domingo, 23 de junho de 2013
estava demorando...
Quadrilha faz arrastão em lanchonete de bairro nobre na zona sul de São Paulo
Quatro criminosos encapuzados invadiram o 'The Fifties' às 22h30 deste sábado
Pelo menos quatro criminosos encapuzados invadiram a lanchonete The Fifties, em Moema, área nobre da zona sul de São Paulo, e levaram objetos pessoais de clientes que lotavam o restaurante por volta das 22h30 deste sábado, 22. O arrastão durou poucos minutos, segundo a polícia. Ninguém ficou ferido. Durante a ação, cerca de R$ 5 mil do caixa também foram levados pelos ladrões.
A quadrilha abordou pessoas que estavam no andar térreo da lanchonete, que fica na Alameda Juaperi, a duas quadras da Avenida Ibirapuera. Segundo a PM, pelo menos 15 clientes registraram o roubo, mas o número de vítimas pode ser maior. Os ladrões recolheram celulares, bolsas, joias e dinheiro e fugiram. Não há identificação da quadrilha, que não foi presa.
Imagens do circuito interno do estabelecimento devem ser requisitadas pela polícia durante a investigação. O caso foi registrado no 27º DP (Campo Belo), mas a apuração será conduzida pelo Departamento de Investigações ao Crime Organizado (Deic), que, por ordem do governador Geraldo Alckmin (PSDB), dispõe agora de uma divisão para "crimes especiais", como arrastões a restaurantes e condomínios.
boa pergunta ,ne?
Anonymous quem?
Quantos diferentes personagens estão por trás da máscara pop de Guy Fawkes, do filme ‘V de Vingança’
Rosto branco, fino e ovalado, bochechas rosadas, cavanhaque estilo cafajeste e bigode debochado, olhos puxadinhos, sobrancelhas arqueadas e um sorriso de Monalisa um tanto cruel e sarcástico. Esse personagem poderia ser eu, poderia ser você, poderia ser a torcida do Corinthians acampada no Zuccotti Park em euforia semelhante à primeira conquista da Libertadores. Você já viu esse rosto. Seria um personagem esquecido, fosse tão identificável quanto um discreto Wally perdido nas coloridas multidões. Ao contrário, porém, tem uma face muitíssimo pop: Guy Fawkes (1570-1606).
E Fawkes marcou presença no Brasil nesses dias, em duas vertentes. Por um lado, a máscara do soldado inglês catapultada pelo hollywoodiano V de Vingança (2006) estrelou um punhado de fotografias no Facebook, no Instagram e na imprensa, durante as diversas agitações sociais efervescentes no País. Estava diluído entre os manifestantes na rua. Na segunda-feira, uma manifestação histórica. Na quinta, uma festa estranha com gente esquisita. Uns com balaclavas coloridas, outros com lenços palestinos forjados na Bolívia, muitos com o rosto à mostra (e às vezes a tapa). Também estavam presentes uns que se querem os novos caras-pintadas, com guache verde e amarelo feito blush nas maçãs, e outros que, fanfarrões, brandiam cartazes com os dizeres V de Vinagre, uma referência ao "subversivo" ácido acético proibido na manifestação paulistana do Movimento Passe Livre na semana passada. Mas, cara-pálida, uma figurinha realmente carimbada nas últimas manifestações foi "V". No Rio, a máscara de feições sinistras custava R$ 20 na semana passada - agora, o hit tem preço promocional de R$ 10. Há até uma versão tupiniquim, com o rosto pincelado na cor amarelo ovo. Na terça-feira, ambulantes paulistanos venderam 500 máscaras a R$ 10, valor tabelado, dizem, em questão de minutos. Item versátil, encaixou-se nas diversas e difusas causas mostradas pelos cartazes de jovens e não tão jovens brasileiros que desfilaram em várias capitais. Tão eclético o acessório que até gente fina, elegante e sincera - alô, chics - aderiu ao disfarce fashion feito de plástico. Fawkes é o novo Che?
