domingo, 23 de junho de 2013

vai trouxa



Em carta aberta, Romário rebate críticas de Ronaldo


A polêmica envolvendo Romário e Ronaldo está longe de ter um fim. Na manhã deste domingo, o ex-atacante do Flamengo e seleção brasileira, por meio de uma carta aberta publicada no Facebook, criticou o membro mais ilustre do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Logo no começo do texto, Romário nega estar se aproveitando das manifestações populares que assolaram o Brasil nas últimas semanas e ressaltou seus trabalhos na Câmara dos Deputados.

"Uma coisa que você (Ronaldo) não deve saber é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei todas as cidades-sedes para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas. Fica a cargo do Executivo dar a canetada final", disparou Romário.

A polêmica entre os dois ex-jogadores começou com a publicação de um vídeo de 2011, onde Ronaldo disse que "não se faz Copa do Mundo com hospitais". Romário criticou o ex-companheiro de seleção brasileira, que revidou em entrevista coletiva concedida no último sábado afirmando que "não adianta só apontar o dedo, tem que fazer alguma coisa".

Dentre vários pontos, Romário destacou a tentativa de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF e as negociações para flexibilizar a Lei Geral da Copa, sugerindo que a Fifa deixasse 10% do lucro da Copa do Mundo para investimento "no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência". Por último, o ex-jogador cobrou os 32 mil ingressos prometidos pelo COL para pessoas de baixa renda com deficiência.

"Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência de baixa renda", finalizou.

Confira a carta aberta na íntegra:

Carta aberta ao Ronaldo:

Ronaldo, meu camarada

Se tem alguém se aproveitando dessa situação de indignação popular, certamente, não sou eu. Desde 2011, quando assumi meu mandato, tenho me informado sobre tudo que acontece no Brasil na área de esporte para contribuir com minha experiência. O primeiro impacto negativo que tive foi a Lei Geral da Copa, que dava poderes excessivos à FIFA. Trabalhei junto com outros deputados para tornar aquele texto mais favorável ao Brasil. Em um dos artigos, por exemplo, sugeri que a FIFA deixasse no Brasil 10% do seu lucro, de R$ 4 bilhões, para investimento no futebol de base e outros esportes praticados por pessoas com deficiência. Entre outros projetos que você, certamente, pode conferir posteriormente.

Como você também deve saber, estou tentando instalar um CPI da CBF na Câmara, para que possamos por fim aos desmandos daquela instituição e resgatar a verdadeira função do futebol, que é fortalecer este esporte tão amado por mim, por você e por milhões de brasileiros.

Uma coisa que você não deve saber, é que uma das funções de deputado é fiscalizar, além da CBF, entidades como a que você faz parte, o Comitê Organizador Local (COL). E ninguém pode dizer que não tenho feito isso. São incontáveis os relatórios divulgados por mim sobre o excesso de gastos. Visitei TODAS as cidades-sedes para fiscalizar obras de mobilidade, aeroportos, estádios e acessibilidade. Minha função não permite ações mais efetivas, fica a cargo do Executivo dar a canetada final.

Para finalizar, parceiro, não é só governo que contribui com o bem da população de seu país, empresários e cidadãos bem intencionados também compartilham desta inestimável generosidade.

Aliás, nós da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência ainda esperamos os 32 mil ingressos para a Copa do Mundo prometidos publicamente por você, em nome do COL, para as pessoas com deficiência e de baixa renda.

Com apreço,

Romário

sábado, 22 de junho de 2013

uhuuu!!!





Protestos podem evitar redução de penas de condenados no mensalão, dizem defesas
Advogados teme que pressão popular influencie decisão de ministros


As repercussões das manifestações que tomam as ruas de vários Estados, tendo como uma das bandeiras o combate à corrupção, passaram a ser vistas por advogados que atuam no processo do mensalão como uma pressão em potencial ao STF (Supremo Tribunal Federal) para a manutenção das penas dos condenados.

