quarta-feira, 24 de julho de 2013
so la ne?
Sobram vagas em concurso para médicos em Sorocaba
Um concurso aberto pela prefeitura de Sorocaba para suprir a falta de médicos no sistema municipal de saúde não conseguiu preencher o total de vagas oferecidas. Apenas 149 profissionais de medicina foram aprovados para os 189 postos criados no município, conforme o resultado divulgado nesta quarta-feira. A remuneração básica é de R$ 55 por hora.
O secretário municipal de Saúde, Armando Raggio, reconheceu que está difícil suprir a falta de médicos em algumas especialidades. A carência de profissionais levou o município a aderir ao programa federal Mais Médicos, que prevê, entre outras medidas, a contratação de profissionais estrangeiros. O prazo para adesão se encerra nesta quinta-feira, 25.
O processo de seleção começou com 246 inscritos, mas 56 médicos deixaram de fazer a prova e 41 candidatos foram reprovados. Na área de pediatria, que tinha 25 vagas, apenas dez se inscreveram e seis foram habilitados. Das 33 vagas criadas para o plantão pediátrico, só duas foram preenchidas. Também foram habilitados 13 profissionais para as 29 vagas em ginecologia. Os aprovados devem ser convocados no início de agosto.
Em caráter emergencial, a prefeitura está contratando sem concurso dez médicos para reforçar os plantões nas unidades pré-hospitalares, onde a falta de profissionais causou revolta e até depredações nas últimas semanas. Para aumentar o interesse, os horários e locais de atendimento serão mais flexíveis.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região, Antonio Sérgio Ismael, atribuiu a falta de interesse à baixa remuneração e às condições de trabalho nas unidades de saúde. Este ano, ocorreram casos de ameaças e até agressões contra profissionais. Segundo Ismael, na rede privada o médico recebe de R$ 80 a R$ 100 por hora.
mais de 30 mortos!!!
Acidente de trem na Espanha deixa mais de 30 mortos
Segundo porta-voz do governo de Santiago de Compostela, trem descarrilou e dezenas ficaram feridas
Um acidente de trem perto da cidade espanhol Santiago de Compostela deixou mais de 30 pessoas mortas e dezenas feridas nesta quarta-feira, 24, segundo a imprensa local e testemunhas. Não há informações oficiais sobre o número de mortos e o jornal espanhol El País fala em ao menos 35 mortos.
"Há bastante mortos e feridos, não temos mais informações, não há dados oficiais", disse uma autoridade de Santiago de Compostela, explicando que houve um descarrilamento. O acidente ocorreu 20h40 (15h40 no horário de Brasília) na altura do bairro de Angrois, pouco antes da estação ferroviária.
Fotografias publicadas pelo site do jornal Voz de Galicia mostram vagões atravessados pelos trilhos e fumaça. Dezenas de pessoas deixaram o local com sangue no rosto e foram acudidas por moradores da região.
"Foi tudo muito rápido. Parece que em uma curva o trem já começou a tombar e os vagões foram ficando um em cima do outro", disse o passageiro Ricardo Montesco a rádio Cadena Ser. "Muitas pessoas ficaram esmagadas. Tivemos que sair por baixo dos vagões e percebemos que o trem estava pegando fogo. Eu estava no segundo vagão e vi alguns corpos", acrescentou.
Outra testemunha contou ter ouvido uma explosão antes do trem descarrilar. O veículo seguia de Madri até Ferrol./ REUTERS e AP
"mao remoto"
Startup cria dispositivo que transforma a mão em controle remoto
Startup canadense desenvolveu uma tecnologia capaz de detectar os movimentos dos músculos dos braços
Você já imaginou controlar o aparelho de som o estalar dos dedos? Ou ainda cozinhar assistindo um vídeo com instruções e utilizar só os movimentos das mãos para pausar o vídeo? Uma startup canadense desenvolveu uma tecnologia capaz de detectar os movimentos dos músculos para controlar um computador, smartphone ou outros aparelhos digitais.
A Thalmic, empresa que desenvolveu a tecnologia, recebeu recentemente US$ 14,5 milhões em financiamento e já tem mais de 30 mil pré-encomendas de consumidores dispostos a pagar US$ 149 pelo produto, de acordo com o site Springwise, uma plataforma criada para captar e replicar boas ideias de empreendimento ao redor do mundo. A previsão da empresa é lançar o produto no início do ano que vem.
