terça-feira, 21 de maio de 2013
Microsoft lança o tao esperado videogame Xbox One
A Microsoft lançou nesta terça-feira, 21, o mais novo videogame da empresa, o Xbox One, na esperança de que a nova geração do seu console conseguirá manter uma base sólida de jogadores e se tornará uma central de entretenimento para a sala de estar.
A terceira geração do videogame da Microsoft, lançada oito anos depois do Xbox 360, foi revelada pelo chefe da divisão de games da empresa, Don Mattrick, em um evento da Microsoft realizado na sede da companhia próximo à cidade de Seattle. O Xbox One é o “sistema de entretenimento all-in-on (tudo em um) definitivo”, disse Mattrick.
O novo aparelho interage com a televisão do usuário, responde a comandos de voz e gestos, e inclui vídeo-chamadas do Skype.
Ele terá 8 gigabytes (GB) de memória, com um novo controle e uma nova versão do sensor de movimentos Kinect que agora reconhece também a voz do usuário.
O Xbox One vai competir com o Wii U, da Nintendo, que já está à venda, e com o PlayStation 4, que deve começar a ser vendido neste ano, por uma fatia do mercado de videogames que hoje movimenta US$ 65 bilhões por ano.
Mas a maior empresa de software do mundo também vê o novo aparelho como parte de um mercado de entretenimento ainda mais amplo na era dos smartphones e tablets e que pode concorrer ainda com outras empresas de tecnologia, como a Apple e o Google.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sera verdade?
Boato sobre Bolsa Família é 'desumano' e 'criminoso', diz Dilma
No Recife, presidente reafirmou manutenção do programa e destacou empenho da PF para descobrir de onde partiram informações sobre fim do pagamento do benefício
A presidente Dilma Rousseff classificou como 'desumano' a onda de boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, que provocou tumulto em agências da Caixa em ao menos dez Estados durante o fim de semana. "É algo absurdamente desumano. O autor desse boato é criminoso, por isso colocamos a Polícia Federal (PF) para descobrir a origem do boato", afirmou Dilma nesta segunda-feira, 20, em cerimônia de lançamento das operações do petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca, no Recife.
No evento, Dilma reafirmou a manutenção do programa. "O recurso será garantido enquanto for necessário e tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza", disse. "O compromisso com o Bolsa Família no meu governo é forte, profundo e definitivo, nós não abriremos mão do Bolsa Família, como não abriremos mão do nosso compromisso com conteúdo nacional para indústria naval", completou. O programa é
Apesar de o governo ter desmentido o fim do Bolsa Família, agências de cidades do Ceará e da Bahia ainda registraram procura acima da média nesta segunda por beneficiários do programa que tentavam sacar o dinheiro. A Polícia Federal investiga o caso, mas ainda não tem informações sobre a origem do episódio.
Era so o que faltava
Salinas lança cachaça artesanal inspirada na próxima edição do Rock in Rio
Produto será apresentado oficialmente nesta terça-feira, com outros itens licenciados com a marca do evento
Depois das empresas de cerveja, que intensificam as parcerias com bandas de rock, parece que chegou a vez das cachaças. A Salinas, uma das principais fabricantes artesanais da bebida, acaba de lançar a cachaça oficial do Rock in Rio.
De acordo com a fabricante, o maior festival de música do mundo - são 12 edições e mais de seis milhões de participantes -, inspirou a empresa a produzir a Edição Especial Rock in Rio.
Segundo a empresa fabricante, assim como o festival tem estilos para os mais variados públicos, a Seleta agrada diferentes paladares. A cachaça oficial do evento será apresentada na próxima terça-feira, dia 21 de maio, com os demais produtos do festival. O preço médio recomendado pelo fabricante é de R$ 26.
A Seleta é produzida na cidade de Salinas, em Minas Gerais. A região é famosa pelas cachaças que produz por conta das condições climáticas, água e solo para o cultivo da cana de açúcar.
A natureza e realmente fantastica
Urubu albino é atração em Tietê
Um perfeito urubu, mas todinho branco. É essa a descrição da ave que, nos últimos anos, tem aparecido num bairro rural de Tietê e já se tornou atração para os moradores.
Com pele e penas brancas, a ave contrasta com suas companheiras, todas bem pretinhas. A secretária Daniela Marson fotografou a aparição e postou na internet. Em pesquisas, ela descobriu que o urubu tem albinismo, anomalia causada pela ausência de melanina, o pigmento que dá coloração à parte externa da ave.