O jornal O Estado de S.Paulo ouviu nos últimos dois dias cinco advogados de réus do mensalão. A possibilidade de redução das penas, livrando alguns dos principais réus do regime fechado, e as chances de novo julgamento para alguns dos condenados poderiam transferir o palco dos protestos para a porta do Supremo. Internamente, ministros contrários à revisão das penas já antecipam, em conversas reservadas, que a redução das punições e o adiamento da conclusão do processo para 2014 não serão bem recebidos pela opinião pública.

Entre os ministros, é dado como certa a possibilidade de novo julgamento para parte dos condenados, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu — apontado como mentor do esquema do mensalão. Da mesma forma, vários ministros consideram que o tribunal terá de acolher parte dos recursos movidos pelos réus, o que também poderia acarretar a redução das penas impostas no ano passado. O julgamento dos primeiros recursos dos réus está previsto para o segundo semestre, conforme anunciado pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.


Advogados que recentemente despacharam com ministros do Supremo afirmam que a tendência hoje no tribunal é corrigir eventuais erros cometidos no julgamento e baixar as penas impostas a alguns réus. Conforme a defesa, o tribunal falhou ao buscar um critério para calcular as penas de forma isonômica.

Além disso, os advogados dizem confiar que em novo julgamento os ministros poderiam reverter a condenação de parte dos réus pelo crime de formação de quadrilha. Essa decisão poderia livrar o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares de cumprirem parte da pena em regime fechado.

Entretanto, a possibilidade de as manifestações perdurarem até o segundo semestre, admitem alguns defensores, poderia interferir no resultado do julgamento. Um dos advogados, que se diz mais pessimista, afirma que manifestantes não receberiam bem a redução de penas ou o cumprimento em regime semiaberto.

Novos ministros

Mas os efeitos de eventuais pressões dependeriam mais dos ministros do que da intensidade das manifestações. Os ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, que não participaram do julgamento no ano passado, poderão fazer a diferença nesta nova fase do processo.

Barroso já afirmou na sabatina a que foi submetido no Senado e em entrevista que o julgamento do mensalão foi um "ponto fora da curva" e que o Supremo Tribunal Federal endureceu sua jurisprudência ao julgar os acusados de participação no mensalão. Em razão dessa avaliação, os advogados esperam que Barroso possa votar de forma menos severa.

Os defensores confiam ainda que Teori Zavascki, por seu perfil mais legalista, poderia corrigir os erros que eles argumentam ter o Supremo cometido na condenação de certos réus.




assim ja e demais




Após recusar pedido de casamento, atriz é atacada com ácido no Paquistão
Ataques do gênero são frequentes no país, onde mulheres sofrem grande discriminação



Uma jovem atriz de cinema foi atacada com ácido na madrugada deste sábado (22) por seu produtor no noroeste do Paquistão, após rejeitar uma proposta de casamento do agressor.

Shazia Aziz, conhecida artisticamente como Bushra, se encontrava em sua residência da cidade de Nowshera, na província de Khyber-Pakhtunkhwa, quando sofreu o ataque, segundo o jornal Dawn.

O agressor, identificado como Shaukat, fugiu após cometer o crime, enquanto a vítima foi internada no hospital Lady Reading da capital provincial, Peshawar. A mãe e um irmão de Bushra também sofreram ferimentos leves ao tentar proteger a atriz, conhecida localmente por suas interpretações em filmes, séries e peças de teatro.

Os ataques com ácido contra mulheres, frequentemente enquadrados dentro dos chamados crimes de honra, são frequentes no Paquistão, onde sofrem grande discriminação em todas as esferas da sociedade

la pode



Equador aprova porte de drogas para consumo pessoal


O Equador autorizou nesta sexta-feira o porte de drogas para consumo pessoal. A medida foi publicada no Diário Oficial equatoriano.

