quinta-feira, 4 de julho de 2013

mais protestos...




Caminhoneiros fecham acesso a Viracopos e policiais bloqueiam a Paulista em protesto


Após três dias de protestos de caminhoneiros, que chegaram a bloquear 23 rodovias em 9 Estados na segunda-feira, 1, São Paulo amanhece nesta quinta-feira, 4, com a Rodovia Miguel Melhado Campo (SP 324) bloqueada por cerca de 300 manifestantes. A via liga a cidade de Vinhedo ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foi interditada em ambos os sentidos por quatro horas na altura do km 88, entre as 6h e as 10h da manhã. A PM está no local acompanhando o grupo que segue protestando pacificamente desde as 6h da manhã.
Manifestantes protestaram contra as obras de expansão do aeroporto que irão desapropriar algumas áreas dos bairros de Campo Belo e São Domingos. Nessa quarta-feira, cerca de 300 manifestantes incendiaram um pedágio na Rodovia Professor Zeferino Vaz, que liga Campinas a Cosmópolis. Decisões da Justiça Federal em Minas Gerais e São Paulo nesta semana proibiram a ocupação de rodovias, sob pena de multa. Foi afetado pelo protesto dessa manhã? Mande seu depoimento ou foto para a hashtag #participeestadao.
No final desta tarde, policiais civis e agentes penitenciários chegaram a fechar a Avenida Paulista para pedir melhores salários.
Acompanhe as manifestações pelo País:
16h42 – SOROCABA – Cerca de 300 servidores das áreas de saúde, segurança e educação fizeram uma manifestação por aumento salarial e melhorias nas condições de trabalho, no início da tarde desta quinta-feira 4, em Sorocaba. Foi a quarta manifestação em dois dias na cidade.
O grupo se reuniu na frente do prédio da prefeitura empunhando faixas e cartazes. Um carro de som do Sindicato dos Metalúrgicos apoiou o protesto, que não chegou a interromper o expediente no Paço Municipal. Depois de entregar uma pauta de reivindicações dirigidas ao prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), os manifestantes seguiram para o prédio da Câmara Municipal. Os vereadores se comprometeram a realizar uma audiência pública com o grupo no mês de agosto. O protesto terminou sem incidentes. (José Maria Tomazela)
16h34 – Depois da saída dos policiais, foi a vez de cerca de 60 comerciantes da Feira da Madrugada, no Brás, ocuparem duas faixas da Avenida Paulista no sentido Consolação, pouco depois do Masp. O trânsito, no entanto flui bem pelo local. Os comerciantes querem que a Prefeitura acelere a obra no terreno da feira, interditado para reformas de adequação a normas de segurança.
16h –  A CET informa que os policiais que protestavam na Avenida Paulista já se dispersaram.
15h27 – Policiais civis  e agentes penitenciários protestam na Avenida Paulista por melhores salários. A via está bloqueada no sentido Consolação, na altura da Rua Peixoto Gomide.  Os policiais e profissionais de segurança decidiram pelo ato em assembleia na Liberdade, centro de São Paulo, hoje pela manhã.
Na quarta-feira, manifestação de médicos, profissionais de saúde e sindicatos interditaram completamente a Paulista em diversas ocasiões por 4 horas.
10h56- A Tropa de Choque da Polícia Militar está utilizando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Segundo a PM, cerca de 100 manifestantes estão no local e não houve ocorrência de vandalismo (Sarah Brito)
09h43- Tropa de Choque da Polícia Militar está no local para evitar que manifestantes ocupem a Rodovia Santos Dumont e prejudiquem o acesso ao aeroporto. Helicóptero Águia da PM também está no local, autoridades haviam negociado com os manifestantes para a via ser desocupada as 9h, mas grupo permanece no local. PM não descarta usar a força
09h00- Segundo a assessoria de imprensa do Aeroporto de Viracopos, o protesto na Rodovia Miguel Melhado Campos não prejudica o funcionamento do aeroporto nesta manhã
08h55- Segundo a Polícia Militar Rodoviária de Campinas, outras vias que dão acesso ao aeroporto estão com trânsito liberado. Mais cedo, grupos também tentaram bloquear a Rodovia Santos Dumont (SP-75) e a Rodovia Lix da Cunha (SP-73), mas policiais conseguiram negociar a saída deles



e so perceberam agora?






