado, estão usando a remuneração para manter a equipe que transformou a fabricante de iPhone na companhia de tecnologia mais valiosa sob o comando do cofundador Steve Jobs, que morreu em 2011. A urgência amentou nos últimos meses quando a Samsung e o Google passaram a desafiar a Apple.

"É uma estratégia de retenção para manter os executivos-chave que estavam presentes na era Steve Jobs", disse Greg Sterling, um analista da Opus Research baseado em San Francisco. "Eles querem ter certeza de que os reais talentos que eles trazem para a companhia serão retidos, e também esperam, com a presença desses executivos, conservar a confiança na liderança."

Os quatro ganharam mais do que Cook, que ficou em 1016.º lugar com um pacote de US$ 4,17 milhões. Cook, de 52 anos, recebeu US$ 378 milhões em 2011, quase tudo em ações restritas, cuja restrição vence ao longo de uma década, e foi o CEO mais bem pago daquele ano.

Os quatro mais bem remunerados da Apple só ficaram atrás do CEO da Oracle Corp., Larry Ellison, cuja remuneração foi de US$ 96,2 milhões no ano passado.

Incluindo Cook, os cinco principais executivos da Apple tiveram uma remuneração combinada de US$ 296 milhões. Os cinco principais da CBS ganharam US$ 120,7 milhões, e os da Discovery Communications, US$ 65,3 milhões.

Steve Dowling, um porta-voz da Apple, não quis falar sobre remuneração. Em sua declaração às autoridades reguladoras, o conselho de administração da Apple disse que as concessões de ações tinham de "ser significativas para reter a equipe executiva da empresa durante a transição do CEO".

Os dados sobre pacotes de remuneração compilados pela Bloomberg incluem salário base, bônus em ações e outros benefícios para o ano fiscal de 2012, que, no caso da Apple, se encerrou em setembro. O ranking inclui a remuneração de 2 mil executivos de 410 companhias.

Mansfield, que chefiava o grupo de engenharia de hardware da Apple, havia anunciado planos de se aposentar em junho de 2012, mas foi persuadido a não fazê-lo. "O que o conselho está fazendo aqui é lhe dizer que vamos lhe dar milhões de dólares e de razões para ficar na Apple, atravessar esta transição e assegurar que vamos continuar fazendo sucesso sem Steve Jobs", disse Allan McCall, pesquisador da Universidade Stanford. A estratégia parece estar funcionando, dizem especialistas, já que a rotatividade na Apple é baixíssima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Valente...

Idosa dá socos e chute em ladrão e evita roubo
Mulher de 71 anos derrubou o bandido, de 27, em São José do Rio Preto







Uma idosa de 71 anos reagiu a um assalto, deu tapas e um chute no ladrão e evitou que ele lhe roubasse a carteira e as sacolas de compras que trazia do supermercado. A aposentada M. F. J., moradora no Parque Estoril, em São José do Rio Preto, voltava do supermercado na última segunda-feira, 15, quando encontrou com uma amiga e parou para conversar. Como as sacolas estavam pesadas, M. as colocou no chão. Foi quando percebeu que um rapaz se aproveitou da distração para tentar lhe roubar as sacolas e subtrair a carteira, que trazia em suas mãos.

A aposentada reagiu e deu dois tapas no rosto e um chute no meio das pernas do ladrão, que caiu, gemendo. Uma amiga, que passava de carro no momento do roubo, deu carona para M., enquanto o ladrão, deitado no chão, se contorcia de dor.

Chamada, a PM localizou, a poucas quadras do local, o servente de pedreiro Paulo Henrique Pedrunti da Silva, de 27 anos, reconhecido pela aposentada como autor da tentativa de roubo. Antes de ser detido, Silva já tinha agredido outro homem, que, ao ver a cena com a aposentada, tentou defendê-la.

O servente foi preso em flagrante por tentativa de roubo e lesões corporais. Segundo a polícia, ele já tinha passagens por homicídio, roubo e formação de quadrilha e é suspeito de ter assaltado e agredido uma idosa de 93 anos, que foi encontrada desacordada em casa e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB).