A partir de hoje, o porte de maconha, cocaína, heroína, ecstasy e anfetaminas em pequenas quantidades estabelecidas em lei não será mais alvo de punição pela polícia nem pelo sistema judiciário.

Os limites máximos de porte são de 10 gramas para maconha, 2 gramas para pasta-base de cocaína, 1 grama para cloridrato de cocaína, 0,01 grama para heroína, 0,01 grama para ecstasy e 0,04 grama para anfetaminas.

Na véspera, o procurador-geral Diego García enfatizou que "a constituição e a lei permitem ou consideram que não é crime o consumo" e que "o que está sujeito a punição é o cultivo, o tráfico e a venda, seja em quantidades pequenas ou elevadas". Fonte: Associated Press.

fazer o que ne


Brad Pitt cancela vinda ao Brasil



Embora a Paramount não tenha emitido uma nota oficial, a Febre, assessoria que monitorava a vinda de Brad Pitt ao Brasil, comunicou aos jornalistas que deveriam participar do tapete vermelho do filme Guerra Mundial Z na segunda-feira, 24, à noite, no Rio, o seguinte. Por conta do momento vivido pelo País, a empresa não se sentia confortável promovendo um evento festivo do porte que deveria ter a pré-estreia. A vinda do marido de Angelina Jolie, portanto, está cancelada.

mudaram de ideia




MPL volta atrás e remarca manifestação em Salvador neste sábado
Percurso do protesto, no entanto, não envolverá a Arena Fonte Nova, onde ocorrerá a partida entre Brasil e Itália


Pouco mais de uma hora depois de anunciar, por meio das mídias sociais, que não promoveria uma manifestação neste sábado, em Salvador, o Movimento Passe Livre (MPL) voltou atrás e agendou uma caminhada, amanhã. O trajeto previsto, porém, não envolverá a Arena Fonte Nova, onde ocorre, às 16 horas, a partida entre Brasil e Itália.

Segundo a página do grupo no Facebook, o trajeto para a manifestação será entre a Praça do Campo Grande - mesmo local usado pelo grupo para fazer a concentração da manifestação na quinta-feira - e o Iguatemi, local no qual houve uma passeata na segunda-feira. Pelo menos outras três manifestações estão sendo organizadas, por meio das mídias sociais, na cidade.

O governador Jaques Wagner lamentou a depredação dos protestos da quinta-feira e os confrontos entre PMs e manifestantes, mas defendeu a ação da polícia e prometeu reforçar a segurança na cidade, em especial nos arredores do estádio. "Nossa polícia é altamente experimentada na atuação em grandes eventos, nosso carnaval é muito elogiado, no mundo, por isso", argumentou.

O saldo dos confrontos e dos atos de vandalismo foi de dois policiais e 44 civis feridos, entre eles um homem baleado e uma mulher com uma fratura na perna. Três ônibus foram incendiados, outros três (entre eles dois que serviam à comitiva da Fifa) apedrejados, quatro viaturas da Polícia Civil e dois carros de passeio danificados. Três agências bancárias e cinco lojas tiveram fachadas quebradas - uma delas foi saqueada. Dezenas de equipamentos públicos, como pontos de ônibus, banheiros químicos, telefones públicos, placas de sinalização de trânsito e lixeiras) foram depredados.

Por outro lado, Wagner prometeu investigar "todas as acusações de abuso" por parte da força policial. Vídeos registrados pela população e divulgados na internet mostram, por exemplo, um policial militar atirando para o alto, no meio dos manifestantes, de dentro de um carro do governo do Estado. "Já identificamos o veículo, que estava sendo usado pela PM, e vamos identificar os ocupantes", prometeu.

'Quebra-quebra é contra a democracia'. Em seu primeiro pronunciamento após o confronto de quinta-feira, o governador cobrou foco nos protestos, afirmou que os atos violentos "atrapalham a democracia".