Gasto com transporte público é inadequado, diz Ipea
Instituto critica o financiamento do transporte quase que exclusivamente via tarifa; de 2000 a 2012, IPCA subiu 125% e a tarifa de ônibus, 192%


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entrou na discussão sobre o transporte público e apontou que há erros no mecanismo de financiamento do setor. "O modelo adotado, de financiamento da operação quase que exclusivamente via arrecadação tarifária, praticado em todos os municípios, mostra-se inadequado no objetivo de se alcançar um transporte público de alta qualidade e baixo custo para o usuário", cita a nota técnica "Tarifação e financiamento do transporte público urbano", divulgada nesta quinta-feira, 4.

O trabalho cita que há necessidade de outros segmentos da sociedade, beneficiários do transporte público, contribuírem para o financiamento dessa atividade. "Em outros países isso já é realidade, como na Europa, onde, em média, os subsídios respondem por quase a metade dos recursos destinados para financiar a operação dos sistemas. Contudo, é importante ressaltar a importância de se ter uma gestão municipal dos serviços devidamente capacitada com adequados modelos de regulação das tarifas. Sem a satisfação dessa condição, qualquer tipo de subsídio a ser adotado poderá não alcançar plenamente seus objetivos", alerta o Ipea.

O estudo do Ipea destaca a evolução dos preços das tarifas de ônibus no período de 2000 a 2012 e faz uma comparação com a inflação no período. A conclusão é que as tarifas do Transporte Público Urbano (TPU) subiram acima da inflação. Enquanto o IPCA teve alta de 125% no período citado, o índice de aumento das tarifas dos ônibus teve alta de 192%, ou 67 pontos porcentuais acima da inflação.

Já o índice associado aos gastos com veículo próprio, que inclui despesas com a compra de carros novos e usados e motos, além de manutenção e tarifas de trânsito, teve alta de apenas 44%, portanto muito abaixo do IPCA. Conclui-se que o transporte privado tem ficado relativamente mais barato em relação ao transporte público no período de 2000 a 2012.

A conjunção de dois fatores - elevação dos custos e redução dos níveis de passageiros pagantes - provocou a elevação das tarifas do TPU em termos reais, na avaliação do Ipea. O estudo mostra, assim, o que chama de "ciclo vicioso do aumento da tarifa do ônibus urbano". O aumento dos preços dos insumos do transporte público urbano, o incentivo ao transporte individual acabam por ocasionar perda da demanda pelo TPU, com redução da receita e aumento do custo. Com isso, cai a produtividade e rentabilidade do serviço, há um desequilíbrio econômico-financeiro e consequente aumento da tarifa. Com a perda da qualidade e competitividade do TPU, há um aumento do transporte individual e o ciclo se repete.

Gratuidade

Com relação às faixas de gratuidade no transporte público, o estudo destaca que seria necessário encontrar fontes externas ao setor para cobrir os custos dos deslocamentos dos segmentos sociais beneficiados. "Mas no Brasil há poucos exemplos de cobertura externa dos custos das gratuidades (incluindo aí as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília) em que o governo local contribui com repasse de recursos para custear as viagens gratuitas realizadas nos sistemas".

O estudo cita experiências de outros países nos quais há um sistema de financiamento do transporte público que, em linhas gerais, cobre entre 40% e 50% dos custos. Os modelos são compostos pelos recursos arrecadados com tributos e recursos gerados pela cobrança do sistema o que, segundo a nota técnica, "contrasta com as cidades brasileiras onde, via de regra, o custo total dos sistemas costuma ser coberto exclusivamente pelo pagamento das passagens".

audiencia no brejo



Record demite bispo após queda vertiginosa da audiência


A Record definiu no fim de semana a saída do bispo Honorilton Gonçalves do posto de executivo número um da emissora. Marcelo Silva, que dirigia o RecNov e acabara de ser nomeado como presidente da Record Rio, vai para o seu lugar. Informou Lauro Jardim em sua coluna no site da Veja.
Gonçalves, era o vice-presidente Artístico e de Programação. Na prática, porém, era o número 1 da rede do bispo Edir Macedo. Era Gonçalves, como era chamado na Record, quem fazia chover e trovoar na emissora, afirma Lauro Jardim. Alexandre Raposo, formalmente o presidente, sempre mandou menos do que o seu vice.
A troca de comando na Record acontece após meses de rumores e pelo menos dois anos de ibope cadente.
Os ambiciosos planos do bispo Edir Macedo para tomar a liderança da Globo já há pelo menos dois anos viraram um constrangimento nos corredores da Record, que passou a disputar de fato a vice-liderança com o SBT.
Em alguns meses batia a emissora de SS; em outros era derrotada. Seu slogan, “a caminho da liderança”, ficou sem sentido sob Gonçalves, um bispo que entendia tanto de TV quanto Neymar de física quântica.
Em resumo, com Ibope em baixa e vermelho no caixa, sua queda era uma questão de tempo. Macedo demorou, mas degolou Gonçalves.
Fabiano Freitas, que comandava a emissora em Minas Gerais, assumirá a operação da Record Rio.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

sera que irao seguir ?




