domingo, 28 de abril de 2013
Brasil né...
Condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato e ocultação do corpo de Eliza Samudio, Marcos Aparecido dos Santos pode ficar atrás das grades em regime fechado até meados de 2018, segundo estimativas do promotor Henry Vasconcelos. O ex-policial está preso desde julho de 2010 e pode conseguir o benefício do regime semiaberto em cinco anos.
Os sete jurados consideraram todos os agravantes propostos, o que caracterizou a condenação por homicídio duplamente qualificado, com pena em regime fechado de 19 anos. Por ser crime hediondo, o tempo referente à prisão seria de sete anos. Bola pegou pena máxima para ocultação de cadáver - três anos, e deve cumprir seis meses em regime fechado. Seriam oito anos atrás das grades, mas Marcos Aparecido já cumpriu dois anos e nove meses de prisão preventiva pela morte de Eliza.
Henry Vasconcelos considera a pena satisfatória e não pretende recorrer.
— Era o esperado. A sentença foi plenamente adaptada a todos os parâmetros de justiça. Por isso, a promotoria não estará recorrendo.
Inconformada, a defesa de Bola constou na ata do júri a pretensão de recorrer e manteve a postura de negar o crime. Antes da leitura da sentença, o condenado ouviu do advogado Ércio Quaresma: "Sou seu amigo e vou continuar sendo".
— A defesa já manejou o recurso e esperamos daqui a dois ou três meses apresentar as razões. A certeza que temos é que desde o início o Marcos Aparecido negou a autoria. Na rua Araruama fato algum aconteceu. O jurado julgou sem conhecer a verdade. De uma hora para outra o promotor vislumbrou a participação de outras pessoas [os policiais Gilson Costa e José Lauriano]. E se um deles confessar o crime? Como fica meu cliente? Como ficam esses jurados?
O fim dado ao corpo de Eliza permanece um mistério. Para o MP, a expectativa de arrancar a confissão era pequena.
— Desejávamos que o corpo surgisse. Mas, considerando os antecedentes de Bola e seus comparsas, o corpo de Eliza foi destruído e é inacessível.
Já a advogada da mãe de Eliza, Maria Lúcia Borges, admite que Sônia de Fátima Moura queria uma pena mais severa e se decepcionou por não saber o que foi feito do corpo.
-— Eu a tinha preparado que dificilmente isso seria aberto neste julgamento.
Ela não é nenhuma santinha também...
Zubeidat Tsarnaeva, a mãe dos irmãos suspeitos dos atentados na Maratona de Boston, foi incluída em 2011 na mesma lista negra antiterrorismo nos Estados Unidos que seu filho mais velho, Tamerlan, informou neste sábado (27) o Wall Street Journal.
Zubeidat e Tamerlan, que morreu no último dia 19 após confronto com a polícia, foram incluídos juntos em uma lista de vigilância à qual podem acessar várias agências do governo americano, disseram funcionários estatais à publicação.
A lista provém de uma base dados conhecida na sigla em inglês como Tide, elaborada pelo Centro Nacional Antiterrorista, e contém os nomes de mais de 500 mil pessoas vigiadas por várias instituições de segurança dos EUA, como a CIA e o FBI.
Não está claro por que Zubeidat, que chegou aos EUA há uma década com seus filhos, foi colocada na lista junto com Tamerlan, considerado pelos investigadores como responsável de planejar os atentados em Boston.
Hospitalizado, pai dos irmãos Tsarnaev irá aos EUA quando se recuperar
O pai dos irmãos Tsarnaev, suspeitos do atentado em Boston de 15 de abril, disse neste domingo (28) que planejava viajar aos Estados Unidos neste fim de semana, mas foi obrigado a adiar sua viagem depois de ter sido hospitalizado na Rússia.
Anzor Tsarnaev saiu na sexta-feira (26) de Makhatchkala, capital da república russa do Daguestão, em direção a Moscou, para viajar aos Estados Unidos, mas precisou ser hospitalizado após um repentino aumento da pressão arterial, afirmou a agência Ria Novosti.
"Estou no hospital, mas não em Moscou", declarou Anzor Tsarnaev, negando-se a indicar em que cidade se encontrava.
"Devido à minha saúde, decidi adiar pelo momento minha viagem aos Estados Unidos", acrescentou.
O pai dos irmãos Tsarnaev declarou na quinta-feira (25) durante uma coletiva de imprensa na Rússia que desejava viajar aos Estados Unidos para "conhecer a verdade".