Por outro lado, "V" tem outra faceta fora do "mundo real". Vestindo o mesmo disfarce pop, pipocou na terça-feira uma inusitada mensagem do Anonymous Brasil. São os hackativistas - sonoro neologismo para "hacker + ativista", não consta no Houaiss mas pode confiar que a expressão existe - que invadiram o Instagram da presidente e o Twitter de uma poderosa revista dias atrás. Diz o início da mensagem de 1 minuto e 45 segundos postado no YouTube: "Seremos simples e diretos. As mídias de rádio e TV dizem que não temos uma causa específica. Isso pode enfraquecer o movimento. Só a diminuição do valor das passagens de transportes públicos não nos satisfazem, mas realmente temos que saber por onde começar um novo Brasil", com música de suspense ao fundo, tom azulado nas imagens trepidantes e voz grossa digitalmente alterada, tal qual os discursos do movimento propagados em outros idiomas. Desta vez, os mascarados brasileiros pretendem pautar cinco metas específicas para as novas manifestações:
"1º. Não à PEC 37; 2º. Saída imediata de Renan Calheiros da presidência do Congresso Nacional; 3º. Imediata investigação e punição de irregularidades nas obras da Copa do Mundo, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal; 4º. Queremos uma lei que torne corrupção no Congresso crime hediondo; 5º. Fim do foro privilegiado, pois ele é um ultraje ao Artigo 5º da nossa Constituição".
Wish list política à parte, o mesmo semblante do Anonymous no Brasil e no mundo, Guy Fawkes, já é um símbolo - para não dizer um clichê - de diversos movimentos. Do outono americano no Occupy Wall Street aos levantes da Primavera Árabe, o herói folk do século 17 se tornou um ícone para esses movimentos "horizontais" e sem líderes. Em Londres, em 2011, Julian Assange também vestiu a máscara por uns minutos - mas a polícia mui gentilmente pediu para que o fundador do WikiLeaks a retirasse, pois a lei britânica não permite "anonimato público". Em Istambul e Paris, em 2013, batata: lá estavam as benditas vendettas mais uma vez.
Muitas máscaras foram feitas desde que a HQ inglesa V for Vendetta, assinada pelo escritor Alan Moore e pelo ilustrador David Lloyd na década de 1980, ganhou uma versão cinematográfica em 2006 pela Warner Brothers (aliás, The New York Times alertou aos rebeldes que, durante as convulsões sociais nos idos de 2011, as máscaras pretensamente anarquistas, made in China e no México, contribuíram parcialmente para o lucro de US$ 28 bilhões da gigante americana Time Warner, que detém os direitos da ilustração), mas foram os hackers do Anonymous que lhe deram destaque internacional, com protestos por volta de 2008. De lá para cá, o símbolo fez sucesso nas diversas manifestações sociais mundo afora e também noutras arenas menos politizadas em diferentes hemisférios, como Halloween e Rock in Rio. E, no último baile dos mascarados brasileiros, todo mundo quis tirar sua casquinha com as manifestações.
Mas Guy Fawkes, o rosto por atrás da misteriosa máscara, você deve se lembrar, tem uma história controversa. Foi o soldado católico que tentou explodir o Parlamento britânico no dia 5 de novembro de 1605, na tal Conspiração da Pólvora. A ideia era derrubar o rei protestante, os parlamentares e a nobreza do chá das 5. Expert em explosivos, o soldado de 35 anos era o responsável pelos 36 barris de pólvora. Mas o complô católico vazou, o golpe fracassou e Fawkes, acusado de traição, preso e torturado, se suicidou para escapar da "forca" - na verdade, condenados à morte, Fawkes e os outros conspiradores seriam estripados, esquartejados e depois decapitados, quer dizer, uma baita tranquilidade na hora de descansar em paz.
Da pólvora ao vinagre, o símbolo de Guy Fawkes continua zanzando por aí, na rua e na internet. Uns gostam do pop appeal. Outros preferem mostrar a cara limpa, que máscara o quê, quem precisa se esconder, etc. Atualmente, diferentes ideias e imagens se incorporam a essa moderna personalidade anônima: anarquistas, anti-heróis, baderneiros, justiceiros, rebeldes, revolucionários, terroristas, Deus e o diabo. Não é possível definir quem são e onde estão, mas dá para dizer que andam incomodando muito gente.