Comissão do Senado aprova proposta que elimina voto secreto no Congresso
Presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirma que irá propor que a PEC vá o quanto antes à votação em plenário


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 3, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende eliminar o voto secreto em todas as votações do Congresso Nacional. Ao contrário do texto apreciado na Câmara dos Deputados na semana passada, que se restringe à cassação de mandatos, os senadores se manifestaram a favor do voto aberto para todos os casos em que há sigilo.

Da forma como está, o texto permite que todos saibam como os parlamentares votaram não apenas em processos de perda de mandato de deputado federal ou de senador da República, como também em votação de impeachment de Presidentes da República. A apreciação de vetos presidenciais também passa a se dar mediante voto público. Outros casos são a indicação de autoridade feita pelo Presidente da República, como escolha de magistrados e de Procurador-Geral da República, e a escolha de chefes de missão diplomática em caráter permanente.

O presidente da CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que vai propor, nesta quinta-feira, 4, aos líderes partidários da Casa, que seja aprovado um pedido para acelerar a tramitação da PEC a fim de ela ir à votação o quanto antes em plenário. Ele explicou que o rito de tramitação normal da PEC tem de respeitar, primeiro, cinco sessões legislativas de discussão e, depois, um tempo (interstício) entre a votação do primeiro e do segundo turno. "Só quem pode quebrar esse prazo são os líderes", ponderou, na saída da reunião.

Vital do Rêgo lembrou que a presidente Dilma Rousseff propôs que o debate sobre o fim do voto secreto fizesse parte do plebiscito sobre reforma política e que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados também aprovou uma PEC sobre a matéria. "Mas o Senado tem material muito mais ousado", observou.

bye bye querido



Exército anuncia deposição de Morsi e anula Constituição; acompanhe


Acaba hoje o ultimato dado pelas Forças Armadas egípcias para que governo e oposição ponham um fim à crise no país. Milhões de pessoas saíram às ruas pedindo a renúncia do presidente Mohamed Morsi, da Irmandade Muçulmana, que prometeu não deixar o poder. Acompanhe os desdobramentos da crise aqui no Radar Global, com informações da redação e do nosso enviado especial ao Cairo, Andrei Netto

acho digno




Deputados do Tocantins acabam com o auxílio-moradia

A Assembleia Legislativa do Tocantins revogou nesta terça-feira, 2, ato da Mesa Diretora, que instituiu auxílio-moradia de R$ 3.429,50 para os deputados. A decisão é resultado das manifestações de rua em mais de 300 cidades brasileiras, inclusive em Palmas, onde um dos motivos dos protestos foi o benefício, pago também pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) e pelo Tribunal de Justiça (TJ-TO).

A maioria dos deputados tem residência em Palmas, o que não impediu que os 24 parlamentares aprovassem, em março, o pagamento do auxílio. Desde então, a AL gastou mais de R$ 200 mil só com o benefício. Apenas Marcelo Lelis (PV), Josi Nunes (PMDB), Eli Borges (PMDB), Vilmar do Detran (PMDB) e José Geraldo (PTB) abriram mão, desde o início, de receber o pagamento. O fim do auxílio-moradia foi aprovado pelos 17 deputados presentes na sessão de terça-feira, que aproveitaram para cobrar um posicionamento do TCE e do TJ.

O TCE-TO, que paga R$ 2,4 mil a conselheiros, procuradores e auditores, informou que o tema será tratado sexta-feira, 5, pelo presidente do tribunal, desembargador Wagner Praxedes. O TJ-TO disse que o benefício, de R$ 2.062,61 a juízes e desembargadores, tem como base a Lei Orgânica da Magistratura.