"Quero ver meu filho mais novo e enterrar meu filho mais velho", havia acrescentado Tsarnaev junto à sua esposa Zubeidat.
Esta última lançou fortes críticas ao governo dos Estados Unidos pela morte de seu filho mais velho, Tamerlan.
"Estava vivo! Que necessidade eles tinham de matá-lo? Por quê? Eles o capturaram vivo", disse.
Os pais dos suspeitos foram interrogados no Daguestão pelo FBI e pelos serviços secretos russos (FSB).
Anzor Tsarnaev, nascido no Quirguistão, ex-república soviética na Ásia Central, afirmou em diversas ocasiões que está convencido da inocência de seus filhos.
Os irmãos Tsarnaev, que viveram no Quirguistão e no Cáucaso russo, emigraram no início dos anos 2000 aos Estados Unidos junto aos seus pais, mas não romperam os vínculos com o Daguestão, de onde sua mãe é originária.
Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev são acusados do atentado que deixou três mortos e 264 feridos durante a maratona de Boston de 15 de abril.
Enquanto Tamerlan, de 26 anos, foi abatido, Dzhokhar, de 19, ficou gravemente ferido no dia 18 de abril quando foi detido em Watertown, no subúrbio de Boston, após uma impressionante operação policial.
O mais novo dos Tsarnaev foi transferido na sexta-feira a um centro médico penitenciário de Massachusetts.
e o fim das kombis
Um encontro em São Paulo reuniu dezenas de Volkswagen Kombi e deu início à despedida do veterano utilitário da marca. Fabricada no Brasil desde 1957, a Kombi sairá de linha no final deste ano devido à nova legislação, que obriga o uso de airbags e ABS em todos os veículos à venda no País.
O 2º Encontro de Kombis foi realizado na manhã deste domingo (28) na concessionária Caltabiano, na zona oeste de São Paulo
O encontro reuniu proprietários e fãs da Kombi, fabricada há mais de 56 anos sem alterações significativas
Dezenas de modelos participaram da exposição, que teve desde unidades impecáveis e restauradas até Kombis modificadas
Na exposição não podia faltar as famosas Kombis modificadas para o trabalho. O modelo da Volkswagen era o favorito de comerciantes de pastéis, cachorros-quentes e hambúrgueres até a década de 90, quando ocorreu a invasão dos utilitários asiáticos
Alguns rumores sobre a adaptação dos novos equipamentos de segurança na Kombi chegaram a circular, mas a Volkswagen optou por descontinuar o utilitário, que será substituído por sua versão moderna, a Transporter
Apesar de não contar com o mesmo número de fãs do Fusca (de onde foi originada), a Kombi conta com milhares de entusiastas pelo País
A Volkswagen Kombi manteve até sua configuração básica de motor boxer refrigerado a ar até 2005, quando ela recebeu um novo propulsor 1.4 arrefecido a água derivado do Fox de exportação
Diversas customizações feitas na Volkswagen Kombi foram inspiradas nas pinturas usadas pelos hippies norte-americanos, que adotaram o utilitário como seu carro-símbolo
A exposição contou até com versões rusted da Kombi, uma customização comum na Europa, mas que cresce cada vez mais no Brasil. E é melhor não chamar esses carros de velhos e enferrujados!
A ideia dos carros rusted (enferrujado, em inglês) e dos rats, uma variante do tema, é deixar os carros com aspecto de envelhecidos. Porém, apesar do visual indicar o oposto, estes carros possuem componentes modernos por baixo da lataria enferrujada e sem brilho
Sem sucessor direto no Brasil (a Transporter será importada e bem mais cara), a Volkswagen Kombi certamente deixará saudades para diversos brasileiros que andaram ou compraram um pastel em uma delas
sábado, 27 de abril de 2013
E a greve continua...
Após votarem pela manutenção da greve, cerca de 5 mil professores da rede estadual fizeram, no fim da tarde desta sexta-feira, 26, uma passeata até a Praça da República, onde fica a Secretaria de Estado da Educação. No trajeto, chegaram a bloquear as duas pistas da Avenida Paulista e fecharam parte da Rua da Consolação.