Nos próximos dias, o Anonymous Brasil pretende liderar manifestações em prol das tais cinco causas. Na noite de quinta-feira, a página do movimento foi derrubada no Facebook, desaparecendo sem deixar rastros. Em resposta ao sumiço misterioso, um dos anônimos criticou a possível censura. E esclareceu para confundir: "Não somos uma organização. Sou você. Sou fake. Sou real. Somos todos. Não somos ninguém. Somos uma ideia".
hora da limpeza
Autores do Ficha Limpa lançam o ‘Reforma Política Já’
Em tempos de manifestações nas ruas por mudanças na sociedade brasileira e crise da representatividade dos partidos políticos, uma rede formada por 70 instituições inicia, a partir desta segunda-feira, 24, a campanha Reforma Política Já. Os mesmos autores que propuseram a Lei da Ficha Limpa querem promover um chamamento público nacional para colher assinaturas suficientes para a aprovação de um projeto de lei de iniciativa popular que sugere alterações no sistema eleitoral que possam valer já nas eleições do ano que vem.
A duas principais alterações propostas são a extinção das doações de pessoas jurídicas, e restrições às feitas por pessoas físicas para campanhas; e a realização de eleições proporcionais (para vereadores e deputados) em dois turnos, onde no primeiro os eleitores votariam nos partidos e, no segundo, nos candidatos. Isso, segundo os autores, representaria redução dos custos e maior transparência no processo eleitoral, fortalecimento dos partidos e suas ideias programáticas, e a eliminação do clientelismo e "da nefasta influência do poder econômico nas eleições".
A ideia é não só para transformar a proposta em projeto de lei, como aconteceu com a Lei Complementar 135/2010 (Ficha Limpa), mas sancioná-lo a tempo para que as novas regras incidam sobre a eleição de 2014. "O sistema político brasileiro está tão defasado que não é justo para o Brasil passar por outra eleição com estes moldes", disse o juiz Márlon Reis, cofundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).
A campanha pode ganhar força num momento de grande pressão popular. No pronunciamento que fez em cadeia de rádio e TV na sexta-feira, 21, Dilma disse que quer contribuir para a construção de uma "ampla e profunda" reforma política.
A meta da campanha é recolher 1,5 milhão de assinaturas num prazo de 30 dias. O número equivale a 1% do eleitorado brasileiro, mínimo necessário para dar início à tramitação do projeto, que deve estar aprovado, sancionado e publicado no Diário Oficial até a data limite de 5 de outubro, exatamente um ano antes das eleições.
Márlon Reis considera o prazo possível. "Na lei contra a compra de votos, todo o processo, desde o início da coleta de assinaturas até a publicação no Diário Oficial, durou 32 dias", disse.
Baratear. Além da extinção do financiamento de campanhas por empresas, o projeto prevê um teto máximo para doações feitas por pessoas físicas de um salário mínimo por doador. "A ideia baratear as campanhas, pulverizar as doações e impedir que um grande financiador seja o dono do mandato", disse Reis. Ele ressalta que as doações seriam feitas ao partido e não mais ao candidato, como é possível atualmente.
A adoção do que os autores chamam de "voto transparente" também representaria o barateamento do sistema eleitoral, segundo o promotor de Justiça Edson de Resende Castro, membro do MCCE e coautor da minuta do projeto.
Na eleição em dois turnos, o primeiro serviria para a definição da quantidade de cadeiras que ocupará cada partido na legislatura seguinte. Os eleitores votariam nos partidos e não em candidatos, que não poderão participar da campanha nesta fase. Quanto mais votos receber uma legenda, mais cadeiras ocupará no Legislativo.
"Com três meses de campanha no horário gratuito de rádio e TV, as campanhas seriam mais programáticas porque os partidos não teriam outra alternativa senão apresentar e discutir propostas", disse. "O sistema atual não valoriza os partidos." Definida a quantidade de vagas a serem ocupadas por cada legenda, os partidos apresentariam a lista de seus candidatos.
Assim, segundo Castro, seria reduzida em cerca de 70% a quantidade de candidatos ao Legislativo, o que daria maior representatividade aos eleitos.
mudança!!!
Na internet, atos mobilizam 136 milhões
Entre os dias 13 e 21 deste mês, foram mais de 2 milhões de citações sobre protestos contra 214 mil sobre a Copa das Confederações
SÃO PAULO – O escritório do consultor de vendas e ativista online Lúcio Amorim fica em posição privilegiada, no 18.º andar de um prédio na Avenida Rio Branco, no centro do Rio. Na noite de segunda-feira passada, uma das principais vias da cidade estava tomada por milhares de pessoas. “Quando vi que estava muito maior que qualquer coisa que já tinha visto, preferi esperar só para fazer este registro histórico”, disse. O resultado foi um vídeo de seis segundos, registrando a passeata de ponta a ponta, transmitido pelo aplicativo de vídeos criado pelo Twitter chamado Vine.