O urubu albino apareceu pela primeira vez há cerca de dez anos, mas ficou longo tempo sem reaparecer. De uns tempos para cá, tem sido visto com mais frequência na companhia de outros exemplares da espécie, todos de cor preta.
Ela conseguiu fazer fotos do grupo. Espécimes albinos costumam ocorrer na natureza. No caso dos urubus, pode surgir um exemplar a cada mil aves nascidas. Por não enxergar muito bem, eles se defendem dos predadores misturando-se aos bandos de cor normal da sua espécie.
domingo, 19 de maio de 2013
que vergonha ein...
Corregedor do Detran de RS é afastado após ser pego na Lei Seca
Anuar Corrêa de Mello se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi levado a uma delegacia, onde acabou sendo preso e liberado após pagar R$ 2 mil de fiança
O corregedor-geral do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Sul foi preso na madrugada deste sábado, 18, em Porto Alegre, suspeito de dirigir embriagado. Economista e funcionário de carreira da autarquia, Anuar Corrêa de Mello foi flagrado pela Brigada Militar por volta das 4h, no Morro Santa Tereza. Como se recusou a fazer o teste do bafômetro, ele foi levado a uma delegacia de polícia, onde acabou preso, mas liberado depois de pagar R$ 2 mil de fiança.
Neste sábado, a assessoria de imprensa do Detran informou que Mello será afastado de suas funções. Ele estava no cargo de corregedor-geral desde o fim do ano passado, e chefiava uma equipe encarregada por auditorias em empresas terceirizadas, prestadoras de serviços, como confecção de carteiras de habilitação e depósitos de veículos apreendidos.
O lado ruim...
Virada Cultural registra duas mortes e cinco pessoas baleadas
Evento registrou tumulto e arrastão; programação segue neste domingo
O primeiro dia da Virada Cultural em São Paulo teve muitos shows, mas também morte e confusão. Um homem morreu após ser baleado na Avenida Rio Branco, centro de São Paulo, por volta das 5h deste domingo. No bairro Santa Cecília, um jovem de 19 anos foi encontrado morto durante a madrugada. Policiais que atenderam a ocorrência notaram que o jovem apresentava sinais de overdose.
Outras cinco pessoas foram alvo de disparos durante a madrugada. A Polícia Militar (PM) não informou as circunstâncias em que ocorreram os tiros. Um balanço parcial da PM contabiliza, ainda, 12 tumultos, entre brigas e arrastões. A polícia confirmou que algumas prisões foram efetuadas, mas não informou quantas.
Um princípio de arrastão provocou medo e correria por volta das 23h50 de sábado, na rua Quintino Bocaiuva com a Rua Direita. Alguns comerciantes fecharam as portas de seus estabelecimentos até que chegaram homens da polícia militar. A reportagem presenciou um jovem furtando um rapaz que estava à sua frente.
Mesmo com uma viatura a 200 metros da pista de reggae na Rua Conselheiro Nebias, um jovem apanhava de outros quatro enquanto a multidão dançava. O clima era tenso nestas proximidades da praça Princesa Isabel. Duas garotas também brigaram em frente aos mesmos policiais, que assistiram a tudo sem descruzar os braços. A Praça da República, um ponto as escuras, sofreu com brigas entre gangues rivais que saiam ou chegavam dos palcos do Arouche e da República.
Sem carteira. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi furtado durante o show de Daniela Mercury na Virada Cultural. Durante a apresentação da cantora baiana, ele perdeu a carteira e o celular e subiu no palco para pedir que devolvessem, pelo menos, seus documentos. Minutos depois do apelo, Suplicy recebeu seus documentos de volta. Ele também aproveitou para parabenizar Daniela por assumir sua homossexualidade.
Segundo dia. Os Racionais MC’s voltam a tocar na Virada Cultural às 15h deste domingo, seis anos após uma apresentação do grupo terminar em pancadaria e conflito entre público e policiais na Praça da Sé na Virada de 2007. Desta vez, a apresentação será em frente à estação Julio Prestes.
Comandados por Mano Brown, os Racionais sobem ao palco após a apresentação de Criolo, marcada para as 12h. O uruguaio Jorge Drexler é o último a tocar na Julio Prestes, a partir das 18h. Na Praça da República será possível assistir às apresentações de samba e pagode de Almir Guineto (14h), Jorge Aragão (16h) e Bira Presidente e Fundo de Quintal (18h).
