quinta-feira, 18 de abril de 2013

Raridades...




Moedas recontam a história de Portugal e Brasil
Exposição no centro do Rio traz exemplares históricos, como a peça da coroação de d. Pedro I, que foi retirada de circulação




D. Pedro I era um homem vaidoso. Na cerimônia de coroação como imperador do Brasil, em 1.º de dezembro de 1822, ele não gostou da forma como fora retratado na moeda de ouro que cunharam para a ocasião. Mais parecia um imperador romano, com aquela coroa de louros e o peito desnudo - faltavam o uniforme de almirante e as insígnias. Mandou retirar de circulação todas as 64 confeccionadas.




Hoje, 190 anos depois, sabe-se o paradeiro de 16 raríssimos exemplares. Um deles está em exibição na mostra O BESNumismática e o Brasil, em cartaz até 20 de junho no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio - a mostra deverá passar por São Paulo, mas não tem data definida ainda.

A chamada "Peça da Coroação" é o item mais importante dentre os 150 reunidos na exposição que integra a programação do Ano de Portugal no Brasil. São moedas e barras de ouro que circularam no País desde a época do Brasil Colônia até o Império. "Dentro desses três séculos de história, que vai de d. João IV a d. Pedro II, foram escolhidas as peças mais significativas, emblemáticas e valiosas que representam o período", disse a diretora-geral da mostra, Vanessa Salgado.

Todos os itens reunidos na mostra fazem parte de um rico acervo do Banco Espírito Santo. A coleção de numismática da instituição portuguesa inclui quase 14 mil exemplares de moedas, medalhas e barras de ouro que recontam 2 mil anos da história do território português, desde o período da Antiguidade - e de suas colônias na África, Ásia e América. Somente do Brasil, são cerca de 2 mil peças.

Do século 17, foram escolhidos seis florins, representantes da época em que a colônia esteve sob o domínio holandês. As peças de ouro, quadradas, foram cunhadas em 1645 e 1646 no Recife, por representantes do governo holandês e da Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais, e serviam para o pagamento de soldados e fornecedores. Foi a primeira vez que o termo "Brasil" apareceu em uma moeda.

Do século seguinte, há peças cunhadas nas quatro casas da moeda criadas pela Coroa portuguesa em território brasileiro (Bahia, Rio, Pernambuco e Minas). Entre elas, destaque para as do reinado de d. João V (1706-1750), consideradas algumas das mais belas do mundo, e de d. Maria I (1786-1799), que após a morte do marido, d. Pedro III, passou a ser retratada nas moedas com o seu "véu de viúva". As peças entre 1777 e 1786, ano da morte de d. Pedro III, guardam uma particularidade: nesse único período, são cunhados tanto o busto do rei quanto o da rainha.

Menino. Inusitada também é a figura do menino estampada na moeda de 1832. É de d. Pedro II, ainda infante, recém-empossado no trono que ocupou durante 58 anos, até a proclamação da República, em 1889. A mostra traz também exemplares únicos, como uma barra de ouro feita em uma casa de fundição em Goiás, em 1790, e uma peça de 1729 feita na casa da moeda da Bahia.

A ambientação da sala de exposição, propositalmente escura, traz as vitrines destacadas pelas reluzentes peças. O visitante é guiado pelo brilho do ouro. O projeto é do arquiteto Tiago da Costa, que divide a organização da mostra com Vanessa.

O BESNUMISMÁTICA E O BRASIL

MUSEU HISTÓRICO NACIONAL (PRAÇA MARECHAL ÂNCORA, S/Nº, CENTRO, TEL.: 21 2550-9220, SITE: WWW.MUSEUHISTORICONACIONAL.COM.BR). DE TERÇA A SEXTA-FEIRA, 10H ÀS 17H30, E AOS SÁBADOS, DOMINGOS E FERIADOS, DAS 14H ÀS 18H. ENTRADA: R$ 8.

'Meu Pé de Laranja Lima' faz retrato melancólico e lúdico de infância




Há um estranhamento temporal na nova versão do clássico infantil "Meu Pé de Laranja Lima", que chega aos cinemas numa versão assinada por Marcos Bernstein ("O Outro Lado da Rua").

Ao mesmo tempo, convivem harmoniosamente na tela celulares, carros antigos e CDs. Esse anacronismo proposital desloca no tempo a história, originalmente publicada em 1968 pelo escritor José Mauro de Vasconcelos. O romance já foi adaptado para o cinema e a televisão, e aqui ganha uma versão que prima pelo emocional e o lúdico.

A história de Zezé (João Guilherme Ávila) tem um apelo atemporal e universal --tanto que é se tornou um dos romances brasileiros mais traduzidos--, especialmente porque infância é tudo igual, só muda de endereço, ou mais ou menos isso.

Embora evidentemente cada criança tenha sua peculiaridade, a história do protagonista vai ao centro da experiência de uma fase da vida em que se tem poucas certezas e o mundo adulto é algo distante, como uma idade que nunca vai chegar.