O Ministério Público (MPE-TO) teve o auxílio-moradia de R$ 2.62,61 para procuradores e promotores aprovado pela Assembleia, em maio. O benefício não foi regulamentado nem pago e será rediscutido pelo Colégio de Procuradores, em agosto.

entao pra que medicos de fora?





Medicina lidera 'performance trabalhista', aponta Ipea
A carreira de odontologia aparece em segundo lugar na lista divulgada pelo Ipea; no fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião

A medicina ocupa o primeiro lugar em um ranking de "performance trabalhista" que lista 48 carreiras de nível superior. Para chegar a essa conclusão, entram na conta os critérios de melhores salários, jornada de trabalho, taxa de ocupação e cobertura de previdência. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que divulgou nesta quarta-feira, 3, edição especial do boletim "Radar", tratando desta vez do tema "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior".

O segundo lugar na "performance trabalhista" ficou com a carreira de odontologia. A terceira posição ficou com a engenharia civil. No fim da lista ficaram as carreiras de filosofia e ética, outros serviços pessoais (beleza e domésticos) e religião.

O estudo mostra também as carreiras que mais geraram empregos entre 2009 e 2012, além de rankings semelhantes referentes a ocupações de nível técnico. O Ipea é uma fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

No estudo, o Ipea se propôs a mostrar quais os ganhos trabalhistas derivados de diferentes carreiras universitárias, quanto ganham esses profissionais, quantos conseguem trabalho, quantas horas trabalham e quantos conseguem proteção trabalhista. "A questão central aqui é determinar os ganhos trabalhistas de diferentes carreiras universitárias", cita o primeiro capítulo do estudo.

"É fundamental saber como o mercado valoriza diferentes profissões, tanto na escolha privada de carreira como na decisão pública de conceder financiamento - no Programa de Financiamento Estudantil (Fies), no Programa Universidade para Todos (Prouni), ou, ainda, na abertura de faculdades. Mesmo ao gestor de políticas, o retorno privado é o componente mais fundamental do retorno social", cita o Ipea no documento. De acordo com o estudo, a edição atual poderá subsidiar as decisões profissionais dos jovens.

ja estava na hora



Justiça manda usar força policial a favor de índios caiová

É comum a crítica ácida a decisões judiciais sobre conflitos de interesse que envolvem demandas sociais no Brasil. Muito se ouve entre representantes de entidades e militantes – como sem-terras, sem-tetos, acampados – que as cortes brasileiras são aparelhadas pelo poder econômico e que o ordem jurídica pende sempre para o lado dos grandes escritórios.
No caso do Mato Grosso do Sul, onde o mapa dos conflitos fundiários envolvendo a posse de terras entre índios e não-índios se expande, a crítica é voz corrente. São justamente as forças do Estado que estão atualmente acusadas pelo assassinato de Oziel Gabriel, o terena que perdeu a vida durante uma reintegração de posse em Sidrolândia no dia 30 de abril. Os índios reclamam da Justiça e dos executores da ordem, no caso, a Polícia Federal.
No entanto, uma decisão da desembargadora Cecília Mello, datada de 26 de junho, comemorada hoje pelo Ministério Público Federal do MS, mostra que também o contrário acontece. Buscando a “harmonização” das relações, a desembargadora Cecília Mello acaba de determinar nos autos o uso da força pública a favor dos índios e contra fazendeiros que brigam na Justiça pela posse das terras da fazenda Cambará, em Itacuru, município ao sul de Campo Grande.
Desta vez, a Justiça manda que os proprietários  abram as porteiras para a Funai ter acesso a acampamento indígena dos guarani caiová do acampamento Pyelito Kuey. Os índios se concentram em pequena área de cerca de um hectare,  isolada por um rio no fundo da fazenda, a 460 quilômetros da capital do MS.
No ano passado, no momento mais tenso desse caso, os caiová que ocuparam o terreno como parte da ofensiva que fazem pela retomada, como dizem, de terras ancestrais. Ameaçados de despejo, divulgaram carta na internet dizendo que resistiriam até a morte. O fato ganhou repercussão, e a disputa entrou em banho-maria. Mas a tensão no local continuou.
Segundo a ordem judicial de agora, as porteiras da fazenda impedem o acesso ao local de órgãos federais, desobedecendo determinação anterior. Os índios e funcionários envolvidos na busca da solução do conflito só podem chegar ao Pyelito Kuey atravessando um rio que separa a área de outra reserva, a Sassoró.
Diz a sentença:
“A partir de tudo o que foi demonstrado, conclui-se que os fazendeiros não cumprem, no mínimo regularmente, a determinação desta Egrégia Corte Regional há pelo menos 7 (sete) meses, o que, além de caracterizar desrespeito a uma decisão emanada pelo Poder Judiciário, coloca em risco todo um trabalho de harmonização das relações entre proprietários de terras e silvícolas no Estado do Mato Grosso do Sul“.

melhor nem ir ao estadio...