Com faixas dizendo “Não sou celular para viver de bônus”, eles reivindicam reajuste de 36,74% e mudanças nas contratações. Parte da categoria está parada desde segunda-feira, quando o governo anunciou aumento do reajuste de 6% para 8,1%. “É um descaso de décadas. Em 1993 eu estava neste mesmo lugar, lutando pela mesma causa”, disse Reginaldo Domingos, docente de Mogi das Cruzes. Segundo ele, em sua escola, metade dos docentes aderiu à greve, com o apoio dos alunos.
A Apeoesp afirma que 35% dos docentes aderiram à paralisação – para a Secretaria de Educação foram menos de 10%. Em nota, a secretaria afirmou que é deplorável que os dirigentes sindicais “busquem ampliar a baixa adesão ao movimento tentando provocar a ausência de estudantes”.
Bem vindos a São Paulo
O número de radares de trânsito deve aumentar na cidade de São Paulo a partir do segundo semestre deste ano. A Prefeitura quer melhorar a eficiência tecnológica dos aparelhos já existentes, dotando todos eles do chamado leitor automático de placas (LAP), capaz de flagrar motoristas que furam o rodízio. Hoje, dos 587 radares ativos, só uma parcela - 196 - já tem esse tipo de tecnologia. Além disso, novos aparelhos serão instalados principalmente em corredores de ônibus, para coibir a invasão.
Com exceção de um grupo de 156 radares mais antigos, os demais equipamentos serão capazes de flagrar infrações ao rodízio. A gestão Fernando Haddad (PT) prepara um edital, a ser publicado em maio, para contratar serviços de fornecimento, instalação e operação dos equipamentos de fiscalização. Estima-se que o valor seja superior aos R$ 140 milhões da licitação anterior.
Os contratos com as empresas e os consórcios vencedores de cada lote serão assinados em agosto, quando os radares começarão a ser instalados, diz Tadeu Leite Duarte, diretor de Planejamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Atualmente, existem 433 pontos com radar na capital, entre equipamentos fixos e estáticos, lombadas eletrônicas e pistolas capazes de flagrar as placas dos veículos. A Secretaria Municipal dos Transportes pretende rearranjar esses pontos, mas ontem, em audiência pública sobre o assunto, não informou quantos serão criados. Alguns poderão ser retirados.
A expectativa, no entanto, é de uma expansão da quantidade de locais fiscalizados, já que um dos focos da ação será a verificação eletrônica intensiva dos corredores de ônibus, para inibir a entrada de veículos que não sejam coletivos ou táxis e, assim, melhorar a velocidade média do transporte coletivo.
Até o fim de 2016, o governo Haddad pretende construir 150 km de corredores de ônibus, o que ampliará de forma significativa a extensão de vias que deverão ser monitoradas. Os bairros mais afastados do centro expandido, onde há muito menos radares e o trânsito tende a ser significativamente mais violento, também ganharão mais equipamentos de fiscalização.
Tempo real. Essa tecnologia permitirá ainda rastrear o percurso dos veículos e estimar tempos de viagem, além de subsidiar a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), que gerencia os ônibus municipais, com dados em tempo real sobre as condições do trânsito, permitindo a adoção de medidas mais rápidas para solucionar problemas viários.
Para isso, todos os radares terão de ser ligados por fibra ótica à Central Integrada de Mobilidade Urbana (Cimu), que será construída na Rua Bela Cintra, na região central. Esse polo também congregará e processará informações recebidas de semáforos inteligentes, que devem chegar a 3 mil cruzamentos - metade do total- nos próximos anos.
A adoção dessas medidas, incluindo a modernização do sistema de radares, deve trazer melhorias de 20% na fluidez, segundo projeções da Prefeitura. No caso dos corredores de ônibus, a meta é fazer com que a velocidade média dos coletivos salte dos atuais 13 km/h para 25 km/h.
Segundo o secretário adjunto de Transportes, José Evaldo Gonçalo, a licitação será feita "especialmente contemplando os corredores de ônibus". Os que já existam somam 119 km. Ele diz que a arrecadação com multas não necessariamente deve aumentar, já que isso depende da obediência dos motoristas às regras no trânsito.
Velocidade. A tecnologia LAP instalada em toda a rede de radares permitirá, no futuro, multar veículos pela velocidade média. Ou seja, o sistema conseguirá medir o tempo percorrido entre um radar e outro e calcular se é compatível com a distância e o limite de velocidade
Smartphone supera celular comum em vendas
Os 'feature phones' - aqueles celulares mais simples, sem sistema operacional - estão caindo em desuso. Uma pesquisa mundial divulgada pela consultoria IDC revelou que, no primeiro trimestre deste ano, pela primeira vez, esses aparelhos foram superados pelos smartphones - os celulares inteligentes, dotados de plataforma operacional que permite baixar aplicativos. Do total de 418,6 milhões de celulares que saíram das fábricas, 51,6% eram smartphones.