No filme, Bernstein imprime a dicotomia entre ser criança e a expectativa de amadurecer, ou não querer amadurecer. João Guilherme Ávila vive o protagonista, garoto do interior de Minas Gerais que, incompreendido pela família, encontra num pé de laranja lima uma espécie de amigo e confidente.

Á árvore fina e frágil, mas ainda assim resistente ao vento, serve bem como uma espécie de metáfora para o próprio garoto, que não se quebra com as surras que leva -- reais e metafóricas.

Provavelmente, nos dias de hoje, Zezé seria diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, ou algo parecido. Mas, em outros tempos, sua infância é vista mais ou menos como algo saudável. Além da árvore, o garoto desenvolve um relacionamento com um português que mora em sua cidade, conhecido como Portuga (interpretado por José de Abreu). Essa amizade também, atualmente, não existiria talvez com tanta inocência, livre de algum tipo de questionamento ou suspeita que aqui inexistem.

É a partir desses laços que o garoto pode amadurecer, pode compreender melhor a si mesmo. A árvore lhe proporciona o lúdico. Uma das cenas mais bonitas do filme acontece quando ele "galopa" o galho do pé de laranja lima e, por fim, a imagem mostra a sua fantasia com ele mesmo montado num cavalo. Já o Portuga é o senso de realidade, representa os pés no chão, o amadurecimento social do menino.

Tanto o diretor, talvez num processo consciente, quanto João Guilherme, mais intuitivamente, parecem compreender Zezé. Sem nunca olhar de forma paternalista para o personagem, eles deixam que Zezé seja quem realmente é, que cresça e amadureça ao seu tempo. Nesse sentido, o jovem ator é um achado, uma grande contribuição ao filme, que com o frescor e honestidade de sua interpretação lhe garante um de seus pontos mais fortes.

Não é difícil estabelecer uma relação entre "Meu Pé de Laranja Lima" e o francês "Os Incompreendidos", de François Truffaut -- ambos fazem um retrato de uma infância problemática, mas que encontra na fantasia um alívio para as dores da vida. Tanto Bernstein quanto Truffaut lançaram um olhar terno para crianças problemáticas, e nisso reside a beleza de seus filmes.

falar o que???

Executivos da Apple ganham mais do que presidentes de empresa




Quatro dos cinco executivos mais bem remunerados no ranking Standard & Poor's 500 não são diretores presidentes. São executivos seniores da Apple que estão recebendo pacotes de remuneração para manter intacta a administração da empresa em um setor cada vez mais competitivo.

Os quatro executivos são Bob Mansfield, Bruce Sewell, Jeffrey Williams e Peter Oppenheimer, segundo dados da Securities and Exchange Commission (SEC).

O ano passado foi o segundo ano consecutivo em que as remunerações na Apple ficaram entre as mais generosas. Os diretores da Apple, que colocaram o CEO Tim Cook no comando no ano passado, estão usando a remuneração para manter a equipe que transformou a fabricante de iPhone na companhia de tecnologia mais valiosa sob o comando do cofundador Steve Jobs, que morreu em 2011. A urgência amentou nos últimos meses quando a Samsung e o Google passaram a desafiar a Apple.

"É uma estratégia de retenção para manter os executivos-chave que estavam presentes na era Steve Jobs", disse Greg Sterling, um analista da Opus Research baseado em San Francisco. "Eles querem ter certeza de que os reais talentos que eles trazem para a companhia serão retidos, e também esperam, com a presença desses executivos, conservar a confiança na liderança."

Os quatro ganharam mais do que Cook, que ficou em 1016.º lugar com um pacote de US$ 4,17 milhões. Cook, de 52 anos, recebeu US$ 378 milhões em 2011, quase tudo em ações restritas, cuja restrição vence ao longo de uma década, e foi o CEO mais bem pago daquele ano.

Os quatro mais bem remunerados da Apple só ficaram atrás do CEO da Oracle Corp., Larry Ellison, cuja remuneração foi de US$ 96,2 milhões no ano passado.

Incluindo Cook, os cinco principais executivos da Apple tiveram uma remuneração combinada de US$ 296 milhões. Os cinco principais da CBS ganharam US$ 120,7 milhões, e os da Discovery Communications, US$ 65,3 milhões.

Steve Dowling, um porta-voz da Apple, não quis falar sobre remuneração. Em sua declaração às autoridades reguladoras, o conselho de administração da Apple disse que as concessões de ações tinham de "ser significativas para reter a equipe executiva da empresa durante a transição do CEO".

Os dados sobre pacotes de remuneração compilados pela Bloomberg incluem salário base, bônus em ações e outros benefícios para o ano fiscal de 2012, que, no caso da Apple, se encerrou em setembro. O ranking inclui a remuneração de 2 mil executivos de 410 companhias.

Mansfield, que chefiava o grupo de engenharia de hardware da Apple, havia anunciado planos de se aposentar em junho de 2012, mas foi persuadido a não fazê-lo. "O que o conselho está fazendo aqui é lhe dizer que vamos lhe dar milhões de dólares e de razões para ficar na Apple, atravessar esta transição e assegurar que vamos continuar fazendo sucesso sem Steve Jobs", disse Allan McCall, pesquisador da Universidade Stanford. A estratégia parece estar funcionando, dizem especialistas, já que a rotatividade na Apple é baixíssima.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Valente...