"Deu do"


Dia de trabalho rende a deputado federal mais que o dobro do valor pago para presidente Dilma
Presidente trabalha oito meses por ano, tempo que os parlamentares têm de folga




A presidente Dilma Rousseff trabalha, por ano, o dobro do tempo dos que os deputados federais trabalham e ganha, por consequência disso, menos que a metade que eles por dia trabalhado. Apesar de receberem o mesmo salário anual, R$ 26.723,13, a chefe do Executivo passa oito meses trabalhando, não tem férias e não tem o costume de "emendar" os feriados, coisa comum entre os parlamentares.

Levantamento feito pela reportagem do R7 mostra que a presidente deve trabalhar 245 dias em 2013. Dividindo seu salário anual — R$ 320.677,56 — pelos dias que dará expediente, Dilma receberá R$ 1.308,88 por dia trabalhado.

No sentido contrário, os deputados federais trabalharão 114 dias e receberão R$ 2.812,69 para dia de expediente na Câmara dos Deputados. Este cálculo considera os mesmos R$ 320.677,56 de salário por ano aos deputados, que ganham o mesmo montante que a presidente Dilma.

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Os deputados chegam a ficar mais de cinco meses sem dar as caras no trabalho — ao todo, os dias sem ir ao serviço deverão somar 162 dias em 2013. O levantamento do R7 considera que, às segundas-feiras e sextas-feiras, os deputados não são obrigados a registrar presença na Câmara. Além disso, leva em conta os feriados nacionais, os dias que são "emendados" no feriado, pontos facultativos e os recessos parlamentares (janeiro, julho e dezembro).

Se forem considerados ainda os fins de semana, o tempo de descanso dos deputados pode chegar 251 dias, mais de oito dos 12 meses do ano.

Sem descanso

Dilma, em um cálculo semelhante, deve ficar 17 dias sem trabalhar neste ano. A presidente tirou seis dias úteis em janeiro para descansar na Bahia, folgou na segunda-feira e terça-feira de Carnaval e na Sexta-Feira da Paixão.

Se fizer como nos últimos dois anos de governo, a chefe do Executivo deve tirar outros dias de descanso apenas em dezembro, entre o Natal e o Ano-Novo. Além disso, deve descansar também nos dias de feriados nacionais durante a semana. Ela, no entanto, não "emenda" feriados. Quando um feriado cai na quinta-feira, por exemplo, a presidente costuma cumprir agenda na sexta-feira. Isso, sem contar quando recebe ministros nos finais de semana.

No Carnaval, por exemplo, Dilma teve agenda oficial antes e depois do feriado. Viajou para a Bahia, mas na Quarta-Feira de Cinzas já estava de volta e dando expediente. Mesmo com o pé machucado — ela fissurou o dedão do pé na viagem — a presidente recebeu ministros e o vice-presidente, Michel Temer, no Palácio da Alvorada (residência oficial) nos dias seguintes ao feriadão.

Na Semana Santa, a rotina de trabalho se repetiu. Dilma fez duas viagens na semana do feriado e trabalhou na quinta-feira, véspera, até o início da noite e teve quatro agendas oficiais no dia.

Os deputados, por sua vez, não realizaram nenhuma sessão deliberativa entre os dias 8 e 18 de fevereiro. Na Quarta-Feira de Cinzas, o site da Câmara não tinha nem agenda prevista. Na quinta e sexta pós-feriado, houve apenas uma sessão de debates, com poucos presentes.

Na Semana Santa não foi muito diferente. O feriado foi na sexta-feira, mas entre os dias 25 de março e 1º de abril os deputados fizeram apenas uma sessão deliberativa, na terça-feira (26). Quarta a sessão foi encerrada e quinta foi um dia sem nem agenda oficial.

Fins de semana

Até nos fins de semana a diferença entre Dilma e os deputados é evidente. Enquanto o Congresso Nacional só fica aberto aos sábados e domingos para visitação da população, a presidente já trabalhou em dias normalmente reservados ao descanso.

Em 2012, Dilma fez várias reuniões setoriais do governo na residência oficial em um fim de semana. Todos os ministros foram convocados para discutir cada área estratégica do governo.