Fafá de Belém vai cantar no Largo do Arouche às 17h. No palco 25 de Março, estão previstos os shows de Céu (16h) e Otto (18h). Fãs de comédia stand-up poderão ver os esquetes de Rafael Cortez a partir das 17h30 na Praça da Sé.
Quem quiser levar as crianças para a Virada poderá acompanhar a programação do palco montado na Estação da Luz: Pequeno Cidadão (14h), André Abujamra apresenta Arca de Noé (16h) e Bixiga 70 e convidados apresentam Saltimbancos (18h).
ferrou...
Coreia do Norte dispara novo míssil de curto alcance em direção ao Mar do Japão
Governo da Coreia do Sul condenou 'medidas provocadoras' e pede ao regime comunista desbloqueio do complexo industrial de Kaesong
A Coreia do Norte voltou a lançar neste domingo, 19, pelo segundo dia consecutivo, um míssil de curto alcance ao Mar do Leste (Mar do Japão) a partir de sua costa oriental, informaram fontes do Ministério de Defesa sul-coreano citadas pela agência 'Yonhap'.
Após o lançamento neste sábado, 18, de três mísseis guiados de curto alcance, o regime de Pyongyang fez hoje um novo lançamento, desta vez na direção norte.
"Depois de ontem, a Coreia do Norte lançou um míssil de curto alcance ao Mar do Leste", assegurou uma fonte da Defesa sem ser identificada.
Embora os lançamentos possam ser simplesmente exercícios rotineiros, é considerado um gesto beligerante por parte do regime de Pyongyang após um período de várias semanas nas quais notavelmente baixou o tom de sua última campanha de ameaças bélicas.
Reação - O Governo da Coreia do Sul condenou as que qualificou como "medidas provocadoras" da Coreia do Norte e pediu ao regime comunista que se comprometa ao diálogo para desbloquear o complexo industrial de Kaesong.
Em comunicado, Kim Hyung-souk, porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano, tachou como "deploráveis" as "medidas provocadoras" de Pyongyang e fez um apelo a suas autoridades para que "atuem de maneira responsável como parte da comunidade internacional".
A reação de Seul veio um dia depois que a Coreia do Norte lançou três mísseis guiados de curto alcance ao Mar do Leste (Mar do Japão) desde sua costa oriental.
Embora o lançamento possa ter sido simplesmente um exercício rotineiro, se considera o primeiro gesto beligerante por parte do regime de Pyongyang após um período de várias semanas nas quais rebaixou notavelmente o tom de sua última campanha de ameaças bélicas.
No comunicado, o porta-voz também responsabilizou o regime de Kim Jong-un da suspensão das operações do complexo intercoreano de Kaesong e criticou a Coreia do Norte por sua falta de vontade para resolver a situação.
sábado, 18 de maio de 2013
pra presidente do BRASIL,so falta UM PULO
Aécio assume PSDB e ataca fragilidades do governo Dilma
'Nunca se viu um nível tão ousado de aparelhamento e compadrio; este é um governo dos amigos, com os amigos, para os amigos e pelos amigos', acusou
Em um discurso de ataque à administração da presidente Dilma Rousseff e ao PT, o senador Aécio Neves (MG) assumiu neste sábado, 18, em convenção em Brasília, a presidência nacional do PSDB. Ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do ex-governador José Serra, Aécio fez um discurso de candidato e atacou as fragilidades do governo Dilma Rousseff, como a falta de infraestrutura, a volta da inflação, dos problemas da educação, saúde e segurança.
"O PT disse na propaganda que eles deram os primeiros passos, mas os primeiros passos foram dados ainda antes de nós, com a retomada da democracia, a retomada da estabilidade econômica e depois o início da transferência de renda. Tudo isso com a participação do PSDB", afirmou.
Aclamado pela militância como "futuro presidente da República", Aécio disse buscar inspiração nos legados de seu avô Tancredo Neves e de tucanos como Mário Covas e Fernando Henrique e Ruth Cardoso no momento em que se completa 20 anos da "maior transformação da história recente do País": o Plano Real. O tucano aproveitou para defender o governo de Fernando Henrique, atacou a usurpação de ideias do PSDB, como a estabilidade econômica e os programas de transferência de renda.