Pesquisa aponta crítica ao preço da comida nos estádios

O preço da alimentação nos estádios foi a principal reclamação de quem esteve nas seis sedes da Copa das Confederações para assistir aos jogos, conforme pesquisa encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas pelo Ministério do Turismo. Os valores cobrados foram considerados "ruins" ou "muito ruins" por 78% das pessoas ouvidas nas perguntas induzidas (com opções de resposta). Outros itens citados como negativos, estes na pesquisa espontânea (em aberto), foram as condições dos estádios (citadas por 8,2% dos entrevistados), o trânsito (7,8%), a acessibilidade (6%), a sinalização da cidade visitada (5,3%) e a organização do evento (4,6%).

O levantamento foi feito nas seis cidades onde foram realizados jogos (Rio, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza) e também no aeroporto internacional de São Paulo, por onde passaram visitantes em conexões. Começou em 10 de junho, cinco dias antes do início da competição. Como há quem ainda não tenha voltado para casa, entrevistas continuam sendo realizadas.

Foram ouvidos tanto brasileiros como estrangeiros, nos aeroportos, arenas, hotéis e pontos de retiradas de ingressos, num total de dez mil pessoas entrevistadas. Apenas um quinto dos resultados havia sido computado até a tarde desta quarta-feira. Os números, considerados preliminares (o consolidado só sairá no fim do mês), nortearão iniciativas com vistas à Copa do Mundo de 2014 - o material será enviado à Fifa.

Os turistas estrangeiros, a maioria (47,2%) com ingressos nas áreas mais caras dos estádios, permaneceram em média 14 noites no Brasil e elogiaram os serviços de táxi (83,1% consideraram bons), limpeza pública (78,3%), segurança (71,7%), sinalização turística (62,9%) e telecomunicações e internet (53,6%).

Restaurantes, opções de diversão noturna e alojamentos também tiveram avaliação positiva. Já os serviços bancários foram considerados insatisfatórios por 28,8% dos entrevistados e o atendimento em idiomas estrangeiros, por 43,4% deles.

"A pesquisa produziu resultados que serão trabalhados para a Copa e para sempre, pois turismo é todo dia. Muita coisa vai dar para fazer no curto prazo", avaliou o diretor do departamento de estudos e pesquisas do ministério, José Francisco Salles Lopes. "Todo grande evento é um desafio, em qualquer setor, e mesmo os pontos considerados positivos podem ser melhorados."

segunda-feira, 1 de julho de 2013

e agora,ou nunca



Após milhões pedirem saída de Morsi, Exército egípcio dá ultimato ao governo
Forças Armadas pedem que situação e oposição 'atendam às demandas do povo'; 16 já morreram

Um dia após milhões de pessoas tomarem as ruas do Egito para exigir a renúncia do presidente Mohamed Morsi, o Conselho Supremo das Forças Armadas (SCAF) divulgou nesta segunda-feira, 1,  um comunicado no qual deu um ultimato de 48 horas para o governo e a oposição “atenderem as demandas do povo”. Desde domingo, 16 pessoas morreram e 781 ficaram feridas em confrontos de rua. Quatro ministros do gabinete de Morsi romperam com o governo.