Wagner disse que "se empolga" com "o despertar para a cidadania da juventude", lembrou de manifestações das quais participou, quando era estudante e depois de ingressar no sindicalismo, mas cobrou uma pauta de reivindicações dos manifestantes.

"É preciso mostrar claramente quais são as reivindicações, para que possamos ir à mesa negociar", argumentou. "Para ir às ruas, a população precisa ter uma bandeira concreta para pressionar. Acho que o grito dessa manifestação foi 'melhora Brasil'. Esse grito já foi dado. Agora, precisamos das pautas."

Segundo o governador, a violência registrada nos confrontos põe em risco a proposta da manifestação. "Esse rio não corre para um caminho bom", avalia. "Quero fazer um apelo para esses jovens que despertam para a cidadania, para que as manifestações não sirvam de guarda-chuva para quem não tem apreço à democracia. Porque quem está lá para promover quebra-quebra está contra a democracia, que é nossa maior joia."

  

prejuizo?? e dai?




Prejuízo da suspensão dos grandes eventos no Brasil é de R$ 10 bilhões
Estimativa inclui quebra de acordos comerciais; rombo seria pago pelo governo

O esforço da Fifa e do governo em garantir a Copa das Confederações tem motivo: um prejuízo bilionário. A suspensão do torneio e, eventualmente, da Copa, deixaria um rombo de mais de R$ 10 bilhões, que seria bancado, em grande parte, pela União



A estimativa é de fontes da Fifa ouvidas pelo Estado, com base nos valores da seguradora Munich Re, a maior do mundo, contratada para garantir a Copa de 2010. Eventuais problemas em 2014 poderiam até superar a marca da África do Sul.

Esse valor incluiria o rompimento de contratos, a suspensão de serviços e o cancelamento de acordos de televisão e de marketing, além de infraestrutura. A previsão é de que a Copa consumiria investimentos de US$ 3,2 bilhões por parte da Fifa.

Pela Lei Geral da Copa, cabe à União bancar grande parte dos prejuízos da Fifa em caso de suspensão do evento. Mas o que mais assusta a entidade é que, se isso ocorrer, processos judiciais e disputas comerciais seriam lançadas.

Hoje, a realização da Copa do Mundo e da Copa das Confederações garante a existência de mais de mil contratos comerciais e de fornecimento entre a Fifa, o país-sede e os organizadores locais. Financeiramente, portanto, o evento já está amarrado ao País. Os contratos não seriam rompidos por problemas com estádios, por exemplo, mas em um momento de caos social, a situação é outra.

A possibilidade de rompimento, em condições normais, é considerada tão remota e os prejuízos, tão elevados, que a Fifa nem sequer tem um seguro que cobriria todo o evento. A estratégia adotada pela entidade desde 11 de setembro de 2001 foi o de criar um "colchão financeiro" que permita a ela sobreviver mesmo sem um Mundial, sua principal fonte de receita.

PATROCINADORES
Fontes na Fifa também dizem que patrocinadores estão preocupados com a repercussão negativa para suas marcas. Muitos prefeririam ver uma transferência da fase final da Copa das Confederações para outro país do que um desastre no Brasil.

Nos últimos dias, patrocinadores têm feito queixas à entidade por não dar garantias a seus convidados, um dos pontos centrais dos acordos. Operações de marketing foram canceladas e, segundo empresas, mesmo que o torneio chegue ao final, os prejuízos serão grandes.

Oficialmente, porém, as empresas se recusam a comentar os problemas. A Coca-Cola, em nota, afirmou que "os eventos vão colaborar para o desenvolvimento econômico e social do país" e que "manifestações públicas e pacíficas fazem parte do processo democrático".

Enquanto a Fifa faz suas contas, a ordem da cúpula da entidade é a de evitar as ruas e esconder qualquer sinal relacionado à organização. O Estado presenciou o momento em que funcionários do Copacabana Palace, quartel-general da entidade, foram instruídos a retirar bandeiras com o nome da Fifa dos mastros do hotel.