O resultado da pesquisa é o reflexo da crescente competitividade do mercado de smartphones. Antes dominado pela Apple (responsável por introduzir essa categoria no segmento de celulares em 2007), o cenário, hoje, apresenta a Samsung na liderança e marcas asiáticas como LG, Huawei e ZTE avançando nesse segmento. Essas companhias mantêm um portfólio mais diversificado, voltado não só para os aparelhos mais completos e caros, como para os mais acessíveis, destinados às pessoas que querem aposentar seus feature phones. "Os usuários de celular querem um computador em seus bolsos. A era dos telefones usados primeiramente para fazer ligações e enviar mensagens de texto está rapidamente desaparecendo", disse Kevin Restivo, analista global da IDC, em comunicado.
No Brasil, o mercado ainda é dominado pelos celulares mais simples. Eles responderam por 73% das vendas em 2012. A expectativa é de que a reviravolta deve ocorrer, por aqui, em 2014 ou talvez no fim deste ano.
A estimativa da IDC é que o País termine 2013 ainda com 56% de feature phones. "A tomada da liderança pelos smartphones pode acontecer antes por conta dos movimentos agressivos que estão ocorrendo no mercado. O preço dos feature phones está ficando cada vez mais próximo ao dos smartphones (mais básicos)", diz Bruno Freitas, gerente de pesquisa da IDC no Brasil.
O smartphone Galaxy Pocket, por exemplo, pode ser encontrado por cerca de R$ 350. O aparelho da Samsung tem tela de 2,8 polegadas sensível ao toque e vem com sistema Android, câmera de 2 megapixels e rádio (um recurso nativo nos celulares comuns com o qual o usuário já estava acostumado).
Disputa. A Samsung é hoje a líder no mercado de smartphones brasileiro. A participação da empresa sul-coreana no País subiu de 9,6% em 2010 para 42,4% em 2012, de acordo com a consultoria Gartner. A LG aparece em segundo lugar, com 13,3%, e a Apple, em terceiro, com 9,1%.
Um dos movimentos curiosos que o ranking da Gartner mostra é a dramática queda da Nokia no País. A marca tinha praticamente 50% do mercado cerca de três anos atrás e encerrou 2012 com 8,7% do segmento de smartphones. Ela espera recuperar o espaço perdido com sua nova linha de dispositivos com Windows Phone 8, sistema operacional desenvolvido pela Microsoft.
Ao lançar o Nokia Lumia 920 no Brasil, em fevereiro deste ano, o presidente da empresa finlandesa no País, Almir Luiz Narcizo, disse que a marca ia se reerguer na região e ainda ameaçou: "Cuidado, Apple. Cuidado, Samsung".
O Lumia 920 é um aparelho que tem o preço sugerido de R$ 1.999 - mesma faixa dos smartphones sofisticados das outras marcas. O desafio global da empresa, nesse caso, é fazer o consumidor que já está habituado a outra plataforma (Android ou iPhone) migrar para o mundo dos "blocos dinâmicos", interface do Windows 8.
O mesmo dilema enfrenta a BlackBerry com seu Z10, que começa a ser vendido em maio. A disputa será árdua.
Três detidos por morte de dentista confessaram o crime, diz delegado
Os três detidos acusados de participar da morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, 46, confessaram ter cometido o crime, afirmou o delegado geral da Polícia Civil Luiz Maurício Blazeck, em entrevista coletiva neste sábado (27). Segundo ele, o crime já foi esclarecido, e um quarto suspeito ainda está foragido --trata-se de Tiago de Jesus Pereira
A dentista foi queimada viva dentro de seu consultório, em São Bernardo do Campo (ABC Paulista), na quinta-feira (25), após os assaltantes constatarem que havia apenas R$ 30 em sua conta bancária.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a prisão dos suspeitos aconteceu por volta das 3h deste sábado, na favela Santa Cruz, na divisa de Diadema com São Bernardo. Entre os presos está Jonatas Cassiano Araújo, 21, cuja prisão foi decretada ontem pela Justiça de São Paulo. Os outros dois suspeitos tinham tido o retrato falado divulgado pela polícia: Vitor Miguel dos Santos da Silva, 24, e um menor de idade.