O comunicado elevou temores entre parte da população egípcia de um retorno das Forças Armadas à cena política. O Exército governou o país por 55 anos, desde a chegada de Gamal Abdel Nasser ao poder até a queda de Hosni Mubarak, há dois anos e meio. Apesar do comunicado, no entanto, os militares prometeram não se envolver na política do país.
“As Forças Armadas repetem seu pedido pelo atendimento às demandas populares e dão a todos 48 horas para a última chance de abarcar o peso deste momento histórico”, disse o general Abdel Fatah al-Sisi. “O Exército egípcio não se envolverá em política, nem na administração pública. Está satisfeito com seu papel, conforme preveem as regras democráticas. Mas a segurança nacional está em grave perigo e o Exército tem a responsabilidade de agir.”
Horas depois do anúncio, Morsi se reuniu com o general Al-Sisi. Espera-se para a noite de hoje um pronunciamento da presidência.
Yasser Hamza, líder do Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político da Irmandade Muçulmana, afirmou que nenhuma instituição do Estado vai promover um golpe contra Morsi e alertou contra interpretações equivocadas de quaisquer comunicados do Exército do país. “Qualquer força que for contra a Constituição, é um chamado à sabotagem e anarquia”, disse. O partido salafista Al-Nur, segunda maior força política islâmica, disse “temer” a volta do Exército à cena política.
Já o ex-primeiro-ministro egípcio Ahmed Shafiq, um dos colaboradores de Mubarak, derrotado por Morsi nas eleições do ano passado, declarou que o “reinado da Irmandade acabará até o fim da semana.”
Em meio à tensão política, quatro ministros renunciaram em solidariedade aos manifestantes. São eles os chefes das pastas do Turismo, Hisham Zaazou; da Comunicação , Atef Helmi; de Assuntos Jurídicos, Hatem Bagato; e do Meio Ambiente, Khaled Abdel-Al.
Mobilização. No começo da tarde, uma multidão de manifestantes voltou a se reunir nos arredores da Praça Tahrir, berço dos protestos que derrubaram a ditadura militar e agora pedem a saída do governo da Irmandade Muçulmana. Helicópteros do Exército com bandeiras egípcias sobrevoaram o local, as mesmas que, na praça, eram agitadas pelos ativistas.
Em sua maioria, as manifestações dos últimos dois dias foram pacíficas. Houve confronto nos arredores do escritório do PLJ, no Cairo. Armados, partidários de Morsi se entrincheiraram no edifício e atiraram nos manifestantes, que responderam com bombas incendiárias e pedras. O prédio foi invadido e saqueado. Móveis, arquivos e equipamentos foram destruídos.
Primeiro presidente eleito democraticamente na história do país, Morsi é acusado pela oposição secular de tentar impor uma agenda religiosa no país, além de ter se tornado cada vez mais autoritário e de não controlar a crise econômica.
EUA. Na Tanzânia, o presidente americano, Barack Obama, disse que os EUA estão preocupados com a violência no Egito e pediu que haja “moderação” dos dois lados. Obama lembrou que o presidente Morsi “foi eleito democraticamente” e ressaltou que o governo deve agir junto com a oposição para fazer “as melhoras que são necessárias” no país. O Pentágono disse monitorar a situação no país nos próximos dias. 

provavel ...



Serra: plebiscito é ideia de marqueteiro
Para o ex-governador de SP, o anúncio feito pela presidente Dilma foi estratégia para ganhar tempo

O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ser contra a proposta da presidente Dilma Rousseff de fazer um plebiscito para a reforma política no País. “Primeiro que um plebiscito custa R$ 400 milhões, R$ 500 milhões. Segundo que não dá tempo. Quer mudar o sistema político? Faz por via normal, com emenda constitucional, por exemplo. Pra quê fazer um plebiscito?”, afirmou o ex-governador em entrevista à Rádio Jovem Pan nesta segunda-feira. “Essa ideia de plebiscito foi feita por marqueteiro”, disse

Segundo o tucano, o anúncio feito pela presidente Dilma sobre o plebiscito foi uma estratégia para o governo “ganhar tempo”, diante das manifestações em todo o País. “Plebiscito é para questões binárias: é sim ou não. O governo vai entupir o plebiscito de propostas para reforma política, complexas, com detalhes? Vamos ter um teste de múltipla escolha, com 15, 20 itens? Isso é brincadeira. Isso o que que é? É ganhar tempo, é tirar o foco dos problemas. A população não foi para rua para isso. O Brasil quer respostas”, criticou Serra.

O ex-governador afirmou, ainda, que os protestos que tomaram conta do País mostram que a população está insatisfeita com o atual modelo político do Brasil. “O País está, evidentemente, insatisfeito. Ninguém tem uma bandeira única, a não ser a da insatisfação.” O tucano também criticou a antecipação da campanha eleitoral de 2014. “É muito cedo para fazer política eleitoral. Não se governa um país com campanha eleitoral. Esse foi o maior erro da presidente.”

e so aguardar ne



Obras são o principal desafio, diz presidente do Metrô de SP
Novo administrador da empresa afirma ainda que linhas noturnas de ônibus farão o mesmo percurso da rede metroviária

Empossado em junho, o novo presidente do Metrô de São Paulo, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, concedeu nesta segunda-feira, 1º, sua primeira entrevista no cargo, durante cerimônia para o içamento da roda de corte de um dos três tatuzões que escavarão a extensão da Linha 5-Lilás, na zona sul da capital.