Idosa dá socos e chute em ladrão e evita roubo
Mulher de 71 anos derrubou o bandido, de 27, em São José do Rio Preto







Uma idosa de 71 anos reagiu a um assalto, deu tapas e um chute no ladrão e evitou que ele lhe roubasse a carteira e as sacolas de compras que trazia do supermercado. A aposentada M. F. J., moradora no Parque Estoril, em São José do Rio Preto, voltava do supermercado na última segunda-feira, 15, quando encontrou com uma amiga e parou para conversar. Como as sacolas estavam pesadas, M. as colocou no chão. Foi quando percebeu que um rapaz se aproveitou da distração para tentar lhe roubar as sacolas e subtrair a carteira, que trazia em suas mãos.

A aposentada reagiu e deu dois tapas no rosto e um chute no meio das pernas do ladrão, que caiu, gemendo. Uma amiga, que passava de carro no momento do roubo, deu carona para M., enquanto o ladrão, deitado no chão, se contorcia de dor.

Chamada, a PM localizou, a poucas quadras do local, o servente de pedreiro Paulo Henrique Pedrunti da Silva, de 27 anos, reconhecido pela aposentada como autor da tentativa de roubo. Antes de ser detido, Silva já tinha agredido outro homem, que, ao ver a cena com a aposentada, tentou defendê-la.

O servente foi preso em flagrante por tentativa de roubo e lesões corporais. Segundo a polícia, ele já tinha passagens por homicídio, roubo e formação de quadrilha e é suspeito de ter assaltado e agredido uma idosa de 93 anos, que foi encontrada desacordada em casa e está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB).



"Deu do"


Dia de trabalho rende a deputado federal mais que o dobro do valor pago para presidente Dilma
Presidente trabalha oito meses por ano, tempo que os parlamentares têm de folga




A presidente Dilma Rousseff trabalha, por ano, o dobro do tempo dos que os deputados federais trabalham e ganha, por consequência disso, menos que a metade que eles por dia trabalhado. Apesar de receberem o mesmo salário anual, R$ 26.723,13, a chefe do Executivo passa oito meses trabalhando, não tem férias e não tem o costume de "emendar" os feriados, coisa comum entre os parlamentares.

Levantamento feito pela reportagem do R7 mostra que a presidente deve trabalhar 245 dias em 2013. Dividindo seu salário anual — R$ 320.677,56 — pelos dias que dará expediente, Dilma receberá R$ 1.308,88 por dia trabalhado.

No sentido contrário, os deputados federais trabalharão 114 dias e receberão R$ 2.812,69 para dia de expediente na Câmara dos Deputados. Este cálculo considera os mesmos R$ 320.677,56 de salário por ano aos deputados, que ganham o mesmo montante que a presidente Dilma.

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Os deputados chegam a ficar mais de cinco meses sem dar as caras no trabalho — ao todo, os dias sem ir ao serviço deverão somar 162 dias em 2013. O levantamento do R7 considera que, às segundas-feiras e sextas-feiras, os deputados não são obrigados a registrar presença na Câmara. Além disso, leva em conta os feriados nacionais, os dias que são "emendados" no feriado, pontos facultativos e os recessos parlamentares (janeiro, julho e dezembro).

Se forem considerados ainda os fins de semana, o tempo de descanso dos deputados pode chegar 251 dias, mais de oito dos 12 meses do ano.

Sem descanso

Dilma, em um cálculo semelhante, deve ficar 17 dias sem trabalhar neste ano. A presidente tirou seis dias úteis em janeiro para descansar na Bahia, folgou na segunda-feira e terça-feira de Carnaval e na Sexta-Feira da Paixão.

Se fizer como nos últimos dois anos de governo, a chefe do Executivo deve tirar outros dias de descanso apenas em dezembro, entre o Natal e o Ano-Novo. Além disso, deve descansar também nos dias de feriados nacionais durante a semana. Ela, no entanto, não "emenda" feriados. Quando um feriado cai na quinta-feira, por exemplo, a presidente costuma cumprir agenda na sexta-feira. Isso, sem contar quando recebe ministros nos finais de semana.

No Carnaval, por exemplo, Dilma teve agenda oficial antes e depois do feriado. Viajou para a Bahia, mas na Quarta-Feira de Cinzas já estava de volta e dando expediente. Mesmo com o pé machucado — ela fissurou o dedão do pé na viagem — a presidente recebeu ministros e o vice-presidente, Michel Temer, no Palácio da Alvorada (residência oficial) nos dias seguintes ao feriadão.

Na Semana Santa, a rotina de trabalho se repetiu. Dilma fez duas viagens na semana do feriado e trabalhou na quinta-feira, véspera, até o início da noite e teve quatro agendas oficiais no dia.

Os deputados, por sua vez, não realizaram nenhuma sessão deliberativa entre os dias 8 e 18 de fevereiro. Na Quarta-Feira de Cinzas, o site da Câmara não tinha nem agenda prevista. Na quinta e sexta pós-feriado, houve apenas uma sessão de debates, com poucos presentes.