Segundo o delegado, a polícia conseguiu recuperar a arma do crime e um anel da dentista, que estava na carteira de um dos detidos.
O assalto
Os criminosos invadiram a clínica odontológica de Cinthya e dois deles roubaram o cartão de crédito da vítima para fazer um saque em um caixa eletrônico. Após constatarem que a dentista só tinha R$ 30 na conta, eles retornaram ao consultório, atearam fogo em seu corpo e fugiram.
Cinthya atendia uma paciente --cujo nome não foi divulgado-- quando os criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos disse que precisava de atendimento odontológico, e a dentista abriu o portão, momento em que mais dois criminosos invadiram a casa. A paciente ficou com os olhos vendados durante todo o assalto e teve a bolsa, o celular e dinheiro roubados.
A paciente, segundo a investigação, conseguiu ouvir a dentista gritando "não façam isso" e pedindo socorro. "Ela tentou apagar o fogo quando os bandidos fugiram, mas não foi possível. A dentista morreu em menos de três minutos", disse o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho.
O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa. Ela morava com os pais e uma irmã, que tem deficiência mental. O pai dela, Viriato Gomes de Souza, 70, afirmou que ela não costumava ficar sozinha em casa no horário do almoço.
"Ela ia buscar a irmã na escola, mas, como tinha uma paciente, eu fui com a minha mulher." Quando o pai chegou à rua, viu a movimentação na frente de casa. Foi avisado pelos vizinhos da morte da filha. "Quis entrar, tentei reanimá-la, mas já não dava para fazer nada", disse.
Emocionado, ele diz não saber o motivo de tamanha brutalidade. "Ela era uma pessoa boa, sem inimigos. Agora, a gente não sabe o que vai fazer da vida, se continuará morando lá. Espero que ninguém precise passar pela dor que estou passando", afirmou.
O corpo de Cinthya foi enterrado nesta sexta-feira (26) no Cemitério Municipal de São Bernardo do Campo. O caixão foi comprado mediante doações dos vizinhos e amigos da vítimas, que se sensibilizaram com a situação da família.
Latrocínios crescem 275% no ABC
O número de latrocínios no ABC Paulista, na Grande SP, cresceu 275% no primeiro trimestre de 2013 se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados quatro casos de roubo seguido de morte. Nos primeiros três meses deste ano, o índice nos sete municípios da região subiu para 15. Os dados foram divulgados na quinta-feira (25) pela SSP.
O maior aumento ocorreu em Diadema, que teve seis latrocínios este ano. A cidade fechou o primeiro trimestre do ano passado sem nenhum registro deste tipo de crime. São Bernardo do Campo ocupou a segunda colocação do ranking, com três casos.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Parque D. Pedro II, no centro de São Paulo, vai ganhar pista de skate
Degradado há mais de 70 anos e um dos pontos mais perigosos e mal iluminados do centro paulistano, o Parque Dom Pedro II, ao lado do Mercado Municipal, vai ganhar uma pista de skate. A Prefeitura planeja transformar o espaço hoje tomado por moradores de rua no principal reduto dos 500 mil skatistas da cidade.
A meta é tentar também atrair as centenas de skatistas que hoje lotam a Praça Roosevelt, também na região central, o Parque da Independência, onde fica o Museu do Ipiranga, e a Avenida Paulista, três dos principais redutos dos esportistas.
O projeto teve o aval da Confederação Brasileira de Skate (CBSk). Segundo estimativa da entidade e da Prefeitura, cerca de 500 mil pessoas andam de skate pelo menos uma vez por semana na capital paulista.
“A ideia é transformar o Parque Dom Pedro II em um polo de esportes radicais”, afirma Marcos Barreto, subprefeito da Sé. Ao lado do parque, onde ficavam os antigos prédios São Vito e Mercúrio, demolidos em 2011, será erguida uma unidade do Senac.
O novo projeto que tenta integrar o Parque Dom Pedro II, o Mercado Municipal e o futuro Senac, iniciado na gestão Gilberto Kassab (PSD), tenta recuperar uma área que sofre com o abandono há mais de sete décadas. Inaugurado em 1922 como a principal área de lazer da cidade, projetado pelo francês Joseph-Antoine Bouvard (1840- 1920), o parque permanece como a área do centro mais esquecida pelo poder público desde o início da década de 1950. Os assaltos na região são diários.