De acordo com o dirigente, que já foi subprefeito de Santana/Tucuruvi e presidente da Companhia Estadual de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), o principal desafio é executar as obras de expansão do sistema, que hoje transporta 4,6 milhões de passageiros por dia, em média, e está superlotado.

Além disso, Pacheco afirmou que está em tratativas com a Prefeitura de São Paulo para dar início ao serviço noturno de ônibus atendendo o mesmo percurso das linhas de metrô, já que não é possível deixar a rede sobre trilhos aberta 24 horas por dia. Ainda não se sabe quem irá operar esses coletivos, se o município ou o governo do Estado. Mas a ideia é fazer com que os ônibus parem de estação em estação.

O novo dirigente ainda frisou que estuda ampliar o número de funcionários do Metrô, que hoje somam mais de 10 mil.

Leia a entrevista:

Quais são os principais desafios do Metrô de São Paulo neste momento?
O maior desafio nosso é exatamente entregar as obras que nós estamos fazendo. A população tem uma expectativa grande. Toda essa mobilização que houve mais recentemente na cidade e em todo o País nos coloca um pouco mais de responsabilidade, no sentido de entregar esses equipamentos para a população o mais rápido possível. São obras complexas, a gente sofre diversos tipos de dificuldade, que vão desde a parte de licenciamento ambiental, desapropriação... Tocar uma obra, propriamente dita, é um processo complexo. Mas nós estamos trabalhando nesse sentido.

Então, manter o cronograma é o maior desafio?
Executar as obras é o maior desafio. O cronograma é sempre uma expectativa, você trabalha com planejamento. Não é uma ciência exata. Nós estamos trabalhando no sentido de manter as obras dentro do que havia sido planejado e negociado com o governador.

As recentes manifestações, muitas delas voltadas à questão da qualidade do transporte público, colocaram mais pressão no setor?
No caso do Metrô, há hoje mais de 50 quilômetros em obras. Quando fui presidente da CDHU eu costumava falar para o governador que uma obra lá demora em média 30 meses, do momento que decidia fazer até a entrega. Uma obra de metrô são 90 meses. São oito anos, do momento em que ele fala "Vamos fazer" até a entrega. Esse é o grande desafio, porque um governo tem quatro, no máximo oito anos. Gera-se uma expectativa muito grande e essas obras só têm realmente condições de entrega havendo a continuidade. Não é um projeto curto. Trabalhamos no sentido de apressar ou agilizar as entregas, mas é um processo longo.

Há uma dificuldade logística de ter várias obras em andamento simultaneamente?
Uma das questões hoje do Metrô é isso. O Metrô sempre foi uma empresa que executou uma obra ou duas a cada vez. Esse volume de obras trouxe uma certa dificuldade para a empresa. Os quadros de uma empresa pública não têm a mesma elasticidade que você tem na iniciativa privada, onde, se você tem trabalho cresce, se não tem, diminui. Na área pública é mais difícil. É preciso fazer concurso. Depois, existe uma dificuldade em fazer um enxugamento na medida em que não haja mais aquelas obras. A empresa sentiu um pouco isso, não tenha nenhuma dúvida. Estamos agora fazendo alguns ajustes para ver se conseguimos ganhar um pouco mais de celeridade. Lógico que as obras que vêm pela frente só a Linha 2-Verde é que impactará o nosso quadro. Porque a da 6-Laranja e a da 18-Bronze (monotrilho do ABC) devem ser PPP (parceria público-privada). Inclusive tem uma proposta de aumento do quadro do Metrô, que estamos levando para o Codec (Conselho de Defesa dos Capitais do Estado, da Secretaria Estadual da Fazenda). Até porque nós vamos ter que começar a operar a Linha 17-Ouro, a 15-Prata, a extensão da 5-Lilás. Isso tudo faz com que seja preciso ter pessoas que tenham condições de executar e operar esses equipamentos.

Qual deve ser o aumento do quadro de funcionários?
Está na minha mesa. Hoje, vindo para cá, inclusive, liguei para o diretor de assuntos corporativos para me levantar algumas informações sobre o passado, crescimento de quadro do Metrô. Mas eu preferia não citar ainda dados de números porque há um processo já em elaboração lá na companhia. Atualmente, são mais de 10 mil funcionários. Só na diretoria de operação, são mais de 7 mil, que é quem toca a companhia, toda a parte de operação propriamente dita, de segurança, de manutenção das estações e noturna.