Na Semana Santa não foi muito diferente. O feriado foi na sexta-feira, mas entre os dias 25 de março e 1º de abril os deputados fizeram apenas uma sessão deliberativa, na terça-feira (26). Quarta a sessão foi encerrada e quinta foi um dia sem nem agenda oficial.

Fins de semana

Até nos fins de semana a diferença entre Dilma e os deputados é evidente. Enquanto o Congresso Nacional só fica aberto aos sábados e domingos para visitação da população, a presidente já trabalhou em dias normalmente reservados ao descanso.

Em 2012, Dilma fez várias reuniões setoriais do governo na residência oficial em um fim de semana. Todos os ministros foram convocados para discutir cada área estratégica do governo.

Neste ano não foi diferente. Em março, chefe do Executivo usou um sábado para dar posse coletiva aos ministros da Secretaria de Aviação, Moreira Franco, da Agricultura, Antônio Andrade, e do Trabalho, Manoel Dias.

Mega original...

Empregado escreve carta de demissão em bolo
Ele entregou o doce para a chefia que achou a demissão uma delícia



Chris Holmes encontrou uma maneira divertida e bem humorada de pedir demissão.

O britânico trabalhava na alfândega de um aeroporto e decidiu se demitir no dia do seu aniversário de 31 anos.

Ele fez um bolo e escreveu a carta de demissão com glacê comestível.

Na carta ele fala que se tornou pai recentemente e que decidiu se dedicar à família e ao ramo culinário.

Chris se tornou um pâtisserie em Sawston, Cambridgeshire, Reino Unido, depois que fez o bolo do próprio casamento em 2010.


Desde então, ele começou a lucrar com o negócio e agora pretende ter um novo futuro ao lado da família.


Quanto ao pedido de demissão, o pessoal achou a ideia uma delícia e se despediram comendo — é lógico — o bolo do Sr. Bolo, como ficou conhecido no trabalho.



De novo...

Julgamento do Carandiru é adiado pela terceira vez após jurado alegar mal-estar




O julgamento de 26 policiais militares acusados de participação no massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, foi adiado pela terceira vez. Após um jurado apresentar mal-estar na manhã desta quarta-feira (17) e receber recomendação de repouso da equipe médica, o juiz José Augusto Nardy Marzagão suspendeu o júri por hoje.

Ele decidirá ainda hoje quando o julgamento será retomado.

Mais cedo, o jurado se disse disposto a continuar. No entanto, sem apresentar melhora, o corpo de sentença teve que ser dissolvido. O mesmo já havia ocorrido na segunda-feira passada (8), quando uma jurada passou mal e causou o segundo adiamento do júri neste ano.

Remarcado para esta segunda-feira (15), o julgamento entraria em seu terceiro dia com leitura de peças e interrogatório dos réus. Na quinta-feira (18) estava prevista a fase de debates e a sentença era esperada para sexta-feira (19).

O julgamento dos policiais militares foi adiado pela segunda vez na semana passada. Nesta ocasião, uma jurada passou mal e o júri foi dissolvido.

O júri popular poderia já ter acontecido no dia 28 de janeiro de 2013, mas, devido à um recurso da defesa, foi adiado pela primeira vez. Na época, foi pedida a perícia do confronto balístico (exame que determina de quais armas partiram os tiros). Em 1992, essa prova não pôde ser realizada pelo IC (Instituto de Criminalística) que, na época, alegou "inviabilidade".

Estava previsto para acontecer nesta quarta-feira o interrogatório de 4 dos 26 PMs da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) que atuaram no 2º pavimento (primeiro andar) do pavilhão nove. São eles: Ronaldo Ribeiro dos Santos; Aércio Dornelas Santos; Wlandekis Antonio Candido Silva; Roberto Alberto da Silva; Antonio Luiz Aparecido Marangoni; Joel Cantilio Dias; Pedro Paulo de Oliveira Marques; Gervásio Pereira dos Santos Filho; Valter Ribeiro da Silva (morto); Marcos Antonio de Medeiros; Luciano Wukschitz Bonani (morto); Paulo Estevão de Melo; Haroldo Wilson de Mello; Roberto Yoshio Yoshikado; Fernando Trindade; Salvador Sarnelli; Argemiro Cândido; Elder Tarabori; Antonio Mauro Scarpa; Marcelo José de Lira; Roberto do Carmo Filho; Zaqueu Teixeira; Osvaldo Papa; Reinaldo Henrique de Oliveira; Sidnei Serafim dos Anjos; Eduardo Espósito; Maurício Marchese Rodrigues; Marcos Ricardo Poloniato.



Os réus respondem por homicídio qualificado — com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — de 15 detentos durante a ação policial realizada no dia 2 de outubro de 1992 para conter uma rebelião na Casa de Detenção em São Paulo. Ao todo, 111 presos foram mortos.

Os próximos júris, que ainda não foram marcados, julgarão os que ocupavam o 3º pavimento (78 mortos, sendo que um único policial responde pela morte de cinco e será julgado separadamente), o 4º pavimento (oito mortos) e o 5º pavimento (dez mortos).