O tucano acusou os adversários de se esqueceram sua história, de se dedicarem a um projeto de poder. "Não queremos a hegemonia do que quer que seja", afirmou. Ele criticou sua relação com a base aliada, dando como exemplo o recente embate entre o Planalto e os aliados na Câmara dos Deputados. "Para que uma base paquidérmica? Para não fazer nada?". Aécio também atacou a relação do governo com o Supremo Tribunal Federal. "Nossos adversários veem atentando contra a democracia, querendo colocar o garrote no Supremo, cercear a imprensa e inibir a livre movimentação das forças partidárias". Aécio também defendeu a realização de reformas que o atual governo não fez.
Não faltaram críticas também à política de alianças do atual governo. "Nunca se viu antes na história do País um nível tão ousado de
aparelhamento e compadrio. Este é um governo dos amigos, com os amigos, para os amigos e pelos amigos", acusou. Aécio listou as obras inacabadas do governo. Sobre a Petrobras, Aécio apontou a má gestão, "a maior vítima do aparelhamento das empresas públicas empreendido pelo PT".
Relacionando o partido ao governo que atacou a hiperinflação, que criou a Lei de Responsabilidade Fiscal e que os primeiros programas de transferência de renda do governo federal, Aécio afagou seu rival José Serra e destacou seu trabalho à frente do Ministério da Saúde. O novo líder da sigla também defendeu as privatizações do governo FHC. "Garantimos a abertura da economia, com as privatizações. E abrimos as portas do mercado de consumo a milhões de brasileiros", afirmou.
Em seu discurso, Aécio também focou "nos mais pobres". "Queremos que o cartão do Bolsa Família seja um passaporte para o futuro, não um documento aprisionado ao presente", atacou. "Está na hora de mudar o slogan do governo que diz: 'País rico é país sem pobreza'.O correto seria: 'País rico é país com educação'", emendou. Ele cobrou educação e Saúde de qualidade. Aécio também criticou a atuação do governo Dilma na área da segurança pública. "Chega de remendos, de improvisos, de omissões", afirmou.
União. Durante o evento, que teve o tom de lançamento de campanha presidencial, os tucanos falaram em esgotamento do projeto atual do PT, defenderam a ética na política e pregaram a união do partido em torno de Aécio. "A união é fundamental. Nosso grupo tem que se unir e propor", afirmou o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. O discurso foi seguido pelo governador de Goiás, Marconi Perillo. "Vamos provar para o Brasil que somos capazes, que somos competentes, que temos espírito publico, que sabemos administrar o dinheiro público com parcimônia", defendeu o tucano, que chamou, em várias ocasiões, o ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva de "canalha".
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que discursou por mais de 20 minutos e acompanhou o evento ao lado de Aécio, pediu que o PSDB esteja mais próximo da população. "Temos de ouvir o País", recomendou.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sinalizou que os tucanos paulistas apoiarão o mineiro na sucessão presidencial de 2014. Em tom de brincadeira, Alckmin disse que em São Paulo ele (Alckmin) é "acusado de ser o paulista mais mineiro" do Estado e que Aécio é "injustamente" atacado por ser o mineiro "mais carioca". "Se precisar, ele (Aécio) vai ser o mais paulista dos mineiros", afirmou.
O ex-governador de São Paulo José Serra, que chegou na convenção do partido 10 minutos após Aécio, discursou por quase 15 minutos e disse que nunca colocou a paixão à frente da razão em suas decisões políticas. "Com os olhos em 2014 e no futuro do Brasil, continuarei a atuar em favor da unidade das oposições e de quantos entendam que é chegada a hora de dar um basta à incompetência orgulhosa", disparou o tucano, que focou sua fala em críticas ao PT.
"O PT se mostrou incapaz de construir uma economia que possa crescer de maneira sustentável. Ao final do decênio petista, a realidade é o baixo investimento, as obras cada vez mais lentas e cada vez mais caras. O déficit externo crescente, a subida da inflação, a responsabilidade fiscal em risco, a deterioração da infraestrutura, a perda de competitividade e a desindustrialização", observou. Ele afirmou também que "a pior privatização que poderia ocorrer é a privatização do Estado" e defendeu a "reestatização do Estado brasileiro. " Vamos buscar convergência, não apenas no PSDB, mas com todos que estejam dispostos a marchar pela decência, liberdade, justiça."
E quem salvou o Jorge??