Neste ano não foi diferente. Em março, chefe do Executivo usou um sábado para dar posse coletiva aos ministros da Secretaria de Aviação, Moreira Franco, da Agricultura, Antônio Andrade, e do Trabalho, Manoel Dias.

Mega original...

Empregado escreve carta de demissão em bolo
Ele entregou o doce para a chefia que achou a demissão uma delícia



Chris Holmes encontrou uma maneira divertida e bem humorada de pedir demissão.

O britânico trabalhava na alfândega de um aeroporto e decidiu se demitir no dia do seu aniversário de 31 anos.

Ele fez um bolo e escreveu a carta de demissão com glacê comestível.

Na carta ele fala que se tornou pai recentemente e que decidiu se dedicar à família e ao ramo culinário.

Chris se tornou um pâtisserie em Sawston, Cambridgeshire, Reino Unido, depois que fez o bolo do próprio casamento em 2010.


Desde então, ele começou a lucrar com o negócio e agora pretende ter um novo futuro ao lado da família.


Quanto ao pedido de demissão, o pessoal achou a ideia uma delícia e se despediram comendo — é lógico — o bolo do Sr. Bolo, como ficou conhecido no trabalho.



De novo...

Julgamento do Carandiru é adiado pela terceira vez após jurado alegar mal-estar




O julgamento de 26 policiais militares acusados de participação no massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, foi adiado pela terceira vez. Após um jurado apresentar mal-estar na manhã desta quarta-feira (17) e receber recomendação de repouso da equipe médica, o juiz José Augusto Nardy Marzagão suspendeu o júri por hoje.

Ele decidirá ainda hoje quando o julgamento será retomado.

Mais cedo, o jurado se disse disposto a continuar. No entanto, sem apresentar melhora, o corpo de sentença teve que ser dissolvido. O mesmo já havia ocorrido na segunda-feira passada (8), quando uma jurada passou mal e causou o segundo adiamento do júri neste ano.

Remarcado para esta segunda-feira (15), o julgamento entraria em seu terceiro dia com leitura de peças e interrogatório dos réus. Na quinta-feira (18) estava prevista a fase de debates e a sentença era esperada para sexta-feira (19).

O julgamento dos policiais militares foi adiado pela segunda vez na semana passada. Nesta ocasião, uma jurada passou mal e o júri foi dissolvido.

O júri popular poderia já ter acontecido no dia 28 de janeiro de 2013, mas, devido à um recurso da defesa, foi adiado pela primeira vez. Na época, foi pedida a perícia do confronto balístico (exame que determina de quais armas partiram os tiros). Em 1992, essa prova não pôde ser realizada pelo IC (Instituto de Criminalística) que, na época, alegou "inviabilidade".

Estava previsto para acontecer nesta quarta-feira o interrogatório de 4 dos 26 PMs da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) que atuaram no 2º pavimento (primeiro andar) do pavilhão nove. São eles: Ronaldo Ribeiro dos Santos; Aércio Dornelas Santos; Wlandekis Antonio Candido Silva; Roberto Alberto da Silva; Antonio Luiz Aparecido Marangoni; Joel Cantilio Dias; Pedro Paulo de Oliveira Marques; Gervásio Pereira dos Santos Filho; Valter Ribeiro da Silva (morto); Marcos Antonio de Medeiros; Luciano Wukschitz Bonani (morto); Paulo Estevão de Melo; Haroldo Wilson de Mello; Roberto Yoshio Yoshikado; Fernando Trindade; Salvador Sarnelli; Argemiro Cândido; Elder Tarabori; Antonio Mauro Scarpa; Marcelo José de Lira; Roberto do Carmo Filho; Zaqueu Teixeira; Osvaldo Papa; Reinaldo Henrique de Oliveira; Sidnei Serafim dos Anjos; Eduardo Espósito; Maurício Marchese Rodrigues; Marcos Ricardo Poloniato.