A tecnologia inclui uma braçadeira que detecta os movimentos dos músculos, combina com um sensor de movimento e permite que os usuários controlem qualquer dispositivo com o movimento dos braços, desde movimentos para cima ou para baixo até um estalo dos dedos.
De acordo com o vídeo sobre o produto, a tecnologia pode ser utilizada para, por exemplo, controlar drones (veículos aéreos não tripulados), estalar os dedos para dar tocar músicas no computador, usar o bracelete como controle em jogos com armas ou controlar câmeras de vídeo
terça-feira, 23 de julho de 2013
mega frio amanha
Temperatura cairá ainda mais em São Paulo
Previsão é de tempo chuvoso e frio até o fim da semana, segundo CGE
Com 6,9 °C, a manhã desta terça-feira, 23, foi a terceira mais fria na cidade de São Paulo neste ano. A informação é do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), que prevê temperaturas ainda mais baixas na quarta-feira, 24. Após a passagem de uma frente fria nesta madrugada, a previsão é de que a massa de ar polar que chegou na cidade mantenha o tempo chuvoso e com temperaturas baixas até o final da semana. A previsão é de 5 °C na manhã desta quarta-feira.
Por volta das 7 horas, o CGE registrou 6,9°C, em Parelheiros, marca que ficou atrás apenas das temperaturas registradas na Capela do Socorro nos dias 8 de maio (4,1°C,) e 18 de julho (6,7°C). "Pelo menos até quinta-feira haverá condições de chuva e a sensação térmica vai se manter muito baixa. O sol deve voltar a partir de sexta-feira, mas ainda vai fazer muito frio", explica o meteorologista do CGE Thomaz Garcia.
Ainda de acordo com o CGE, não há previsão de formação de neblinas e nem geadas. A manhã desta quarta-feira deve ser a segunda mais fria do ano, com previsão de 5°C.
nevando no brasil
Curitiba tem neve após 38 anos
Fenômeno que durou apenas alguns minutos havia ocorrido pela última vez em julho de 1975
Nevou em Curitiba e em alguns municípios da região metropolitana na manhã desta terça-feira, 23. O fenômeno, registrado na cidade pela última vez em 17 de julho de 1975, durou apenas alguns minutos e ocorreu em apenas algumas regiões da cidade. A neve caiu entre 8 e 9 horas da manhã, principalmente na região Sul da capital paranaense.
O Instituto Tecnológico Simepar confirmou que houve precipitação de chuva congelada com flocos de neve misturados. Na região metropolitana, o fenômeno foi registrado nos municípios de Araucária, Campo Largo, São José dos Pinhais e Fazenda Rio Grande. Embora a neve de 38 anos atrás tenha sido mais forte, a desta terça-feira provocou euforia na cidade.
O Simepar prevê queda maior na temperatura de Curitiba e em todo o Paraná para o resto da semana. Na capital, a expectativa é de temperaturas negativas, mas não há previsão de ocorrência de neve.
e perceberam agora?
Lentidão no trânsito tem piora de até 50% em SP
Congestionamento chega a 66 km às 11h em 2012; índice de carros por 100 habitantes vai a 64,7 e quase dobra em 22 anos
O trânsito em São Paulo está mais devagar. E isso em qualquer hora do dia, não importa se de manhãzinha ou se no rush da volta para a casa. É o que mostram dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgados ontem, sobre o trânsito da metrópole em 2012. Mesmo depois das 10h, o tráfego continuou mais lento do que o normal em 2012. Às 11h, por exemplo, o trânsito ficou 50% pior, atingindo 66 km de filas.
O maior índice é registrado no pico da noite, às 19 horas. Às 19h, o paulistano enfrentou mais lentidão. Foram, em média, 120 km de filas no horário, ante 107 km em 2011 - um aumento de 12%. O horário de pico da manhã foi a faixa do dia que mais sofreu com a queda da velocidade no trânsito. Das 7h às 10h, a lentidão na cidade alcançou, em média, 68 km, ante 53 km em 2010.
Na avaliação da CET, os engarrafamentos só tendem a piorar enquanto a cidade não tiver transporte público de qualidade. Melhorar esse serviço é umas das responsabilidades do Município, administrador da rede de ônibus. "O sistema viário não cresce, mas a quantidade de veículos que entram nele sim. O único modo de conter o aumento será a migração das pessoas do transporte individual para o coletivo", diz Tadeu Leite Duarte, diretor de Planejamento da CET.
Dados tabulados pela empresa revelam que, em 2012, a capital paulista chegou a 64,7 veículos a cada cem habitantes. Vinte e dois anos antes, o patamar chegava quase à metade disso: 36.