'Salve Jorge' sai de cena com o pior ibope das 9
Trama de Glória Perez terminou ontem, sem fazer sombra a 'Avenida Brasil'
Salve Jorge saiu de cena ontem como o pior ibope já registrado no histórico do horário das 21 h da Globo na Grande São Paulo, onde cada ponto equivale a 62 mil domicílios com TV. Livrou do recorde negativo a novela Passione, de Silvio de Abreu, que teve saldo de 35 pontos. A considerar as duas últimas ocupantes do horário, Avenida Brasil e Fina Estampa, o enredo encabeçado pela heroína do Complexo do Alemão, a brava Morena (Nanda Costa) perdeu 400 mil residências para a plateia da Globo na região que concentra o maior investimento publicitário do País.
Mas, se pouco importa o que será da vilã Lívia (Cláudia Raia) ou do casal de mocinhos, Théo (Rodrigo Lombardi) - que ganhou o pejorativo apelido de 'Pasthéo' - e Nanda, Salve Jorge fez a diversão dos tuiteiros na segunda tela, com erros de continuidade e falta de lógica.
Nunca houve diálogo tão instantâneo entre autor e público, visto que Glória Perez, criadora da história e compulsiva tuiteira, respondia no mesmo momento, pela rede de microblogs, a acusações de incoerência desfiladas por sua novela. Quando Rachel (Ana Beatriz Nogueira) foi vítima da implacável seringa envenenada de Lívia (Cláudia Raia), houve quem protestasse contra a falta de câmeras no ostensivo hotel onde a cena do crime se passou. Ao que Glória, imediatamente, justificou: Lívia tem seus aliados no estabelecimento. O Estado tentou ouvir a autora sobre essa experiência de falar diretamente com o público, diariamente, mas não obteve resposta.
Nada disso, no entanto, tira da novela o mérito de ter levado a questão do tráfico humano a proporções que só uma novela alcança - ainda que a audiência não se aproxime dos bons êxitos do horário, 35 pontos porcentuais diários durante seis meses representam um público e tanto. O pico de audiência (47 pontos) foi registrado no capítulo em que Nanda surrou Lívia, apesar da diferença evidente de tamanho entre as duas atrizes, há coisa de duas semanas.
Após duas novelas com ponte aérea fora da a realidade - Marrocos, em O Clone, e Índia, em Caminho das Índias -, Glória Perez não conseguiu embarcar com o mesmo êxito seu público para a Turquia. Salve Jorge deve encerrar a trilogia de novelas do gênero, marcado pela presença de glossário de expressões locais e coreografia característica do destino abordado. A trama que se encerra valeu mais pelo Complexo do Alemão cenográfico, onde a emissora pode cumprir parte de seus anseios em encontrar a nova classe C.
Já o elenco, com quase 90 atores, desperdiçou gente. André Gonçalves sumiu de cena e nomes como Stênio Garcia, Cristiana Oliveira, Narjara Turetta e Otaviano Costa passaram longa temporada fora da tela.
boa pedida!!!!
E do húmus vem a flor
Espetáculo inédito marca o lançamento da nova companhia do multiartista Antonio Nóbrega
Estreiou ontem (17), às 21 h, no Auditório Ibirapuera, mas, na verdade, ele vem estreando desde o momento em que trouxe a dança para a sua carreira de músico. Toninho Nóbrega lança a sua companhia de 13 bailarinos com uma nova criação, Humus, que será apresentada em quatro espetáculos: sexta e sábado, às 21 h, e no domingo às 11 h e às 19 h. A assistência de direção artística é de Luciano Fagundes, os figurinos são assinados por Eveline Borges e a trilha sonora reúne Bach, Siba, Antônio José Madureira, Leonardo Gorosito, Spok, Chico Buarque, Edson Alves e José Alves Sobrinho.
São 40 anos de dedicação às mais variadas manifestações da cultura popular do Brasil, que ele foi tecendo com informações vindas de outras danças. Dessas misturas foram brotando Reino do Meio-Dia (1989), Figural (1990), Passo (2008), Naturalmente (2009), e agora, Humus (2013).
A companhia nasceu de uma seleção de 20 bailarinos, realizada há um ano e meio para o Brincante, longa que Walter Carvalho está agora finalizando. Eles ensaiaram cinco meses com Toninho e, desse convívio, 13 vieram compor a companhia.