A partir de 1945, quando as autoridades passaram a promover obras populistas, como a construção de viadutos, o Parque D. Pedro II foi deixado de escanteio nas ações do governo municipal. Projetos recentes apresentados na gestões de Luiza Erundina (1989-1992) e de Marta Suplicy (2001-2004), por exemplo, não saíram do papel. Erundina queria demolir os viadutos que cobrem o parque e Marta queria levar moradias populares para revitalizar a região.
Hoje praticamente não existem moradores nas ruas no entorno do parque. Um esvaziamento que teve início no século 20, com a migração dos mais ricos que moravam na região da Praça do Patriarca para o outro lado do Viaduto do Chá, e depois para bairros como Campos Elísios e Higienópolis.
Naquela época o Parque D. Pedro II passou a ser o divisor de águas entre a pujança da parte nobre da capital e a zona leste, considerada “a cidade dos trabalhadores”. O afastamento da elite do centro foi proporcional à degradação da região. Os projetos para tentar criar conjuntos de moradias populares.
Até 2022, Brasil terá que alfabetizar todas as crianças de até oito anos
A presidente Dilma Rousseff aprovou a MP (Medida Provisória) que cria o Pnaic (Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa) — conjunto de ações da União, dos Estados e dos municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública até os oito anos até 2022 — de acordo com a Secretaria de Relações Institucionais nesta sexta-feira (26).
Agora, o País tem oficialmente a missão de erradicar o analfabetismo em português e matemática até o 3º ano do ensino fundamental, cuja taxa atual é de 15%, de acordo com o MEC (Ministério da Educação)
Mas tanto o apoio técnico quanto o financeiro já começaram. O MEC vem usando parte do R$ 1,1 bilhão que tem reservado para 2013 previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual para cumprir o objetivo.
No repasse da União aos Estados e Municípios em 2013, o investimento previsto é de R$ 2.427,30 por aluno da creche ou pré-escola integral; R$ 1.867,15 por aluno de pré-escola parcial; e R$ 1.493,72 por aluno de creche, segundo informações do Diário Oficial publicadas nesta sexta-feira.
Para 2014, a previsão é de mais de R$ 3 bilhões nos gastos totais voltados ao projeto.
Há duas fontes de dinheiro voltadas à implementação do projeto: à formação continuada dos professores alfabetizadores será usada a verba oriunda do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), enquanto a manutenção e construção de escolas e os prêmios de reconhecimento dos resultados alcançados virão do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).
Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o MEC estuda dar R$ 500 milhões como prêmio às escolas e educadores que baterem a meta de ensino.
A MP também estabelece o INDEP (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação e Pesquisa) como fonte de dinheiro, dependendo da disponibilidade de orçamento.
De olho nas metas
Para a gerente de projetos do movimento Todos Pela Educação, Andrea Bergamaschi, o Brasil pode ter sucesso no objetivo de alfabetizar aos oito anos se ao menos dois pontos forem implementados corretamente nesta etapa de ensino.
— O desafio do professor é maior quando a criança não passou pela pré-escola, pois ela ainda não teve contato com o ambiente escolar e não desenvolveu determinadas habilidades cognitivas. À medida que a gente universaliza a pré-escola, as chances das crianças estarem alfabetizadas no tempo proposto são maiores.
Outro fato importante, segundo ela, é a avaliação.
— Com ela, o professor sabe se o aluno consolidou as habilidades de leitura, de escrita e de matemática.
O ano de 2022 foi colocado como meta porque marca o bicentenário da independência do Brasil.
Avaliação
Ainda não há uma avaliação pronta para estimar o grau de aprendizagem das crianças até os oito anos no Brasil. Para esta faixa de idade, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai desenvolver um método de avaliação.
Bergamaschi, que participou das primeiras avaliações amostrais voltadas à faixa de idade, explica que a prova a ser elaborada pelo governo por dois caminhos.
— Ou ele vai montar outra prova, ou ele vai adaptar a escala de expectativas de alcance de habilidades da Prova Brasil que é aplicada a alunos do quinto e nono anos do ensino fundamental.
Polêmica
A proposta criada há mais de cinco meses no Congresso gerou polêmica desde o início de sua tramitação, em novembro de 2012.
Ao discutir a proposta, parte do Legislativo entendia que a meta de alfabetização deveria ser de seis anos. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por exemplo, a meta de alfabetização é tímida, bem como seu tempo de implementação, pois uma criança nascida hoje corre o risco de ficar de fora do pacto.