As tabelas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informam que, no período, a população subiu 19%.
Já o tamanho da frota registrada mais do que dobrou, atingindo mais de 7,3 milhões de veículos no ano passado.
Corredores. A gestão Fernando Haddad (PT) promete construir 150 km de corredores de ônibus até o fim do mandato. O petista também diz que vai entregar, ainda neste ano, 220 km de faixas exclusivas de ônibus à direita, como as que vigoram na Avenida Paulista e na Marginal do Tietê. São essas as principais apostas do governo municipal para melhorar a velocidade dos ônibus e, consequentemente, reduzir a lotação e a demora das viagens, tornando o meio atrativo para quem tem carro.
"Não queremos que as pessoas abandonem completamente o carro, mas sim que, se puderem, usem o transporte público ao menos em uma parte do seu deslocamento", diz Duarte. A velocidade média dos ônibus no trânsito era de apenas 13 km/h no ano passado. Com as novas faixas inauguradas neste ano, subiu a 15 km/h, segundo dados preliminares.
agora sao os policiais
Protetos de policiais civis termina pacificamente
Cerca de 300 pessoas chegaram a bloquear a Avenida Morumbi, mas não houve confrontos
Terminou por volta das 17h, sem registro de ocorrências, a manifestação promovida por sindicatos e associações de membros da Polícia Civil no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, marcada para esta terça-feira, 23. O ato, que saiu do Parque do Povo, no Itaim, chegou a bloquear a Avenida Morumbi, onde fica o palácio, mas não houve maiores implicações ao trânsito da cidade.
Segundo o sindicato que representa os investigadores da Polícia Civil, cerca de 300 manifestantes compareceram. O sindicato informou que comitivas de policiais de cidades como Assis, Campinas, Jundiaí, além da região metropolitana, foram ao ato.
A Polícia Civil tem diversas categorias (e sindicatos e associações) diferentes, como investigadores, escrivães e delegados, além de peritos do Instituto de Criminalística (IC). As categorias estão em campanha salarial, com porcentuais de reajuste variados, além de outras pautas trabalhistas. Ainda não há data para uma eventual greve na polícia. Tanto o sindicato quanto a associação que representam os delegados de polícia não compareceram à manifestação.
Nesta manhã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que está disposto a conversar com os policias civis que pretendem entrar em greve. "Sempre abertos ao diálogo", garantiu. Alckmin disse ainda que o governo pretende gastar R$ 700 milhões em benefícios aos policiais. "Este ano tivemos a incorporação do adicional por local de exercício (Ale), o que aumenta salário das Polícias Civil, Militar, Científica e Penitenciária."
domingo, 21 de julho de 2013
e vem ai mais protestos
Anonymous convoca manifestantes para atos durante a Jornada e a visita do papa
'Não se trata de um protesto contra o papa nem a Igreja Católica', esclarece o grupo. 'Será mais um grito contra a corrupção e por serviços públicos mais dignos.'
O grupo Anonymous Rio está convocando manifestantes pelo Facebook para dois atos que serão realizados durante a semana da Jornada Mundial da Juventude e a visita do papa Francisco ao Rio. O primeiro é nesta segunda-feira, 21, no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, onde o pontífice vai ser saudado pela presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.
A concentração será às 18 horas no Largo do Machado. Batizado de "Grande Ato Papa, veja como somos tratados", o segundo é na sexta-feira, na praia de Copacabana, onde são esperados 2 milhões de fiéis. A concentração será às 17 horas na estação do metrô Cardeal Arcoverde.
Enquanto no primeiro caso os manifestantes devem chegar ao Palácio Guanabara depois da agenda do papa (a cerimônia de boas-vindas no jardim, seguida de visita de cortesia à presidente dentro do palácio estão marcadas para as 17 horas e 17h40), no segundo a convocação é bem no horário do início da Via-Crúcis que será encenada na Praia de Copacabana. Comparada em dimensões à festa do réveillon de Copacabana, a encenação é uma das principais atividades da JMJ.
"Não se trata de um protesto contra o papa nem a Igreja Católica", esclarece o Anonymous. "A ideia é aproveitar a presença do papa, de seus turistas e da mídia global durante a celebração em Copacabana. Será mais um grito contra a corrupção e por serviços públicos mais dignos. Mas esse evento não é restrito a temas, cada um pode ter seu próprio pedido (...) seja lá qual for a sua ideologia de pensamento", diz a convocação.