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Rapidamente, o vídeo virou hit na internet e se tornou uma das imagens mais divulgadas dos protestos no Rio. Foi transmitido pelo Wall Street Journal, pela emissora canadense CNBC e pela britânica BBC, que entrevistou Amorim.
É um exemplo de como os protestos das últimas duas semanas consolidaram a importância da internet e das redes sociais como ferramentas de comunicação no País. Muitos recorreram aos serviços para se informar, a partir de relatos no Twitter e no Facebook. Vídeos como o de Amorim simbolizaram os eventos tanto ou mais do que as imagens feitas por redes de televisão.
O fluxo paralelo de informação possibilitou fazer comparações com as versões das autoridades. “Muitos representantes do poder não são atualizados sobre as ferramentas,” disse a jornalista e blogueira Sam Shiraishi, especializada em ativismo social.
Um exemplo foi o vídeo amador que mostra um policial quebrando o vidro de uma viatura, sugerindo tentativa de forjar uma ação de vandalismo. “A violência que se viu na quinta-feira (dia 13) foi em grande parte desmascarada por esses vídeos”, diz o professor Pablo Ortellado, do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação da Universidade de São Paulo (USP).
Audiência.
Na terça-feira passada, durante as horas mais tensas do confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque na Rua Augusta, em São Paulo, a única transmissão ao vivo ficou a cargo do canal online PosTV, com imagens feitas por um iPhone. A exclusividade da cobertura se refletiu nos acessos, que chegaram a 180 mil. O link da transmissão foi compartilhado à exaustão – incluindo pelo jornalista Jorge Pontual, da TV Globo, que elogiou a transmissão no Twitter.
O jornalista Bruno Torturra, da PosTV, diz que a rede veio ocupar um espaço vago. “A gente fez o que se espera que a imprensa faça no mundo conectado das redes.”
O uso das mídias sociais no País tem números grandes e as redes sociais são cada vez mais acessadas na rua, graças ao avanço dos smartphones, que deverão ser 50% dos aparelhos celulares neste ano. De acordo com monitoramento da empresa Scup, publicações sobre os protestos impactaram mais de 136 milhões de pessoas nas redes sociais. Entre 13 e 21 de junho, foram mais de 2 milhões de menções no Facebook, Twitter e YouTube e Google. No mesmo período, a Copa das Confederações teve 214 mil menções. O monitoramento foi feito com base em palavras-chave como #passe livre, #vemprarua e #ogiganteacordou – são as hashtags.
Para Ortellado, no entanto, as ferramentas também servem para repercutir discursos preestabelecidos. “Na rua, vemos uma difusão de pautas. A internet responde com um novo significado o que aparece nos meios de comunicação. Estamos vendo uma espécie de guerra simbólica.”
A jornalista Sam Shiraishi ainda vê uma falta de maturidade política nas redes. “Uma rede como o Facebook favorece a confiança no que os amigos falam, na curadoria de conteúdo deles. Passa-se para frente coisas que nem se leu direito.”
Para Iran Giusti, do grupo Mobilizados, criado no Facebook, as ferramentas digitais podem extrapolar o “ativismo de sofá” e unir pessoas em torno de objetivos. “Estávamos nas ruas e a pergunta era como chamar mais gente. Não somos da turma ‘sai do Facebook’. Somos da turma ‘use o Facebook para fazer coisas reais’.”
Novos protestos terça em Sao Paulo
MPL marca novo protesto para terça-feira em SP
O Movimento Passe Livre (MPL) de São Paulo realiza hoje, às 14h, três encontros abertos para apresentar o movimento e discutir o sistema de transportes. As reuniões ocorrerão na Quadra dos Metroviários, na subsede Santo Amaro do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e no Espaço Contraponto.
Após anunciar, na última sexta-feira (21), que não convocaria mais protestos na capital paulista, o MPL divulgou em sua página, no Facebook, apoio à manifestação do grupo Periferia Ativa "Comunidade em Luta" e do Movimento Trabalhadores Sem Teto. O protesto está marcado para terça-feira (25), com concentração no metrô Capão Redondo e no Largo do Campo Limpo, às 7h.