Ao todo, 286 policiais militares entraram no complexo penitenciário do Carandiru para conter a rebelião em 1992, desses, 84 foram acusados de homicídio. Desde aquela época, cinco morreram e agora restam 79 para serem levados a julgamento.    

Segundo dia

Durante o segundo dia de julgamento, foram ouvidas todas as testemunhas da defesa: o desembargador Ivo de Almeida, o também desembargador Fernando Torres, o juiz da Vara de Execução Penal da época, Luiz Augusto França, o ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, o ex-secretário de segurança pública, Pedro Franco e a juíza da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté, Sueli Zeraik.

Inicialmente dez testemunhas foram convocadas pela defesa e deveriam falar no julgamento nesta terça-feira (16), mas quatro foram dispensadas pela advogada dos réus, Ieda Ribeiro de Souza.  

Relembre história, invasão e massacre no complexo penitenciário

Um dos depoimentos mais aguardados foi o do ex-governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, chefe do Executivo paulista em 1992, data do massacre do Carandiru. Durante cerca de 40 minutos, ele defendeu a invasão à Casa de Detenção de São Paulo.

— A entrada foi absoluta, necessária e legítima.

O ex-governador contou que no dia 2 de outubro de 1992 estava em Sorocaba, no interior de São Paulo, quando ficou sabendo da rebelião. Ao chegar à capital, ligou para o secretário de Segurança Pública da época, Pedro Franco, para saber se havia necessidade de a polícia entrar. Franco teria dito que tinha conversado com o comandante da tropa que invadiu o complexo, coronel Ubiratan Guimarães, e aconselhado a invadir, se fosse necessário.

Fleury também comentou que ficou sabendo das mortes pelo próprio secretário de Segurança Pública e justificou porque não foi até o Carandiru.

— Não era minha obrigação ir ao local, eu era governador do Estado. Para isso, existe toda uma hierarquia abaixo do governador.

O ex-chefe do Executivo paulista também reafirmou durante o seu interrogatório que se já estivesse na capital quando a rebelião começou, teria dado a ordem para entrar.

— Não dei a ordem de entrada, mas se tivesse no meu gabinete, teria dado.

Outro depoimento importante, na tarde desta terça-feira (16), foi o do ex-secretário de Segurança Pública do Estado, Pedro Franco. Ele afirmou que no dia da invasão teve contato, por telefone, com o comandante da tropa de choque da Polícia Militar, coronel Ubiratan Guimarães, e que não chegou a ir até o local. A testemunha disse que aconselhou o coronel a avaliar a situação e que durante a sua gestão nunca foi de dar ordens.

— Havendo necessidade, comandante, o senhor pode entrar.

Pedro Franco deixou o governo em outubro de 1992, mesmo ano da invasão ao Carandiru. Atualmente, ocupa o cargo de procurador de Justiça. Durante o depoimento, ele deixou claro que nunca mais falou sobre o assunto a não ser quando convocado a prestar depoimento.

— Eu nunca conversei sobre o Carandiru com as pessoas a não ser quando indagado a prestar depoimento.

Relembre o caso

O massacre do Carandiru começou após uma discussão entre dois presos dar início a uma rebelião no pavilhão nove. Com a confusão, a tropa de choque da Polícia Militar, comandada pelo coronel Ubiratan Guimarães, foi chamada para conter a revolta.

Até hoje, apenas Ubiratan Guimarães chegou a ser condenado a 632 anos de prisão, porém um recurso absolveu o réu e ele não chegou a passar um dia na cadeia. Em setembro de 2006, Guimarães foi encontrado morto com um tiro na barriga em seu apartamento nos Jardins.  A ex-namorada dele, a advogada Carla Cepollina, foi a julgamento em novembro do ano passado pelo crime e absolvida.

AFF...

Novo clipe de PSY, Gentleman supera 100 milhões de visualizações no YouTube




Após ganhar o mundo com o hit Gangnam Style, o rapper sul-coreano PSY bateu um novo recorde nesta quarta-feira (17) ao superar as 100 milhões de visualizações no YouTube com o clipe de seu novo sucesso, Gentleman, lançado há apenas seis dias.

Após sua estreia na última sexta-feira, "Gentleman" já ultrapassa as 110 milhões de visualizações e, pelo que aparenta, deverá superar o êxito alcançado por Gangnam Style, que, no último ano, demorou 51 dias para atingir os nove dígitos no número de reproduções no mesmo portal.

O novo single de PSY aparece como a primeira recomendação na página inicial do YouTube, algo que, unido à devoção dos sul-coreanos por seu novo ídolo, poderia manter essa rápida ascensão do clipe. Na manhã desta quarta-feira, por exemplo, Gentleman liderava as listas de downloads do iTunes em 42 países, entre eles Argentina, Brasil, Egito e Suécia, enquanto nos EUA e no Reino Unido, de onde partem as tendências globais da música pop, ocupava a décima terceira e sétima posição, respectivamente.