Em entrevista ao Estado, ele conta a sua maior preocupação: "Foi um desafio muito grande porque mais do que a construção do espetáculo, o principal era como fazê-los acessar um material que tinha vindo da relação direta com os artistas populares e, para eles, éramos nós, que já temos esse material traduzido em nossos corpos, que passávamos a informação. Cada um deles com história e marcas diferentes e precisando assimilar não somente o material, mas também o seu temperamento".
Toninho Nóbrega tem noção de que sua preocupação expressa a impossibilidade de vincular a dança que quer fazer a um contato com suas fontes primevas. "Seria como exigir que um bailarino clássico viajasse um século ou dois para trás." Cuidou, então, do que chama de 'temperamento'. "Tentei formular um léxico versátil, realizando uma grande triagem vocabular em todos esses anos de pesquisa, buscando sobretudo o temperamento, a maneira como o movimento é conduzido. Acredito que temos um temperamento pela nossa maneira como o Brasil se constituiu como cultura e isso tem uma marca no modo de se sentir e estar no mundo."
Humus tem três momentos - Semeando, Fertilizando e Florescendo -, mas talvez nós não os identifiquemos. "Não acho importante que o público perceba o conjunto de coreografias que compõe cada um deles. A novidade não está aí, mesmo porque a estrutura do espetáculo é bem convencional, mas sim na tentativa de deslocar os nichos onde estão o contemporâneo e o popular. Nessa via comum que proponho, nessa região limítrofe entre os dois, é que coloquei a minha dança, a das matrizes que venho tentando aprofundar. São 4, 5 séculos de decantação produzindo um léxico muito rico."
O futuro da companhia, como de toda a dança profissional em nosso país, é ainda incerto porque, para levá-la adiante, será necessário financiamento. Segundo ele, a companhia vai apontar muitas direções em relação ao seu trabalho.
"Desde o que apresentei no Carlton Dance (refere-se ao 'Reino do Meio-Dia', de 1989), tenho feito a mesma coisa, só que a cada vez tento fazer de maneira nova, incorporando alguma coisinha. Não sinto que cheguei e nem sei se se chega a um lugar confortável, porque a vitalidade da arte é tecida pelo dissolver para avançar, mas não no sentido de uma destruição suicida, e sim no do novo que surge do que você já fez."
Na dança, essa tem sido a sua ignição e é a mesma que o leva a dizer que depois do rico um ano e meio que dedicou à companhia, pensa em escrever um trabalho sobre as conclusões que apareceram em Humus. 25 anos depois da sua experiência como professor universitário na Unicamp, Toninho Nóbrega volta a pensar no ambiente acadêmico: "Quem sabe alguma universidade tenha interesse em acolher esse meu novo projeto?".
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Uma "MIERDA" mesmo
Venezuela tenta suprir demanda de papel higiênico
Após uma reunião entre o presidente executivo da Alimentos Polar, Lorenzo Mendoza, e o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para tentar reduzir a crise desabastecimento, o governo da Venezuela anunciou ontem a importação de 50 milhões de rolos de papel higiênico para "saturar" o mercado - e combater o que o ministro do Comércio, Alejandro Fleming, qualificou de "campanha midiática" de que há escassez do produto.
Fleming admitiu, porém, que há uma "superdemanda" pelo produto, afirmando que a Venezuela consome 125 milhões de rolos de papel higiênico mensalmente e precisaria de outros 40 milhões para suprir a atual falta.
Já do encontro entre Maduro com o administrador da Polar, cujo conglomerado é o maior grupo empresarial privado da Venezuela, resultou o compromisso do governo de garantir o fornecimento de milho importado à companhia, para o processamento do produto em farinha - base da dieta dos venezuelanos. No encontro, com a presença de vários membros do Executivo, foi discutido o combate à escassez alimentar na Venezuela - que, no começo do ano, atingia 32,5% dos produtos de primeira necessidade, segundo o instituto de pesquisas Datanálisis. No mês passado, esse índice era de 21,3%.
"Tivemos um diálogo franco e aberto", disse Mendoza à estatal VTV, afirmando que o desabastecimento ocorre, em parte, pela "altíssima politização" do assunto. "O acordo principal é não politizar o tema econômico e alimentar."
O empresário garantiu às autoridades venezuelanas que a produção da Polar está no máximo da possibilidade. "O importante é que todas as empresas alimentícias produzam em plena capacidade. Trabalhamos com toda a matéria-prima disponível. O governo nacional garantiu o milho e o arroz de que precisaremos até que chegue a próxima colheita."