Em texto publicado na rede social, o MPL informa que defende a desmilitarização da polícia, melhorias na saúde e na educação, controle sobre o valor dos alugueis, tarifa zero para o transporte público e redução do custo de vida.
vai trouxa
Em carta aberta, Romário rebate críticas de Ronaldo
A polêmica envolvendo Romário e Ronaldo está longe de ter um fim. Na manhã deste domingo, o ex-atacante do Flamengo e seleção brasileira, por meio de uma carta aberta publicada no Facebook, criticou o membro mais ilustre do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Logo no começo do texto, Romário nega estar se aproveitando das manifestações populares que assolaram o Brasil nas últimas semanas e ressaltou seus trabalhos na Câmara dos Deputados.
"Uma coisa que você (Ronaldo) não deve saber é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei todas as cidades-sedes para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas. Fica a cargo do Executivo dar a canetada final", disparou Romário.
A polêmica entre os dois ex-jogadores começou com a publicação de um vídeo de 2011, onde Ronaldo disse que "não se faz Copa do Mundo com hospitais". Romário criticou o ex-companheiro de seleção brasileira, que revidou em entrevista coletiva concedida no último sábado afirmando que "não adianta só apontar o dedo, tem que fazer alguma coisa".
Dentre vários pontos, Romário destacou a tentativa de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF e as negociações para flexibilizar a Lei Geral da Copa, sugerindo que a Fifa deixasse 10% do lucro da Copa do Mundo para investimento "no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência". Por último, o ex-jogador cobrou os 32 mil ingressos prometidos pelo COL para pessoas de baixa renda com deficiência.
"Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência de baixa renda", finalizou.
Confira a carta aberta na íntegra:
Carta aberta ao Ronaldo:
Ronaldo, meu camarada
Se tem alguém se aproveitando dessa situação de indignação popular, certamente, não sou eu. Desde 2011, quando assumi meu mandato, tenho me informado sobre tudo que acontece no Brasil na área de esporte para contribuir com minha experiência. O primeiro impacto negativo que tive foi a Lei Geral da Copa, que dava poderes excessivos à FIFA. Trabalhei junto com outros deputados para tornar aquele texto mais favorável ao Brasil. Em um dos artigos, por exemplo, sugeri que a FIFA deixasse no Brasil 10% do seu lucro, de R$ 4 bilhões, para investimento no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência. Entre outros projetos que você, certamente, pode conferir posteriormente.
Como você também deve saber, estou tentando instalar um CPI da CBF na Câmara, para que possamos por fim aos desmandos daquela instituição e resgatar a verdadeira função do futebol, que é fortalecer este esporte tão amado por mim, por você e por milhões de brasileiros.
Uma coisa que você não deve saber, é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei TODAS as cidades-sedes para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas, fica a cargo do Executivo dar a canetada final.
Para finalizar, parceiro, não é só governo que contribui com o bem da população de seu país, empresários e cidadãos bem intencionados também compartilham desta inestimável generosidade.
Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência e de baixa renda.
Com apreço,
Romário
sábado, 22 de junho de 2013
uhuuu!!!
Protestos podem evitar redução de penas de condenados no mensalão, dizem defesas
Advogados teme que pressão popular influencie decisão de ministros
As repercussões das manifestações que tomam as ruas de vários Estados, tendo como uma das bandeiras o combate à corrupção, passaram a ser vistas por advogados que atuam no processo do mensalão como uma pressão em potencial ao STF (Supremo Tribunal Federal) para a manutenção das penas dos condenados.
O jornal O Estado de S.Paulo ouviu nos últimos dois dias cinco advogados de réus do mensalão. A possibilidade de redução das penas, livrando alguns dos principais réus do regime fechado, e as chances de novo julgamento para alguns dos condenados poderiam transferir o palco dos protestos para a porta do Supremo. Internamente, ministros contrários à revisão das penas já antecipam, em conversas reservadas, que a redução das punições e o adiamento da conclusão do processo para 2014 não serão bem recebidos pela opinião pública.