Na votação em plenário que aprovou a MP, em 26 de março, a emenda defendida por senadores de oposição que estabelecia a idade de seis anos foi reprovada porque o pacto deveria considerar a desigualdades regionais do País, segundo o governo. Ele também admitiu que não conseguiria alcançar uma meta mais ambiciosa.
Por outro lado, o líder do governo no Congresso e também relator da proposta, José Pimentel (PT), pondera que a meta pode baixar para seis anos futuramente, ao ser incluída no PNE (Plano Nacional de Educação), proposta que tramita no Senado e estabelece outras 20 metas pelos próximos dez anos.
Ministro da Justiça realiza reunião na terça-feira para definir pena para traficante de drogas
Na terça-feira (30) uma reunião final será realizada com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para definir a pena para os traficantes de drogas. A proposta é de que a pena mínima passe de 3 para 5 anos, com a máxima permanecendo em até 15 anos.
Na reunião de quinta-feira, 25, segundo o deputado Osmar Terra, o ministro Cardozo falou da sua preocupação com o aumento da pena mínima, alegando que o pequeno traficante poderá ficar preso por muito tempo, uma vez que é difícil distinguir o pequeno do grande. E ressaltou também a falta de vagas nas penitenciárias para os traficantes.
Leia mais notícias de Brasil no Portal R7
O Planalto também não é favorável ao aumento da pena para o tráfico de drogas, assim como o Ministério da Saúde. O deputado Osmar Terra ressalvou que o pequeno traficante não pode ser poupado, "porque ele também cria dependentes".
Bombons recheados de cocaína são apreendidos na entrada de presídio em Santos
Um casal foi preso em flagrante tentando entrar com cocaína em uma cadeia feminina de Santos (SP). A droga estava dentro de bombons que seriam entregues a uma detenta.
O presente, recheado de entorpecente, foi descoberto durante uma revista, antes que o entregador entrasse para fazer a visita. Um homem, de 41 anos, e uma mulher, de 27 anos, foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
Para a polícia, o suspeito disse que havia acabado de conhecer a mulher em uma praça da cidade e que não sabia sobre os entorpecentes. Ela havia saído dessa mesma cadeia um dia antes de cometer o crime.
Segundo a Polícia Civil, o serviço teria sido feito em troca de R$ 8.
Poluição do ar a longo prazo acelera endurecimento das artérias
A exposição à poluição do ar a longo prazo está ligada ao endurecimento das artérias e a um maior risco de ataques cardíacos e derrames. É o que mostra pesquisa da Universidade de Michigan, nos EUA.
A pesquisa revela que maiores concentrações de material particulado fino no ar (PM 2,5) foram ligadas a um espessamento mais rápido das duas camadas internas da artéria carótida, que fornece sangue para a cabeça, pescoço e cérebro.
Os resultados mostraram, por outro lado, que a redução da exposição ao material particulado no ar ao longo do tempo foi ligadas a uma progressão mais lenta da espessura do vaso sanguíneo.
O estudo foi publicado na revista PLoS Medicine.
A espessura do vaso sanguíneo é um indicador da quantidade de aterosclerose que está presente nas artérias em todo o corpo, mesmo entre pessoas sem sintomas evidentes da doença cardíaca.
"Nossos resultados ajudam a compreender como é que a exposição à poluição do ar pode aumentar o risco de ataques cardíacos e derrames observados por outros estudos", afirma a líder da pesquisa Sara Adar.
Os pesquisadores acompanharam 5.362 pessoas com idades entre 45 e 84 anos de seis áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Os pesquisadores foram capazes de vincular os níveis de poluição do ar estimados na casa de cada pessoa com duas medidas de ultrassom dos vasos sanguíneos, separados por cerca de três anos.
Após o ajuste para outros fatores como o tabagismo, os autores descobriram que, em média, a espessura da carótida aumentou 14 micrômetros a cada ano. Os vasos de pessoas expostas a níveis mais altos de poluição do ar, no entanto, endureceu mais rapidamente do que o das pessoas que vivem na mesma área metropolitana.
"Ligando estes resultados a outros estudos da mesma população sugerimos que pessoas que vivem em uma parte mais poluída da cidade podem ter 2% maior risco de acidente vascular cerebral em comparação com as pessoas de uma parte menos poluída da mesma área metropolitana"
Assinar:
Postagens (Atom)