Os réus respondem por homicídio qualificado — com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — de 15 detentos durante a ação policial realizada no dia 2 de outubro de 1992 para conter uma rebelião na Casa de Detenção em São Paulo. Ao todo, 111 presos foram mortos.

Os próximos júris, que ainda não foram marcados, julgarão os que ocupavam o 3º pavimento (78 mortos, sendo que um único policial responde pela morte de cinco e será julgado separadamente), o 4º pavimento (oito mortos) e o 5º pavimento (dez mortos).

Ao todo, 286 policiais militares entraram no complexo penitenciário do Carandiru para conter a rebelião em 1992, desses, 84 foram acusados de homicídio. Desde aquela época, cinco morreram e agora restam 79 para serem levados a julgamento.    

Segundo dia

Durante o segundo dia de julgamento, foram ouvidas todas as testemunhas da defesa: o desembargador Ivo de Almeida, o também desembargador Fernando Torres, o juiz da Vara de Execução Penal da época, Luiz Augusto França, o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, o ex-secretário de segurança pública, Pedro Franco e a juíza da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, Sueli Zeraik.

Inicialmente dez testemunhas foram convocadas pela defesa e deveriam falar no julgamento nesta terça-feira (16), mas quatro foram dispensadas pela advogada dos réus, Ieda Ribeiro de Souza.  

Relembre história, invasão e massacre no complexo penitenciário

Um dos depoimentos mais aguardados foi o do ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, chefe do Executivo paulista em 1992, data do massacre do Carandiru. Durante cerca de 40 minutos, ele defendeu a invasão à Casa de Detenção de São Paulo.

— A entrada foi absoluta, necessária e legítima.

O ex-governador contou que no dia 2 de outubro de 1992 estava em Sorocaba, no interior de São Paulo, quando ficou sabendo da rebelião. Ao chegar à capital, ligou para o secretário de Segurança Pública da época, Pedro Franco, para saber se havia necessidade de a polícia entrar. Franco teria dito que tinha conversado com o comandante da tropa que invadiu o complexo, coronel Ubiratan Guimarães, e aconselhado a invadir, se fosse necessário.

Fleury também comentou que ficou sabendo das mortes pelo próprio secretário de Segurança Pública e justificou porque não foi até o Carandiru.

— Não era minha obrigação ir ao local, eu era governador do Estado. Para isso, existe toda uma hierarquia abaixo do governador.

O ex-chefe do Executivo paulista também reafirmou durante o seu interrogatório que se já estivesse na capital quando a rebelião começou, teria dado a ordem para entrar.

— Não dei a ordem de entrada, mas se tivesse no meu gabinete, teria dado.

Outro depoimento importante, na tarde desta terça-feira (16), foi o do ex-secretário de Segurança Pública do Estado, Pedro Franco. Ele afirmou que no dia da invasão teve contato, por telefone, com o comandante da tropa de choque da Polícia Militar, coronel Ubiratan Guimarães, e que não chegou a ir até o local. A testemunha disse que aconselhou o coronel a avaliar a situação e que durante a sua gestão nunca foi de dar ordens.

— Havendo necessidade, comandante, o senhor pode entrar.

Pedro Franco deixou o governo em outubro de 1992, mesmo ano da invasão ao Carandiru. Atualmente, ocupa o cargo de procurador de Justiça. Durante o depoimento, ele deixou claro que nunca mais falou sobre o assunto a não ser quando convocado a prestar depoimento.

— Eu nunca conversei sobre o Carandiru com as pessoas a não ser quando indagado a prestar depoimento.

Relembre o caso

O massacre do Carandiru começou após uma discussão entre dois presos dar início a uma rebelião no pavilhão nove. Com a confusão, a tropa de choque da Polícia Militar, comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, foi chamada para conter a revolta.

Até hoje, apenas Ubiratan Guimarães chegou a ser condenado a 632 anos de prisão, porém um recurso absolveu o réu e ele não chegou a passar um dia na cadeia. Em setembro de 2006, Guimarães foi encontrado morto com um tiro na barriga em seu apartamento nos Jardins.  A ex-namorada dele, a advogada Carla Cepollina, foi a julgamento em novembro do ano passado pelo crime e absolvida.