Entre os ministros, é dado como certa a possibilidade de novo julgamento para parte dos condenados, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu — apontado como mentor do esquema do mensalão. Da mesma forma, vários ministros consideram que o tribunal terá de acolher parte dos recursos movidos pelos réus, o que também poderia acarretar a redução das penas impostas no ano passado. O julgamento dos primeiros recursos dos réus está previsto para o segundo semestre, conforme anunciado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Advogados que recentemente despacharam com ministros do Supremo afirmam que a tendência hoje no tribunal é corrigir eventuais erros cometidos no julgamento e baixar as penas impostas a alguns réus. Conforme a defesa, o tribunal falhou ao buscar um critério para calcular as penas de forma isonômica.
Além disso, os advogados dizem confiar que em novo julgamento os ministros poderiam reverter a condenação de parte dos réus pelo crime de formação de quadrilha. Essa decisão poderia livrar o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de cumprirem parte da pena em regime fechado.
Entretanto, a possibilidade de as manifestações perdurarem até o segundo semestre, admitem alguns defensores, poderia interferir no resultado do julgamento. Um dos advogados, que se diz mais pessimista, afirma que manifestantes não receberiam bem a redução de penas ou o cumprimento em regime semiaberto.
Novos ministros
Mas os efeitos de eventuais pressões dependeriam mais dos ministros do que da intensidade das manifestações. Os ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, que não participaram do julgamento no ano passado, poderão fazer a diferença nesta nova fase do processo.
Barroso já afirmou na sabatina a que foi submetido no Senado e em entrevista que o julgamento do mensalão foi um "ponto fora da curva" e que o Supremo Tribunal Federal endureceu sua jurisprudência ao julgar os acusados de participação no mensalão. Em razão dessa avaliação, os advogados esperam que Barroso possa votar de forma menos severa.
Os defensores confiam ainda que Teori Zavascki, por seu perfil mais legalista, poderia corrigir os erros que eles argumentam ter o Supremo cometido na condenação de certos réus.
assim ja e demais
Após recusar pedido de casamento, atriz é atacada com ácido no Paquistão
Ataques do gênero são frequentes no país, onde mulheres sofrem grande discriminação
Uma jovem atriz de cinema foi atacada com ácido na madrugada deste sábado (22) por seu produtor no noroeste do Paquistão, após rejeitar uma proposta de casamento do agressor.
Shazia Aziz, conhecida artisticamente como Bushra, se encontrava em sua residência da cidade de Nowshera, na província de Khyber-Pakhtunkhwa, quando sofreu o ataque, segundo o jornal Dawn.
O agressor, identificado como Shaukat, fugiu após cometer o crime, enquanto a vítima foi internada no hospital Lady Reading da capital provincial, Peshawar. A mãe e um irmão de Bushra também sofreram ferimentos leves ao tentar proteger a atriz, conhecida localmente por suas interpretações em filmes, séries e peças de teatro.
Os ataques com ácido contra mulheres, frequentemente enquadrados dentro dos chamados crimes de honra, são frequentes no Paquistão, onde sofrem grande discriminação em todas as esferas da sociedade
la pode
Equador aprova porte de drogas para consumo pessoal
O Equador autorizou nesta sexta-feira o porte de drogas para consumo pessoal. A medida foi publicada no Diário Oficial equatoriano.
A partir de hoje, o porte de maconha, cocaína, heroína, ecstasy e anfetaminas em pequenas quantidades estabelecidas em lei não será mais alvo de punição pela polícia nem pelo sistema judiciário.
Os limites máximos de porte são de 10 gramas para maconha, 2 gramas para pasta-base de cocaína, 1 grama para cloridrato de cocaína, 0,01 grama para heroína, 0,01 grama para ecstasy e 0,04 grama para anfetaminas.
Na véspera, o procurador-geral Diego García enfatizou que "a constituição e a lei permitem ou consideram que não é crime o consumo" e que "o que está sujeito a punição é o cultivo, o tráfico e a venda, seja em quantidades pequenas ou elevadas". Fonte: Associated Press.
fazer o que ne
Brad Pitt cancela vinda ao Brasil
Embora a Paramount não tenha emitido uma nota oficial, a Febre, assessoria que monitorava a vinda de Brad Pitt ao Brasil, comunicou aos jornalistas que deveriam participar do tapete vermelho do filme Guerra Mundial Z na segunda-feira, 24, à noite, no Rio, o seguinte. Por conta do momento vivido pelo País, a empresa não se sentia confortável promovendo um evento festivo do porte que deveria ter a pré-estreia. A vinda do marido de Angelina Jolie, portanto, está cancelada.
mudaram de ideia
MPL volta atrás e remarca manifestação em Salvador neste sábado
Percurso do protesto, no entanto, não envolverá a Arena Fonte Nova, onde ocorrerá a partida entre Brasil e Itália
Pouco mais de uma hora depois de anunciar, por meio das mídias sociais, que não promoveria uma manifestação neste sábado, em Salvador, o Movimento Passe Livre (MPL) voltou atrás e agendou uma caminhada, amanhã. O trajeto previsto, porém, não envolverá a Arena Fonte Nova, onde ocorre, às 16 horas, a partida entre Brasil e Itália.