Com um refrão que diz "sou uma mãe, um pai e um cavalheiro", o novo hit de PSY, cujo nome real é Park Jae-sang, apresenta uma sátira sobre um homem vulgar que denomina a si mesmo como um "gentleman" (cavalheiro). Além disso, a nova faixa do rapper sul-coreano parece seguir a mesma receita de seu hit anterior, já que o tempo e as bases eletrônicas são bem similares às de Gangnam Style, tema com o qual Psy deixou o anonimato e alcançou fama mundial.

No entanto, em comparação com Gangnam Style, Gentleman explora mais termos em inglês e menos em coreano, uma aparente tentativa de facilitar seu êxito nos mercados estrangeiros. Apesar de seu grande sucesso inicial, Gentleman ainda está longe de alcançar o mesmo feito de Gangnam Style, que, com mais de 1,5 bilhões de visualizações, aparece como o clipe mais visto na história do YouTube.

Exercício aeróbico pode reparar danos cerebrais causados pelo álcool

Caminhadas e corridas regulares estão associadas a menos prejuízos à "matéria branca" do cérebro entre usuários pesados de álcool




O exercício aeróbico pode ajudar a prevenir e, talvez, até mesmo reverter alguns dos danos do cérebro associados ao consumo excessivo de álcool, de acordo com estudo da Universidade de Colorado Boulder, nos EUA.

Os resultados indicam que o exercício aeróbico regular, como caminhar, correr ou andar de bicicleta está associado com menos danos à "matéria branca" do cérebro entre usuários pesados de álcool.

A substância branca, juntamente com a matéria cinzenta, são dois componentes físicos principais do órgão. Substância branca é composta por feixes de células nervosas que atuam como linhas de transmissão para facilitar a comunicação entre as várias partes do cérebro.

"Descobrimos que as pessoas que bebem muito e praticam muito exercício físico, não houve forte relação entre álcool e substância branca. Mas para as pessoas que bebem muito e não fazem exercício, nosso estudo mostrou que a integridade da substância branca está comprometida em várias áreas do cérebro. Basicamente, significa que a matéria branca não está enviando mensagens entre as áreas do cérebro tão eficientemente como normal", explica a autora do estudo Hollis Karoly.

O trabalho foi publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

Segundo os pesquisadores, o estudo é preliminar, mas promissor. "Do meu ponto de vista, a principal constatação é a possibilidade de que o exercício pode ser capaz de ou proteger ou reverter alguns dos danos que o uso pesado de álcool causa no cérebro", afirma a coautora Angela Bryan.

A equipe avaliou 60 pessoas, 37 homens e 23 mulheres, que vão desde bebedores moderados a bebedores pesados e que foram retirados de um maior número de pessoas em estudo para o álcool e as questões de nicotina.

Os participantes do estudo realizaram um teste padrão escrito conhecido como o Alcohol Use Disorders Identification Test, usado para detectar o consumo perigoso ou nocivo de álcool. Os participantes também auto-relataram seus sucessos ou fracassos na tentativa de controlar o consumo, bem como a quantidade de exercício que eles estavam praticando.

Cada um dos participantes fez um teste modificado de MRI conhecido como tensor de difusão, ou DTI. As imagens permitiram aos pesquisadores rastrear a posição e orientação das moléculas viajando paralelamente à axônios, ou fibras nervosas, na substância branca. DTI permite aos pesquisadores observar a orientação dos axônios, diferentes cores representavam diferentes direções de viagem, fornecendo informações valiosas sobre a comunicação do cérebro.

A equipe olhou para várias partes do cérebro, incluindo a cápsula externa, uma coleção de fibras de substância branca que ligam as diferentes camadas do cérebro. Eles também verificaram o fascículo longitudinal superior, dois longos feixes de neurônios que ligam as partes da frente e de trás do cérebro, que é a maior parte do cérebro e acredita-se ser o lugar de origem do pensamento, percepção, julgamento, tomada de fazer e imaginação.

"O que nossos dados sugerem é que, além de simplesmente dar às pessoas uma saída diferente para os desejos ou impulsos para o álcool, o exercício pode também ajudar a reparar o dano que pode ter sido causado no cérebro. Pode até ser uma abordagem de tratamento mais promissor para os problemas do álcool, porque é ao mesmo tempo um tratamento comportamental e um tratamento que tem o potencial de tornar o cérebro mais saudável. Quanto mais saudável o cérebro, mais provável que uma pessoa com problemas de álcool se recupere", conclui Bryan.

Trabalhador brasileiro deve trabalhar o dobro do que deputado no Congresso em 2013




Os deputados federais devem cumprir expediente na Câmara durante praticamente metade do tempo que os demais trabalhadores brasileiros ficam no serviço durante o ano de 2013. Enquanto a população trabalhará, em média, 221 dias em 2013 (365 dias do ano menos um mês de férias, finais de semana e feriados nacionais), a maioria dos parlamentares deve comparecer à Câmara dos Deputados em 114 dias, o que corresponde a menos de quatro meses, de acordo com levantamento do R7.