Publicamente, a Fifa faz uma verdadeira ofensiva para negar as informações que apontam para um possível cancelamento do torneio. Segundo a entidade, essa opção jamais foi debatida, mas a assessoria tem mentido sobre a realização de reuniões para tratar do assunto.

A Fifa reconhece, porém, que o presidente Joseph Blatter, agora na Turquia, tem sido informado sobre os últimos acontecimentos. A entidade insiste que a viagem estava planejada, mas o Estado apurou que o dirigente cancelou, de última hora, jantares com governadores nordestinos.


olha so quem fala




Manifestantes são bandidos, diz empresário que matou jovem em Ribeirão
Ele afirmou que deram pauladas no seu carro, se sentiu ameaçado e que não quer ser preso

Em entrevista ao portal G1, o empresário Alexsandro Ishisato de Azevedo, acusado de atropelar 12 pessoas e matar uma em Ribeirão Preto (SP) durante um protesto, disse que o grupo que fechava a avenida era formado por "bandidos". Ele alegou ter se sentido ameaçado e não informou quando irá se apresentar à polícia, mas afirmou estar arrependido


"Não era um monte de estudante de verdade, era um bando de bandidos. Só tinha bandidos", disse o motorista que teve sua prisão decretada pela Justiça. Segundo narrou, os manifestantes davam pauladas no carro e o xingavam. O veículo, que foi abandonado depois e está apreendido, não teria ficado amassado por ser blindado. Foram detectadas nele apenas pequenas avarias.

A entrevista foi concedida por telefone à EPTV Ribeirão Preto. "Qualquer um que passasse pelo que eu passei, faria a mesma coisa. Eu estou com um corte de cinco centímetros na cabeça e só não fui fazer exame de corpo de delito porque eles vão me prender", disse o acusado. Ele falou ainda que não quer ir para a cadeia porque não é bandido.

A versão do empresário, que é lutador de jiu-jitsu, contraria a dos manifestantes. Alguns pontos também não batem com as imagens gravadas no local. O rapaz morto, por exemplo, Marcos Delefrate, de 18 anos, era estudante do Senai, trabalhava, não tinha passagens pela polícia e, segundo amigos, não usava drogas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

tao com medinho ne



Fifa exige mais segurança para Copa das Confederações
Entidade diz que é o alvo errado dos protestos e nega ter Plano B para o Mundial em 2014


O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que pediu mais segurança ao governo para a realização da Copa das Confederações. Mas insistiu que o torneio irá até o final. Segundo ele, a Fifa é o "alvo errado" das manifestações. "Não temos responsabilidade", insistiu.

Valcke falou com um pequeno grupo de jornalistas brasileiros após se reunir com membros do Comitê Executivo da Fifa e com a CBF, entre eles Marco Polo Del Nero.

— Pedimos a segurança que nós precisamos para ter o torneio até o final.

Questionado de quanto seria o aumento, ele garantiu que essa é uma questão que o governo que tem de dizer. O dirigente ainda saiu em defesa da Fifa, diante do fato de que manifestantes de todo o país o atacam pelos gastos com a Copa do Mundo. Ele insistiu que a situação precisa estar resolvida para 2014 para o Mundial.

— Eu espero que isso não dure até 2014. O Brasil terá de resolver o problema. A Fifa não tem a ver com isso. A Fifa não tem nada que resolver. Nós somos o alvo errado (das manifestações) e não somos as pessoas com quem tem de falar.

Valcke também deixou claro que, apesar de o nome da Fifa ser amplamente citado nas ruas, o assunto não é dele.

— É um problema do Brasil, não um problema da Fifa. É uma pena. Não fizemos nada para estar no meio disso. A Copa das Confederações está ocorrendo no Brasil e a Copa terá de ocorrer no Brasil. Vamos garantir que ocorra da melhor maneira possível. Não há plano B.