Segundo a página do grupo no Facebook, o trajeto para a manifestação será entre a Praça do Campo Grande - mesmo local usado pelo grupo para fazer a concentração da manifestação na quinta-feira - e o Iguatemi, local no qual houve uma passeata na segunda-feira. Pelo menos outras três manifestações estão sendo organizadas, por meio das mídias sociais, na cidade.
O governador Jaques Wagner lamentou a depredação dos protestos da quinta-feira e os confrontos entre PMs e manifestantes, mas defendeu a ação da polícia e prometeu reforçar a segurança na cidade, em especial nos arredores do estádio. "Nossa polícia é altamente experimentada na atuação em grandes eventos, nosso carnaval é muito elogiado, no mundo, por isso", argumentou.
O saldo dos confrontos e dos atos de vandalismo foi de dois policiais e 44 civis feridos, entre eles um homem baleado e uma mulher com uma fratura na perna. Três ônibus foram incendiados, outros três (entre eles dois que serviam à comitiva da Fifa) apedrejados, quatro viaturas da Polícia Civil e dois carros de passeio danificados. Três agências bancárias e cinco lojas tiveram fachadas quebradas - uma delas foi saqueada. Dezenas de equipamentos públicos, como pontos de ônibus, banheiros químicos, telefones públicos, placas de sinalização de trânsito e lixeiras) foram depredados.
Por outro lado, Wagner prometeu investigar "todas as acusações de abuso" por parte da força policial. Vídeos registrados pela população e divulgados na internet mostram, por exemplo, um policial militar atirando para o alto, no meio dos manifestantes, de dentro de um carro do governo do Estado. "Já identificamos o veículo, que estava sendo usado pela PM, e vamos identificar os ocupantes", prometeu.
'Quebra-quebra é contra a democracia'. Em seu primeiro pronunciamento após o confronto de quinta-feira, o governador cobrou foco nos protestos, afirmou que os atos violentos "atrapalham a democracia".
Wagner disse que "se empolga" com "o despertar para a cidadania da juventude", lembrou de manifestações das quais participou, quando era estudante e depois de ingressar no sindicalismo, mas cobrou uma pauta de reivindicações dos manifestantes.
"É preciso mostrar claramente quais são as reivindicações, para que possamos ir à mesa negociar", argumentou. "Para ir às ruas, a população precisa ter uma bandeira concreta para pressionar. Acho que o grito dessa manifestação foi 'melhora Brasil'. Esse grito já foi dado. Agora, precisamos das pautas."
Segundo o governador, a violência registrada nos confrontos põe em risco a proposta da manifestação. "Esse rio não corre para um caminho bom", avalia. "Quero fazer um apelo para esses jovens que despertam para a cidadania, para que as manifestações não sirvam de guarda-chuva para quem não tem apreço à democracia. Porque quem está lá para promover quebra-quebra está contra a democracia, que é nossa maior joia."
prejuizo?? e dai?
Prejuízo da suspensão dos grandes eventos no Brasil é de R$ 10 bilhões
Estimativa inclui quebra de acordos comerciais; rombo seria pago pelo governo
O esforço da Fifa e do governo em garantir a Copa das Confederações tem motivo: um prejuízo bilionário. A suspensão do torneio e, eventualmente, da Copa, deixaria um rombo de mais de R$ 10 bilhões, que seria bancado, em grande parte, pela União
A estimativa é de fontes da Fifa ouvidas pelo Estado, com base nos valores da seguradora Munich Re, a maior do mundo, contratada para garantir a Copa de 2010. Eventuais problemas em 2014 poderiam até superar a marca da África do Sul.
Esse valor incluiria o rompimento de contratos, a suspensão de serviços e o cancelamento de acordos de televisão e de marketing, além de infraestrutura. A previsão é de que a Copa consumiria investimentos de US$ 3,2 bilhões por parte da Fifa.