Os deputados chegam a ficar mais de cinco meses longe do trabalho. No total, serão 162 dias em 2013. O levantamento considera que, às segundas e sextas-feiras, teoricamente, os deputados devem ir ao Congresso, mas não são obrigados a registrar presença na Câmara. Além disso, a pesquisa leva em conta os dias úteis que são "emendados" em feriados, pontos facultativos e os recessos parlamentares (janeiro, julho e dezembro).

Se forem considerados ainda os fins de semana, o tempo de descanso dos deputados pode chegar a 251 dias, mais de oito dos 12 meses do ano.

A conta, claro, não vale para todos, mas para a maioria. Há parlamentares que ficam em Brasília e dão expediente no Congresso de segunda a sexta-feira. Mas basta percorrer os corredores da Câmara nestes dias para perceber que esses casos são cada vez mais raros.

Historicamente, os parlamentares concentram os trabalhos legislativos entre terça-feira e quinta-feira. A justificativa é que eles precisam visitar as bases eleitorais para estar perto dos eleitores e poder atender às demandas da população. Mas com essa prerrogativa, o que se vê na prática é um esvaziamento completo do Legislativo na maior parte do ano.

Enquanto a maioria dos trabalhadores precisa comparecer ao trabalho de segunda a sexta-feira, os deputados são obrigados a ir à Câmara dos Deputados apenas em dias de sessão deliberativa, ou seja, quando tem votação. Essas sessões ocorrem normalmente nas terças, quartas e quintas-feiras. Se não forem e não justificarem a presença, têm R$ 800 descontados, por dia.

Em outubro do ano passado, a ausência dos parlamentares às segundas e sextas foi oficializada quando foi aprovada uma resolução que proíbe que sessões ordinárias sejam marcadas nestes dias. A decisão foi criticada por alguns parlamentares, que alegaram que o tempo para aprovar as leis do País ficou muito curto.

A decisão também abriu espaço para oficializar grandes pausas do Legislativo quando há feriados nacionais. Se houver um feriado no meio da semana, os parlamentares emendam e nenhuma sessão é feita.

Foi o que aconteceu no Carnaval deste ano. Nenhuma sessão deliberativa foi realizada entre os dias 8 e 18 de fevereiro. Na Quarta-Feira de Cinzas, o site da Câmara não tinha agenda prevista. Na quinta-feira e sexta-feira pós-feriado, houve apenas uma sessão de debates, com poucos presentes.

Na Semana Santa não foi muito diferente. O feriado foi na sexta-feira, mas entre os dias 25 de março e 1º de abril os deputados fizeram apenas uma sessão deliberativa, na terça-feira (26). Na quarta-feira, a sessão foi encerrada e, na quinta-feira, foi um dia sem agenda oficial.

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Com tantas ausências permitidas, o comparecimento dos parlamentares ao local de trabalho será bem diferente dos demais trabalhadores brasileiros, que têm 30 dias de férias, 11 dias de feriado e os fins de semana normais. Os demais trabalhadores vão folgar 144 dias, pouco mais de quatro meses. Ou seja, vão trabalhar 221 dias em 2013, ou quase oito meses.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Escola proíbe calça legging pra manter atenção dos alunos



Depois de banida das salas de aula em escolas dos estados de Minnesota e Pensilvânia, nos Estados Unidos, a calça legging tem seu uso cada vez mais apertado nos colégios da Califórnia, um dos mais liberais do país.

Segundo a rede de TV norte-americana ABC News na segunda-feira (15), o colégio Kenilworth chamou todas as garotas da instituição para informar que calças de yoga, calças legging e mesmo jeans apertada estavam proibidas porque desviam a atenção dos alunos. 

O uso da legging só é permitido se acompanhado de uma saia um short. Segundo a diretora da Kenilworth Junior High, Emily Dunnagan, o tipo de calça se tornou popular entre as garotas, mas muitas são excessivamente finas


— O problema é quando a garota se abaixa.

Apesar do desapontamento de alunos e alunas, os pais apoiaram a medida. Segundo pais de alunos da escola entrevistado pela revista Time, a proibição ajuda a conter a fase de explosão hormonal dos garotos e estimula o uso de roupas mais apropriadas ao ambiente escolar.

Mais de 20% dos brasileiros têm pressão alta




A hipertensão atinge 22,7% da população adulta brasileira. Desse total, o diagnóstico em mulheres é mais comum, 25,4%, e em homens 19,5%. Os dados são da mais recente pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2011, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde.

O coordenador da campanha nacional contra a hipertensão da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) Carlos Alberto Machado garante que a mudança de perfil da mulher brasileira é um dos fatores que podem explicar a maior incidência de pressão alta.

— A mulher ocupou um espaço na sociedade igual ao do homem. Ela está submetida às mesmas situações de estresse e ainda tem dupla jornada. Além de trabalhar fora, chega em casa e faz as lições com as crianças, vai ao supermercado. Ela tem uma carga de trabalho maior e ainda está fumando mais. Inclusive vem aumentando, gradativamente, a mortalidade entre mulheres por doença cardiovascular.


Ainda conforme a pesquisa, há diferença entre níveis de escolaridade. Enquanto na faixa de mulheres com até oito anos de escolaridade 34,4% informaram diagnóstico de hipertensão, entre as de nível superior foram 14,2%.