Na segunda-feira, ao chamar Mendoza publicamente para uma conversa, Maduro tinha responsabilizado a Polar pelo desabastecimento, afirmando que a empresa reduzia a produção e escondia produtos para acentuar a escassez nos últimos quatro anos, colaborando também para a alta da inflação.
O ministro das Finanças, Nelson Merentes, reconheceu ontem que será "difícil" cumprir a meta de inflação para este ano, entre 14% e 16% para 2013. Em 2012, ela ficou em 27,6%.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
se ferrou hahaha
Sentença do caso de Maurício Mattar pede para que filha volte a estudar e comece a trabalhar
A juíza de direito Claudia Caputo Bevilacqua Vieira que cuidou da sentença do caso da pensão alimentícia de Maurício Mattar e reduziu o valor pedido pela filha Petra, de 18 anos, disse que a jovem deveria voltar aos estudos e também poderia trabalhar para ajudar a complementar a renda.
O advogado de Mattar, Rogério Rayol, disse para o Virgula Famosos: “A sentença esclarece e pondera a necessidade de uma jovem sadia e bonita em estudar , voltando aos estudos e procurar, dentro de um prazo razoável ter sua própria vida financeira”.
Petra abandonou o terceiro ano do ensino médico e o pai terá que ajudar nos estudos, mas ela terá que voltar a estudar. Os autos dizem: “(...) Registre-se que a sua inércia injustificada poderá ensejar futuramente a exoneração da obrigação alimentar”.
E complementa: “(...) é saudável e apta para o trabalho, de modo que pode e deve contribuir para o próprio sustento, complementando a pensão recebida”.
Entenda o caso:
Na terça feira (14), na 11ª Vara da Família de São Paulo, a briga pelo valor da pensão chegou a um primeiro resultado: O valor foi reduzido. Os advogados de Petra podem recorrer ainda.
O advogado de defesa do ator disse ao Virgula: “Primeiro , a decisão aludida é referente a uma ação movida pelo meu constituinte em 2010 no foro de São Paulo na qual ele pedia a redução da pensão alimentícia. A juíza de direito, à época , negou o pedido de tutela antecipada,, ou seja , naquele momento entendeu que o Mauricio não tinha fornecido elementos suficientes para que fosse antecipado o seu pedido de redução e que , então , aguardasse o andamento normal do processo; em fevereiro de 2013 , diante de uma nova situação , qual seja , o Mauricio estava com oito meses de pensão em atraso e já havia uma audiência marcada no foro de São Paulo, no dia da referida audiência , houve um empenho de todos para que fosse celebrado um acordo. Não logramos êxito; no inicio da tarde de ontem , foi apresentada a sentença naquele processo e reduziu a pensão de R$ 11.384,00 para R$ 4.500,00, retroativos a 2010; assim, o que ela cobrava aqui no Rio de janeiro era R$ 110.000,00 e ficou reduzido para menos de 10% desse valor , por conta do fato de que durante o tempo em que o Mauricio ficou desempregado cedeu a locação de um imóvel para a filha e, obviamente esse aluguel tem de ser abatido do valor devido”.
não ao preconceito
No protesto do 'saiaço', alunos de Direito da USP vão às aulas vestidos de saias
Manifestação ocorre em apoio a estudante da USP Leste hostilizado por colegas por usar saias
Nem terno, nem gravata. Estudantes do tradicional curso de Direito da USP resolveram ir para a faculdade vestidos de saias, em sua maioria floridas. O protesto, prometido desde a semana passada, ocorreu nesta quinta-feira (16) no Largo São Franscico, centro de São Paulo. A manifestação ocorre em apoio a um estudante da USP Leste que no final de abril foi hostilizado por colegas nas redes sociais por ter ido às aulas vestido de saia.
De acordo com estudantes, cerca de 30 pessoas participaram no final da manhã do protesto na Faculdade de Direito. Algumas alunas também manifestaram apoio à causa, utilizando acessórios masculinos. "É importantíssimo um protesto como esse. Hoje a saia entrou no lugar da calça, mas o blazer resolvi manter", diz Matias Vale, de 24 anos, aluno da SanFran - como é conhecida a instituição.