No caso das Linhas 15 e 17, as duas em forma de monotrilho, já tem uma definição se é o Metrô que vai operá-las ou se elas vão ser concessões?
O Metrô seguramente inicia a operação, porque não tem sentido você começar a pensar numa concessão de operação sem ter a linha completa e pronta. E tanto na Linha 15 quanto na 17 existem obras que o Metrô depende que sejam feitas pela Prefeitura de tal maneira que a gente possa fazer. Então, não tem como nos compromissar com relação a cronograma de fazer uma PPP sobre obras que não são da nossa responsabilidade. As obras que dependemos da Prefeitura, estamos negociando. Existe muito boa vontade da Prefeitura, mas a gente não tem condição de dar uma garantia para um potencial concessionário.

E o projeto de se criarem linhas noturnas para fazer o mesmo trajeto do Metrô, em parceria com a Prefeitura, tem avançado?
Está andando. Tenho participado de reuniões, inclusive no Detran (Departamento Estadual de Trânsito), que tem um grupo de mobilidade urbana. Então, nós temos essa discussão com a Prefeitura para saber quem operaria esses ônibus que fariam o trajeto do Metrô. Os terminais ficariam abertos, porque haveria condições de trazer os passageiros em micro-ônibus e a SPTrans (São Paulo Transporte, da Prefeitura) faria as linhas maiores ligando os bairros. Faríamos isso nos terminais. As estações seriam fechadas normalmente.

Essa medida deve começar a ser implantada ainda neste ano?
Houve uma reunião no Palácio dos Bandeirantes há uns 15 dias e na semana passada uma no Detran para acontecer rapidamente. Nós estamos em processo de negociação com a Prefeitura exatamente para que a gente possa ou a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, do governo do Estado) ou a SPTrans operar esses ônibus. Isso está em um processo de discussão.

A proposta é que os ônibus noturnos atendessem todas as linhas do Metrô?
É mais a 1-Azul, a 2-Verde, a 3-Vermelha e a 4-Amarela. Seria exatamente fazer o mesmo trecho que faz o metrô. Isso não quer dizer que a Linha 5-Lilás não possa entrar.

E os ônibus irão parando de estação em estação?
Em princípio, sim.

Seu antecessor no cargo (Peter Walker) disse quando assumiu que o principal desafio, para ele, era a questão da superlotação. Como o Metrô pode criar um pouco mais de conforto para os passageiros?
É a modernização do sistema, tanto com o sistema de sinalização, o CBTC, que está entrando, com isso, você consegue colocar um pouco mais de trens, que também estão sendo adquiridos, e diminuir o intervalo. Talvez a gente consiga aumentar a oferta de assentos em torno de 20%. E o próprio aumento da rede, que faz com que haja melhor distribuição. Nós temos hoje 74 km. Você coloca mais 50, vamos para 120 km. Levantei uns dados que me surpreenderam muito. A população de São Paulo cresceu na última década, conforme o censo do IBGE, em torno de 9%. A demanda de passageiros no metrô no mesmo período aumentou 54%, que foi pelo advento do bilhete único. Como é que você projeta, prepara a expansão da rede? É em cima da sua expectativa do crescimento populacional. Mas uma decisão, que foi totalmente acertada, mas que foi de natureza política, que foi a adoção do bilhete único, trouxe uma demanda muito grande para o metrô. Nós temos a possibilidade de, no ano que vem, ter 90 km de metrô em obras, além de 74 km de linhas já existentes. É um processo.

mas olha so...



TV Globo admite pagamento de multa milionária à Receita Federal por conta de irregularidades

A Globo Comunicação e Participações confirmou, por meio de nota oficial, que pagou multa de mais de R$ 270 milhões à Receita Federal em 2006.

A quantia teria sido desembolsada por conta de irregularidades na operação de compra dos direitos exclusivos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

A emissora carioca teria tentado esconder a compra dos direitos do campeonato alegando “investimentos e participação societária no exterior”. Para isso, teria utilizado um paraíso fiscal, as Ilhas Virgens.

'A Globo Comunicação e Participações esclarece que não existe nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002. Os impostos devidos foram integralmente pagos”, garantiu o comunicado.