— As mulheres com menos escolaridade, em geral, têm menos informação e menos acesso aos serviços de saúde para fazer o diagnóstico. Tenta marcar uma consulta na saúde básica no posto de saúde perto da sua casa. Hoje uma das grandes lutas da sociedade é qualificar a atenção básica e facilitar o acesso na rede primária que é porta de entrada do sistema de saúde qualificado.


O cardiologista alertou que os números podem ser maiores, porque a pesquisa é feita por telefone fixo e nos horários em que as pessoas são encontradas em casa. Agora, de acordo com ele, o questionamento deve ser ampliado porque a pesquisa vai começar a ser feita também em celulares.

— A gente acredita que os números são subestimados e que o número real é maior do que os dados do Vigitel, mas mesmo subestimados são muito altos. A gente precisa melhorar isso.


Pelos cálculos da SBC, o Brasil tem, atualmente, cerca de 32 milhões de hipertensos com mais de 20 anos de idade. Segundo o coordenador, o grande problema é que a maioria dos hipertensos nem sabe que tem a doença.

— Inicialmente ela não dá sintomas e apesar de não dar sintomas ela vai causando uma série de lesões em vários órgãos. Ela pode lesar o coração, o cérebro, os rins, os olhos.

De acordo com o cardiologista, a hipertensão é responsável por 80% dos derrames, por 40% de doenças como infarto e 37% dos casos de insuficiência renal, que levam os doentes à diálise. Ele disse que não tem cura, mas com tratamento é possível controlar em 100%.

Para Machado, diante das possibilidades de acompanhamento médico e de remédios disponíveis nas redes de atendimento público, não se justifica mais a internação e a morte de pessoas hipertensas.

— Hoje com todo conhecimento que a gente tem, com todas as classes de remédios de graça na rede, não se justifica mais internar ninguém por hipertensão e nem morrer ninguém por hipertensão.

Ele destacou ainda, que quando se analisa os dados de mortalidade do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, verifica-se que em torno de 12% das pessoas que morrem, está no atestado de óbito que a principal causa é a hipertensão.

— Então é importante chamar atenção da população da necessidade de medir a pressão. Se ela estiver alterada, maior ou igual a 140 por 90, a pessoa deve procurar o médico confirmar este diagnóstico e depois de confirmar, iniciar o tratamento.

Segundo ele, há duas formas de tratamento, o medicamentoso e o não medicamentoso.

— O não medicamentoso são as mudanças no estilo de vida, diminuir o sal da comida, emagrecer, fazer uma atividade física regular, evitar o estresse e o uso abusivo de bebida alcóolica e abandonar o tabagismo. O tratamento medicamentoso é individualizado, depende de cada pessoa. A mudança no estilo de vida também faz parte do tratamento. Tem pessoas que só com isso consegue controlar a pressão, mas na grande maioria, a gente precisa prescrever o remédio, que será usado para o resto da vida.



Anvisa deve aprovar redução de iodo no sal




A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve aprovar nesta terça-feira (16) uma regra que reduz os níveis de iodo adicionado ao sal. Para a agência, a mudança, discutida desde 2011, é necessária por causa da alta quantidade de sal presente na dieta da população brasileira. O consumo excessivo de iodo pode levar à tireoidite de Hashimoto. Provocada por uma falha no sistema imunológico, a doença faz com que o organismo não reconheça e passe a atacar a tireoide, provocando o hipotireoidismo. Pessoas com tireoidite têm fadiga crônica e ganho de peso. “

Em excesso, o iodo faz mal à saúde. Por isso temos de rever os padrões”, diz o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares da Silva.

Pela estimativa do governo, o brasileiro consome, em média, 8,2 gramas de sal diariamente. A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que, para esse padrão de consumo, a faixa de iodação fique entre 20 a 40 miligramas para cada quilo de sal. A proposta em estudo na Anvisa se ajusta a esses parâmetros e prevê uma faixa de adição de 15 a 45 miligramas de iodo para cada quilo de sal. Atualmente, a relação é de 20 a 60 mg por quilo.


O alerta sobre a necessidade de mudança foi dado em 2007 com base em pesquisas feitas pela OMS que mostravam que o País era um dos maiores consumidores de iodo no mundo, numa proporção acima do que é considerado adequado. Álvares da Silva conta que a discussão na Anvisa foi proposta pelo Ministério da Saúde. Um grupo de trabalho, com representantes do governo e especialistas, foi formado para avaliar a mudança.

Cronograma

Segundo a Anvisa, a faixa agora proposta tem o aval de representantes do setor produtivo. A mudança, porém, não seria imediata. A resolução, se aprovada, prevê um cronograma para a redução nos níveis. A adição do iodo no sal foi adotada no País para prevenir dois problemas: o cretinismo e o bócio.

O primeiro é provocado pela deficiência do nutriente na gravidez — estudos mostram que um terço das crianças que não recebem a quantia adequada do iodo durante a gestação apresenta problemas no sistema nervoso central, e outro terço, deficiência cognitiva. O bócio, por sua vez, é provocado pela falta do iodo em adolescentes e adultos