O grupo é contra os gastos públicos com a realização do evento, contra o governador e o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, e o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo, e contra os excessos cometidos pela PM contra manifestantes nos últimos protestos no Rio. Eles também defendem o estado laico.
Na quinta-feira, 18, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça divulgou que não serão feitas barreiras em Copacabana para impedir a passagem de manifestantes. Mas não serão permitidos protestos que atrapalhem o andamento das atividades religiosas, tampouco o uso de violência. Agentes da Polícia Federal estarão infiltrados no meio da multidão para identificar casos suspeitos.
a ignorancia do homem...
Em 15 anos, nº de onças cai 80% em Iguaçu
O Parque Nacional do Iguaçu, considerado por biólogos um dos locais com as melhores condições de abrigar uma grande população de onças-pintadas no pouco que resta da Mata Atlântica no Brasil, sofreu uma redução de mais de 80% no número de indivíduos do final dos anos 1990 para cá. De uma média de cem onças estimadas em estudo naquele período, hoje acredita-se que só restem 18.
Os dados foram divulgados por uma dupla de pesquisadores que contabilizou os animais com armadilhas fotográficas e por meio de análises genéticas. O principal motivo para a redução é a caça ilegal - não só da onça como também de suas principais presas. Com 1,7 mil km2, o parque é muito recortado e, mesmo com 40 guardas, há dificuldade para fiscalizar a intensa atividade de caçadores e de palmiteiros ilegais.
"A queixada, que nos estudos há cerca de dez anos foi identificada como o principal alimento das onças, já foi extinta no parque. Veados e porcos-do-mato também estão sendo caçados", diz Marina Xavier da Silva, coordenadora do projeto Carnívoros do Iguaçu. Para piorar, há muitas fazendas ao redor. "Sem as presas naturais, as onças saem em busca do rebanho e acabam sendo mortas por fazendeiros."
Considerando o nível de ameaça, o tamanho atual da população, sua taxa de crescimento e o número de animais mortos por ano, os pesquisadores estimaram que há uma probabilidade de que em 80 anos a espécie seja extinta do parque.
"Se não conseguir eliminar as causas de declínio populacional, é o que pode acontecer", alerta Ronaldo Morato, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Lado argentino. Para Peter Crawshaw Jr., um dos maiores especialistas em onças do País e responsável pelo primeiro mapeamento dos felinos do Iguaçu, há ainda uma agravante: a perda de vegetação do lado argentino do parque - ele se estende pelos dois lados da fronteira.
"Quando fiz o estudo, o corredor verde que corta os dois países era mais íntegro do que é hoje. Há um processo de colonização da Província de Missiones, que está diminuindo a mata, aumentando a quantidade de pessoas e, por consequência, da caça às onças e suas presas. Com isso, ficamos sem o backup que nós tínhamos das matas ainda em bom estado e tamanho da Argentina", explica.
Segundo ele, naquelas condições, se o número de onças do lado brasileiro diminuía, podia haver uma migração dos animais da Argentina para cá. O mesmo podia acontecer com as presas. Mas, com a colonização, há um processo de desmatamento para a implantação de pecuária e de troca da mata nativa por projetos comerciais, de pinus e eucalipto. "Tudo isso está reduzindo a área das onças e das presas na Argentina."
Morato concorda e defende que os esforços para recuperar a população têm de ser binacionais. "Para a Mata Atlântica, o status da espécie é de criticamente ameaçada de extinção. É preciso agir para evitar que essas populações fiquem cada vez mais isoladas e desapareçam."
perigo
70% do sal consumido no Brasil é adicionado aos alimentos pelo próprio consumidor, segundo levantamento da indústria
O brasileiro consome duas vezes mais sódio do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maior parte disso deve-se à adição de sal de cozinha à comida pelos próprios consumidores, segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). Apenas um quarto é proveniente de alimentos industrializados, segundo a pesquisa, que transfere para os consumidores a maior responsabilidade sobre a redução do consumo excessivo de sódio e dos seus efeitos malignos sobre a saúde.
“O grande inimigo é o sal comprado”, disse ao Estado o presidente da Abia, Edmundo Klotz. “Não nos isentamos da nossa parcela de responsabilidade, mas é uma verdade que precisa ser dita. Não somos nós que estamos envenenando as pessoas.”
O estudo foi compilado pela Abia, mas é baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – mais especificamente, da Pesquisa Anual de Serviços de 2009 e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009. “Inventava-se um monte de histórias sobre nós e não tínhamos uma pesquisa para rebater essas críticas. Então pegamos uma pesquisa neutra, feita pelo governo por outros motivos, e achamos as respostas que precisávamos”, afirma Klotz. “Os dados são incontestáveis e altamente confiáveis.”