CBF fecha sua sede mais cedo

Diante dos protestos, a CBF fechou as portas no início da tarde desta sexta-feira (21). Funcionários foram dispensados pela direção da entidade, na zona oeste do Rio. O bairro é o centro dos protestos na capital fluminense. Shoppings e escolas também encerraram suas atividades antes do previsto.

boa Romario



Em vídeo, Romário apoia protestos e ataca Fifa
O deputado e ex-jogador de futebol Romário divulgou um vídeo nesta sexta-feira. Na peça, ele enaltece os protestos que levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas na véspera. “Nossos governantes têm que entender, definitivamente, a partir de agora que os dias de falcatruas, sacanagens, roubos, desonestidade e, principalmente, falta de repeito com o nosso povo, acabou isso.”

Romário discorreu sobre os gastos públicos relacionados à Copa. Disse que, em 2007, quando o Brasil foi escolhido como país-sede do evento, a previsão de gastos era de R$ 23 bilhões. Hoje, a cifra já está na casa dos R$ 28 bilhões. Comparou com outros países que já recepcionaram o Mundial de futebol. Segundo ele, a África do Sul gastou R$ 7 bilhões; o Japão, R$ 10,1 bilhões; a Alemanha, R$ 10,7 bilhões.

“Desculpe a expressão, sacanagem, né? É sacanagem com o nosso dinheiro, é sacanagem com o dinheiro do povo, é falta de respeito, é falta de escrúpulo. Tem mais: imagina quantas pessoas estão enriquecendo com isso! Vocês têm ideia?”

Irônico, Romário disse que a presidente do Brasil é a Fifa, não Dilma Rousseff. Recordou: os deputados que integram a Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência reuniram-se no ano passado com Ricardo Teixeira, então presidente da CBF, e com Ronaldo, à época representante do COL (Comitê Organizador Local da Copa). “Prometeram que essas pessoas com deficiência e de baixa renda teriam 32 mil ingressos para a Copa do Mundo. Eu pergunto a vocês: cadê?”

Romário acrescentou: “A presidenta atual do nosso país, que se chama Fifa, vai chegar aqui, vai ter um lucro de R$ 4 bilhões, e teria que pagar em impostos mais ou menos R$ 1 bilhão. E não vai pagar. Ou seja, ela vem, monta o circo, não gasta nenhum e leva tudo.” O deputado-jorgador levou sua mensagem à web dois dias da veiculação de outro vídeo, no qual Pelé pede: “Vamos esquecer toda essa confusão que está acontecendo no Brasil.”

ja vai tarde



Fifa e parceiros têm plano B para concluir a Copa das Confederações fora do Brasil


A intenção é concluir a Copa das Confederações no Brasil, mas caso os problemas relacionados à segurança se agravem, a Fifa trabalha com um plano B para o torneio.

A solução discutida pela entidade e seus parceiros seria concluir a fase de grupos neste final de semana, com as quatro partidas que restam, e fazer as semifinais e finais longe do território brasileiro.

No sábado, jogam Brasil x Itália (Salvador) e Japão x México (Belo Horizonte). No domingo, a Espanha enfrenta a Nigéria (Fortaleza) e o Uruguai joga contra o Taiti (Recife). As semifinais estão marcadas para quarta (Belo Horizonte) e quinta (Fortaleza) da semana que vem. A final e a decisão do terceiro lugar, para o domingo, dia 30 de junho, no Rio e Salvador, respectivamente.

A Fifa e as seleções que disputam a Copa das Confederações já externaram seu pavor com a insegurança que vivem no Brasil. O entendimento na entidade é de que mudar quatro partidas (envolvendo quatro seleções) seria menos danoso para a entidade e menos custoso a seus cofres do que cancelar o evento.

De acordo com parceiros da entidade ouvidas pela Folha, Europa, Estados Unidos e até a China são tratados como possíveis locais onde o torneio poderia ser realizado.