Pela Lei Geral da Copa, cabe à União bancar grande parte dos prejuízos da Fifa em caso de suspensão do evento. Mas o que mais assusta a entidade é que, se isso ocorrer, processos judiciais e disputas comerciais seriam lançadas.
Hoje, a realização da Copa do Mundo e da Copa das Confederações garante a existência de mais de mil contratos comerciais e de fornecimento entre a Fifa, o país-sede e os organizadores locais. Financeiramente, portanto, o evento já está amarrado ao País. Os contratos não seriam rompidos por problemas com estádios, por exemplo, mas em um momento de caos social, a situação é outra.
A possibilidade de rompimento, em condições normais, é considerada tão remota e os prejuízos, tão elevados, que a Fifa nem sequer tem um seguro que cobriria todo o evento. A estratégia adotada pela entidade desde 11 de setembro de 2001 foi o de criar um "colchão financeiro" que permita a ela sobreviver mesmo sem um Mundial, sua principal fonte de receita.
PATROCINADORES
Fontes na Fifa também dizem que patrocinadores estão preocupados com a repercussão negativa para suas marcas. Muitos prefeririam ver uma transferência da fase final da Copa das Confederações para outro país do que um desastre no Brasil.
Nos últimos dias, patrocinadores têm feito queixas à entidade por não dar garantias a seus convidados, um dos pontos centrais dos acordos. Operações de marketing foram canceladas e, segundo empresas, mesmo que o torneio chegue ao final, os prejuízos serão grandes.
Oficialmente, porém, as empresas se recusam a comentar os problemas. A Coca-Cola, em nota, afirmou que "os eventos vão colaborar para o desenvolvimento econômico e social do país" e que "manifestações públicas e pacíficas fazem parte do processo democrático".
Enquanto a Fifa faz suas contas, a ordem da cúpula da entidade é a de evitar as ruas e esconder qualquer sinal relacionado à organização. O Estado presenciou o momento em que funcionários do Copacabana Palace, quartel-general da entidade, foram instruídos a retirar bandeiras com o nome da Fifa dos mastros do hotel.
Publicamente, a Fifa faz uma verdadeira ofensiva para negar as informações que apontam para um possível cancelamento do torneio. Segundo a entidade, essa opção jamais foi debatida, mas a assessoria tem mentido sobre a realização de reuniões para tratar do assunto.
A Fifa reconhece, porém, que o presidente Joseph Blatter, agora na Turquia, tem sido informado sobre os últimos acontecimentos. A entidade insiste que a viagem estava planejada, mas o Estado apurou que o dirigente cancelou, de última hora, jantares com governadores nordestinos.
olha so quem fala
Manifestantes são bandidos, diz empresário que matou jovem em Ribeirão
Ele afirmou que deram pauladas no seu carro, se sentiu ameaçado e que não quer ser preso
Em entrevista ao portal G1, o empresário Alexsandro Ishisato de Azevedo, acusado de atropelar 12 pessoas e matar uma em Ribeirão Preto (SP) durante um protesto, disse que o grupo que fechava a avenida era formado por "bandidos". Ele alegou ter se sentido ameaçado e não informou quando irá se apresentar à polícia, mas afirmou estar arrependido
"Não era um monte de estudante de verdade, era um bando de bandidos. Só tinha bandidos", disse o motorista que teve sua prisão decretada pela Justiça. Segundo narrou, os manifestantes davam pauladas no carro e o xingavam. O veículo, que foi abandonado depois e está apreendido, não teria ficado amassado por ser blindado. Foram detectadas nele apenas pequenas avarias.
A entrevista foi concedida por telefone à EPTV Ribeirão Preto. "Qualquer um que passasse pelo que eu passei, faria a mesma coisa. Eu estou com um corte de cinco centímetros na cabeça e só não fui fazer exame de corpo de delito porque eles vão me prender", disse o acusado. Ele falou ainda que não quer ir para a cadeia porque não é bandido.
A versão do empresário, que é lutador de jiu-jitsu, contraria a dos manifestantes. Alguns pontos também não batem com as imagens gravadas no local. O rapaz morto, por exemplo, Marcos Delefrate, de 18 anos, era estudante do Senai, trabalhava, não tinha passagens pela polícia e, segundo amigos, não usava drogas.
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