Segundo o estudo, o brasileiro consome em média 4,46 gramas de sódio por dia (o limite recomendado pela OMS é 2 gramas), sendo que 23,8% disso é ingerido por meio de produtos industrializados ou semielaborados (como macarrão, pães, salsichas, bolachas, salgadinhos, carne ou frango temperados), 4,7% via alimentos in natura (como frutas e verduras) e 71,5%, via sal de cozinha, que é adicionado à comida na forma de tempero.
“É basicamente na sua casa que você está consumindo muito sal”, diz o endocrinologista Alfredo Halpern, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, convidado pela Abia a comentar o estudo. “O mais importante é educar o consumidor; não adianta só jogar a culpa na indústria porque isso não vai resolver o problema.”
“O vilão não é a indústria, é o estilo de vida”, diz o médico Daniel Magnoni, chefe dos serviços de Nutrologia e Nutrição Clínica do Hospital do Coração (HCor). Um dos principais problemas, segundo ele, é a tendência cada vez maior de as pessoas comerem fora de casa, em lanchonetes, padarias e restaurantes self-service. “O alimento fora de casa costuma ter mais sal, porque é mais ao gosto do brasileiro”, diz.
Questionamentos. Outros especialistas discordam do cenário apresentado pela pesquisa. “Não é isso que a gente vê no dia a dia do consultório ou nas avaliações clínicas do hospital”, afirma o médico Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da USP. “A fonte principal costuma ser o produto industrializado, inclusive o pão francês.”
“É um parecer da indústria. Não concordo do ponto de vista médico”, avalia a nutricionista Cristiane Kovacs, responsável pelo Ambulatório de Nutrição Clínica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. “Não é essa a realidade que vemos nas entrevistas com os pacientes. Quando você coloca tudo na ponta do lápis, o maior vilão é o alimento industrializado.”
Ela chama atenção para o fato de que o sódio, por si só, não tem sabor (é usado na indústria principalmente como um conservante), e por isso muita gente consome a substância sem saber, acreditando que o que faz mal à saúde é o sal. “O paciente reduz o sal na comida, mas acaba comendo sódio de outras maneiras”, explica Cristiane. Um erro comum, segundo ela, é trocar o sal de cozinha por temperos prontos, industrializados, que possuem alto teor de sódio. Por isso, é importante olhar o rótulo dos produtos antes de consumi-los – e não apenas dos produtos salgados. “Até adoçante tem sódio”, aponta Cristiane.
Os alimentos com maior teor da substância, segundo ela, são os prontos para consumo e com prazo de validade mais longo (que utilizam o sódio como conservante), como salsichas, nuggets, bolachas e salgadinhos. “As mães precisam pensar muito na hora de preparar a lancheira dos filhos”, alerta.
“Todo mundo tem culpa, a indústria, o governo e o consumidor”, diz a nutricionista Marcia Fideliz, presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). “Ainda que a parcela da indústria seja menor, isso não a exime de culpa. Tem um monte de produtos no mercado com muito mais sal e sódio do que deveria, porque assim fica mais gostoso e é mais fácil de vender. Por que só lançam produtos com sal? Por que não oferecem opções mais saudáveis para o consumidor?”
Acordos de redução. Nos últimos dois anos, a indústria assinou com o Ministério da Saúde três acordos para redução de sódio em uma série de alimentos, incluindo macarrão instantâneo, pães, bolos, salgadinhos, cereais matinais, margarina, maionese, caldos e temperos preparados. Os acordos estabelecem limites máximos de sódio para cada tipo de produto, de modo que o porcentual de redução exigido varia de acordo com os teores de cada marca.
No caso dos biscoitos doces recheados, por exemplo, o teor máximo acordado (para ser atingido até 2014) é de 265 miligramas de sódio para cada 100 gramas de alimento, o que exigirá uma redução de até 55% dos teores atuais, no caso de algumas marcas, segundo informações da Abia. Nas margarinas vegetais, o corte poderá chegar a 56% até 2015, enquanto que no pão francês, a redução média chegará próximo de 10%.
As metas são estabelecidas com prazo de cumprimento de dois anos. Um quarto acordo está sendo negociado agora para redução de sódio em embutidos, laticínios e refeições prontas.
Segundo a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patricia Jaime, os produtos selecionados são aqueles que mais contribuem para o consumo de sódio na dieta da população.