Procurada pela Folha, a Fifa respondeu que "continua monitorando a situação junto com as autoridades brasileiras e no momento não há qualquer mudança prevista no cronograma da Copa das Confederações."

A  CBF resolveu fechar a sua sede, no Rio, por causa dos protestos. Funcionários foram dispensados pela direção da entidade.

APAVORADOS

Os protestos que tomam conta das ruas nos últimos dias, atingindo inclusive o entorno e o interior dos estádios, deixaram integrantes da Fifa e de seleções apavorados com o andamento da Copa das Confederações no Brasil.

A competição virou um pesadelo para a entidade. Não que a Fifa esperasse um evento perfeito, mas a proporção dos problemas, segundo a Folha apurou, é maior do que o pior cenário imaginado.

Os protestos, em alguns casos violentos, se somaram a outras falhas, como furtos e problemas na infraestrutura.

Nesta quinta-feira à noite, durante manifestações em Salvador, onde a seleção brasileira pega a Itália no sábado, dois micro-ônibus usados pela Fifa foram apedrejados em frente ao hotel em que seus funcionários estão hospedados.

Manifestantes também atiraram pedras contra o hotel Sheraton, no Campo Grande, em Salvador. A polícia usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e a Cavalaria para dispersar os manifestantes.

seria o NOSSO primeiro presidente NEGRO?




Joaquim Barbosa lidera corrida presidencial entre manifestantes, aponta Datafolha


Apesar de não figurar na lista de pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, aparece como o preferido dos manifestantes paulistanos para suceder Dilma Rousseff, mostra pesquisa do Datafolha realizada nessa quinta-feira (20).

De acordo com o instituto, Barbosa foi mencionado por 30% dos entrevistados, contra 22% da ex-senadora Marina Silva, que tenta montar a Rede Sustentabilidade para concorrer ao Planalto em 2014. Dilma (PT) aparece em terceiro na lista, com 10% das menções.

O levantamento foi realizado durante os protestos de ontem na avenida Paulista, região central da cidade.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 5%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 1%, vêm logo a seguir.

A margem de erro da pesquisa, que entrevistou 551 manifestantes, é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. No limite, Barbosa e Marina poderiam ter 26% das preferências, mas, segundo o Datafolha, a probabilidade de que esse cenário seja real é muito pequena

agora estao todos ferrados !!!



'Nem proteção à polícia, nem a vandalos', afirma Cabral
Governador reitera que o poder público vai garantir as manifestações pacíficas


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu a ação da polícia, na noite de quinta-feira, contra atos de vandalismo que causaram destruição em vários pontos do centro da capital fluminense. Em entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira, declarou, no entanto, que excessos serão verificados e procedimentos poderão ser revistos. "Não estou protegendo a polícia nem vou proteger vândalos. Numa situação como essa, de excessos, não tem vitorioso. Se houve excessos, deve haver punição de ambos os lados."

O governador reiterou que o poder público vai garantir as manifestações pacíficas e repudiou o vandalismo. "A luta pela participação é sempre bem-vinda, e atos de vandalismo prejudicam esse debate. A ordem pública deve ser preservada aqui e em todo o Brasil. Toda vez que é feita uma manifestação democrática, o Brasil avança, e com atos de vandalismo quem perde é a sociedade", afirmou Cabral.

Segundo ele, a Polícia Civil continua na investigação para identificar os responsáveis pelos atos mais violentos de ataques. O governador disse que não se sente o alvo principal dos protestos nas ruas do Rio de Janeiro. "Essa é uma interpretação sua", respondeu a um repórter que o questionou sobre as críticas levadas pelos manifestantes às ruas. "Não tenho monopólio nem unanimidade. Fui reeleito com 67% dos votos e 33% dos cidadãos não votaram em mim. Minha luta é que se mantenha no Brasil um debate nos padrões democráticos."