Para o estudante do 2º período da instituição, Matheus Ribas, o protesto visa a sinalizar de forma contrária as ofensas recebidas pelo estudante da USP Leste. "Sabemos que as ofensas têm traços de preconceito e são relacionadas à homofobia. É preciso reprimir posturas como essas", diz Ribas.
Segundo o calouro João Henrique D´Ottaviano Sette, de 18 anos, trata-se de um ato de solidariedade. "Estamos nada mais que manifestando nossa solidariedade ao colega da USP Leste", fala Sette.
O estudante, no entanto, acrescenta que é importante trazer temas como a intolerância para a discussão dentro da universidade. "Sabemos que se sairmos dos muros da faculdade com saias, seremos hostilizados pela sociedade e podemos até ser agredidos por isso", afirma Sette.
Conforme outro aluno, que preferiu não ser identificar, a opressão ainda é muito "grande" não apenas na sociedade como dentro da própria universidade. "As pessoas precisam se dá conta que roupa não tem gênero. Nem reflete comportamentos tão estritos. Infelizmente aqui na faculdade ainda há muita opressão também", diz o jovem.
De acordo com o médico e sexólogo Amaury Mendes Júnior, delegado regional da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, é preciso olhar "com cuidado" o acontecimento.
"É lamentável que em pleno século 21, estudantes sofrerem algum tipo de sanção pelo simples fato de estarem vestindo roupas não convencionais. Esse protesto ataca a questão da sexualidade e vai contra os padrões normativos da maioria", fala Mendes Júnior.
Estudantes de outros cursos da USP prometem ampliar o protesto na noite desta quinta. Tanto na São Franscico, quanto no câmpus da zona leste e na Cidade Universitária.
Entenda o caso
No dia 24 de abril, Vitor Pereira, estudante do curso de têxtil e moda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP, localizada na zona leste, resolveu ir pras aulas vestido de forma diferente.
"A minha intenção não foi ir de saias para 'causar'. Fiquei até nervoso no caminho de casa até à faculdade, já que uso dois ônibus para ir até a Each", diz Pereira, de 20 anos.
Além de ter uma família conservadora, ele se dispôs a enfrentar olhares de desaprovação também na rua. "As pessoas olham bastante. Tem gente fica encarando o tempo todo. E de vez em quando sempre escuto um 'veado' na rua. Mas consigo lidar com isso isso", afirma Vitor.
A sua iniciativa também causou resistência entre colegas da universidade. "Com estudantes do meu curso de moda não tive muito problema, já que desde 2005 alguns colegas já vieram de saias, mas recebi agressões anônimas pesadas pelo Facebook", fala Pereira.
Agressões que para não encontram eco dentro de sua visão de mundo. "Desde pequeno, nunca vi diferença entre roupa de homem e de mulher. Como tenho pernas mais grossas que a cintura resolvi experimentar a saia", fala Vitor. E o resultado da experimentação não poderia ser melhor. "Com as saias, me sinto mais confortável e fresco. Ela me deixa mais livre", fala.
Inspiração
Como bom estudante de moda, o jovem utiliza tem como principal fonte de inspiração o estilista francês Yves Saint Laurent. No Brasil, não faltam elogios ao mineiro João Pimenta. "O Pimenta faz saias incríveis, mas infelizmente não tenho dinheiro para comprá-las", brinca.
Mas se o dinheiro é curto, a criatividade é ilimitada. "Já tô com umas ideias de confeccionar três modelos de saias inspiradas no Pimenta. Tenho que produzí-las com a ajuda de uma costureira, já que em São Paulo, tem que ter sorte nos brechós para achar saias para homens", fala Vitor.
Contente com os elogios, o estilista mineiro João Pimenta, de 45 anos - morando em São Paulo há mais de 20 -, disse à reportagem que o seu trabalho com saias é de longa data.
"Eu já faço um trabalho com moda há 17 anos. Desde o primeiro desfile já apresentava a saia longa para meninos. Ela combina mais com o homem do que com mulher", fala Pimenta.
Para o estilista, a adequadação da saia ao homem se justifica pela forma física do usuário. "Os homens deveriam usar mais saias. Especialmente se for observado a questão física, o corpo se encaixa com a forma de construção da roupa", complementa.
Sobre as ofensas que estudantes que optam pelas saias poderiam receber ele é categórico. "O brasileiro acha que a roupa define muita coisa. A roupa não define opção sexual, ela expressa um estado de espírito", fala Pimenta.
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