O objetivo é reduzir gradualmente os níveis de sódio dos alimentos brasileiros, até atingir os níveis mais baixos praticados no mundo. “Não dá para fazer uma redução drástica de uma vez só; tem de haver um tempo de adaptação do paladar do consumidor e das tecnologias de produção na indústria”, ressalta ela, lembrando que o sódio é um ingrediente básico de consistência, estabilidade e conservação dos alimentos.
Patricia não se surpreendeu com o números da Abia. Ela concorda que o sal de cozinha tem uma participação significativa no consumo de sódio, mas observa que a contribuição dos alimentos industrializados vem aumentando nos últimos anos e tende a continuar crescendo, por causa dos hábitos das pessoas de comer “na rua” e de consumir cada vez mais alimentos preprocessados – mesmo dentro de casa –, por causa da praticidade. “Se você comparar a participação dos alimentos industrializados na POF 2002-2003 com a da POF 2008-2009, houve um aumento de quase 20%”, diz.
O estudo da Abia considera apenas os resultados de 2008-2009, que é a POF mais recente. A coleta de dados da próxima pesquisa do IBGE começará em 2014, para ser publicada em 2015, segundo Patricia. “Não há nada que sinalize que haverá uma redução dessa tendência”, diz ela.
Perigos para a saúde: Hipertensão é o principal problema associado
O consumo excessivo de sódio aumenta consideravelmente o risco de doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, que são a principal causa de morte no Brasil. “Sódio em excesso mata”, resume, categoricamente, o médico Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (HCor). “Não é que você vai ter um enfarte no dia seguinte de comer uma batatinha com sal, mas você vai ter mais doenças e seu risco de morte vai aumentar.”
O sódio retém água no sangue e em outros tecidos, causando “inchaço” e elevação da pressão arterial. O risco é especialmente alto para pessoas que são geneticamente mais “sensíveis ao sal”, que representam entre 15% e 20% da população, segundo o especialista Alfredo Halpern, da Faculdade de Medicina da USP. Nelas, há uma relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão, enquanto que, em outras pessoas, o sódio aparece dentro de um menu de substâncias associadas a maus hábitos alimentares que levam à obesidade e a uma série de doenças associadas, como a diabetes e a arteriosclerose.
Na família da dentista Angela dos Santos Siqueira, por exemplo, vários desses fatores estão presentes. O marido de Angela é hipertenso e uma das três filhas, de apenas 11 anos, é obesa e já apresenta sintomas de diabetes e pressão alta. A família nunca teve hábito de botar sal na comida, mas também não prestava atenção ao sódio contido nos alimentos industrializados. “Quando reduzimos o consumo desses produtos houve uma melhora significativa nos exames”, conta Angela.
Com orientação de uma nutricionista, ela substituiu os alimentos industrializados por um cardápio mais “natural”, à base de vegetais, peixes e carnes frescas, preparadas com tempero caseiro. Salsichas, linguiças e frios sumiram do livro de receitas da família. “Até faço uma batatinha-frita, mas não é de pacote, é feita em casa, da batata mesmo. Não compramos mais quase nada processado”, diz Angela. “Confesso que para mim, na correria do dia a dia, era muito mais fácil assar uns nuggets ou cozinhar umas salsichas do que fazer o que a nutricionista pede, mas não dava mais.”
O ferramenteiro aposentado Reinilton Pereira Guedes, de 64 anos, demorou um pouco mais para aprender a lição. Hipertenso desde 1995, ele sempre soube que consumir muito sal fazia mal à saúde, mas teimava em não reduzir o consumo.
“Era por teimosia mesmo; gostava de tudo bem temperado”, admite Guedes. Dois meses atrás, resolveu, finalmente, seguir as orientações médicas do Instituto do Coração e cortou radicalmente o sal e a gordura da alimentação. O resultado foi imediato: “Perdi 11 quilos e minha saúde melhorou muito”, conta. “Até a quantidade de remédio diminuiu.”
O saleiro da casa foi abolido. Agora, Guedes só compra sal em sachês, “para controlar a quantidade”, e come até salada sem nenhum tempero. “No início eu sentia uma grande diferença no sabor, mas agora já acostumei. A alface eu só lavo; não coloco nada, e mesmo assim desce que é uma beleza”, diz.
ENTENDA A DIFERENÇA
Sal e sódio são coisas diferentes: Sal (cloreto de sódio) é uma molécula formada de cloro e sódio (NaCl), e o que dá o sabor salgado a ela é o cloro, não. O sódio, por si só, não tem sabor.
O que faz mal à saúde quando consumido em excesso é o sódio, não o sal. O sódio está presente em quase todos os alimentos industrializados; às vezes associado ao sal, às vezes não. É usado como conservante, principalmente, e também para dar consistência a determinados alimentos.
Cada 2,5 gramas de sal (uma colher) contém 1 grama de sódio.
sábado, 20 de julho de 2013
e eu pensei que a "pobreza havia acabado"; me enganei
Em 15 dias, favela surge embaixo de ponte
Prefeitura pediu retirada de cerca de 350 famílias que estão vivendo sob a Ponte Orestes Quércia, na Marginal do Tiet
Cerca de 350 famílias estão vivendo em um terreno baldio na Marginal do Tietê, embaixo da Ponte Orestes Quércia, no Bom Retiro, região central. A favela se formou nas últimas semanas, com famílias que não têm condições de pagar aluguel ou viviam em comunidades que pegaram fogo recentemente.
A Prefeitura solicitou a reintegração de posse do terreno e aguarda decisão da Justiça. Enquanto isso, as famílias estão sendo cadastradas pela Secretaria de Habitação. "O terreno não é apenas público, mas impróprio, envolve risco. Não se deve ocupar área perto de pontes e viadutos", disse o prefeito Fernando Haddad (PT).
"Espero que o prefeito não mande a PM tirar a gente daqui. Ninguém veio para cá porque acha bonito. É por necessidade", disse a operadora de caixa Suzamara Camargo, de 27 anos. Após ficar desempregada, em março, Suzamara foi despejada da pensão em que vivia com o marido e a filha no Bom Retiro. "Cheguei a dormir na rua três dias. Perdi móveis e tudo."
A auxiliar de limpeza Miriam da Silva Lira, de 30 anos, também disse que ficou sem ter como pagar a pensão onde morava com o filho. "Ganho um salário mínimo e gastava R$ 500 só com aluguel. Mas tem de pagar água, luz. Ou eu pagava aluguel ou dava de comer para meu filho. Não tem milagre."
Um grupo pequeno chegou ao terreno há mais de um mês e se instalou em um prédio abandonado que já funcionou como alojamento do Clube Regatas Tietê. Mas foi nas últimas semanas que centenas de famílias construíram seus barracos de madeira no local. Ainda ontem, as casas eram erguidas.
A Secretaria Municipal de Habitação informou que 532 unidades habitacionais foram entregues este ano e que está construindo cerca de 11 mil.
PUXANDO O SACO
Escultura de artista do Paraná será dada por Dilma ao papa
A obra Frade Lendo, do artista paranaense João Turin, tem 44 centímetros de altura e 16,5 quilos e foi criada pelo artista durante os anos 40
A escultura Frade Lendo, do artista paranaense João Turin, será entregue pela presidente Dilma Rousseff ao papa Francisco durante a visita ao Rio, nesta semana, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como um presente do governo brasileiro. A obra com 44 centímetros de altura e 16,5 quilos, foi criada pelo artista durante os anos 40 e fazia parte de um acervo com 343 obras de Turin guardado em Curitiba. A escultura teve a aprovação da presidente durante a mais recente passagem pela capital paranaense, em junho, e foi encaminhada para Brasília na semana passada.
Segundo o administrador das obras e coordenador de projetos Maurício Appel, a escolha da peça deu-se pela semelhança que ela tem com o atual papa. "Nós acompanhamos a escolha do novo papa e vimos que ele é uma pessoa muito ligada à natureza, tem uma simplicidade franciscana e então fomos à busca de uma obra que era a imagem de São Francisco, essa escultura, porém, tinha 20 centímetros, mas ao seu lado estava o Frade Lendo, em gesso e na base dela um jornal da época que fazia menção a uma visita papal, foi o sinal para que a escolhêssemos", disse.
A partir daí a obra, que estava em gesso, foi encaminhada para uma fundição e recebeu um tratamento conhecimento como cera perdida, recebendo massa refratária e bronze. "Mostramos o material para a presidente Dilma Rousseff, em junho, e ela gostou, aprovou a peça como um presente e a encaminhamos para Brasília; e o fato de trabalharmos em uma obra que seria entregue ao Papa deixou todas as pessoas envolvidas bastante emocionadas", afirmou.
A escultura, na visão de Appel tem muita relação com o papa. "Turin teve uma vida muito difícil, simples e tinha uma relação muito grande com as coisas relacionadas à natureza, aspectos que o atual Papa demonstra ter", disse. O artista nasceu em Morretes, no litoral paranaense, em 1875, e teve a arte influenciada pela art-nouveau, art-deco, e Rodin, além de ter passado pela Academia Real de Bruxelas (Bélgica) e em Paris; e a partir daí, segundo os especialistas, criou uma linguagem própria para desenvolver sua arte. Entre as inspirações de Turin estavam os animais do zoológico, local em que ia às noites para observá-los e em seguida esculpir suas formas.
Atualmente, o acervo completo de Turin, que morreu em 1949 - adquirido pela família Lago em 2011 junto ao sobrinho do artista, Jiomar Turin -, passa por um processo de resgate e restauração. Além de ter todas as esculturas restauradas, peças inéditas como a Frade, que até hoje só existiam nos moldes originais em gesso estão sendo fundidas no Ateliê João Turin, em Curitiba.
daqui nao saio...
Cúpula do PT mantém Vaccarezza à frente do debate da reforma política
Manifestantes levaram cartazes com os dizeres ‘Sou PT e quero plebiscito - Vaccarezza não me representa’, pedindo a saída do parlamentar da comissão que analisa reforma
A cúpula do PT decidiu manter o deputado Cândido Vaccarezza (SP) na coordenação do grupo de trabalho da reforma política, mas ele fica enfraquecido no posto, depois do tiroteio sofrido por parte dos colegas de bancada. Na reunião do Diretório Nacional do PT realizada hoje, em Brasília, petistas criticaram Vaccarezza, que não estava presente, por suas declarações de que nenhuma mudança no sistema político valerá para a eleição 2014, mesmo se houver um plebiscito. A presidente Dilma Rousseff enviou carta ao partido, que foi lida na reunião pelo presidente do PT, Rui Falcão, na qual pede ajuda dos petistas para aprovar a reforma política, com plebiscito, para atender às "vozes das ruas", que, na sua avaliação, pedem um sistema mais "oxigenado".
"Para o PT e para a bancada, o deputado Vaccarezza está na comissão (da reforma política) por indicação do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB", afirmou o líder do PT no Senado, Wellington Dias. "Para nós, quem defende as posições do PT nesse grupo de trabalho é o deputado Ricardo Berzoini".
Vaccarezza não compareceu neste sábado à reunião do partido. Em nota, ele afirmou que não se pode transformar a discussão da reforma política em uma "arena" política. "Reafirmo publicamente o meu compromisso pessoal com a aprovação do plebiscito na Câmara", escreveu.
O racha no PT em torno da condução da reforma política marcou os debates deste sábado na reunião do diretório nacional do partido. Pela manhã, munidos de cartazes com os dizeres "Sou PT e quero plebiscito - Vaccarezza não me representa", dez militantes petistas postaram-se diante da sede da legenda desde cedo e pediram a saída de Vaccarezza do grupo de trabalho criado pela Câmara para formular, em 90 dias, um projeto de reforma política.
Do lado de dentro, em uma reunião tensa, com fortes críticas a Vaccarezza - que deixou clara a impossibilidade de mudanças no sistema político valerem para as eleições de 2014 -, o ex-presidente do PT José Eduardo Dutra foi um dos poucos que saiu em defesa do parlamentar.
"Não dá tempo de aprovar até outubro deste ano uma reforma política com efeitos para as eleições de 2014. Nem plebiscito nem comissão da Câmara produzirão resultados agora", disse Dutra. Ex-senador, ele defendeu a proposta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que prevê proibição de doações por parte de empresas e eleição em dois turnos para deputados. "Precisamos ter foco para viabilizar alguma mudança para 2014. O Ficha Limpa foi aprovado no Congresso em um mês", argumentou.
Nos últimos dias, Vaccarezza e a bancada do PT protagonizaram um bate-boca público sobre a reforma política. Na sexta-feira, o líder do partido na Câmara, José Guimarães (PT-SP), divulgou uma nota dizendo que as opiniões de Vaccarezza "não expressam o pensamento nem da bancada na Câmara nem do PT". Outros 39 dos 89 deputados do PT assinaram manifesto em solidariedade a Henrique Fontana (PT-RS), que deixou a comissão da reforma política depois que Vaccarezza assumiu.
Para Eduardo Valdoski, um dos militantes do PT que neste sábado levantou cartaz de protesto contra Vaccarezza, o deputado deveria deixar o partido. "Ele tem mais perfil de deputado do PMDB", provocou. Foi o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), quem indicou o petista para o comando da comissão de reforma política. A indicação foi avalizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contrariou Dilma e a bancada petista.
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